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28 de out de 2014

Diego, o Passageiro de Ônibus


Diego morava afastado da Escola e todos os dias tomava o ônibus para poder estudar. Sua mãe preparava seu café, separava seu uniforme e o chamava bem cedo para que não perdesse a condução. Após tomar café, ia apressado para o ponto de parada de ônibus.



Ao chegar no local, geralmente havia uma fila de pessoas aguardando a chegada do ônibus. Diego não ia para a fila, ás vezes, nem ficava na calçada, quando o veículo chegava era o primeiro a entrar. As pessoas reclamavam e ele não dava importância. No interior do veículo, costumava ficar sentado, mesmo que o banco fosse reservado ás pessoas idosas ou gestantes.



Certa vez embarcou uma moça acompanhada de sua avó, já bem idosa, não havia lugar para sentar. A moça, vendo Diego sentado solicitou:

- Você poderia ceder lugar a minha avó, ela está fraca e não tem segurança, ficando em pé?

Ele fingiu não ouvir. Um senhor que sentava atrás de Diego, vendo que ele não ia levantar, cedeu seu lugar àquela senhora, que sorriu agradecida.




Mas o mundo dá voltas. Pouco tempo depois deste fato, Diego estava retornando da escola, na hora de descer do ônibus, com pressa de ser o primeiro, nem esperou que ele parasse completamente. A porta ainda estava entreaberta quando Diego pulou para fora do veículo. Naquele dia ele se deu mal, havia um buraco na calçada. Diego caiu e torceu o pé.



O motorista do ônibus sinalizou para uma viatura policial que vinha logo atrás. Os policiais levaram Diego ao hospital.

No caminho, o policial Adelso, também conhecido por Zeca, conversou com ele.

- Como foi que você caiu?

- Tinha um buraco.

- Os outros passageiros disseram que você não esperou o ônibus parar para descer e que faz isso com freqüência. Você já pensou se todos agissem dessa forma, se não respeitassem as filas e saíssem correndo para serem os primeiros. Que confusão!



Diego não respondeu, ficou apenas observando o policial que lhe aconselhou:

- Meu amigo, estamos chegando no hospital. Quero que lembre sempre deste ditado “nunca faça com os outros o que não gostaria que fizessem com você”.

No hospital, Zeca se despediu e seguiu com a viatura.



Os médicos engessaram o pé de Diego. Por dois meses ia ter que andar com auxílio de muleta. Para não faltar ás aulas, nos primeiros 15 dias, Paulo, seu pai conseguiu dispensa na industria onde trabalhava para levar e buscar o filho. Depois, Diego teve que se virar indo de ônibus mesmo.

No primeiro dia, ele ficou na fila do ônibus, pois tinha medo de se aventurar com o pé engessado. Quando este chegou, dois meninos vieram correndo e entraram no veículo na sua frente. Diego, primeiramente ficou indignado, depois lembrou que costumava agir da mesma maneira e sentiu vergonha.



Certa vez, Diego se atrasou, quando chegou no ponto, a fila estava enorme. Ao entrar, não conseguiu lugar para sentar, tinha que se equilibrar apoiando apenas um pé no chão. Estaria em apuros se não fosse a bondade de uma moça, que ao vê-lo naquela situação, levantou-se imediatamente e cedeu seu lugar. Quando ele olhou para a moça, teve vontade de se esconder, tamanha a vergonha que sentiu. Era a mesma que lhe havia pedido lugar para sua avó e ele, insensível, fingiu não ouvir. Diego, sem graça, falou:

- Fique sentada, não mereço seu lugar.

Mas a moça insistiu:

- Naquele dia foi minha avó que precisou, hoje é você, amanhã poderá ser eu. A vida é assim, devemos ajudar enquanto podemos.

Diego agradeceu, com lágrimas nos olhos e sentou-se, pois não suportava mais ficar em pé.



Durante o trajeto até á escola, foi meditando sobre as palavras que ouviu da moça e do policial Zeca, relembrou suas atitudes e sentiu-se muito mal.

A partir daquele dia seu comportamento mudou. Mesmo depois de curado, aguardava o ônibus na fila, não jogava lixo no chão, nem pela janela, cedia seu lugar às pessoas idosas, deficientes ou gestantes. Ao subir e descer do veículo aguardava-o parar. Viajava com segurança e educação.



SILVA, Irene Rios. Transitando com Segurança: Educação para o trânsito. Ilha Mágica Editora. São José/SC, 2006.

