Cadastre seu e-mail para receber as atualizações deste blog.

incluir retirar

23 de nov de 2012

Ministro das Cidades comenta os desafios da paz no trânsito


“É inconcebível um país em pleno crescimento econômico ter tantas vidas perdidas de forma banal”, critica Ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro
Entre uma entrevista e outra, durante um evento promovido pela Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos, o Ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro, conversou com o site da Frente Parlamentar em Defesa do Trânsito Seguro.
O ministro contou sobre o programa Parada – Pacto Nacional pela redução de Acidentes, do Governo Federal, falou como o governo pensa em cumprir o tratado com a Década de Ação pela Segurança no Trânsito 2011-2020 e sobre a responsabilidade do Ministério das Cidades com os índices de acidentes de trânsito no Brasil.
Qual a importância das ações realizadas pelo governo, entidades privadas e ONGs para um trânsito mais seguro?
Ministro: Acho de extrema importância a iniciativa de todos. Cada um trabalha com o seu programa, mas todos têm uma única finalidade: conseguir reduzir o número de acidentes de trânsito no país e, consequentemente, o número de mortes.
O Brasil precisa mudar a realidade do trânsito. É inconcebível um país em pleno crescimento econômico ter tantas vidas perdidas de forma banal. É por meio de campanhas educativas que podemos atingir a consciência e sensibilizar a população. O programa “Parada – Pacto Nacional pela Redução de Acidentes de Trânsito” não é simplesmente um programa de governo, e sim um trabalho de sensibilização de toda a sociedade para que haja conscientização necessária de mudança de cultura e de postura.
É trabalhando em conjunto que vamos mudar essa realidade, seja por meio de ações desenvolvidas por ONGs, campanhas educativas do Governo, programas desenvolvidos por associações, etc. Todos trabalhando para um só resultado: salvar vidas.
No Brasil o trânsito ainda mata muita gente, o que o Ministério está fazendo para reverter essas estatísticas?
Ministro: Um dos programas que o governo está trabalhando com muito afinco é o “Parada – Pacto Nacional pela Redução de Acidentes de Trânsito”. Para mim, a educação e a mobilização são os pontos principais do projeto.
Um dos braços da campanha é o Paradinha. Nós estamos apostando nas crianças, para que possamos incorporar nelas essa mudança de postura. Isso envolve também uma parceria com o Ministério da educação, pois ano que vem queremos estender a campanha para escolas de Ensino Fundamental e Médio de todo o país.
O Parada é muito mais do que um compromisso com a Organização das Nações Unidas (ONU), que definiu os anos de 2010 a 2020 como a década para diminuição de violência no trânsito. O Pacto é um compromisso com o Brasil e com todos os cidadãos brasileiros.
O Ministério das Cidades vai investir R$ 70 milhões até o fim do ano em ações para reduzir acidentes no trânsito.
Qual a expectativa do Programa Pacto Nacional pela Redução de Acidentes de Trânsito?
Ministro: Nossa expectativa é engajar a sociedade e despertar a consciência dos motoristas brasileiros para mudar o comportamento ao volante. Porém, nós só conseguiremos atingir a meta de redução em 50% do número de vitimas do trânsito se tivermos o envolvimento de todos. Cada vida é única, por isso cada perda que conseguimos evitar é uma vitória de todos. Precisamos da adesão de todos nessa luta.
Qual o maior desafio do Ministério das Cidades para alcançar o índice de redução em 50% das mortes provocadas pelo trânsito no Brasil, estabelecida pelas Nações Unidas por meio da Década de Ação pela Segurança no Trânsito 2011-2020?
Ministro: Nosso desafio é sensibilizar a sociedade para mudar a cultura como um todo. Isso vale também para pedestres, ciclistas e motociclistas. Consciência, educação e fiscalização são as palavras chaves e os pontos principais a serem atingidos.
Qual seria a solução para reduzir o número de acidentes de trânsito no país?
Ministro: Uma das soluções que eu defendo é a obrigatoriedade do bafômetro. Sou a favor da “tolerância zero” para quem dirigir depois de consumir bebidas alcoólicas.
Uma outra solução, que já colocamos em prática, é focar a campanha nas crianças. Elas são um instrumento de influência para os pais e tem um papel importante na conscientização, já que podem influenciá-los na mudança de comportamento.
Fonte: 

Nenhum comentário:

Postar um comentário