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29 de jun de 2017

Curso para Professores Multiplicadores de Educação para o Trânsito, em Lages, com Irene Rios


Curso realizado no dia 20 de junho de 2017.

Diretran promove curso para multiplicar a educação no trânsito


Em dois dias entre teoria e prática os professores adquirem amplo conhecimento para multiplicar o que aprenderam em salas de aulas.


Fotos: Marcelo Pakinha


Na manhã desta terça-feira (20) teve início, no Teatro do Sesc, o Curso dos Multiplicadores em Educação para o Trânsito, promovido pela Diretoria de Trânsito (Diretran). Participam das aulas, até quarta-feira (21), professores das redes estadual e municipal de ensino. A proposta é repassar conhecimentos e transformar os profissionais da educação em multiplicadores, no aprendizado em noções de civilidade, respeito, obediência às sinalizações e cumprimento às normas e legislações de trânsito. São 16 horas/aula, com direito à certificação.


Durante todo o dia, a professora, especialista em educação de trânsito, de São José, Irene Rios, passou aos presentes inúmeras técnicas que envolvem a abordagem e os métodos educativos, visando ampliar a segurança em meio ao trânsito. Segundo ela, a morte de um irmão dela no trânsito foi o que a motivou a trabalhar no campo da educação, proporcionando nas abordagens conteúdos sobre conceitos, métodos e técnicas educativas, justamente para pessoas que possam levar para as salas de aula, as orientações sobre as consequências da violência viária.

De acordo com o executivo de Trânsito, Jacinto Bet, este é o primeiro curso do gênero praticado este ano aos professores. O entendimento é de que a força da educação diretamente aplicada às crianças nas escolas, é a maneira mais rápida para ampliar conhecimento em setores essenciais como o trânsito. O repasse de informações às crianças é fundamental, pois, pressupõe-se que os adultos devidamente habilitados com suas CNHs já sabem sobre todas as regras. “Entendo que a melhor maneira de se conseguir modificar certos comportamentos no trânsito, seja somente através da educação”, ressaltou.








Indenizações pagas pelo DPVAT têm queda de 33,4% em 2016


No total, foram 434 mil indenizações e R$ 1,7 bilhão em pagamentos. Motos lideram acidentes, com 76% dos casos.



O número de indenizações pagas pelo seguro DPVAT diminuiu 33,4% em 2016, na comparação com o ano anterior, segundo informou nesta terça-feira (27) a Líder-DPVAT, que administra o consórcio de seguradoras.

Pelo segundo ano seguido, houve uma baixa no número de indenizações, já que em 2015 haviam diminuído 15%.

No total, em 2016 foram pagas 434 mil indenizações, somando R$ 1,7 bilhão em reembolsos de despesas hospitalares, invalidez permanente ou morte para vítimas de acidentes de trânsito no Brasil.

De acordo com a seguradora Líder, a queda na quantidade de indenizações está ligada ao combate a fraudes e ações de prevenção de acidentes no trânsito. Devido aos menores pagamentos, o DPVAT ficou mais barato em 2017.

Segundo a entidade, 9.493 tentativas de fraudes foram identificadas, o que evitou a perda de R$ 120,2 milhões.

Acidentes por tipo de veículo


Motos: 330.130 (76% do total) - em 2015, foram 497.009

Automóveis: 83.542 (19%) - em 2015, foram 124.267

Caminhões e pick-ups: 12.515 (3%) - em 2015, foram 17.973

Ônibus, micro-ônibus e vans: 7.712 (1,9%) - em 2015, foram 13.100

Ciclomotores (veículos de duas rodas de até 50 cilindradas) 347 (0,1%) - não havia esta categoria em 2015

As indenizações por mortes somaram 33.547 casos, enquanto as por invalidez permanente foram 346.060 e os reembolsos por despesas médicas chegaram a 54.639 casos.

“Acidentes envolvendo motocicletas corresponderam a 76% do total, um número alarmante, levando-se em conta que as mesmas respondem por 27% da frota de veículos automotores em circulação”, aponta Ismar Torres, diretor-presidente da Seguradora Líder-DPVAT.


No entanto, mesmo entre as motos houve um recuo no número de indenizações, passando de 497.009, em 2015, para 330.130, no ano passado, o que corresponde a uma queda de 33,6%.

Motociclista morre em acidente na MG-10, em Belo Horizonte (Foto: Reprodução/TV Globo)

Motociclista morre em acidente na MG-10, em Belo Horizonte (Foto: Reprodução/TV Globo)

Indenizações por Região/ todos os veículos

Nordeste – 29%

Sudeste – 29%

Sul – 21%

Centro-Oeste – 12%

Norte – 9%

Madrugada tem mais acidentes

O período com mais registros é a madrugada, das 0h às 5h59, informou o relatório. 30% das indenizações foram pagas para acidentes neste período.

