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11 de jul de 2015

As mulheres e o Trânsito


Por Roberta Torres

“Mulher ao volante, perigo constante”. Você provavelmente já escutou esse ditado. Por trás dele, existe uma cultura de gênero e preconceito que aos poucos deve ser desmistificado. Levantar esse debate é essencial para um trânsito mais justo.

Culturalmente, mulheres não foram orientadas a se tornarem motoristas. Apesar de a realidade estar mudando, na teoria das divisões dos papéis sociais, meninas brincam de boneca e meninos brincam de carrinho. Crescer não é muito diferente disso. Carro, moto e caminhão ainda são vistos como “coisa de homem” e é aí que as piadas começam.

Esse é um assunto sério e que precisa de conscientização. Segundo a Associação Brasileira de Medicina de Tráfego, apesar de possuírem CNH, cerca de dois milhões de brasileiros não dirigem por medo. E esse medo tem nome: Amaxofobia. A Amaxofobia é um transtorno psicológico que tem como consequência o medo irracional de conduzir um veículo. Pessoas que sofrem do medo de dirigir, normalmente sentem dores de cabeça, tensão muscular, boca seca, sudorese, vertigens, coração acelerado. E o que mais impressiona, dentre esses dois milhões de brasileiros que sofrem de Amaxofobia, é que 75% são mulheres.

Xingamentos, piadas, críticas (muitas vezes dos próprios companheiros) são os vilões dessa fobia, porém, motivos não faltam para erradicar tais praticas. Confira alguns dados que vão clarear sua visão sobre o assunto:

Mulheres, sinônimo de consciência no trânsito

Seja por lazer ou trabalho, mulher ao volante é uma realidade e uma tendência e se pensarmos em segurança, elas também são um exemplo. A empresa britânica de seguros Privilege Insurance, realizou uma pesquisa que concluiu: as mulheres dirigem melhor.

Um total de 50 motoristas passaram por uma avaliação de dentro do carro e 200 foram assistidos no cruzamento. Ao todo eles foram testados em 14 aspectos diferentes de condução. Em um total de 30 pontos, as mulheres marcaram 23,6, enquanto os homens totalizaram apenas 19,8 pontos.

Veja abaixo alguns itens comparativos concluídos pelo teste:

Velocidade apropriada ao se aproximar de um semáforo
Mulheres: 75%
Homens: 55%

Impacto negativo noutros motoristas
Mulheres: 54%
Homens: 73%

Sinalização adequada
Mulheres: 96%
Homens: 82%

Falar ao telefone ou mandar mensagem ao volante
Mulheres: 16%
Homens: 24%

Cortar perigosamente os outros veículos no trânsito
Mulheres: 1%
Homens: 14%

Causar obstrução na via
Mulheres: 16%
Homens: 25%

Em apenas dois quesitos os homens pontuaram mais. Em “Ter o controle do veículo”, homens ficaram com 100%, enquanto mulheres somaram 96%. Já no teste sobre a observação efetiva ao fazer manobras, homens ficaram com 82% e mulheres com 71%.

Um resultado em especial surpreendeu. Apenas 28% das mulheres achavam que dirigiam melhor que os homens, enquanto somente 13% deles acreditavam que elas eram superiores por trás dos volantes. Isso mostra o quanto a cultura do ditado “mulher ao volante, perigo constante” torna as mulheres mais inseguras.

Se precisar, peça ajuda

Se você é uma dessas pessoas que sofrem com o medo de conduzir veículos, não hesite em pedir ajuda. Hoje existem empresas especializadas no assunto. Elas possuem instrutores qualificados para ajudar a superar esse medo. Em alguns casos, a Terapia é essencial, especialmente se o medo de dirigir vier acompanhado por outros medos.

Ah! E lembre-se sempre de ser um bom exemplo. Respeito no trânsito é um papel de todos nós, Homens ou Mulheres.

Gostou do texto? Quer deixar uma dica ou uma sugestão de um novo tema? Envie um e-mail que entraremos em contato com você! Até a próxima!


Um comentário:

  1. Estou de pleno acordo, no sentido que, de um modo geral, as mulheres dirigem melhor, com mais prudência. Isso pode ser verificado, principalmente, entre os motoristas de caminhão e ônibus. As mulheres motoristas de ônibus, daqui de Poços de Caldas, são mais cuidadosas e educadas que a maioria de seus colegas homens.

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