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25 de out de 2012

Projeto catarinense de educação no trânsito será difundido no país


Projeto catarinense de educação no trânsito será difundido no país Alvarélio Kurossu/Agencia RBS
Maquete foi um dos trabalhos realizados para gincana do trânsitoFoto: Alvarélio Kurossu / Agencia RBS
Gabrielle Bittelbrun e Roberta Kremer

O projeto de percepção de risco no trânsito das escolas públicas, realizado pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) em parceria com a Universidade Federal de SC (UFSC), deu lições de conscientização no trânsito a mais de três mil alunos, desde 2007. 

No ano que vem, o plano, que tem foco nas instituições de ensino próximas a rodovias federais, deve ser difundido em todo o país. Para a expansão da proposta, a UFSC realiza um mapeamento dos colégios que serão contemplados em território nacional, o que deve ser concluído em dezembro. 

Os alunos da escola municipal Professor Guilherme Wiethorn Filho, de Palhoça, sabem de cor como se deve atravessar a rua e os perigos de se beber antes de dirigir. O colégio que ficava próximo a BR-282 e a BR-101 tinha histórico de atropelamento de alunos, quando aderiu ao programa, há cinco anos. Na época, foram realizados cartazes, murais, encenações e a escola adquiriu placas e equipamentos de sinalização, para se ensinar as crianças. 

Nos anos seguintes, os educadores atuaram na manutenção da conscientização das crianças. A professora Aparecida Maria Marcelina conta que tudo é motivo para se debater o trânsito nas aulas, seja uma reportagem ou algum acidente de que os alunos ouviram falar. 

- Não ficamos só na teoria, eles aplicam na prática as informações e levam para casa - reforça a professora. 

O tema é levado tão a sério que, este ano, a escola foi a vencedora de uma gincana no trânsito da prefeitura, entre oito participantes. Os diretores Julio Cezar Macedo e Aldaleia Pelegrini acreditam que as iniciativas sejam uma melhora de posturas no presente e um investimento para o trânsito do futuro. 

A expansão da iniciativa ficou garantida em junho, por meio da assinatura de um novo convênio entre UFSC e DNIT. A ideia é buscar parceiros para fornecer o material didático para as escolas do país, mapeadas até o final do ano. A previsão é que a implantação nas escolas de outros Estados comece no início de 2013. 

Mais informações sobre o projeto no portal do Laboratório de Transportes e Logistíca, da UFSC

Especialistas defendem conscientização de crianças sobre trânsito

A importância de abordar a temática em sala de aula é considerada por especialistas e agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) uma das formas mais eficazes de disseminar uma cultura de prevenção. Só no primeiro semestre deste ano ocorreram 287 acidentes envolvendo crianças nas rodovias federais. Pelo menos 51 pessoas de zero a 14 anos ficaram feridas de forma grave e nove morreram nas estradas federais. O chefe da Comunicação da PRF, Luiz Graziano, observa que o público infantil é um dos mais suscetíveis a serem atropelados por ser desatento. Por isso, ao atravessar uma rodovia, os pais devem sempre levar as crianças pelas mãos. Outros cuidados também são fundamentais para garantir a integridade dos pequenos, como transportá-los com os equipamentos de segurança, entre eles a cadeirinha.  

Conforme o diretor geral do Núcleo de Estudos sobre Acidentes de Tráfego (NAT Saúde), Wilson Pacheco, a educação de trânsito desde cedo ajuda para que as crianças, ao crescerem, se tornem bons motoristas. Isso porque as crianças incorporam aquele aprendizado e levam para a vida toda. 

- Fica difícil querer fazer um jovem de 18 anos, acostumado com muitos erros no trânsito, a aprender na autoescola a se comportar no tráfego. Quando mais precoce a educação, mais eficaz ela é - defende Pacheco.

