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28 de jul de 2017

Doze razões para usar o cinto de segurança

Por David Duarte Lima
A história do cinto de segurança começou nos Estados Unidos em 1885, quando Edward Claghorn depositou a patente de um equipamento que retinha as pessoas em seus lugares durante a viagem de diligências. Eram cintos de segurança na sua forma mais rudimentar. Naquela época, os caminhos eram precários, tinham muitos buracos e curvas, os eram veículos puxados por animais, o que tornava as viagens desconfortáveis. Não era raro as pessoas caírem quando a diligência passava nos buracos ou fazia uma curva mais fechada.
Na corrida de carros de Paris a Marselha em 1896 alguns pilotos utilizaram cinto de segurança para evitar cair do carro nas curvas. Em 1903 o francês  Gustave Désiré Liebau  patenteou as “correias protetoras para carros e outros”. Era uma espécie de cinto de segurança que mantinha o condutor amarrado ao banco do carro. É na aeronáutica, porém, que o cinto se populariza, especialmente a partir da Primeira Guerra Mundial.
O cinto com três pontos de fixação foi desenvolvido por Nils Bohlin, engenheiro de segurança da Volvo, em 1959. Chocado com a morte de James Dean em 1955 ao volante de um Porsche Spyder, ele desenvolveu o equipamento para evitar novas tragédias.
No Brasil, o Artigo 65 do Código de Trânsito diz que “É obrigatório o uso do cinto de segurança para condutor e passageiros em todas as vias do território nacional, salvo em situações regulamentadas pelo CONTRAN”.
Independentemente da lei, vejamos algumas razões para usar o cinto:
  • O cinto de segurança é imprescindível para proteger os ocupantes do veículo. É um equipamento simples, fácil de usar e que não traz desconforto. Quando ocorre uma colisão, todos corpos soltos continuam na mesma velocidade do veículo até encontrarem algo que os retenha. Se não estiverem de cinto, as pessoas se chocam umas com as outras ou contra o para-brisa, o volante, o painel do carro. Geralmente as consequências são graves. O primeiro papel do cinto de segurança é impedir que as pessoas se choquem contra as paredes do veículo ou se choquem umas contra as outras.
  • Usar cinto de segurança diminui o risco de morte em 50%. Essa estatística leva em conta todos os tipos de colisão. A eficácia do cinto varia segundo o tipo de colisão (frontal, lateral, traseira), segundo a velocidade, o tipo de veículo.
  • Se a pessoa for arremessada para fora do veículo em uma colisão, sua chance de sobreviver é dividida por cinco. Além do impacto da queda, há o risco de ela se chocar contra o meio-fio ou objetos fixos nas laterais da via. Se cair ficar na pista, pode atropelada por veículos.
  • O cinto é eficaz em colisões leves, que são as mais frequentes. Nesses casos o cinto permite sair ileso do acidente. Cerca de 70% das colisões ocorrem com velocidades inferiores a 50 km/h, quando o cinto de segurança é muitíssimo eficaz. Mesmo em altas velocidades a gravidade dos ferimentos diminui consideravelmente com o uso do cinto. Um estudo europeu que considerou 28 mil acidentes mostrou que não houve óbito em colisões ocorridas com velocidades inferiores a 100 km/h e utilizavam o cinto.
  • Há inúmeros registros de ocupantes sem cinto que tiveram ferimentos graves ou morreram em colisões em velocidades inferiores a 20km/h.
  • A força de um impacto de uma colisão a 50 km/h corresponde a 35 vezes o peso da pessoa. Uma pessoa de 70 quilos sofrerá um impacto de 2450 quilos. Uma criança de 30 quilos receberá um impacto de mais de uma tonelada (1050kg). Sem cinto ninguém consegue segurar a multiplicação do peso. É o cinto que faz esse Para lembrar: um choque a 50km/h corresponde a cair de uma altura de mais de 10 metros!
  • Igualmente submetidos às leis da Física, os passageiros do banco de trás também devem usar o cinto de segurança. Mais: sem usar o cinto, os passageiros do banco de trás ameaçam a segurança de quem está nos bancos da frente. 80% das mortes de pessoas dos bancos da frente são causadas por passageiros sem cinto no banco de trás.
  • O cinto de segurança reduz em 40% o risco de traumatismo crâneo encefálico (TCE), que são os mais graves. Metade dos mortos em acidentes de trânsito tem esse tipo de lesão.
  • Os argumentos de que se o veículo pegar fogo ou afundar n’água os ocupantes morreriam não se sustentam. Nessas situações, usando o cinto de segurança as pessoas têm grandes chances de sobreviver, pois irão continuar conscientes e poderão se soltar do cinto.
  • Usado corretamente, o cinto de segurança protege a vida da mãe e aumenta as chances de sobrevivência do feto. A alça inferior do cinto deve ser apoiada no osso da bacia da mãe.
  • Algumas pessoas argumentam que correr risco é uma questão de liberdade pessoal. Porém, os custos decorrentes dos acidentes são distribuídos sobre toda sociedade. Além pessoal, a segurança é também uma questão social.
  • Metade dos brasileiros sofrerá pelo menos um acidente de trânsito na vida. O cinto de segurança é como uma vacina, quem estiver protegido se salvará.
Conclusão: use sempre o cinto de segurança.

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