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18 de jul de 2013

Qual praga matou 61 mil e incapacitou 352 mil pessoas em 2012?

Por  em 14.07.2013 as 23:21

Qual é a praga que matou 61.000 pessoas e incapacitou 352. 000 pessoas no Brasil em 2012?
Responda rápido:
Tuberculose? Hepatite? Dengue? Gripe H1N1?
De acordo com o Observatório Nacional de Segurança Viária essa calamidade denomina-se acidente de trânsito.
Isso mesmo!
Só em 2012 foram registradas 61 000 mortes em acidentes de trânsito no Brasil.
E das 508 000 indenizações do DPVAT (seguro obrigatório para Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores Terrestres) tem-se que 352 000 foram destinadas às vítimas com sequelas incapacitantes e permanentes.
Para que tenhamos uma ideia da ordem de grandeza desses números estarrecedores basta entender que a famosa gripe H1N1 levaria 527 anos para provocar o mesmo número de vítimas fatais.
E qual seria o principal fator causador de tantos acidentes no Brasil?
Problemas na pista? Falhas mecânicas? Problemas do clima?
De acordo com pesquisas, a principal causa é a imperícia ao volante, caracterizada principalmente por excesso de velocidade (que pode estar ligada ou não ao uso de bebidas alcoólicas) e outros desrespeitos às leis de trânsito e obviamente aos princípios do bom senso.
É claro que não precisamos consultar nenhuma estatística para confirmarmos esses dados. Basta trafegarmos pelas ruas de qualquer uma de nossas cidades e observarmos quantos motoristas respeitam, por exemplo, o limite de velocidade da pista.
Muitos reclamarão de que tal limite de velocidade é muito baixo, e que nesse mundo moderno tempo é dinheiro, e que existe uma indústria da multa, etc.
Já ouvi essas desculpas quando falei desse assunto em minhas aulas.
No entanto, se uma pessoa possuir o mínimo de educação científica e o mínimo de bom senso sempre respeitará as leis de trânsito.
Por exemplo, um colega de trabalho se vangloriava de fazer em 50 minutos o trajeto de Curitiba até o litoral. Trecho que eu gastava facilmente duas horas.
Revoltado, me perguntou por que da minha lerdeza no trânsito.
Eis a minha resposta:
1. Estou saindo com a família para passear e não para participar de um Rally.
2. Não estão oferecendo nenhum prêmio para quem chegar ao litoral em tempo recorde.
3. Não faço questão de colecionar multas e nem cicatrizes.
4. A minha vida e minha integridade física (e a de todos que me cercam) vale mais que alguns arranhões na minha ficha de super-ultra-hiper-extraordinário-piloto-de-fim-de-semana.
Hoje esse mesmo colega me dá razão.
Porém foram precisos: algumas placas de platina na coluna, alguns dias na UTI e alguns anos numa cadeira de rodas.
Ninguém precisa aprender dessa forma tão cruel que as leis da Física não podem ser desrespeitadas impunemente. Basta atentar para esses fatos:
- Dois corpos não ocupam o mesmo lugar no espaço ao mesmo tempo.
- Quanto maior for a velocidade de um corpo maior será sua energia cinética.
- Numa colisão a energia cinética é transformada principalmente em deformação (tanto do veículo quanto de seus ocupantes).