CURSO: Pedestre Atitude Positiva

Pedestre Atitude Positiva
Temos a obrigação, o dever e o direito de conviver harmoniosamente no trânsito
Seguradora Líder e Observatório lançam curso on-line para pedestres 
A primeira tarefa árdua de um indivíduo depois que aprende a respirar fora do útero é colocar sua coluna ereta. Durante o primeiro ano de vida, ficar em pé e dar os primeiros passos são grandes desafios. Quando isso acontece, estamos aptos a sair andando por aí e descobrir tudo o que a vida tem a nos ensinar. Caminhando parece que tudo fica mais fácil.
Durante alguns milhares de anos, o caminhar foi cuidado apenas na primeira infância. A partir do momento em que a criança já tem discernimento para escolher o melhor caminho, já não há mais ingerência, nem qualquer observação a fazer. Os tempos mudaram e hoje em dia, o pedestre é a segunda principal vítima no trânsito, só perdendo para quem está sobre uma motocicleta.
Preocupado com esse crescente aumento de acidentes envolvendo pedestres, a Seguradora Líder – DPVAT em parceria com o Observatório Nacional de Segurança Viária lançam nessa Semana Nacional de Trânsito-2014, o curso à distância “Pedestre Atitude Positiva”, com dicas, conceitos, orientações, cuidados para todos nós que, em algum momento, temos que caminhar. Mil senhas gratuitas estarão disponíveis aos internautas durante os próximos 30 dias, no site do Observatório (www.onsv.org.br).
No boletim estatístico, divulgado pela Seguradora Líder no final do mês de agosto, dando o balanço das indenizações pagas para vítimas de acidentes de trânsito no primeiro semestre de 2014 em todo país, os pedestres ficaram em 2º lugar nas indenizações do período: 31% dos acidentes fatais e 20% dos acidentes com invalidez permanente foram pagas para quem estava a pé.
Já num levantamento estatístico do Observatório, baseado em fontes públicas e privadas que registram acidentes de trânsito em todo país, de 2011 até julho desse ano, mais de 139 mil pedestres ficaram inválidos no trânsito. No mesmo período, morreram mais de 35 mil pedestres, vítimas de acidentes de trânsito.
O crescente aumento no número veículos e de motocicletas pelas ruas do Brasil, 125 % e 350%, respectivamente nos últimos 10 anos (2003 a 2013), a negligência e imprudência do motorista/motociclista, seja por desconhecimento (má formação na hora de tirar uma carteira de Habilitação) ou pelo não cumprimento da legislação de trânsito, associado a falta de informação e educação para o trânsito, têm contribuído com o aumento no número de pedestres acidentados. Para tentar mudar esse quadro e tratar o caminhar com atenção que os dias de hoje merecem, o curso “Pedestre Atitude Positiva” quer ajudar a todos a entender os cuidados básicos que devemos ter em toda e qualquer situação a pé.
Independente se sou motorista, em algum momento vou descer do meu carro e caminhar para chegar ao meu destino. Se sou ciclista, motociclista ou mesmo passageiro, sou pedestre em muitos momentos e são esses cuidados que todos devemos ter ao caminhar pelas nossas cidades cada dia mais movimentadas.
Respeitar a sinalização, fazer o contato visual com quem está ao volante, usar roupas claras, olhar várias vezes ao atravessar uma rua sem faixa de pedestre ou mesmo semáforo, nunca falar ao celular ou digitar mensagens enquanto caminha, estar atento ao tráfego de bicicletas, principalmente as que vem na contramão, entre outras dicas de mobilidade urbana, de convivência e também de cidadania estão no novo curso on-line do Observatório.
Além disso, um capítulo trata das principais causas de acidentes com pedestres e o que acontece com o corpo humano quando ocorre um atropelamento. Ou seja, qual o impacto do veículo sobre um pedestre desprotegido e as consequências desse choque. O curso traz ainda um quiz ao final de cada capítulo e uma avaliação geral com emissão de certificado de conclusão do curso.
Caminhar é um ato que praticamos a vida inteira e, a cada fase da vida, têm sua importância e significado. Nascemos querendo caminhar e, na velhice, caminhamos para poder continuar vivendo. Que o caminho seja seguro para todos, sempre!
Bem-vindo ao Curso Pedestre Atitude Positiva! Clique aqui!
Fonte: http://www.onsv.org.br/ver/-570 - Acesso em 28/10/2014

Ação Velhinha - DER

24 de out de 2014

Tá difícil enfrentar o caos no trânsito? Elabore um plano

Autor: Fábio de Cristo, psicólogo (CRP-17/1296), doutor em psicologia e pesquisador colaborador na Universidade de Brasília, onde desenvolve pós-doutorado sobre o comportamento no trânsito. Professor do Centro Universitário de Brasília (UniCEUB), administrador do Portal de Psicologia do Trânsito (www.portalpsitran.com.br) e coordenador da Rede Latino-Americana de Psicologia do Trânsito. Autor do livro "Psicologia e trânsito: Reflexões para pais, educadores e (futuros) condutores".
*  *  *     

Apresentadora[1]: – E veja a seguir, depois dos nossos comerciais: reportagem mostra um motorista e um caminhoneiro brigando às 7h da manhã nesta segunda-feira, durante um congestionamento na Estrada Parque Taguatinga (EPTG). Para falar sobre o assunto, entrevistaremos o psicólogo doutor Pedro Henry, que ajudará o telespectador a enfrentar as situações difíceis no trânsito da Capital Federal... 



