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28 de out de 2015

História de Trânsito para Contar - A Voz da Segurança



A Voz da Segurança

Irene Rios


Era uma vez um menino chamado Gilmar, ele era muito alegre e sorridente, adorava caminhar pelas ruas de sua cidade. Mas, Gilmar tinha algumas atitudes que não eram bacanas e seguras, ele não gostava de respeitar os sinais de trânsito. Não caminhava pela calçada, atravessava a rua fora da faixa, falando no celular, não respeitava o semáforo. Sua mãe pedia para ele ter mais cuidado ao andar na rua, mas não adiantava, Gilmar não obedecia, era um menino imprudente no trânsito, os motoristas tinham que parar para ele atravessar a rua, por várias vezes quase foi atropelado.


A mãe de Gilmar sempre rezava pedido a Deus que iluminasse os caminhos de Gilmar, para que ele escutasse a voz da segurança.

Certa vez, estava indo para a casa de um amigo e, como de costume, ia caminhando fora da calçada. De repente, ouviu alguém falando com ele.

- Gilmar, Gilmar aqui é o lugar de você caminhar.

Gilmar ficou assustado, parecia que a calçada estava falando com ele. Como uma calçada podia falar? E como ela sabia o seu nome? Mas aí ele parou e pensou: “Que bobagem, não ouvi nada, isso foi fruto da minha imaginação”, e continuou caminhando na via, junto aos veículos.

Mas a calçada falou novamente e com mais força:

- Gilmar, Gilmar aqui é o lugar de você caminhar.

Ele, espantado, parou, olhou para a calçada e perguntou?

- O que é que você quer calçada? Como você sabe o meu nome?

Ninguém respondeu. Ele perguntou novamente:

- Fala comigo, calçada.

As pessoas que estavam andando pela calçada ficaram olhando para Gilmar, sem entender sua atitude. Quando ele percebeu que as pessoas estavam olhando, ficou com vergonha e continuou a caminhar fora da calçada.

Aí a calçada voltou a falar: 

- Gilmar, Gilmar aqui é o lugar de você caminhar.

Gilmar então entendeu que somente ele ouvia a voz da calçada e resolveu atender ao seu pedido e caminhar sobre ela. Assim que ele pisou na calçada, ela começou a cantar.

Gilmar, Gilmar use sempre a calçada
Gilmar, Gilmar, que tudo isso é bom, bom, bom, bom
Gilmar, Gilmar, caminhe devagar
Gilmar, Gilmar, que tudo isso é bom, bom, bom, bom.

Ele continuou a percorrer o trajeto pelas calçadas, sempre ouvindo aquela canção.

Gilmar, Gilmar use sempre a calçada
Gilmar, Gilmar, que tudo isso é bom, bom, bom, bom
Gilmar, Gilmar, caminhe devagar
Gilmar, Gilmar, que tudo isso é bom, bom, bom, bom.

Antes de chegar na casa de seu amigo, Gilmar precisava atravessar uma rua, como sempre fazia, foi atravessar fora da faixa de pedestres. Quando ia iniciar a travessia, ouviu uma voz que vinha do asfalto:

- Gilmar, Gilmar aqui não é lugar de você atravessar.

E Gilmar falou:

- Não acredito, as ruas também falam. Já sei, vou atravessar na faixa de pedestre.

E continuou caminhando sobre a calçada, que cantava se deliciando com seus passos sobre ela.

Ao chegar na faixa de pedestre, recebeu um bip no celular avisando sobre a chegada de uma nova mensagem. Pegou o celular e começou a ler a mensagem enquanto ia atravessar a rua, quando ouviu uma voz vinda da faixa de pedestre.

- Gilmar, Gilmar aqui não é lugar de usar o celular.

Então Gilmar guardou o celular, olhou para os dois lados, viu que não vinha nenhum veículo e começou a atravessar a rua sobre a faixa de pedestre.

A faixa de pedestre, sentindo os passos de Gilmar cantava alegremente.

Gilmar, Gilmar use a faixa de pedestre
Gilmar, Gilmar, que tudo isso é bom, bom, bom, bom
Gilmar, Gilmar, atravesse devagar
Gilmar, Gilmar, que tudo isso é bom, bom, bom, bom.

Gilmar não estava acreditando no que estava acontecendo, parecia uma magia, calçadas e ruas que falavam.

Chegando em casa, contou para sua mãe o que estava acontecendo e ela com alegria falou:

- Finalmente minhas orações estão sendo atendidas. Meu filho, quem está falando com você é a voz da segurança, peço sempre a Deus que envie a voz da segurança para lhe orientar, para que nunca seja atropelado quando anda pela rua. Querido escute e atenda sempre a voz da segurança.

João abraçou sua mãe e disse.

- Obrigado, mãe. A voz da segurança é linda vou sempre querer ouvi-la.

Depois desse dia, Gilmar caminhava sempre pela calçada, atravessava na faixa de pedestre e deixava o celular guardado quando estava caminhando no trânsito. Ouvia sempre o canto da calçada e da faixa de pedestre e ficava encantado com a voz da segurança.

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