- Numa colisão envolvendo aço, plástico, osso e carne – o aço ganha sempre.
Isso me soa de uma obviedade…
Tirando o Facebook onde só existem pessoas maravilhosas, politicamente corretas e que sempre respeitam as leis, estou farto de ver todos os dias pessoas se portando no trânsito como se fossem selvagens.
Desde o desrespeito absurdo às regras da boa conduta – essa ética que deve premiar a verdadeira convivência humana, como, por exemplo, a de dar a vez às pessoas idosas e às crianças.
Alguns devem achar idiotice. Pois vejo todos os dias, pessoas bem vestidas, pilotando bólidos caríssimos avançando por sobre pedestres, buzinando, agredindo verbalmente, sejam velhos, mulheres ou crianças.
E sempre se justificando: Tem que “tacar” o carro em cima mesmo, pois o pedestre é muito mal educado.
Ou seja, como em toda selva vale a lei do mais forte e salve-se quem puder.
Será que ninguém pode ceder alguns segundos e franquear a passagem para o semelhante? Será?
O que ocorre com a mente e com o coração dessas pessoas, que basta segurar um volante que se transformam em homicidas em potencial?
Porém as leis da Física não podem ser desrespeitadas impunemente:
Quantos engavetamentos ocorrem simplesmente porque a maioria dos motoristas dirige praticamente colado no carro da frente. Contrário ao que reza a lei. Contrário a qualquer noção de bom senso. Por quê? Alguém pode me explicar isso?
Nas rodovias o quadro piora.
Todos andam a mil por hora, colados no carro da frente, para marcar pressão e forçá-lo a dar passagem. Tanto um quanto o outro travam uma queda de braço motorizada, onde buzinas e palavrões em mímicas fazem parte do belíssimo exemplo de estupidez que dão aos demais. Tudo isso, acima dos limites de velocidade da pista – para quê? Para chegar alguns minutos mais cedo no engarrafamento mais próximo?
E por que tanta pressa?
Ambulâncias carregam luzes e sirenes e você meu caro motorista, qual cirurgia de emergência vai fazer na praia?
Não é raro ver que o motorista que corta, buzina, fecha e acelera como um endoidecido é o mesmo que para em cafés à beira da estrada e gasta uma eternidade na escolha de qual lanche e qual refrigerante vai consumir. E fica de papo furado, tomando cafezinho, fumando, etc. –  para depois sair em disparada mais uma vez – desrespeitando tudo e a todos.
Por que tanta pressa na estrada se na sorveteria o bate papo é em slow motion?
Um colega químico tem uma teoria bastante cruel:
- Talvez a humanidade vá descobrir no futuro que tudo isso tem a ver com a seleção natural. Os imbecis vão diminuindo em número devido à forma estúpida de como se conduzem nas estradas.
O triste é saber que muitos inocentes são levados juntos nessa brincadeira.
Em meu entendimento esses dados se referem, na verdade,  a um dos sintomas da ação de uma das maiores pragas que pode assolar a humanidade – que é a ignorância.
Não é coincidência que o Brasil que é um dos primeiros países do mundo em acidentes de trânsito seja o penúltimo lugar na qualidade da educação que oferece a seu povo.
E você leitor, qual a sua opinião?