(comerciais)
Apresentadora: – Voltamos ao estúdio. Meio dia e trinta e quatro minutos. O assunto agora é violência no trânsito. Dirigir em Brasília se tornou um desafio perigoso, não só pelos índices elevados de mortes por acidentes de trânsito, mas também pelos desentendimentos que terminam em agressão e em pancadaria. Veja a reportagem. 

Repórter: – O vídeo foi enviado por uma telespectadora que flagrou o momento da briga que ocorreu após um motorista fechar um caminhoneiro. A cena mostra um motorista entrando no pequeno espaço entre o caminhão e o veículo da frente. O motorista, que saía da pista marginal para entrar na pista principal, entrou justamente nesse pequeno espaço com os veículos em movimento. O caminhoneiro foi obrigado a buzinar e a frear bruscamente. Veja, mais uma vez, o momento em que o motorista entra na frente do caminhão. Como resposta, o motorista coloca o braço pra fora do carro com o dedo médio esticado. Irritado, o caminhoneiro acelerou com tudo batendo forte na traseira do veículo, obrigando o motorista a parar. Foi aí que ambos desceram do veículo e começou a pancadaria. O trânsito, que já estava lento, parou de vez. A briga durou apenas 37 segundos, mas foi o suficiente para ocorrer uma demonstração de selvageria. Eles trocaram vários xingamentos, socos no rosto, chutes e empurrões ao longo das quatro faixas da pista. Muitas pessoas estavam em volta olhando, gritando e buzinando. A briga só parou quando duas pessoas interferiram separando os agressores. O motorista voltou para o carro e foi embora após arrancar em velocidade. 

Apresentadora: – O psicólogo doutor Pedro Henry está aqui conosco para comentar as imagens e para discutirmos sobre a violência no trânsito. Boa tarde, doutor! Essa ocorrência, infelizmente, não é isolada. Registramos outros flagrantes que foram exibidos numa reportagem especial, ao longo dessa semana, sobre o trânsito de Brasília. Enfrentamos, no cotidiano, situações de falta de educação, de desrespeito e de individualismo que nos colocam em pé de guerra. Como evitar os comportamentos agressivos diante de situações difíceis que acontecem em nosso cotidiano nos engarrafamentos? 

Psicólogo: – Boa tarde ao telespectador. Agradeço o convite para esclarecer e orientar a partir da psicologia do trânsito. Antes de comentar as imagens, cujo foco são os indivíduos, o telespectador precisa ter clareza acerca de um contexto mais amplo do trânsito e do transporte em Brasília, e no país como um todo. 

A filmagem mostra, em uma pequena escala, a forma como vivemos em sociedade, ou seja, em um ambiente de elevada competição, de defesa dos interesses pessoais em detrimento da coletividade, de pressão por rapidez... Além disso, este acontecimento também expressa as falhas no sistema de transporte que não possibilita alternativas para o deslocamento, o que, consequentemente, aumenta o número de automóveis nas vias, congestionando-as. 

Agora, voltando pra situação foco na matéria, que foi a briga entre os motoristas, observamos a necessidade de as pessoas aprenderem e utilizarem estratégias psicológicas para se proteger emocionalmente ou para conviver em harmonia com os outros motoristas no ambiente social que é o trânsito. 

Apresentadora: – Mas por que essas reações ocorrem, doutor? 

Psicólogo: – Nós aprendemos, ao longo das nossas experiências, um conjunto de reações psicológicas que nos predispõem a determinados comportamentos em situações ameaçadoras. 

Os comportamentos que fazemos sem pensar, sem ter intenção, são também chamados de automatismos. Esses automatismos nos ajudam a lidar com as demandas do dia a dia, sem que tenhamos que pensar prós e contras em todas as ocasiões. Entretanto, os automatismos podem não ser a melhor resposta porque, quando nos deparamos com uma situação ameaçadora, nem sempre agimos como gostaríamos ou como seria desejado socialmente. Pela impossibilidade momentânea de avaliar em detalhes as alternativas de comportamento, as pessoas manifestam uma emoção raivosa, agem de maneira agressiva ou se comportam com extrema violência.

Apresentadora: – É possível não reagir de maneira agressiva, rompendo com nossos maus hábitos no trânsito? 

Psicólogo: – Sim, é possível. O ser humano é capaz de mudar e de regular a si mesmo (o que chamamos de autorregulação), desde que ele esteja motivado a fazê-lo. É possível substituir os comportamentos automáticos inadequados ou indesejados que fazemos sem pensar, seja porque nos fazem sentir mal ou porque possuem consequências ruins para os outros. 