Fonte:

Dilma testa simulador de direção em estande do Ministério das Cidades no Salão Internacional do Automóvel


A presidenta Dilma Rousseff, ao lado do ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro, e do piloto Emerson Fittipaldi testou o Simulador de Direção de quatro rodas, no estande do Ministério das Cidades (MCidades), durante o 27º Salão Internacional do Automóvel de São Paulo. A ação faz parte da campanha permanente para redução dos acidentes de trânsito do ministério. Eles integraram a comitiva da presidenta, que visitou diversos estandes e fez a abertura oficial do evento.
Após o teste, a presidenta afirmou que foi uma sensação interessante ter passado por todas as fases do simulador, sem cometer nenhum erro grave. Ela deixou apenas de ligar a seta para mudar de faixa e não pisou inicialmente na embreagem para o carro andar. Em discurso, na abertura oficial do salão, Dilma Rousseff também destacou que "é necessário evitar que pessoas sejam condenadas a perder a vida por conta de um acidente”.
O ministro Aguinaldo Ribeiro disse que o simulador é uma adequação à resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) para a segurança dos futuros condutores, antes das aulas práticas nas ruas. Ele observou que essa iniciativa do ministério, no salão do automóvel, faz parte do Parada: Pacto Nacional pela Redução de Acidentes.  
“Nós vamos continuar trabalhando com a mobilização. Precisamos da sensibilização de toda a sociedade brasileira para esse grande Pacto Nacional pela Redução de Acidentes. Começamos com as crianças, agora vamos veicular um novo filme na mídia para a conscientização da população”, observou Ribeiro, lembrando da última campanha direcionada às crianças – o Paradinha.
Ele aproveitou para anunciar que o Ministério das Cidades vai doar 1 milhão de bafômetros até o fim do ano. Os bafômetros serão utilizados em ações educativas, não punitivas, do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), órgão do ministério. “Vamos apoiar os estados na fiscalização nas ruas das cidades, através de capacitação e mobilização”, concluiu.
Emerson Fittipaldi, que também testou o simulador, afirmou que o equipamento traz condições muito parecidas com a realidade, além de autoconfiança para quem nunca andou de carro nas ruas. “A campanha é muito importante para a conscientização do trânsito no Brasil. O ministro e o Governo Federal estão empenhados para diminuir os acidentes e ter o trânsito mais seguro”, enfatizou. 
Simulador - O simulador de direção será obrigatório, a partir do próximo ano, na programação de aulas dos Centros de Formação de Condutores (autoescolas) para a habilitação na categoria “B”. A decisão será regulamentada na próxima reunião do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), marcada para o dia 31 de outubro. A ideia é utilizar tecnologias de simulação e realidade virtual, para o aprimoramento do processo de formação.
Estudos comprovaram que o equipamento pode reduzir pela metade o número de acidentes, nos 24 primeiros meses após a retirada da habilitação.
O simulador de direção ficará disponível aos visitantes até o último dia do salão de automóveis (04/11).

Assessoria de Comunicação Social
Ministério das Cidades

24 de out de 2012

Veículos Automotores, Problema Mundial.


Dr. Dirceu Rodrigues Alves Jr.

O homem em seus primórdios tinha como equipamento para mobilidade apenas as pernas. Andava, corria deslocando-se sem comprometer seu organismo ou o meio ambiente. Passou a fazer uso de animais para deslocamentos maiores. Surgiu a roda que veio trazer maior facilidade e conforto quando sob tração animal. Inicialmente com duas rodas em carroças que evoluíram para quatro e mais rodas. Hoje, evoluídas e motorizadas, as antigas carroças passaram a ser o problema maior que estamos a enfrentar.

Aquilo que foi criado para nossa mobilidade é hoje um problema com repercussão mundial. A Organização Mundial de Saúde estima que 1,2 milhões de pessoas são mortas a cada ano no mundo pela violência no trânsito. O predomínio é entre homens entre 15 e 44 anos. Indivíduos em fase altamente produtiva morrem deixando alto custo econômico para seus países.

Ter um automóvel hoje é ter dores de cabeça que variam desde o custo, manutenção, legalização, seguros, danos a terceiros, mortos, sequelados até a dificuldade para transitar. Aliás, transitar é verbo intransitivo e tão intransitivo que não mais conseguimos transitar livremente.

Se não bastasse, o automóvel trouxe múltiplas outras dificuldades, como locais para estacionar, o flanelinha que nos importuna e nos extorque, os fiscais de rua, a fiscalização eletrônica, tudo concorrendo para enxergarmos o automóvel como verdadeiro empecilho para transitarmos.