16 de jul de 2013

Aula de Educação para o Trânsito contextualizada como livro didático “Saber Matemática, Ed. FTD – 4º Ano” – unidade 5

Plano de Aula de Educação para o Trânsito, com sugestões de atividades contextualizadas com o livro didático “Saber Matemática, Ed. FTD – 4º Ano” – unidade 5.

Disciplina: Matemática
Turma: 4º ano do Ensino Fundamental

Objetivos:
- Estimular o uso das faixas de pedestres;
- Demonstrar a importância das sinalizações de trânsito;
- Revisar as subtrações com números naturais.
- Identificar os polígonos.

Conteúdos:
·         Subtração de números naturais
·         Polígonos
·         Atitudes seguras e corretas, ao transitar.

 Estratégia:

- Aula baseada nos textos e atividades constantes no livro Saber Matemática – 4º Ano - Kátia Stocco Smole, Maria Ignez Diniz e Vlademir Marim - Editora FTD, unidade 5.

- Resolução das atividades sugeridas na 1ª questão. (Professor(a), solicitar aos alunos que terminarem
para manter segredo sobre a frase oculta).

- Correção e comentários sobre a importância da mensagem da frase oculta, da 1ª questão.

- Resolução das atividades sugeridas na 2ª questão.

- Correção e comentário sobre a necessidade e respeito às sinalizações. (Professor(a), sugerimos que peça aos alunos que pesquisem e tragam outras sinalizações de trânsito para compartilhar com o grupo).

1.    Observe o quadro abaixo, faça os cálculos e descubra a frase oculta.



Resposta: Atravesse a rua sempre na faixa de pedestres.

2.   Pesquise o significado das sinalizações de trânsito, assinale quais delas lembram polígonos e diga por que devem ser respeitadas.

O respeito às sinalizações de trânsito é imprescindível,  elas contribuem para a fluidez e a segurança nas vias. O desrespeito pode provocar graves acidentes.

 Autoria de Irene Rios
Consultora de Educação para o Trânsito

Comportamento dos Passageiros

Alguns fatores podem ser decisivos na hora de transitar com segurança nos mais diversos meios de transporte, como a manutenção constante e a capacitação adequada do condutor. Existe, porém, outro ponto decisivo na segurança das viagens: os próprios passageiros. Confira abaixo como deve ser seu comportamento nos principais meios de transporte: 

1. Automóveis

Créditos: Divulgação



Mesmo no banco de trás, o cinto é fundamental; e o comportamento dos passageiros, especialmente crianças, é decisivo para a segurança.

Os passageiros devem evitar situações que possam dispersar a atenção do condutor. Dentre as mais comuns estão a desordem causada pelos que passam mal durante viagens, passageiros machucados e crianças muito agitadas. Antes de sair, é preciso que o motorista fique atento se algum dos companheiros de viagem apresenta um quadro psicológico alterado (irritação, nervosismo, insegurança, efeitos de drogas ou álcool, etc). Todos devem verificar suas condições antes de sair de casa e comunicar ao motorista caso possa apresentar algum problema durante a viagem. Vale lembrar também que o uso do cinto de segurança pelos que sentam no banco de trás é obrigatório e indispensável (art. 65 do CTB) para a segurança de todos que estão no veículo. É aconselhável também não colocar parte do corpo para fora do veículo, seja por meio das janelas ou do teto solar (para os motoristas , de acordo com o artigo 252 do Código de Trânsito Brasileiro, essas atitudes geram  infração de natureza leve com multa). Além disso, arremessar coisas para fora do veículo é uma infração média. O infrator deverá pagar multa e terá pontos na carteira.

Na hora de desembarcar, o condutor e os passageiros devem se certificar de que isto não é um perigo para eles e outros usuários da via antes de abrir a porta. E atenção: o embarque e o desembarque devem ocorrer sempre do lado da calçada, exceto para o condutor.


2. Motocicletas

Créditos: Divulgação

O próprio passageiro deve ficar atento ao trânsito para acompanhar os movimentos do condutor.

Crédito: Agência Brasil/Valter Campanato

Flagra mostra como não se deve viajar de moto: elas são feitas para apenas um passageiro, além do condutor, e o uso do capacete é fundamental.

Para que o passageiro contribua para a segurança no momento da viagem de motocicletas, ciclomotores e motonetas, deve primeiramente utilizar o capacete e roupas apropriadas que devem ser como as do condutor: calças, jaquetas ou camisas de manga longa e sapatos fechados, como botas ou tênis. Ele deverá subir na moto após o condutor, apoiar os pés com firmeza nas pedaleiras e sentar-se próximo ao piloto segurando em sua cintura ou quadril. É importante que quem estiver na garupa mantenha as pernas e a roupa longe do motor e de outras partes que possam se constituir em um perigo. Acompanhar os movimentos e a inclinação do corpo do piloto nas curvas e confiar nos conhecimentos do motociclista, bem como evitar tirar a atenção do mesmo, são atitudes fundamentais para auxiliar na concentração do condutor para as manobras necessárias.

Fontes: Cruzeiro do SulDetran-MT 

3. Transporte coletivo terrestre

Créditos: Divulgação


Mesmo em trens ou metrôs, o passageiro pode colaborar para a segurança da viagem.