No entanto, não basta só querer, embora este seja um importante começo. Tem que querer muito mudar. Existem estratégias psicológicas que podem aumentar a probabilidade de dar certo, isto é, de ajudar as pessoas a colocarem em prática essa vontade de mudar. As estratégias de autorregulação oferecem os “passos para o sucesso”, mas não existe mágica! 

Apresentadora: – O nosso telespectador deve estar curioso. Você poderia comentar uma dessas estratégias? O que fazer, então, pra não reagir de maneira agressiva no trânsito? 

Psicólogo: – Uma estratégia indicada pela psicologia é a intenção de implementação. Significa criar um plano para transformar um objetivo (isto é, uma intenção) em uma ação concreta (ou seja, implementar algo que estamos motivados a fazer). Dito de uma maneira mais simples – embora não exista nenhum gênio da lâmpada –, a intenção de implementação é constituída por “passos para se realizar um desejo”. Mas, nesse caso, você é o seu próprio gênio! 

Estudos demonstram que criar esse tipo de plano, por mais simples que possa parecer, pode ter grande efeito no comportamento, inclusive não só no contexto do trânsito, mas em contextos de saúde (por exemplo, fazer atividade física e ter uma alimentação saudável). 

Quando criamos um plano, buscamos garantir que uma meta seja alcançada por meio de alguns comportamentos. E esses comportamentos não são selecionados na hora da situação. Eles são selecionamos antecipadamente, isto é, antes de nos depararmos com a situação ou oportunidade. O plano deve ser feito antes de entrar no carro e de sair dirigindo, avaliando-se as situações específicas antecipadamente e os comportamentos selecionados para alcançar o objetivo. 

Apresentadora: – Alguns telespectadores poderão pensar “planejar exige tempo e reflexão; não disponho desse tempo”. 

Psicólogo: – Sim, existe um esforço inicial, um custo para assim dizer. Isso demonstra que mudar comportamento não é fácil; mas vale a pena e traz benefícios para todos. 

Apresentadora: – Interessante! Então para ficar mais claro, como o caminhoneiro e o motorista poderiam ter se preparado para evitar aquela situação? 

Psicólogo: – É importante dizer que, nessa situação específica, o caminhoneiro não teve culpa no início da situação, uma vez que o motorista buscou entrar na fila por um espaço que era insuficiente para caber seu veículo. Mesmo assim, ambos poderiam estar mais preparados. 

Agora, suponha que o caminhoneiro pega essa pista diariamente no mesmo horário. Ele sabe, portanto, que haverá engarrafamento e que alguns motoristas mais apressados poderão fechá-lo. Essa também é a situação de muitas pessoas. 

Elaborar um plano significa selecionar a oportunidade mais adequada e os comportamentos mais efetivos para alcançar o objetivo almejado. Formar uma intenção de implementação nada mais é do que decidir antecipadamente três coisas:quando, onde como implementar um objetivo. A seguinte frase ajuda a decidir esses pontos: “Se a situação X acontecer, então eu farei Y”

Dessa maneira, antes de entrar no veículo, o caminhoneiro deve elaborar um plano da seguinte maneira: “se eu estiver na EPTG (onde) próximo a um trecho onde a pista principal se encontra com a marginal (quando), então eu deixarei um carro passar na minha frente (como)”. 

O motorista que trafega na marginal, também deve fazer um plano: “se eu estiver na marginal (onde) próximo ao trecho onde essa pista se encontra com a EPTG (quando), então eu entrarei na fila caso exista um espaço adequado para meu veículo (como)”. De certa forma, a implementação de intenção é um benefício para o sujeito e para o outro que convive com ele no trânsito, assim todos ganham com isso. 

Essas novas respostas, com o tempo, se tornarão tão automáticas quanto as respostas anteriores (que eram raivosas e agressivas), substituindo-as. A tendência é que a resposta habitual anterior seja bloqueada. Dessa forma, é possível proteger com sucesso a busca pelo seu objetivo, ou seja, de se comportar de uma maneira mais cordial. 

Apresentadora: – Muito obrigado, doutor! Antes de terminar, o senhor gostaria de dizer algo? 

Psicólogo: – Sim, tenho uma última mensagem ao telespectador: quando você notar que está difícil enfrentar o caos no trânsito, elabore um plano antecipadamente identificando “quando, onde e como fazer”, para não ser pego de surpresa em situações específicas! E lembre-se: planejando, você evitará situações ainda mais estressantes para si e para o outro. 

Apresentadora: – Estivemos aqui com o psicólogo Pedro Henry, seguimos agora com a previsão do tempo...

[1] A situação de entrevista e a reportagem são originais, embora criadas com base em fatos reais.

Agradecimentos: 
À Dra. Lílian de Cristo e ao professor Dr. Fábio Iglesias, do Instituto de Psicologia da Universidade de Brasília, pela leitura crítica da versão preliminar deste texto.