Madrugada - das 0h às 5h59 (30%)

Amanhecer - das 6 às 8h59 (9%)

Manhã - das 9h às 12h59 (14%)

Tarde - das 13h às 16h59 (16%)

Anoitecer - das 17h às 19h59 (18%)

Noite - das 20h às 23h59 (13%)

Veja a tabela do DPVAT 2017 (sem considerar taxa e imposto)

Automóveis: R$ 63,69 (era de R$ 101,10)

Motocicletas: R$ 180,65 (era de R$ 286,75)

Caminhões e caminhonetes: R$ 66,66 (era de R$ 105,81)

Ônibus e micro-ônibus com cobrança de frete e lotação de mais de 10 passageiros: R$ 246,23

Ônibus e micro-ônibus sem cobrança de frete ou lotação de até 10 passageiros, com cobrança de frete: R$ 152,67

Ciclomotores de até 50 cilindradas ('cinquentinhas'): R$ 81,90 (era de R$ 130)

Indenizações

O valor de indenizações não mudou em relação a 2016. Ela é de R$ 13.500 por morte, de até R$ 13.500 por invalidez permanente e de até R$ 2.700 para despesas médicas.

O que é DPVAT

O seguro DPVAT (Danos Pessoais causados por Veículos Automotores de Via Terrestre) cobre casos de morte, invalidez permanente ou despesas com assistências médica e suplementares (DAMS) por lesões de menor gravidade causadas por acidentes de trânsito em todo o país.

O recolhimento do seguro é anual e obrigatório para todos os proprietários de veículos.

A data de vencimento é junto com a do IPVA, e o pagamento é requisito para o motorista obter o licenciamento anual do veículo.

Vítimas e seus herdeiros (no caso de morte) têm um prazo de 3 anos após o acidente para dar entrada no seguro. Informações de como receber o DPVAT podem ser obtidas pelo telefone 0800-022-1204.

Fonte:

A importância do Parachoque Traseiro nos Veículos de Carga

A Cidade Ideal


Pesquisa revela percepção dos jovens com o trânsito

Entrevistados admitem combinação de álcool e volante, dirigir acima do limite de velocidade e uso de celular.

Pesquisa aponta que um em cada quatro motoristas brasileiros dirige, em raras ocasiões, após consumir bebida alcoólica. E mais da metade usa o celular enquanto guia

Rio - Pesquisa encomendada pela Arteris, concessionária de rodovias no país, revelou que apenas 2,3% dos jovens brasileiros entre 12 e 17 anos consideram o trânsito seguro. O levantamento, batizado de ‘O Jovem e o Trânsito’, reforça outro estudo, encomendado pela empresa em 2016, que mostrou que quase metade dos motoristas admite nem sempre respeitar os limites de velocidade das ruas, avenidas e rodovias. E que um em cada quatro motoristas brasileiros dirige, ainda que raramente, após consumir bebida alcoólica. Ainda segundo o levantamento, mais da metade dos motoristas usa o celular enquanto dirige, ainda que em raras ocasiões.
A diretora de Comunicação, Marketing e Sustentabilidade da Arteris, Alessandra Vasconcelos, reforça a importância dessas análises. “As pesquisas têm mostrado que o comportamento inadequado e de risco é a principal causa de acidentes de trânsito no Brasil e no mundo. Os jovens estão entre os mais vulneráveis. E, por isso, é fundamental que a educação para o trânsito faça parte do cotidiano deles. É preciso quebrar este ciclo de tolerância e de irresponsabilidade, construindo uma conduta responsável e cidadã no trânsito em benefício da preservação da vida”, afirma.
O estudo atual foi feito entre 8 e 18 de maio deste ano, com 1.001 jovens das cinco regiões do país, com idade entre 12 e 17 anos, que responderam um conjunto de perguntas sobre o trânsito, incluindo informações sobre o seu próprio comportamento e de seus pais e responsáveis. A mostra retrata a distribuição no território nacional de jovens desta faixa etária. A margem de erro é de 3,1%.
Agentes da PRF atuaram no feriado para combater infrações de trânsito e conscientizar a população
Principais resultados
O estudo ‘O Jovem e o Trânsito’ permitiu algumas interpretações. Segundo a Arteris, apenas 2,3% dos jovens acham o trânsito seguro no país e indicam que os três aspectos que mais impactam a segurança no trânsito são: dirigir após consumo de bebida alcoólica (70,6%), utilização do celular por motoristas e pedestres (53,7%) e excesso de velocidade (53,7%).
Um dado positivo é que mais de 90% dos jovens entrevistados informaram não ter participado, como pedestre ou enquanto passageiros, de acidentes de trânsito nos últimos 12 meses. Contudo, quase 1/4 lembra de ter perdido algum familiar em acidente de trânsito.
Mais perigo entre amigos
Sobre o próprio comportamento, 74,1% dos jovens brasileiros acreditam ter comportamento seguro como pedestres. Porém, quando estão em turma, o índice cai quase 30 pontos, chegando 45,3%. Além disso, o hábito de usar cinto não está totalmente assimilado: 1/3 dos jovens admite nem sempre utilizar o cinto no banco da frente, enquanto 65% dizem não usar no assento traseiro.
O tema ainda não é abordado nas escolas. Apesar de os riscos do trânsito estarem tão presentes no cotidiano dos jovens brasileiros, a grande maioria deles (71,2%) admitiu que a educação para o trânsito não aparece na grade curricular. Sobre os pais, quando questionados sobre o comportamento de seus responsáveis, os jovens afirmaram que 40% deles dirigem, mesmo que raramente, após consumo de bebida alcoólica. Quase 57% nem sempre respeitam os limites de velocidades. E 61% utilizam o celular enquanto dirigem.
O mais alarmante, de acordo com a concessionária, é que, mesmo após admitir reconhecer a conduta imprudente de pais ou responsáveis no trânsito, 83% dos jovens dizem que confiam neles como condutores. Isso significa que a grande maioria dos jovens brasileiros, de certa forma, tolera a atitude imprudente de seus tutores no trânsito.
PRF registra 68 acidentes durante feriado
A PRF divulgou o balanço da operação para o feriado de Corpus Christ, que atuou da quarta (14) ao domingo passado. Foram registrados 68 acidentes, uma morte e 58 feridos em rodovias federais no Rio. A fiscalização nos trechos com maiores índices de acidentes registrou cerca de 4 mil infrações de trânsito.
Policiais rodoviários federais flagraram 15 motoristas dirigindo sob efeito de álcool e 2.319 por excesso de velocidade. Além dessas, as infrações mais incidentes foram o não uso do cinto de segurança, motociclista sem usar capacete, criança sem cadeirinha e ultrapassagem proibida.
Ações de educação no trânsito com o objetivo de sensibilizar motoristas e passageiros alcançaram aproximadamente 3,4 mil pessoas. 