Seja em ônibus, metrôs e trens, o passageiro também colabora com a segurança na hora de ser transportado. Primeiramente, é importante aguardar no local correto do embarque, respeitando as faixas de segurança, caso haja. Ao entrar, deve segurar com firmeza nas barras existentes para segurança. Caso deseje sentar, é importante ficar atento aos assentos preferenciais, destinados aos portadores de necessidades especiais, idosos, gestantes e pessoas com crianças de colo. O passageiro deve evitar jogar lixo dentro dos vagões ou ônibus, colaborando para a manutenção da limpeza do ambiente e evitando acidentes como escorregões e tropeços. Um costume que causa bastante confusão nos transportes coletivos brasileiros é escutar músicas sem fone de ouvidos. Além de causar incômodos aos passageiros, essa atitude pode dispersar a atenção do condutor. Em alguns estados brasileiros, essa atitude gera multa. Outro comportamento que pode distrair o motorista é atirar água e objetos pela janela ou projetar o corpo para fora do veículo, atitude muito comum em crianças. Para que isso não ocorra, devem-se manter os vidros fechados ou com apenas uma fresta para ventilação. O passageiro também deve falar com o motorista somente o indispensável, como possíveis dúvidas sobre onde descer por exemplo.

Se houver cinto de segurança, é importante que o passageiro utilize, ainda que seja durante viagens curtas. Se precisar andar no corredor com o ônibus em movimento, ele deverá andar devagar, segurando-se nos encostos dos assentos.

Na hora de desembarcar, é preferível que o passageiro levante da poltrona após a parada do veículo e espere o ônibus partir para atravessar a rua.

Fontes: Programa Volvo de Segurança no TrânsitoGlobo.com

4. Aviões

Créditos: Divulgação


Seguir orientações da tripulação, como não deixar celulares ligados, é fundamental em aviões.

No transporte aéreo, o passageiro deve estar atento às instruções da tripulação, como deixar os celulares desligados durante todo o voo (e – nos momentos pouco antes e logo depois de pousos e decolagens – qualquer dispositivo eletrônico). Além disso, os aviões que realizam voos comerciais geralmente disponibilizam folders com orientações dos passageiros em cada banco da aeronave.

Além das normas de segurança, é importante que o passageiro não exagere no consumo de bebidas alcoólicas antes ou durante o voo, uma vez que seus efeitos são maiores em grandes altitudes. Caso viaje com crianças, o ideal é procurar um voo noturno em que elas possam dormir boa parte do tempo e levar elementos de distração como lápis de cor, gibis e videogames, afinal, avião não é o local ideal para correr ou fazer barulho.

O Aviation Safety Reporting System, órgão de pesquisa vinculado à Nasa, realizou um estudo em 1998 a respeito do comportamento dos passageiros em aeronaves, divulgado pelo Portal Segurança de Voo. Em 43% dos casos relacionados a passageiros, as tripulações de voo sofreram algum nível de distração quanto às suas tarefas; em mais da metade das distrações relacionadas aos incidentes, a consequência foi um desvio cometido pelo piloto;  em 22% do total de incidentes estudados, um membro da tripulação de voo deixou a cabine em auxílio aos comissários de bordo para lidar com um passageiro indisciplinado; em 13% do total de incidentes, as tripulações desviaram o voo para um aeroporto alternativo para desembarcar o passageiro indisciplinado.

Fontes: Segurança de vooViagens IG

5. Transportes marítimos

Créditos: Divulgação/MSC


Aquele que não obedecer às normas de segurança pode ser expulso do navio.

Existem diversos tipos de transportes que operam por via marítima. O passageiro deverá ficar atento às indicações oferecidas pela equipe de bordo. Em um dos tipos mais comuns de transporte marítimo, o cruzeiro, é importante que o hóspede tome as vacinas necessárias e não apresente condutas que comprometam a segurança, a tranquilidade e o prazer dos demais. Inclusive, caso o passageiro não respeite às regras de segurança, ele poderá ser desembarcado compulsoriamente.

