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27 de mai de 2014

47% dos brasileiros já teve um familiar morto ou ferido no trânsito

Denominado “O Trânsito e o Brasileiro: A Segurança de Trânsito no Brasil”, o estudo foi desenvolvido para identificar e conhecer o que pensam os brasileiros sobre segurança de trânsito.
O material, acreditamos, é de interesse nacional, uma vez que apresenta um panorama sobre “o problema do Trânsito” que é de extrema importância, como:


1) 20% dos entrevistados estiveram envolvidos em acidentes de trânsito,

2) Quase a metade (47%) já teve um familiar morto ou ferido no trânsito,

3) Em uma escala de 0 a 10, a nota média da segurança no trânsito foi 4,6,

4) Os brasileiros entrevistados relacionam o trânsito a “caos”, “congestionamento”, “engarrafamento”, “perigo”, “violência”, “acidente”,

5) As vias urbanas são de má qualidade, com nota média de 4,4

6) A percepção das calçadas também é muito ruim, com nota de 3,4

7) Nove em cada dez entrevistados afirmaram que os motoristas não respeitam os pedestres e ciclistas e que 80% não respeita as leis de trânsito

8) A formação dos condutores no Brasil não tem qualidade e a educação de trânsito praticamente não existe.

*** Nunca havia sido realizada no Brasil uma amostragem, com base científica e estruturada, que pudesse concentrar essas informações.***

A pesquisa teve como base para amostragem um total de 1419 pessoas, maiores de 18 anos, e cidadãos de todo o País, e será apresentada na Fundação Getúlio Vargas (Unidade Berrini), em São Paulo.

19 de mai de 2014

Curso EAD - Pedalar com Segurança

Objetivo
O curso tem como objetivo orientar sobre os aspectos de segurança e técnica ao pedalar,  bem como promover a conscientização sobre a importância do compartilhamento do espaço público com respeito aos outros usuários.
A quem se destina
Destina-se aos ciclistas a partir dos 16 anos que utilizam a bicicleta nas vias públicas e nas áreas de lazer.
Interessados pelo tema.
Carga horária
O curso tem carga horária de 4 horas distribuídas em quatro aulas para serem cursadas no prazo de dez dias.
Conteúdo
Aula 00: Ambientação da Plataforma Blackboard.
Aula 01: A História da Bicicleta.
Aula 02: O ciclista e o trânsito.
Aula 03: Segurança durante o trajeto.
Aula 04: Dicas de saúde.
Apoio ao aluno
Durante o curso o aluno contará com o apoio pedagógico de tutores. O atendimento será realizado por telefone, e-mail ou em área definida para este fim no ambiente virtual de aprendizagem.
Método e avaliação
Modelo pedagógico baseado na combinação de atividades colaborativas, aprendizagem orientada pelo professor e autoaprendizagem.
O aluno será avaliado através de questões de múltiplas escolhas, sendo 5,0 a nota mínima, considerando uma escala de 0 a 10.
Inscrições abertas
O aluno receberá, por e-mail, as orientações e a data de início da turma. A efetivação da matrícula e indicação de turma está condicionada ao número de participantes necessário para a realização do curso. Mantenha sua caixa postal vazia sob risco de não receber nossas comunicações.
Observações
A CET reserva-se o direito de alterar datas, horários, ou cancelar o programa.

A qualquer momento, poderá ser solicitado, documentação que comprove as informações prestadas pelo aluno.

Certificação
A CET confere certificado, que será enviado por email aos alunos aprovados no curso.
Para inscrição e acesso ao curso


- Possuir endereço eletrônico (e-mail)

Obs:  Cada  pessoa ao se inscrever deve informar um e-mail único e válido. Esse e-mail será a forma de contato e o login de acesso ao ambiente virtual. (Para inscrições realizadas pela empresa, cada funcionário deve informar um e-mail)

14 de mai de 2014

Motorista é a maior causa dos acidentes

Motorista é a maior causa dos acidentes



Em 2013, quase 10% dos acidentes em rodovias federais aconteceram em apenas 1,47% da malha de 68 mil quilômetros espalhada pelo país. Segundo levantamento da Polícia Rodoviária Federal, essas ocorrências se dividem por cem trechos de estrada, que somam aproximadamente mil quilômetros de extensão. Ao todo, foram 50.145 acidentes, com 838 mortos e 20.307 feridos nesses locais durante o ano passado.
O trecho de rodovia campeão de acidentes está entre os quilômetros 200 e 210 da Translitorânea (BR-101), em Santa Catarina, e foi concedido à Autopista Litoral Sul em 2008. Outro ponto crítico está entre os quilômetros 490 e 500 da Fernão Dias (BR-381), na altura de Betim, em Minas Gerais. O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) prevê que as obras de duplicação da rodovia no trecho de Belo Horizonte a Governador Valadares estarão concluídas em três anos, com um custo estimado de R$ 4 bilhões. Além da duplicação das pistas, o projeto prevê viadutos, túneis e a correção do traçado para reduzir curvas sinuosas no trajeto.
Outros trechos de administração federal no topo da lista de acidentes estão na BR-316 (Pará), BR 262 (Espírito Santo) e BR 222. "Essas três rodovias já são duplicadas, contam com ruas laterais, acostamento, passarelas, sinalização adequada e barreiras eletrônicas", descreve o DNIT. "Mas são trechos totalmente urbanizados, com aumento crescente do número de veículos, fluxo local e da população limítrofe à rodovia." O fenômeno também se repete em alguns trechos da rodovia Presidente Dutra, citados no relatório da PRF.
O DNIT informa ainda que sempre analisa os dados da PRF para programar melhorias e aumentar a segurança nas rodovias sob sua responsabilidade. No entanto, destaca que os dados da Polícia Rodoviária Federal apontam que menos de 2% dos acidentes acontecem por problemas na rodovia.
De fato, o principal vilão é o motorista. Mais de 90% dos acidentes fatais acontecem por excesso de velocidade, falta de atenção, ultrapassagens proibidas, entre outros erros na condução do veículo. "Mesmo quando as estradas são ruins, a culpa em última instância é de quem dirige", afirma José Aurélio Ramalho, diretor do Observatório Nacional de Segurança Viária.
Para Ramalho, a formação dos condutores de veículos no Brasil é falha, limitando-se ao ensino para provas de habilitação. "Na prática, o sujeito decora um monte de placas de sinalização, mas não sabe o que fazer diante da situação indicada na placa", diz. "Desse modo, jogamos milhares de pessoas despreparadas ao volante e depois tentamos corrigir a situação com ações pontuais."
Bruno Batista, diretor-executivo da Confederação Nacional dos Transportes, observa que o problema de formação de motoristas é especialmente crítico na habilitação dos condutores de caminhões e ônibus de passageiros. "A avaliação dos caminhoneiros, por exemplo, é feita com veículo descarregado e fora do ambiente de estrada", diz. Para tentar melhorar esse quadro, conta Batista, a CNT oferece cursos gratuitos de aperfeiçoamento através da rede do Sesc/Senac. "A partir de 2015 também contaremos com simuladores para aulas de direção", diz.
Para educar os motoristas, Newton Gibson, diretor da Associação Brasileira de Transporte de Cargas, defende uma fiscalização mais atuante e preventiva. "O nível de segurança nas estradas brasileiras é baixo, mas a melhoria vai além da recuperação das estradas em péssimo estado. Passa, também, pela criação de projetos que integrem as áreas da educação, engenharia, saúde, segurança pública, entre outros, através de medidas preventivas e de respeito à garantia institucional, a todos os indivíduos, de circularem livres e com segurança, também no trânsito", argumenta.
Isso também implicaria um sistema de fiscalização que fosse além das simples punições. "É preciso buscar, por meio de ações preventivas dirigidas aos usuários, resultados mais positivos com relação à segurança nas estradas", diz Gibson.
Para Rogério Cunha, presidente da Associação Brasileira de Transporte Rodoviário, falta esclarecimento sobre os motivos das punições e a gravidade das infrações. "A fiscalização, quando acontece, é apenas punitiva e não preventiva. Só multar não basta. O motorista de caminhão pega um frete de R$ 1 mil a R$ 1,5 mil num trajeto de 200 quilômetros, comete uma infração e toma uma multa de R$ 53. É um tiro no pé! Ele transfere a pontuação para outro motorista e absorve o valor da multa no custo do frete."

10 de mai de 2014

Palestras sobre Educação e Segurança para o Trânsito, na 7ª Feira Catarinense do Livro.

Palestrantes

Irene Rios

Mestra em Educação, com a pesquisa: CAMPANHAS EDUCATIVAS PARA O TRÂNSITO: a percepção sensível de jovens e adultos; Especialista em Ambiente, Gestão e Segurança de Trânsito e em Metodologia de Ensino; Presidente da Câmara Catarinense do Livro; Professora universitária de disciplinas na área de Educação para o Trânsito; Autora de artigos e livros Guia Didático de Educação para o TrânsitoQuem? Eu? Eu não! E outras crônicas de trânsito e Transitando com Segurança
Site: http://educacaoparaotransitocomqualidade.blogspot.com.br

Palestra: Segurança no Trânsito: Qual é o meu papel? 
Data: 12 de maio (segunda-feira), ás 18:30 h.


José Leles de Souza

Doutor em Engenharia de Transportes pela USP/São Carlos, possui mestrado em Transportes pela Universidade de Brasília (1995). Presidente do Instituto de Certificação e Estudos de Trânsito e Transportes - ICETRAN, Conselheiro do Conselho Estadual de Trânsito de Santa Catarina, Membro da Câmara Temática de Educação e Cidadania do CONTRAN - Conselho Nacional de Trânsito.

Palestra: Cidade para Pessoas: Um desafio educacional e para a gestão pública. 
Data: 13 de maio (terça-feira), às 18:30 h.

Márcia Pontes

Educadora de trânsito em Blumenau, realiza um trabalho voluntário de Educação Para o Trânsito online nas redes sociais, escreve o Blog Aprendendo a Dirigir com foco no acolhimento emocional, aprendizagem significativa e direção defensiva. Acadêmica do Curso de Graduação Tecnólogo em Segurança do Trânsito da Unisul. Autora dos livros Aprendendo a Dirigir e Acolhimento Emocional: Para vencer o medo de dirigir. Site: http://thesys.blog.uol.com.br/#axzz30zRKSuCk

Palestra: Formação significativa e defensiva de condutores pelo método decomposto de aprendizagem da direção veicular.
Data: 14 de maio (quarta-feira) às 18:30 h.

Palestra: Medo de dirigir: de objeto discursivo à superação.
Data: 15 de maio (quinta-feira), às 18:30 h.

INSCRIÇÕES GRATUITAS!


Palestra de Irene Rios no 1º Seminário de Educação e Mobilidade Segura no Trânsito

Realizado em São José/SC - Dia 25 de abril de 2014.






1º Concurso Nacional: Poesia para a Vida - TEMA: Trânsito


REGULAMENTO

1.      TEMA
1.1 A Câmara Catarinense do Livro, por meio deste edital, abre inscrições para o Concurso Nacional: Poesia para a Vida – 2014 - com o tema Trânsito.

2.      INSCRIÇÕES
2.1 Os participantes podem ser brasileiros natos, ou naturalizados brasileiros, de qualquer região do país, maiores de 16 anos.
2.2 Não podem participar os membros da diretoria da Câmara Catarinense do Livro.
2.3 Não podem participar os membros da COMISSÃO JULGADORA.
2.4 Para participar, envie a poesia e a mini biografia do autor, com até 10 linhas, incluindo seus dados pessoais: nome completo, CPF, telefone, endereço residencial completo e e-mail, no período de 09 de maio a 16 de junho de 2014para poesiaparaavida@gmail.com, com o assunto: Poesia para a Vida – 2014.
2.5 Cada participante pode inscrever-se com até 02 (duas) poesias, inéditas, ou seja, poesias que ainda não foram publicadas em livro.
2.6 Os poemas devem ser digitados em editor de texto eletrônico Word, em Língua Portuguesa, fonte Arial ou Times New Roman, tamanho 12;
2.7 Cada poema não deve exceder o limite de 02 (duas) laudas no tamanho A4, incluindo a mini biografia do autor.
2.8 As inscrições são gratuitas.
2.9 Ao se inscreverem, todos os candidatos aceitarão automaticamente todas as cláusulas e condições estabelecidas neste edital.

3. PREMIAÇÃO
3.1 Poderá ser premiado apenas um poema de cada participante.
3.2 Serão classificadas 80 (oitenta) poesias.
3.3 Será realizada a publicação de livro com as poesias classificadas, com edição de 1.500 (mil e quinhentos) exemplares.
3.4 Os 10 primeiros classificados serão inseridos com destaque no livro.
3.5. Serão distribuídos 300 livros em escolas públicas, acompanhado de projeto e de sugestões de atividades relacionadas ao livro "Poesias para a Vida - Trânsito", para que seja usado em sala de aula.

4. COMISSÃO JULGADORA
4.1 A Comissão Julgadora, composta por membros com conhecimento e experiência em Literatura e em Trânsito, terá autonomia no julgamento, que será regido pelos princípios da originalidade e linguagem poética.

5. RESULTADO
5.1 O resultado do Concurso será divulgado no dia 10 de julho de 2014 pelos sites: www.cclivro.org.br/html e  cclivro.blogspot.com.br

6. INVESTIMENTO
6.1 A publicação é feita de forma cooperativa. Cada poeta classificado deverá comprar 15 exemplares do livro, pelo custo de R$ 195,00, no total.
6.2 O valor deverá ser pago via boleto bancário até o dia 5 de agosto de 2014
6.3 Em caso de inadimplência, a poesia classificada poderá não ser publicada.

7. REMESSA DOS LIVROS
7.1 Os livros serão enviados para o endereço informado na inscrição, até o dia 31 de agosto de 2014.

8. DISPOSIÇÕES FINAIS
8.1 Os casos omissos serão decididos, em comum acordo, pela Comissão Julgadora e pela Comissão de Organização do Concurso.
8.2 A Câmara Catarinense do Livro detém todos os direitos de Publicação e Distribuição da obra.

8.3 Não caberá qualquer recurso, sobre o julgamento apresentado pela Comissão Julgadora, relacionado a qualidade dos poemas selecionados, ficando esta medida restrita às condições extrínsecas do concurso, dispostas nas cláusulas deste Regulamento, que será julgado pela Comissão de Organização do Concurso.

2 de mai de 2014

MEC recebe solicitação de Sula Miranda para introduzir educação para o trânsito nas escolas

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“Não adianta eu pedir infraestrutura e não ter educação”, destaca a republicana que já percorreu os ministérios 
da Cidade e de Transportes.
Brasília (DF) –  A coordenadora do Movimento PRB Transportes, Sula Miranda, segue a maratona em busca da introdução da educação para o trânsito na pré-escola e nas escolas de 1º, 2º e 3º graus do País.  Após diversas visitas a Brasília percorrendo o Ministério das Cidades e o Ministério de Transportes, desta vez, a republicana se reuniu com o Secretário de Regulação e Supervisão da Educação Superior, Jorge Messias,  e protocolou o documento de solicitação no Ministério da Educação (MEC), na última semana.
De acordo com a coordenadora, o documento solicita ações coordenadas, por meio de planejamento, entre órgãos e entidades do Sistema Nacional de Trânsito e de Educação, da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos municípios. “O objetivo é formar cidadãos capacitados que exerçam a educação no trânsito com naturalidade. Se isso fizer parte do currículo da grade escolar, vai ser como aprender português e matemática: Algo natural”, reforça Sula Miranda.
Na reunião, a coordenadora incluiu as campanhas educativas que são veiculadas atualmente, Miranda acredita que a maioria da população não tem acesso às informações sobre o tema. “A gente precisa educar e só as campanhas não são suficientes, não adianta eu pedir infraestrutura e não ter educação. Hoje, a gente sofre e gasta muito com muitas campanhas educativas que nem sempre conseguem atingir a toda a população”, explica.
Apesar da inclusão da educação no trânsito nas escolas não oferecer uma mudança imediata, para Sula Miranda, trata-se também de uma necessidade de refletir na qualidade de vida das gerações futuras. “Talvez, eu não veja a mudança agora, mas a geração dos meus netos vai usufruir. É o início de um trabalho e só o fato de ser ouvida já é uma vitória! Então, vamos de vitória em vitória, de degrau em degrau”, completa.

Por Jamile Reis – Agência PRB Nacional
Foto: Douglas Gomes

Fonte: 

As máquinas que todos querem operar

por Dr. Dirceu Rodrigues Alves*

Estamos distantes dos propósitos maiores a serem atingidos com a Carteira Nacional de Habilitação, com a legislação de trânsito, com todas as resoluções e complementos que a todo momento surgem.

Dizem que as leis são feitas no Brasil sem definições claras, objetivas, existe sempre um duplo sentido ou interpretação distinta.

A Carteira de Motorista no nosso país chama-se Carteira Nacional de Habilitação. Habilitado para o que? Parece que a língua portuguesa não tem, em seus meandros, artifícios para esclarecer o que se quer dizer. Porque ser tão genérico e não específico?

Por incrível que possa parecer é uma carteira que todos sem exceção querem possuir. Homens, mulheres e jovens, principalmente jovens, ao completarem 18 anos tendo ou não recursos, possuindo a família automóvel ou não, querem porque querem ser motoristas. Os que já possuem pai proprietário de automóvel já dirigem desde os 15 ou 16 anos de idade, com conhecimento ou não dos pais, contrariando a lei.

O veículo sobre rodas é uma máquina como as outras. Diferencia-se pelos riscos maiores de acidentes.

Esse é o brinquedo maior do ser humano. É sinal da independência, da estabilidade, de riqueza, de conforto, de “status”, da conquista e da força. Qual é o pai que dispondo de recursos não presenteia o filho ou a filha com um automóvel. E qual é o rapaz ou senhorita que aos 18 anos, mesmo sem recursos, não quer ser portador da Carteira Nacional de Habilitação?

O carro dá “status” e é sinal de “poder”

Será que tal carteira foi criada para ser distribuída a todos sem exceções? As estatísticas de reprovação para quem se habilita são iguais ou muito próximas do zero. Estranho, não?

Se compararmos o que determina a legislação do trabalho com máquinas, com a legislação de trânsito, que também é um trabalho com máquinas, com amadores ou profissionais, vemos que as preocupações das leis são bastante distintas, incompatíveis, dissociativas, parecem que são leis de países diferentes.

Toda máquina fixa oferece riscos. As móveis, mais riscos ainda.

Nas fábricas obriga-se o empresário a ter rígido controle da segurança e a saúde do trabalhador. Com máquinas mais perigosas, por serem móveis, extremamente ruidosas, comprometendo o pedestre e meio ambiente não se tem a mesma obrigatoriedade. E o pior, compromete a saúde de toda a população através da poluição ambiental caracterizada pela fuligem, vibração, ruído, liberação de gases extremamente tóxico e também alto risco de acidentes. O Código Nacional do Trânsito, CONTRAN, DENATRAN, DETRAN, CET, Município, Estado parecem não ter a mesma preocupação.

A Carteira Nacional de Habilitação comprova o que acabamos de citar. A validade do exame médico parece eterna. Parece que para ser motorista não precisa ter saúde. Sabemos que o estado de saúde de qualquer indivíduo pode se modificar de uma hora para outra, mesmo para aqueles com aparente vigor físico.

Os prazos de validade do Exame Médico contrariam a legislação. Três anos, cinco anos e quando falamos nisso estamos nos referindo a todas as categorias, amadoras e profissionais.

Vamos mais adiante, na frequência da avaliação médica sugerimos que amadores e profissionais sejam examinados anualmente. E porque isso?

A legislação do trabalho determina a realização de exames periódicos que serão mais distantes ou mais frequentes, dependendo do risco a que se está submetido.

Toda máquina fixa, oferece riscos que podem ser físico, químico, biológico, ergonômico e de acidentes. Imagine a mesma máquina móvel, sobre rodas, o que é capaz de causar.

Nos acidentes de trânsito, com ou sem vítimas, teria o motorista sua carteira apreendida e remetida para o DETRAN. Tal indivíduo seria submetido à nova avaliação de saúde e teria tal fato registrado na carteira. Seria outro meio auxiliar para conter o crescente número de acidentes e relacionar tal acidente com condições de saúde do operador.

Sabemos que nos acidentes de trânsito há o envolvimento do homem, da máquina e do meio. Pouco se vê com relação ao homem. Em um acidente com vítimas, hoje, as autoridades só preocupam-se com o homem se estava drogado ou alcoolizado.

Não são só esses fatores que interferem na direção veicular. A máquina humana apresenta sinais e sintomas diários que são compensados no decorrer do dia. Apresenta ainda doença em potencial que a qualquer momento poderá eclodir e ser responsável por um acidente.

O organismo humano é uma máquina complexa que necessita revisões periódicas de curto prazo.

Pois é!!! Quantas vezes já vi indivíduo portador de Insuficiência Renal Crônica, fazendo hemodiálise, chegar ao hospital dirigindo seu automóvel. Ninguém ignora que após uma sessão de hemodiálise o paciente tem mal estar intenso. Pois é, já vi esse mesmo paciente deixar o hospital dirigindo seu veículo.

Teria qualquer médico que indicar a retirada da carteira de motorista do paciente com restrições importantes para dirigir. Fazer notificação compulsória ao DETRAN das alterações orgânicas que incapacite temporariamente ou definitivamente o indivíduo para operar veículos.

É o caso daquele indivíduo saudável, portador de carteira de habilitação, categoria A, que sofreu acidente de motocicleta na via pública e foi removido pelo serviço de Resgate para UTI de um Hospital Público. Diagnóstico, traumatismo crânio-encefálico. Passa uma semana em coma. Recebe alta vinte dias após com uma sequela neurológica.

Se a moto não estivesse despedaçada e se encontrasse no pátio de estacionamento do hospital certamente que o paciente faria o seu deslocamento para residência naquele veículo, apesar de suas limitações. Na realidade, deixou o hospital com sequelas, mas ainda habilitado para a direção veicular.

Quando operamos uma máquina de alto risco, alguém responsável pela segurança permitiria que o operador usasse um telefone celular ou que acendesse um cigarro? O automóvel é uma máquina de alto risco e como permitir que o indivíduo fume durante a operação da máquina? Que atenda o celular? Que tenha a sua atenção, sua concentração desviada do objetivo maior?

A legislação de trânsito precisa ser aplicada com rigor e muito bem fiscalizada.

Um indivíduo que trabalha em uma indústria, operando máquinas, repentinamente apresenta um quadro clínico que o leva ao afastamento do trabalho e ao auxílio doença do INSS. Foi afastado da operação com máquinas, mas ainda pode operar o seu veículo porque para esta máquina continua habilitado.

E porque não haver a integração Perícia Médica do INSS e Perícia Médica DETRAN e também com o profissional de saúde que acompanha o paciente?

Precisamos evoluir, precisamos amadurecer e corrigir estas situações esdrúxulas.

As máquinas mais perigosas são as que se deslocam em todas as direções.


*Dr. Dirceu Rodrigues Alves Júnior
Diretor de Comunicação e do Departamento de Medicina de Tráfego Ocupacional da ABRAMET

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Audiência do Site em Abril de 2014


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