Para saber mais: 

Gollwitzer, P. W. (1999). Implementation intentions: Strong effects of simple plans. American Psychologist, 54(7), 493-503. Disponível em:http://www.psych.nyu.edu/gollwitzer/99Goll_ImpInt.pdf 

Gollwitzer, P. M., & Brandstätter, V. (1997). Implementation intentions and effective goal pursuit. Journal of Personality and Social Psychology, 73(1), 186-199. Disponível em: http://www.psych.nyu.edu/gollwitzer/97GollBrand_ImpIntGoalPurs.pdf 

Gollwitzer, P. M., & Oettingen, G. (2013). Implementation intentions. In M. Gellman & J. R. Turner (Eds.), Encyclopedia of behavioral medicine (Part 9, pp. 1043-1048). New York: Springer-Verlag. 

Fonte:

Entenda as mudanças do CTB que entram em vigor a partir de 1º de novembro

Escrito por  Márcia Pontes

A partir do dia 1º de novembro as multas e as penalidades para 11 artigos do Código de Trânsito Brasileiro ficam mais salgadas e pesadas. Então, vamos ver de que forma isso afeta a vida dos condutores e motociclistas que costuram e ziguezagueiam por entre os carros.
As mudanças alteram 11 artigos, a saber: o 173, 174, 175, 191, 202, 203, 292, 302, 303, 306 e 308.
A primeira alteração é no art. 173 e diz respeito a quem disputa corrida por espírito de emulação em via pública, que elevou a multa de R$ 574,62 para R$ 1.915,40. Ou seja, a infração gravíssima que antes multiplicava o valor da multa por três, passou a ser multiplicada por 10, mantendo a suspensão do direito de dirigir e a apreensão do veículo. A novidade é que a multa vai dobrando em caso de reincidência no período de 12 meses da infração anterior.
O art. 174 refere-se a competições esportivas em via públicas, como os arrancadões, exibição de perícia em manobra de veículo ou deles participar sem autorização da autoridade de trânsito. Neste caso, a infração gravíssima cuja multa era multiplicada por 5 passou a ser multiplicada por 10, subindo para R$ 1.915,40, aplicada aos promotores e organizadores do evento e dobra a cada reincidência no período de 1 ano. Ficou mantida a medida administrativa de recolhimento do documento de habilitação e remoção do veículo. 
Quem utilizar o veículo para demonstrar ou exibir manobra perigosa mediante arrancada brusca (os borrachões), derrapagem ou frenagem com deslizamento ou arrastamento de pneus (art. 175) agora vai ter o valor da infração gravíssima, que antes era de R$ 191,54, multiplicada por 10 (R$ 1.915,40) e pode dobrar a cada reincidência dentro de um ano. Mantiveram-se as penalidades de suspensão do direito de dirigir e apreensão do veículo, e as medidas administrativas de recolhimento do documento de habilitação e remoção.
A novidade veio por conta do art. 191 do CTB, no que se refere a forçar ultrapassagem entre veículos, transitando em sentidos opostos que estejam na iminência de passar um pelo outro ao realizar operação de ultrapassagem. Isso significa que mesmo ultrapassando em local permitido, se o condutor forçar a ultrapassagem será autuado e o valor da multa que era de R$ 191,54 salta para R$ 1.915,40 e pode dobrar a cada reincidência no período de 12 meses.
Na prática, todo condutor de motocicleta que trafegar ao lado dos veículos e forçar a ultrapassagem como se faz diariamente pelas ruas da cidade, poderá ser autuado.  Na década de 1990 o projeto de lei que queria a autuação de motociclista que trafega pelo corredor entre os carros foi vetado e autuação para quem costura no trânsito era feita com base em ultrapassagem em local proibido e por não manter a distância de segurança lateral entre os veículos. Agora, já existe algo bem mais próximo da autuação por trafegar no corredor ou costurar no trânsito e é bem salgadinha.
Para os condutores que insistem em ultrapassar outro veículo pelo acostamento (que é diferente de trafegar pelo acostamento), em interseções ou passagens de nível, que é onde ficam os cruzamentos, a infração que era grave e tinha valor de multa de R$ 127,69 e cinco pontos negativos no prontuário, agora é infração gravíssima, rende 7 pontos na carteira, é multiplicada por 5 e passa a valer R$ 638,45. São as novas regras do art. 202 do CTB e valem também para quem ultrapassa ônibus onde tem faixa de pedestre e cruzamento, infração comum na rua Governador Jorge Lacerda e em tantas outras da cidade.
Para quem ultrapassa pela contramão, como é bem comum de se ver na rua João Pessoa diariamente, ou em curvas, aclives, declives, sem visibilidade, nas faixas de pedestre, pontes, viadutos, túneis, parado em fila no semáforo, cancelas ou cruzamentos, em linha contínua dupla ou simples contínua amarela, que indicam a divisão da pista em fluxos opostos, a infração que era gravíssima e tinha valor de multa de R$ 191,54, passou a ser multiplicada por 5 e pode dobrar em caso de reincidência no período de 12 meses, conforme as modificações no art. 203 do CTB.