15 de jul de 2013

Como melhorar a segurança viária

A cada ano, mais de quarenta mil pessoas morrem e 500 mil ficam feridas em acidentes de trânsito, no Brasil. O valor do custo total dos acidentes, em 2012, estimado em R$ 52,15 bilhões, corresponde a 1,21% do PIB-Produto Interno Bruto brasileiro previsto de R$ 4,3 trilhões.

Adicionalmente, as mortes e ferimentos graves causam um grande estresse emocional e financeiro em milhares de famílias afetadas. Esses acidentes, em grande parte, são possíveis de serem evitados. Cada vida salva e cada ferimento grave evitado reduzem a dor e o sofrimento, resultando em melhor qualidade de vida da população.

Em vista disso, é fundamental o estabelecimento de metas para melhorar o desempenho em termos de segurança viária. Algumas pesquisas apontam que quando se possui metas quantitativas, obtém-se melhor desempenho quando comparado com os casos sem a sua existência.

Quando as metas são elaboradas a partir de uma ampla visão da segurança no trânsito, transmitindo a importância dessa segurança e motivando as partes envolvidas, de forma a agir e auxiliar a administração de trânsito, os resultados são sempre mais positivos.

Metas apontam que o órgão gestor de trânsito está comprometido com a diminuição da gravidade da acidentalidade viária. O gestor deve apoiar a política proposta, bem como promover sinergia para que haja mudanças na legislação e alocação de recursos necessários para os programas de segurança.

A definição de metas é uma recomendação importante para os órgãos gestores que queiram mitigar o número de acidentes no trânsito. O estabelecimento de metas, por si só, não assegura a obtenção dos resultados. Porém, é um aspecto fundamental para que essa mudança na cultura de segurança de trânsito realmente seja efetivada.

Os níveis de desempenho, em termos de segurança viária, particularmente em países como o Brasil, podem ser melhorados, em curto prazo, com a implementação de várias medidas devidamente comprovadas. Apresenta-se, a seguir, algumas sugestões, baseadas em estudos da Organisation for Economic Co-operation and Development (OECD), entidade ligada ao Fórum Internacional de Transportes.

O estabelecimento de controle de velocidade, através da imposição de limites de velocidade, pode assegurar benefícios de segurança, provavelmente, mais celeremente do que qualquer outra medida, de forma isolada. A efetiva administração da velocidade, por outro lado, requer que os limites sejam adequados ao padrão da via, riscos nos acostamentos, projetos das rodovias, volumes de tráfego, bem como a presença de usuários vulneráveis.

Conter a associação álcool e direção, com base nas experiências de melhores práticas. Um esforço bastante importante é o uso intensivo de bafômetros, para impor os limites de teor de álcool no sangue, que não deverá exceder o limite fixado.

A existência de legislação adequada, aliada a forte fiscalização, divulgação massiva na mídia e punições severas, são estratégias mais efetivas para melhorar e garantir o uso do cinto de segurança. Tecnologias com sistemas que alertam para o uso do cinto e trava de partida atrelada ao cinto seriam capazes reduzir drasticamente o não uso do cinto de segurança, se introduzidas universalmente. No entanto, demandaria uma maior aceitação pela comunidade e pela indústria automobilística.


Para que haja rodovias e acostamentos mais seguros, ao menos em curto prazo, medidas apropriadas incluem ações de melhorias nas rodovias que identifiquem e corrijam locais de maior risco de acidentes, com tratamentos específicos, tais como utilização de alarme sonoro, vedação do acostamento, limpeza da vegetação na lateral das vias e a construção de passarelas para pedestres. Em longo prazo, será necessária uma abordagem proativa e sistemática para melhorar o projeto das rodovias, bem como para renová-las.