Engarrafamentos, lentidão, acidentes, vítimas, mortos, sequelados, hospitais lotados, tudo propiciando a mídia grande quantidade de matéria para divulgação no dia a dia.

O estresse, a violência tem sido impeditivo para superarmos as dificuldades cotidianas. E é esse veículo movido a combustível fóssil que promete transformar o planeta produzindo aquecimento global, mudança climática, chuva ácida, inversão térmica com consequências nocivas à vida vegetal e animal.

É o homem contribuindo para destruição do seu próprio habitat.

A frenagem dessa destruição precisa ser entendida como necessidade prioritária para termos um amanhã mais saudável, sem comprometimento da saúde, do meio ambiente, dando-nos a chance de pensarmos em maior longevidade no planeta Terra com vida sustentável.

Precisamos de mobilidade alternativa que não interfira nas ações multifatoriais necessárias para o equilíbrio e saúde do planeta.

As pesquisas mostram que o problema é insidioso nos quatro cantos do mundo. As montadoras introduzem a cada dia milhões de veículos no trânsito. O combustível fóssil continua sendo o produto a ser queimado para deslocar veículos leves, médios e pesados. É hoje a principal arma contra a vida e a integridade do planeta.

Temos que evoluir para o transporte ecológico movidos a pedaladas, água, eletricidade ou alternativas que venham surgir. Renunciar ao veículo movido a derivados do petróleo é a necessidade maior para preservarmos vidas e o planeta.

                                         Dr. Dirceu Rodrigues Alves Júnior
  Diretor de Comunicação e do Departamento de Medicina Ocupacional da ABRAMET
                               Associação Brasileira de Medicina de Tráfego
                                                   www.abramet.org.br
                                        dirceurodrigues@abramet.org.br


22 de out de 2012

Oficinas para Professores Multiplicadores de Educação para o Trânsito


OBJETIVOS
·  Oferecer aos educadores ferramentas básicas para desenvolverem atividades em sala de aula, que contribuam para promover atitudes seguras no trânsito e na mobilidade, através da análise e da reflexão de comportamentos mais humanos e seguros.
·    Promover discussões atuais e sugestões em relação ao tema e a integração ao currículo escolar, de forma transversal e interdisciplinar, conforme as Diretrizes Nacionais da Educação para o Trânsito (portaria 147 do Denatran).

CONTEÚDOS ABORDADOS
1.    Segurança no trânsito, o que temos com isso?
1.1.        Causas e conseqüências da violência viária.
1.2.        Quem são os responsáveis pela segurança viária?
1.3.        A responsabilidade da escola e do professor.
2.    Educando crianças para o trânsito.
2.1.        Por que educar para o trânsito
2.2.        As Diretrizes Nacionais da Educação para o Trânsito no Ensino Fundamental.
2.3.        Que conteúdos devem ser enfatizados
2.3.1.   Dicas de segurança
2.3.2.   Educação para o trânsito baseada em valores
2.4.        Métodos e técnicas de Educação para o Trânsito
2.4.1.   As características das crianças e o trânsito
2.4.2. A contação de história
2.4.3.   O jogo
2.4.4.   A música
2.4.5.   O vídeo
2.4.6.   O desenho
2.4.7.   A literatura

3.    O trânsito como tema transversal nas escolas
3.1.        Conteúdos de língua portuguesa e trânsito
3.2.        Conteúdos de matemática e trânsito
3.3.        Conteúdos de geografia e trânsito
3.4.        Conteúdos de história e trânsito
3.5.        Conteúdos de ciências e trânsito
3.6.        Conteúdos de artes e trânsito
3.7.        Conteúdos de educação física e trânsito

METODOLOGIA E RECURSOS EDUCATIVOS:
Dinâmicas individuais e de grupo, exposição dialogada, slides, imagens, músicas, vídeos e exercícios práticos.

Clique nas cidades abaixo para ver mais detalhes sobre a realização das oficinas:

    DOCENTE

    Irene RiosMestra em Educação; Especialista em Ambiente, Gestão e Segurança de Trânsito e em Metodologia de Ensino; Professora universitária de Educação para o Trânsito, Campanhas Educativas de Trânsito e Educação de Trânsito para Crianças e Adolescentes; Autora de artigos e livros na área de Educação para o Trânsito.

