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15 de fev de 2014

Ligar o pisca-alerta na faixa de segurança: uma moda que pegou e evita acidentes

Texto: Márcia Pontes. Texto: Márcia Pontes.
Ligar o pisca-alerta ao parar o carro para dar a vez para o pedestre atravessar na faixa é uma moda que pegou em Blumenau e que está dando certo em dois pontos de vista: ajuda a evitar colisões traseiras (leia-se prejuízos materiais) e ajuda e evita atropelamentos pelos carros que trafegam atrás ou mesmo ao lado.
Lembro de uma reportagem na tevê a respeito do assunto em que o então Gerente da Escola Pública de Trânsito à época aconselhava os motoristas a pararem antes da faixa e ligarem o pisca-alerta para a passagem do pedestre. E como isso rendeu críticas de alguns nos espaços interativos e de opinião na mídia!
Lembro que o principal questionamento era: não se liga o pisca-alerta só em situação de emergência? Será que a travessia de pedestres é uma emergência?
Vejamos o que diz o art. 40 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) a respeito da utilização das luzes do veículo:
Art. 40. O uso de luzes em veículo obedecerá às seguintes determinações: [...]  V - O condutor utilizará o pisca-alerta nas seguintes situações: a) em imobilizações ou situações de emergência; b) quando a regulamentação da via assim o determinar.
Embora muitos acreditem que não, a travessia de pedestres pode sim significar uma emergência que requeira a utilização do pisca-alerta, principalmente quando o carro vem em velocidade constante que precisa ser interrompida.
O CTB também diz que o condutor utilizará o pisca-alerta em imobilizações, coisa que muito motorista ainda não aprendeu quando não aciona o dispositivo ao estacionar ou parar o carro no acostamento de rodovias ou quando liga o pisca-alerta com o carro em movimento.
O uso do pisca-alerta fica mais eficiente ainda com alguns toquinhos de leve no freio para avisar o motorista de trás que você vai reduzir velocidade e parar adiante. O break-light aumenta a segurança e evita em 50% as colisões traseiras.
Mesmo que o motorista que venha atrás não conheça a localização das faixas de pedestres em alguns bairros da cidade, estará atento às luzes de advertência do motorista da frente e reduzirá a velocidade também.
Por outro lado, a distração enquanto dirige é uma das principais causas de atropelamentos e acidentes, inclusive nas travessias de faixas de segurança. Com isso, se o motorista de trás não percebeu as luzes de freio sendo acionadas e ignorou a mensagem, ao ver o pisca-alerta ligado redobrará a cautela e saberá que o carro da frente vai parar por algum motivo.
Outro exemplo de precaução? Na Rua José Reuter o acesso ao Supermercado Allegro (ex-Amigão) é proibido por faixas contínuas duplas, mas praticamente todos os motoristas convergem nesses pontos. Foi assim que o motorista à minha frente parou para convergir em local proibido, freei a tempo e com segurança, mas como eu não ainda não acionava o pisca-alerta nessas condições, o motorista que vinha atrás acertou em cheio a traseira do meu carro. Fico pensando: e se eu tivesse acionado o pisca-alerta será que ele prestaria mais atenção? Pois é, aprendi a lição.
Prática comum em outros Estados brasileiros
A Guarda Civil Municipal de Varginha (MG) elaborou uma cartilha de orientações para a segurança da população no trânsito e em seu tópico de número 11 orienta que sempre que o motorista parar na faixa para a travessia dos pedestres ligue o pisca-alerta pelo tempo em que o carro estiver parado e só o desligue depois que o pedestre tiver concluído a travessia.
Outra recomendação que tem diminuído os acidentes nas faixas de pedestres em Varginha (MG) é esticar o braço para fora da janela com o carro parado antes da faixa e fazer movimentos lentos para cima e para baixo. Poucos motoristas sabem, mas isso significa “baixe a marcha e a velocidade” para que o pedestre que esteja atravessando na faixa não seja atropelado pelo carro do lado ou moto.
Foto: Reprodução Foto: Reprodução
Desta forma, o motorista que trafega atrás ou na pista do lado com ou sem intenção de ultrapassar o carro da frente (como é comum de acontecer) vai entender que alguém está atravessando na faixa. E não tem essa que vão arrancar o seu braço porque não arranca não!

Recomendações de ligar o pisca-alerta ao imobilizar o veículo para a travessia de pedestres também foi adotada pela Prefeitura de Santa Maria (RS), transformada em, Projeto de Lei pelo governo do Amapá (AP), adotado como campanha para a prevenção de acidentes em Londrina (PR) e incorporado ao Estatuto do Pedestre, em Belo Horizonte.
A verdade é que o pisca-alerta ligado se tornou um código universal de comunicação entre os motoristas. Basta que estejamos dirigindo em perímetro urbano ou rodovias e vejamos que o motorista da frente acionou o pisca-alerta para pensar: “deu caca lá na frente!”. O resultado é diminuição da marcha e velocidade e atenção redobrada.
Por mais que o motorista esteja distraído, mas tenha percebido o pisca-alerta parece que ele sai do estado de distração e de letargia ao volante e fica aceso rapidinho.
Pois essa é a ideia: o art. 40 do CTB dispõe que estas luzes de segurança do carro sejam acionadas em situação de emergência, mas não tipifica o que seja “emergência”, deixando o entendimento subjetivo para o motorista.
Pois bem, um pedestre atravessando na faixa pode se constituir sim, uma situação de emergência. Afinal, quantos pedestres já morreram sobre a faixa de segurança em Blumenau?
Você vai dirigindo numa rua com sinalização de faixa contínua dupla em toda a sua extensão, mas um motorista à sua frente resolve convergir onde é proibido. Então, se for obrigado a parar atrás dele sem condições de ultrapassá-lo isso constitui sim uma situação de emergência e nada mais justo que avisar pelas luzes de segurança os motoristas de trás.
Você pára seu carro para o pedestre atravessar na faixa, mas não sabe se o motorista de trás vai fazer o mesmo. Em vez da desculpa de “eu não parei para o carro de trás não bater no meu carro” experimente ligar o pisca-alerta para ver a reação dos outros motoristas. É imediata! Todos entendem a comunicação e acionam as luzes de emergência do veículo.
Dirigir com segurança e respeitar o Código de Trânsito Brasileiro ao mesmo tempo é possível, recomendável e só faz bem para a saúde. Do bolso, dos motoristas e dos pedestres. Seguro morreu de velho!

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