Quanto ao art. 292 do CTB, onde antes se lia que a suspensão ou a proibição de se obter a permissão ou a habilitação para dirigir veículo automotor poderia ser imposta como penalidade principal, isolada ou cumulativamente com outras penalidades, agora se lê: a suspensão ou a proibição de se obter a permissão ou a habilitação para dirigir veículo automotor pode ser imposta isolada ou cumulativamente com outras penalidades.
Matar no trânsito continua tendo fiança
Uma das mudanças mais esperadas era no art. 302 do CTB, referente a cometer homicídio culposo na direção de veículo automotor, e frustrou, principalmente em relação aos bêbados ao volante! A pena para quem mata de cara limpa no trânsito continua sendo a detenção de 2 a 4 anos, mas foi aumentada de 1/3 à metade se o condutor não tiver habilitação definitiva ou provisória, se atropelar e matar em cima da faixa de pedestres ou em cima da calçada, se deixar de prestar socorro quando possível e se estiver conduzindo veículo de passageiros em razão de sua atividade profissional.
Já para quem mata no trânsito dirigindo alcoolizado, com a capacidade motora alterada por bebida, drogas e remédios controlados, ou bêbado, participa de corrida ou de exibições em via pública a pena passa de detenção para reclusão, mas ainda pelo tempo de 2 a 4 anos, o que significa que continuará tendo o direito de pagar fiança e a responder o processo em liberdade. Isso porque para crimes com condenação prevista abaixo de 4 anos, é prevista essa espécie de garantia, a menos que o condutor esteja ainda mais enrolado. Manteve-se a suspensão do direito de dirigir e a proibição de obter a CNH provisória ou definitiva.
Neste ponto, penso que o legislador fez de propósito, pelo fato de o álcool ser uma droga lícita, pelo tanto de condutores que dirigem alcoolizados e pela falta de cadeia para colocar todo mundo que bebe, dirige e mata os outros. E aí a sociedade perdeu, mais uma vez, a oportunidade de ver mudanças efetivas na lei para diminuir a impunidade em relação aos assassinatos de inocentes por bêbados no trânsito. Para quem bebe, dirige e mata no trânsito, nada mudou. E, se for réu primário, já sabe que vai responder o processo em liberdade.
O artigo 303 do CTB trata de quem comete lesão corporal culposa na direção de veículo automotor. A pena manteve-se praticamente a mesma: aumenta de 1/3 à metade para quem fere alguém dirigindo sem habilitação, em cima de faixa de pedestres ou calçada, não presta socorro ou transporta passageiros como atividade profissional.
No artigo 306, que trata de crime de embriaguez ao volante, as mudanças trazidas pela Lei 12.915/2014 incluem a possibilidade de exame toxicológico para identificar se o estado psicomotor alterado é causado por outro tipo de droga, e inclusive remédios controlados, além da bebida alcoólica.
Por fim, no artigo 308, que trata sobre o “racha”, a mudança no CTB foi para pegar pesado mesmo: detenção de 6 meses a 3 anos, multa e suspensão ou proibição de se obter a habilitação, a mesma pena para lesão corporal grave, sem prejuízo de outras penas previstas no mesmo artigo e pena privativa de liberdade (reclusão) de 5 a 10 anos, sem prejuízo de outras penas previstas no mesmo artigo.
Agora fica a pergunta: quem vai fiscalizar isso tudo? Do que adianta aumentar pena, aumentar valor de multa se a crença na impunidade vai continuar fazendo com que as pessoas continuem desrespeitando as leis de trânsito, se comportando como matéria-prima e sustentando o argumento de vidro de indústria da multa?
Fiscalização não resolve tudo sozinha! Medidas de engenharia e de educação para o trânsito, e sobretudo, práticas pautadas pelo comportamento de todos que fazem o trânsito acontecer são decisivas para a mudança que todos esperamos.

Devagar, crianças...

Primeiro foi Copenhague. Depois veio Paris. Agora, Nova York decide reduzir a velocidade do tráfego em toda a área urbana. Leia o Editorial do Mobilize Brasil

Devagar, crianças...
Banner de site europeu: velocidade máxima de 30 km/h
créditos: 30kmh.eu

Depois de atravessar o século 20 alargando avenidas, escavando túneis e construindo elevados para aumentar mais e mais a velocidade de seus carros e motocicletas, cidades em todo o mundo começam a trabalhar para acalmar o tráfego urbano. Primeiro foi Copenhague, ainda nos anos 1990, seguida por várias cidades na Europa. Em maio passado, foi a vez de Paris, que reduziu a 30 km por hora o limite de aceleração em todas as suas ruas, e estabeleceu várias zonas 20km/h nas proximidades de ciclofaixas e ciclovias.

Agora, Nova York anuncia o plano Vision Zero Action, que pretende reduzir a zero o número de mortes no trânsito urbano. Em 2011, a cidade contabilizava 249 acidentes com mortes, número baixo para os padrões brasileiros, mas considerado muito alto pela população local. Daí a decisão da prefeitura de alterar a sinalização, pavimentos, largura de ruas e de mudar as leis de trânsito, estabelecendo o limite de 25 milhas por hora (pouco mais de 40 km/h) em todas as vias da metrópole. Com a redução de velocidade, as chances de mortes em acidentes caem drasticamente. "A missão primária de qualquer governo é proteger a vida de seus cidadãos", afirma o texto de apresentação do projeto.

O anúncio de Nova York coincide com o lançamento do projeto Rede Vida no Trânsito em Florianópolis, que quer transformar a cidade em uma referência em educação, respeito e gentileza no trânsito até 2020. A meta é desacelerar o trânsito, um dos mais violentos do país, segundo o médico Leandro Pereira Garcia, um dos articuladores da Rede, e com isso reduzir as mortes na capital catarinense.

A medida é bem-vinda e poderia ser estendida a todas as cidades brasileiras. Dados da OMS indicam que a taxa de mortes em atropelamentos é de 10% no caso de veículos trafegando a 30 km por hora e que essa taxa eleva-se a 90% em velocidades acima de 60km/h.

Os tais “acidentes” acontecem a todo momento nas ruas e avenidas do Brasil. Basta circular a pé pelas calçadas de qualquer capital para ver as cicatrizes deixadas em postes, árvores, defensas metálicas e placas de sinalização. O espetáculo é aterrorizante.

Se queremos cidades mais humanas, a primeira medida é desacelerar o carro, a moto, a correria da vida. Acorde mais cedo, caminhe, pedale, dirija devagar.

22 de out de 2014

A Sensibilidade e o Trânsito

Irene Rios

[...] na rua não vemos sentimentos ou nos sensibilizamos com rostos e atitudes, mas enxergamos simplesmente posições sociais: formas corporais, feiuras ou belezas, roupas e signos profissionais ou de posicionamento social.
Roberto da Matta
           
Matta (2010) provoca-nos a pensar e a indagar sobre o que vemos no trânsito, sobre o quanto as pessoas preocupam-se apenas com aparências e status, sem prestar atenção no outro, tratando-os com indiferença. Essas atitudes demonstram a falta de sensibilidade dos cidadãos quando estão transitando.
Vanderbilt (2009) reforça a afirmação de Matta ao enfatizar que a simples ação da troca de olhares entre os usuários das vias é considerada uma dificuldade para muitos.

Pelo fato de o contato visual ser tão raro no trânsito, quando ele acontece a sensação pode ser de desconforto. Você já parou em um sinal e “sentiu” que alguém em um dos carros ao lado estava olhando para você? Provavelmente ficou incomodado. A primeira razão é que isso pode violar o senso de privacidade que sentimos no trânsito. A segunda é que não há propósito algum para isso, tampouco uma reação neutra apropriada, uma condição que pode provocar uma reação de lutar ou fugir. Então, o que você fez no cruzamento quando viu alguém olhando para você? Se acelerou, você não foi o único. (VANDERBILT, 2009, p. 28).

As situações citadas por Vanderbilt (2009) fazem parte de uma cultura em que prevalece o individualismo, o hábito de nos ocuparmos apenas conosco, com o que nos convém - situações cada vez mais presentes na vida contemporânea. Estamos tão acostumados à insensibilidade no trânsito que, quando percebemos que alguém está nos olhando, nesse ambiente, ficamos incomodados e procuramos afastar-nos dessa situação. Contudo, o que nos faz agir dessa maneira, sem olhar, sem sentir, sem perceber e sem refletir sobre o que está em nossa volta? Talvez a pressa do dia a dia causada, geralmente, pelo excesso de tarefas, faze-nos correr contra o tempo. Parece que se pararmos para a travessia de um pedestre vamos perder tempo.
Outro motivo que pode influenciar a nossa falta de sensibilidade é a insegurança emanada pelas características da modernidade. Nosso cotidiano está repleto de casos que nos assustam e nos deixam inseguros. Duarte Jr. (2001) cita algumas dessas ocorrências:

[...] a situação afigura-se delicada e perigosa, com seus múltiplos sintomas a nos rodear: desequilíbrios ambientais, ameaças de acidentes e guerras nucleares, venenos e poluição empestando o ambiente, efeito estufa, hordas de famintos, exércitos de sem-terras e sem-tetos, fanatismos, assaltos, sequestros, violência gratuita, atentados terroristas, doenças misteriosas e letais, etc. (DUARTE JR., 2001, p. 72).