A segurança veicular aumentou significativamente nos últimos anos, em função de desenvolvimento tecnológico de sistemas passivos (proteção contra colisões) e ativos (evitar colisões). Em particular, os recentes sistemas de Controle Eletrônico de Estabilidade representam um grande avanço em termos de segurança ativa, assim como dispositivos para evitar a colisão e sistemas de aviso sobre os limites da pista, etc. Estes aspectos ainda são muito pouco usados no Brasil.

Promover a redução de risco de jovens ao volante. Isto pode ser conseguido por meio de esquemas sequenciais de graduação para licenciamento de novos motoristas. Estender o treinamento desses novatos têm se mostrado importante para a redução do número de mortes entre jovens condutores, em muitos países. Os componentes de um licenciamento graduado podem incluir: restrições para a condução noturna e transporte de passageiros, redução gradual de pontos durante o período de experiência, nível zero de álcool no sangue e períodos maiores de treinamento supervisionado, para melhorar as habilidades de direção, em distintas condições da via e climáticas.

Essas medidas, consideradas de comprovada eficácia em nível mundial, serão efetivas tão somente se implantadas com intensidade e cuidado suficientes, combinando as circunstâncias individuais de cada região. A implementação efetiva também envolve processos de administração que incluem análises de dados para a identificação de áreas problemáticas importantes, o estabelecimento de metas, a escolha de intervenções efetivas, a construção de suporte político e comunitário, a alocação de recursos suficientes e o monitoramento e a avaliação de desempenho.


*Prof. Dr. Archimedes A. Raia Jr.
Engenheiro, mestre e doutor em Engenharia de Transportes, professor da UFSCar e Diretor de Engenharia da Assenag. Coautor dos livros Segurança no Trânsito (Ed. São Francisco, 2008), Segurança Viária (Ed. Suprema, 2012) e Polos geradores de viagens orientados à qualidade de vida e ambiental (Interciência, 2012). E-mail: raiajr@ufscar.br.


Fonte: 

14 de jul de 2013

Primeira Experiência Profissional de Irene Rios

A Professora em uma Comunidade Alemã

 


Compartilho este curta, que descreve um pouco de minha primeira experiência no magistério, em uma comunidade alemã, no interior de São Pedro de Alcântara - SC, em 1987.

Tive a oportunidade de fazer o roteiro e dirigi-lo, em 2008. Minha filha, na época da experiência descrita no vídeo, tinha apenas 4 meses. No filme, com 21 anos, representou o meu personagem.

Irene Rios

11 de jul de 2013

Atividades de Educação para o Trânsito

Confira as atividades relacionadas à Educação para o Trânsito, promovidas pela EDUTRANEC!
  • Contações de Histórias com Rodrigo Calistro
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  • Palestras com Irene Rios
  1. Álcool e a segurança no trânsito
  2. Devagar!
  3. "Juntos podemos salvar milhões de vidas!"   
  4. Trânsito! Fala sério...
  5. Educação para o Trânsito baseada em valores
  6. Educação para o Trânsito nas Escolas
  7. Campanhas Educativas para o Trânsito  
  8. Cinto de Segurança e Cadeirinha
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  • Cursos com Irene Rios
  1. Curso de Educação para o Trânsito – Leia mais...
  2. Oficina para Professores Multiplicadores de Educação para o Trânsito – Leia mais...
  • Publicações de Irene Rios
  1. Guia Didático de Educação para o Trânsito – Leia mais...
  2. Quem? Eu? Eu Não! E outras crônicas de trânsito – Leia mais...
  3. Transitando com Segurança – Leia mais...                                        
  • Teatro de Trânsito
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EDUTRANEC – Educação para o Trânsito e Eventos Culturais Ltda. Me.

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4 de jul de 2013

Cegueira de Movimento

Nas batidas em que um carro que seguia rapidamente atinge um mais lento saindo de uma via transversal, os motoristas dos carros rápidos geralmente afirmam não terem visto o veículo vindo da direita ou da esquerda. Eles não estão mentindo, apenas não viram realmente o outro veículo, mesmo à plena luz do dia. O fenômeno que diz respeito aos motoristas do carro rápido é chamado de “Cegueira de Movimento”. É incrível mas é verdade e preocupante.

