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16 de jul de 2015

Evolução

Por Rosa Maria Maia ¹
No tempo a história da Humanidade fala.
Conta à saga da Criatura que de pé caminhou.
Criando laços, traçando passos e trajetórias.
Emitiu sons guturais e logo modulou o tom,
Aperfeiçoando o gesto, ferramenta da mão.
Eis os arquitetos de uma nova criação!
Corpo ereto, pés sustentando movimentos,
Pés e mãos, veículos da mente para circulação.
Artérias a amostra rasgam um novo chão.
Mas logo, o dom de caminhar não basta!
Precisava viajar e transportar, transcender.
Saciar o seu desejo de saber e conhecer.
Assenhorou-se dos rumos desta nova vida.
Pés e mãos convertem-se em máquinas,
Fundem sua força no elo da transformação.
É a nova era, poder, riqueza e progresso.
E da nova vida Homem? Deleite e desfrute.
Fabuloso prêmio ao Senhor dos tempos.
Mais qual o preço? Qual vida? Que valor?
A Criatura é refém da própria criação!
Transita no berço da morte, guiando destruição.
O elo da humanidade perdeu o seu rumo.
Na rota do futuro desencontrou-se do Homem.
Onde e como reaprender o caminho?
É preciso restaurar o caminho e cada passo.
Sem pressa reencontrar o valor do espaço,
A rota do Criador e a humildade da criação.
Laços, passos, traços, elos de vida - Humanidade.
No tempo a história do Homem subverteu-se,
Já não fala, grita e suplica num pranto de dor.
Roda e motor, rolo compressor. Perdão Criador!
¹ Graduada em Serviço Social e Direito, Pós Graduada / Recursos Humanos e Gestão de Trânsito, exerce atividades profissionais no Sindicato das Emp. Transportes Rodoviários e trabalha com o Projeto Trânsito e Vida, voltado para a disseminação da educação de trânsito para a sociedade e as empresas de transporte por ônibus no Rio de Janeiro e gosta de escrever Poesias. Reside em Niterói/RJ.
Do livro "Poesias para a Vida: trânsito", publicado pela Câmara Catarinense do Livro, em 2014.

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