    Solicite um Orçamento!

    Instituto Ousar
    (48) 3246-8038  - (48) 98496-1702 - transito@institutoousar.com.br

    Aula de Educação para o Trânsito no Curso de Pós-Graduação em Gestão, Educação e Direito de Trânsito - Joinville / SC

    Aula ministrada em 20 de outubro de 2012.
















    França ensina a “domar” motoristas

    Em 10 anos, os franceses reduziram as mortes em acidentes pela metade. Campanhas permanentes e legislação rigorosa estão entre as principais medidas.

    Imagine ser pego dirigindo acima da velocidade permitida e ter de pagar uma multa de R$ 4 mil e perder a carteira por três anos. Voltou a pisar demais no acelerador? A multa dobra e você passa três meses na prisão mais próxima. Se sanções como essas parecem distantes da realidade brasileira – para a sorte dos motoristas apressados –, no exterior elas fazem escola. Securité routière, a palavra de ordem para as autoridades e motoristas franceses, pode ser traduzida não só como segurança no trânsito, mas também como uma política de medidas extremas capaz de, em uma década, reduzir pela metade as vítimas de acidentes nas estradas.
    O rigor na legislação e as campanhas permanentes, focando tanto crianças como motoristas de longa data, transformaram a França em um dos cases mundiais mais influentes no combate à violência no trânsito. Nos últimos 10 anos, as mortes no país passaram de 8 mil para cerca de 4 mil, mesmo com o incremento populacional e na frota de veículos. Enquanto a taxa brasileira é de 21,5 mortes para cada 100 mil habitantes, no país europeu o número é três vezes menor – na faixa de 6.
    Seriedade
    Desde 1972, a França possui um Comitê Interministerial de Segurança Rodoviária. As políticas de segurança no trânsito são, tradicionalmente, um dos assuntos mais discutidos nas eleições. O país também possui um Observatório Nacional de Segurança no Trânsito encarregado de reunir dados e fazer pesquisas que embasem ações do comitê. A criação de um observatório está prevista no plano brasileiro de redução de acidentes. Apesar de o plano ter sido elaborado em 2010, ainda não saiu do papel.
    De olho nos novatos
    Na França, 21% das vítimas de acidentes de trânsito são jovens na faixa dos 18 aos 24 anos. Por isso, a legislação é mais rigorosa para quem acabou de tirar a carteira. Nos primeiros três anos de habilitação, a perda da licença ocorre ao se atingir seis pontos. Além disso, os novos motoristas têm outras restrições nesse período, como limites de velocidade menores – 110 km/h em autoestradas e 80km/h em rodovias simples.
    Zero álcool
    Motoristas franceses flagrados com 0,5 gramas de álcool por litro de sangue já estão sujeitos às sanções. A multa é de 135 euros (R$ 350) e a carteira é suspensa por três anos. Em caso de acidentes com lesões graves, o motorista alcoolizado pode ser preso por cinco anos, arcar com uma multa de cerca de R$ 197 mil e ter a licença suspensa por 10 anos. Leis mais recentes obrigam bares e casas noturnas a terem etilômetros à disposição dos clientes.
    Depoimento
    Uma das leis de trânsito mais chatas da Europa
    Olivier Wegria, francês, chefe de projetos de tecnologia da informação
    Na França, acidentes de trânsito com mortes não são tão frequentes como no Brasil. Então, quando ocorre um, é chocante. No ano passado, 3,9 mil pessoas perderam as vidas nas estradas. O assunto é tema de comentários e debates entre os franceses. Todos tentam achar uma causa. A legislação de trânsito é bem rigorosa e figura como uma das mais “chatas” da Europa, começando pela aquisição da carteira de motorista, que é uma das mais caras, por volta de 2 mil euros. O índice de aprovação nos exames é na faixa de 45%. Quanto à fiscalização, ultimamente, as blitze estão mais frequentes. Isso porque, há alguns meses, começou a obrigatoriedade de todos os motoristas terem um bafômetro no carro.
    As estatísticas que envolvem motoristas franceses e brasileiros não são tão díspares por acaso. Na França, segurança no trânsito é tema recorrente na mídia, na grade curricular das escolas e até em debates políticos em época de eleição. Desde o início da década de 1970, um comitê interministerial, presidido pelo primeiro-ministro francês, centraliza as principais decisões e medidas a serem tomadas nas ruas com base em pesquisas e estudos científicos de um observatório nacional de trânsito.
    Modelo
    O modelo tem servido de referência a outros países, incluindo o Brasil. No começo deste mês, o presidente do Centro de Pesquisa da Medicina de Tráfego francês, Charles Mercier Guyon, esteve no Rio de Janeiro para apresentar a experiência do país no combate às mortes no trânsito, durante o 15.º Etransport – Congresso sobre Transporte de Passageiros.
    Para Guyon, as mudanças na realidade francesa estão intimamente ligadas à conscientização dos motoristas e, por outro lado, ao medo das sanções previstas. “Uma boa política de segurança deve partir de um observatório de dados para se entender a causa das mortes e que ações podem ser tomadas. Em seguida, são necessárias políticas integradas, com uma visão a longo prazo”, defende.
    Na América do Sul, países como Argentina e Peru também institucionalizaram a segurança no trânsito, criando órgãos específicos que centralizam informações e integram diferentes ministérios. No Brasil, ações semelhantes estão previstas no Plano Nacional de Redução de Acidentes, que tem a meta de reduzir em 50% as mortes nas estradas até 2020 – em 2010, 40,9 mil pessoas morreram em acidentes no país.