Os pilotos militares recebem instrução sobre cegueira de movimento durante seu treinamento porque ela ocorre em velocidades mais altas e, até certo ponto, isto é aplicável a motoristas também, especialmente aqueles de carros mais velozes. Desse modo, se você dirige, leia o que segue com atenção.

Os pilotos são instruídos a alternar o olhar entre varrer o horizonte e o painel de instrumentos quando em vôo, e nunca fixá-lo mais que alguns segundos num único objeto. Eles são ensinados a manter a cabeça como se ela estivesse montada numa rótula e a movimentar os olhos continuamente. Isso porque quando se está em movimento, fixar o olhar num objeto por algum tempo faz a visão periférica sumir. Essa é a razão desse fenômeno ser chamado de cegueira de movimento. 

Para os pilotos de caça essa é a única maneira de sobreviver no ar, não apenas durante um combate aéreo, mas também sob as ameaças de tempos de paz como as colisões no ar.

Até cerca de três décadas atrás, esta técnica de “cabeça numa rótula & olhos se movimentando” era a única maneira de avistar outros aviões por perto. Hoje os pilotos contam com radares, mas a velha técnica ainda tem utilidade.

Veja uma pequena demonstração da cegueira de movimento. É a mesma que é usada para pilotos em treinamento na salas de aula antes mesmo que cheguem perto de um avião. Clique no atalho abaixo. Vê-se um conjunto de cruzes azuis sobre um fundo preto. Há um ponto verde piscante no centro e três pontos amarelos fixos à volta dele.

Se fixarmos o olhar no ponto verde mais que alguns segundos, os pontos amarelos desaparecerão aleatoriamente, isolados ou em pares, ou os três de uma vez. Na verdade, os pontos amarelos estão sempre lá. Observe os pontos amarelos por algum tempo para certeza de que não foram parar em algum lugar.

http://www.msf-usa.org/motion.html

Pode-se alterar a cor de fundo ou a rotação do conjunto clicando nos botões apropriados. As observações do autor sob o conjunto giratório são educativas.

Assim, se estivermos dirigindo em alta velocidade numa rodovia e se fixarmos o olhar na estrada à frente, não veremos um carro, um scooter, um bugue, uma bicicleta, uma vaca ou mesmo um ser humano vindo de um lado.

Agora invertamos a cena. Se estivermos atravessando a estrada a pé e um carro rápido vier se aproximando, há 90% de chance que o motorista não esteja nos vendo, pois a visão periférica dele pode estar zerada. E poderemos estar naquela zona cega!

[...]


Sobre este texto
Esta matéria me foi enviada por um velho amigo do Rio de Janeiro, Cláudio Fischgold, que a viu no site da Motorcycle Safety Foundation (MSF), uma organização sem fins lucrativos criada em 1973. A MSF trabalha com a Administração Nacional de Segurança de Tráfego Rodoviário (NHTSA), governos estaduais, forças armadas e outras organizações dos Estados Unidos para melhorar a educação, o treinamento e a habilitação do motociclista.
A MSF é patrocinada pelos fabricantes e distribuidores americanos de motocicletas BMW, BRP, Ducati, Harley-Davidson, Honda, Kawasaki, KTM, Piaggio/Vespa, Suzuki, Triumph, Victory e Yamaha.

Fonte:

3 de jul de 2013

Histórias infantis, escritas por Irene Rios, serão contadas por Rodrigo Calistro

TEMA: Segurança no Trânsito: autocuidado e valores.

PÚBLICO: crianças

Rodrigo Calistro é contador de histórias desde 2004, possui mais de cem contos na memória, histórias bem costuradas e para todas as idades. 

Fotos de apresentações na 7ª Feira do Livro de Jaraguá do Sul - 2012.




Fotos de apresentações na 6ª Feira Catarinense do Livro - 2012.





Ofereça em sua Cidade!

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