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3 de out de 2016

Utilização do cinto de segurança aumenta nas rodovias de São Paulo

Em pouco mais de um ano e meio de campanha de conscientização sobre a importância da utilização do cinto de segurança aumentou em 19 pontos percentuais o índice de passageiros do banco traseiro que usam esse equipamento de segurança. Desenvolvida pela ARTESP – Agência de Transporte do Estado de São Paulo – e pelas concessionárias do Programa de Concessões das Rodovias do Estado de São Paulo, a campanha teve início depois de pesquisa, realizada em dezembro de 2014, mostrar que menos da metade dos passageiros do banco traseiro utilizavam o cinto de segurança. Na ocasião foi verificado que apenas 46% dos passageiros do banco de trás usavam o equipamento, nesta última pesquisa, apurada em julho deste ano e concluída essa semana, o índice subiu para 65%. A conclusão da pesquisa integra as ações de segurança viária que vem sendo realizadas durante a Semana Nacional de Trânsito e em acordo com as diretrizes do Movimento Paulista de Segurança no Trânsito.

O índice obtido nesse levantamento foi o melhor dos cinco já realizados pela Agência desde então. A pesquisa constatou, ainda, aumento do uso do cinto de segurança pelos motoristas e passageiros do banco dianteiro. No caso dos motoristas, o índice de indivíduos que utilizavam o equipamento saltou de 89% em dezembro de 2014 para 93%. Já entre os passageiros do banco dianteiro, considerando o mesmo intervalo, o percentual de uso foi de 84% para 90%. Vale destacar que a não utilização do cinto de segurança é considerada infração grave pelo Código de Trânsito Brasileiro (artigo 65), e resulta em multa de R$ 127,69 por ocupante do veículo sem o equipamento.

A campanha da ARTESP e concessionárias – com ênfase na importância de utilizar o cinto também na parte de trás do veículo – começou em janeiro de 2015. A ação inicial contou com propaganda com peças divulgas em rádios, emissoras de TV, internet e jornais, além de distribuição de folhetos nas rodovias sob concessão. Paralelo a isso, teve início uma campanha educativa com o Simulador de Impacto, equipamento da ARTESP que simula uma colisão a 5 km/h, fazendo com que o usuário tenha a exata sensação do impacto causado por um acidente, e as consequências dessa batida sem a utilização do cinto. Mesmo após a redução da propaganda nos meios de comunicação de massa, as ações com o Simulador permanecem com a adesão de vários parceiros, multiplicando a mensagem da importância da utilização do cinto. O equipamento percorreu aproximadamente 50 municípios desde o início da campanha, alguns deles mais de uma vez.

Por região

As regiões onde é maior o índice de utilização do cinto são Bauru e São José dos Campos, ambas com 80% de indivíduos que usam o equipamento de segurança no banco traseiro. Algumas regiões apresentaram evolução significativa do uso do cinto no banco traseiro após a campanha, como é o caso de Presidente Prudente onde o aumento foi de 28%, Araçatuba com índice 25% superior e São José dos Campos com o maior incremento: 39% em relação ao primeiro levantamento em dezembro de 2014.

Acidentes

Outro levantamento da ARTESP mostra que 57,4% das vítimas fatais do banco traseiro estavam sem o cinto de segurança nos acidentes ocorridos entre janeiro de 2012 e junho de 2016 nas rodovias paulistas concedidas. Dados relativos à medicina de tráfego apontam que o uso do cinto de segurança no banco da frente pode reduzir em 45% o risco de mortes em acidentes. Enquanto que no banco traseiro essa redução pode chegar a 75%.

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