28 de jun de 2017

O Lúdico na Educação para a Segurança das Crianças no Trânsito

Professor estimula alunos a acompanharem estatísticas de morte no trânsito no Estado

Ao relacionar a quantidade de vítimas com a das pessoas em sala de aula, alunos conseguem perceber o impacto da perda de vidas.




Na sala de aula, Giuliani estimual os alunos a contabilizarem as vítimas do trânsitoFoto: Mauro Vieira

O professor Ricardo Giuliani entrou na sala de aula da Univesidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos) às 19h30min de ontem e não tardou a perguntar aos alunos da disciplina de Teoria Geral do Direito:


– Quantos?

Os alunos, que já esperavam pelo questionamento, responderam de pronto.

– Trinta e oito – disseram alguns.

– Trinte e seis – contrapuseram outros.

O professor interveio:

– Isso mesmo. Trinta e seis. E de quem foi a culpa desta vez? Das pobrezinhas das árvores que estavam no meio do caminho? Dos barrancos na beira da estrada?

Os 36 a que Giuliani e os alunos aludiam eram os mortos no trânsito gaúcho durante o feriadão de Corpus Christi. E o diálogo de ontem era a repetição de uma cena que ocorre há seis anos nos minutos iniciais de todas as aulas do subchefe da Casa Civil no governo Olívio Dutra (1999-2002).

Para chamar a atenção dos estudantes para a mortandade nas estradas e avenidas, Giuliani abre os trabalhos promovendo uma contagem dos mortos do fim de semana e somando-as às que ocorreram desde a abertura do ano letivo. Se foram 12 mortes no sábado e no domingo, ele aponta uma fileira de classes:

– Esta fileira foi dizimada no fim de semana.

Quando o número de vítimas se equipara ao do total de alunos (no caso da turma deste semestre são 61), o docente de 47 anos faz um escarcéu:

– Onde estão os meus alunos? Foram todos dizimados no trânsito! A turma inteira se perdeu!

A iniciativa de Giuliani é uma forma de conferir dimensão concreta aos números frios de mortos que se acumulam a cada fim de semana. Ao relacionar a quantidade de vítimas com o das pessoas em sala de aula, diz ele, os alunos conseguem se dar conta da perda de vidas que está em processo nas estradas do Estado.

– A gurizada não tem dimensão do morticínio que é o trânsito. Eu mostro o que significam os 15 mortos de um fim de semana, os oito de outro, os 10 do seguinte. Quando se completa o número de alunos da turma pela primeira vez, é aterrorizante. Eu faço um escândalo, senão as mortes se banalizam. Sem isso, os números perdem significado – diz Giuliani.

O professor conta que teve a ideia viajando pela BR-116 a caminho da Unisinos e vendo as barbaridades cometidas no trânsito por jovens da idade de seus pupilos. Resolveu que precisava fazer uma intervenção em sala de aula. Seus alunos, futuros advogados, juízes e promotores, não podiam ficar mergulhados nos códigos, sem perceber o que estava acontecendo no mundo real, refletiu.

O esforço tem dado resultado. Os universitários participam das discussões, comentam que abordaram o assunto em casa, relatam mudanças de atitude. Às vezes algum até aparece para relatar que resolveu vender a moto por causa dos alertas em sala de aula.

– No começo, a gente não dava muita bola. Depois, começamos a ver os números aumentar. No final das contas, vira uma coisa bem chocante. Hoje todo mundo interage e comenta os casos de acidentes na turma. – conta um dos estudantes, Matheus Vigano Flores, 21 anos.

*Colaborou Letícia Barbieri

Fonte: