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14 de fev de 2015

Sono e direção veicular


por Dr. Dirceu Rodrigues Alves Jr.*


Nunca acreditamos em fatalidades, mas precisamos aceitar que as funções e alterações orgânicas são capazes de repercutir e nos levar a situações de alto risco.


O sono é uma necessidade básica do organismo. Deixar de dormir ou dormir poucas horas não recompõe o desgaste proporcionado pelo dia de atividades.

Dormimos um terço da vida. Exemplificando, um indivíduo com 75 anos dormiu 25 anos de sua vida. Caso isso não aconteça, teremos um processo de envelhecimento acelerado e redução dos anos de vida.

O sono apresenta duas fases, a REM e NÃO REM, o que significa respectivamente movimento rápido dos olhos e movimento lento. 25% do sono é REM, é a fase que sonhamos e lembramos os sonhos. 75% é NREM, quando não lembramos os sonhos.

Na fase REM o organismo libera hormônio do crescimento e ocorre recuperação mental. Na NREM acontece o equilíbrio do estado imunológico, hormonal e recomposição dos neurotransmissores.

Então podemos afirmar que o sono é uma necessidade primordial para termos uma boa qualidade de vida. Em média, são necessárias sete a oito horas de sono noturno. Observe estou falando em sono noturno. Durante o dia, uma série de fatores traz transtorno para uma boa higiene do sono. O calor, barulho, luminosidade, limpeza da casa, crianças brincando e outros fatos concorrem para alterar o ciclo do sono. O sono é interrompido a cada momento e até reduzido para quatro a cinco horas por dia. Nessas condições, o indivíduo retorna ao trabalho não recuperado por estar privado do sono, em consequência terá uma direção insegura porque terá a atenção, concentração, raciocínio, vigília, percepção, respostas motoras comprometidas.

É comum termos motoristas e motofretistas comprometidos com a segurança em função de excesso de horas trabalhadas e por estarem privados do sono.

O sono aparece a cada doze horas devido à produção de um hormônio (melatonina). Os picos maiores desse hormônio são entre duas e três horas da manhã e quatorze e quinze horas do dia.

O dormir mal reduz em 50% a concentração, produção e qualidade do que estamos a fazer.

Segundo dados estatísticos:
  • 56% têm microcochilos durante o trabalho 
  • 42% são privados do sono 
  • Entre as causas de acidentes: 
  • 42% são causados pelo sono 
  • 18% pela fadiga 
Após alimentação, os carboidratos estimulam também a liberação daquele hormônio e é por isso que percebemos torpor, sonolência pós alimentar.

Vários medicamentos podem levar a essa condição de torpor e sonolência, por isso, devemos ter muita cautela na automedicação.

Dormir bem exige:
  • quarto com no máximo dois leitos 
  • silêncio 
  • penumbra 
  • bem ventilado 
  • sem circulação de pessoas 

Conclusão:


Dormir oito horas por noite, ter um bom café da manhã e em seguida assumir a direção veicular é um procedimento que trará mais segurança e melhor qualidade de vida no trabalho.

*Dr. Dirceu Rodrigues Alves Júnior 
Diretor de Comunicação e do Departamento de Medicina de Tráfego Ocupacional da ABRAMET 

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