São situações que provocam, além do medo e da insegurança, a falta de confiança nas pessoas que não conhecemos. É como se o outro representasse uma ameaça à nossa luta diária pelo poder, pelo prazer e pela sobrevivência. Ignorá-lo, então, seja no espaço do trânsito, ou em outros espaços, significa um “cuidado de si”.
Por outro lado, muitas vezes, há resistências às experiências estéticas, ou seja, às situações que envolvem a percepção sensível e as emoções, devido ao hábito de se ver o mundo de modo prático. Cabe aqui, novamente, o esclarecimento de Duarte Jr. (2001) sobre a diferença do olhar estético e o modo prático de ver o mundo.

O modo prático de ver o mundo orienta-se movido pelas questões “o que posso fazer com isto e que vantagens posso obter disto?”, ao passo que o olhar estético não interroga, mas deixa fluir, deixa ocorrer o encontro entre uma sensibilidade e as formas que lhe configuram emoções, recordações e promessas de felicidade. Desta maneira, do topo de uma montanha, ao observar o rio que lá embaixo serpenteia pelo vale, o olhar poético pode apreendê-lo enquanto metáfora da vida sempre a correr num cenário natural, enquanto o modo prático de enxergar provavelmente se porá a investigar as possibilidades de ali ser construída uma barragem que alimentaria uma lucrativa usina hidrelétrica. (DUARTE JR., 2001, p. 102).

“O modo prático de ver o mundo” (DUARTE JR., 2001) pode ser identificado também no trânsito - espaço disputado por pessoas, muitas delas apressadas, preocupadas com o tempo e com o seus objetivos individuais. Seres humanos que, talvez, por olharem o mundo de modo prático, ao perceberem que não há fiscalização na rodovia, tiram proveito disso em prol de seu benefício, cometendo infrações como dirigir em alta velocidade, falar ao celular ao volante, estacionar sobre as calçadas.
Em uma analogia com o exemplo citado por Duarte Jr., podemos fazer a seguinte suposição: se formos fazer uma pesquisa a fim de obter sugestões para a melhoria na mobilidade urbana, provavelmente o indivíduo que vê o mundo de modo prático, sendo motorista, irá afirmar que é preciso construir mais faixas de tráfego, aumentar a quantidade de vagas de estacionamento e alargar os leitos, nem que, para isso, seja necessário o estreitamento das calçadas, destinadas aos pedestres. Sendo pedestre, este, possivelmente, irá sugerir que as calçadas e os canteiros centrais das rodovias sejam mais largos, mesmo que, para isso, seja necessário o estreitamento dos leitos. Caso essas pessoas pesquisadas tenham um olhar estético, provavelmente, independentemente se na condição de motorista ou de pedestre, irão fazer sugestões em prol do bem comum, pois se deixarão levar pela percepção sensível.
Ver o mundo apenas de modo prático, além da insensibilidade, estimula a falta de honestidade e a falta de solidariedade - valores indispensáveis no ambiente do trânsito. Olhar para o outro procurando apenas obter vantagens, preocupar-se só com as questões sociais e práticas, torna os cidadãos mais individualistas e incapazes de conviver em um espaço compartilhado, como o das vias. Além disso, essa praticidade incentiva a falta de harmonia, de tranquilidade e de segurança no trânsito.
Por outro lado, olhar o mundo e dar oportunidade para o sentimento fluir, permitindo que os sentidos atuem, poderá proporcionar profundas emoções, importantes reflexões e grandes transformações. Por isso, a importância de uma educação para o trânsito que comova o público alvo e que provoque a reflexão sobre as consequências das atitudes nas vias.

REFERÊNCIAS
DUARTE JR., João Francisco. O sentido dos sentidos. Curitiba: Criar, 2001.

MATTA, Roberto da. Fé em Deus e pé na tábua. Rio de Janeiro: Rocco, 2010.

VANDERBILT, Tom. Por que dirigimos assim?: e o que isso diz sobre nós. Rio de Janeiro: Campus, 2009.

Irene Rios
Mestra em Educação, com a pesquisa: CAMPANHAS EDUCATIVAS PARA O TRÂNSITO: a percepção sensível de jovens e adultos; Especialista em Ambiente, Gestão e Segurança de Trânsito e em Metodologia de Ensino; Graduada em Letras Língua Portuguesa e Literaturas de Língua Portuguesa; Consultora e co-autora do projeto “Gincana Cultural de Trânsito”, vencedor do XII Prêmio Denatran de Educação no Trânsito - 2012 - na categoria "Educação no Trânsito - Projetos e Programas"; Presidente da Câmara Catarinense do Livro; Professora universitária de disciplinas na área de Educação para o Trânsito; Autora de artigos e livros sobre Educação para o Trânsito.

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