    Falha

    Brasil peca pela falta de rigor no cumprimento de leis

    Na França, as principais ações legislativas e de conscientização da população foram tomadas no início da década de 2000 para diminuir o número de ocorrências no trânsito envolvendo o consumo de álcool, excesso de velocidade e a falta do uso do cinto de segurança. Desde então, motoristas alcoolizados ou que dirigem acima da velocidade estão sujeitos a sanções mais severas, tanto no valor da multa quanto dos pontos na carteira – no país, a licença é recolhida quando se atinge 12 pontos.
    O efeito do álcool e de outras substâncias na condução de veículos chegou a motivar pesquisas científicas com foco no uso de medicamentos. Atualmente, as embalagens de remédios possuem uma espécie de legenda que indica como as substâncias ativas podem influenciar no ato de dirigir.
    Referência
    Para especialistas, apesar de viver uma realidade social e cultural diferente, a França pode servir de referência para embasar mudanças concretas no Brasil, principalmente no que se refere ao rigor das leis de trânsito. Uma das críticas mais comuns no Brasil diz respeito ao baixo valor das multas, que permanece inalterado desde a criação do Código Brasileiro de Trânsito (CTB), em 1998. Por outro lado, medidas mais severas, como a recente Lei Seca, acabaram caindo em descrédito por causa de brechas na própria legislação – como a recusa em se fazer o teste do bafômetro, amparada no preceito legal de que o motorista não pode produzir provas contra si mesmo.
    “A realidade brasileira entra, em alguns momentos, num comodismo em relação à violência no trânsito. Não há efetivo suficiente ou treinamento adequado para os agentes de trânsito. A Lei Seca foi uma evolução, mas em seguida deu um passo atrás”, afirma o engenheiro civil Luiz Gustavo Campos, diretor da Perkons, empresa especializada em gestão e segurança viária.
    Fonte:

    Sistema utiliza dados coletados em SC para fazer previsão do trânsito

    Com o equipamento, é possível prever impacto de futuras obras no estado.

    Inédito no Brasil, o sistema está sendo usado pelos Deinfra catarinense.

    O Departamento do Estado de Infraestrutura (Deinfra) está utilizando um sistema para fazer simulações do trânsito e, assim, prever o impacto de novas edificações e planejar futuras obras. O equipamento usa dados reais coletados no tráfego e realiza cálculos matemáticos para fazer a previsão da malha rodoviária de uma região.
    Segundo o presidente do Deinfra, Paulo Meller, "você pode pegar um município qualquer no estado e simular uma grande indústria sendo instalada. Nós conseguimos detectar o impacto dessa indústria na malha viária da região e também no estado todo". O especialista em engenharia de tráfego Reginaldo Porath explicou que "as informações geradas pelo sistema serão aquelas que nós veremos daqui a cinco, 10 ou 20 anos".
    Para que o sistema possa fazer esse cálculo, são feitas contagens de veículos em tempo real através de sensores colocados ems pistas em pontos estratégicos. Os dados são transferidos através de cabos que estão sob o asfalto para outro equipamento, localizado em cima de postes. Essa máquina armazena e integra os dados à base do sistema. São 603 pontos de controle espalhados pelo estado.
    As previsões feitas pelo sistema já foram utilizadas no planejamento de futuras obras, como por exemplo o projeto da Via Rápida, que será construída para aliviar o trânsito da SC-444 entre Criciúma e Balenário Rincão, no Sul do estado. 
    Fonte:

    17 de out de 2012

    Uso da cadeirinha no carro salva uma criança por semana no Brasil

    Mariana CzerwonkaPortal do Trânsito

    Estudo feito pelo Ministério da Saúde mostra que entre setembro de 2010 e agosto de 2011, 227 crianças de 8 anos morreram em acidentes de carro

    BRASÍLIA - O número de crianças de até 8 anos mortas em acidente de trânsito caiu 23% no primeiro ano de vigência da lei da cadeirinha no País. Estudo feito pelo Ministério da Saúde e pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), com base no registro de óbitos, mostra que entre setembro de 2010 e agosto de 2011 227 menores de 8 anos morreram em acidentes de carro. Entre setembro de 2009 e agosto de 2010, foram 296 - ou seja, pelo menos uma morte de criança a menos por semana.

    "A relação entre a lei e a queda dos indicadores é evidente", avaliou nesta terça-feira, 16, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Para ele, a lei ajudou a reverter uma tendência de aumento de óbitos nessa faixa etária, identificada entre 2005 e 2010. Nesse período, o número de mortes saltou de 238 para 296. "O crescimento era registrado ano a ano, algo que foi invertido depois da lei da cadeirinha." Padilha argumenta que, além de a cadeirinha oferecer mais segurança para as crianças, o debate em torno da nova lei e o aumento da fiscalização levaram motoristas a adotar uma postura mais cuidadosa.

    "Quando regras de trânsito se tornam mais rigorosas, há uma melhora significativa dos indicadores", avalia. Padilha ainda cita como exemplo o impacto inicial da lei seca nos registros de morte. "Naquela época, a redução também foi significativa."

    O Ministério da Saúde deve continuar monitorando o número de mortes entre crianças no trânsito. Pesquisa semelhante já é feita com números deste ano. "A tendência é de haver uma acomodação dos indicadores, daí a necessidade de não se afrouxar a fiscalização", completa.

    A chamada lei da cadeirinha exige o uso de dispositivos de retenção para o transporte de crianças em veículos. Crianças de até 12 meses devem ser transportadas no bebê conforto. De 1 a 4 anos, devem viajar em cadeirinhas. Já entre 4 e 7 anos e meio, o ideal é que utilizem o booster - assento elevatório.

    O cinto de segurança do veículo deverá ser usado por meninas e meninos de 7 anos e meio a 10 anos. O descumprimento da norma prevê multa gravíssima de R$ 191,54, além da perda de 7 pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e retenção do veículo flagrado.

    Próximos passos. Padilha adiantou que o governo continuará a usar legislações rigorosas para reduzir as mortes no trânsito. Em setembro, o governo anunciou que a meta é reduzir em 50% o número desses casos até 2020. Na mesma época, o Estado adiantou que o próximo passo será endurecer a lei seca no Senado, ainda neste ano. "Vamos apertar mais as regras e aumentar a fiscalização."

    FONTE: Estadão

    Disponível em:

    Educar e punir é a estratégia espanhola para reduzir mortes no trânsito

    16/10/2012 19:41,  Por Carta Maior


    Educar e punir é a estratégia espanhola para reduzir mortes no trânsitoPaís incrementou os canais de informação para o trânsito seguro – que deixaram de ser exclusivos de auto-escolas e de campanhas públicas para chegar a colégios e empresas –, mas também adotou o sistema de pontos para manter a permissão de conduzir e passou a considerar crime sujeito a pena de prisão diversas infrações de trânsito.
    Naira Hofmeister, de Madri
    Madri – Na Espanha acidentes de trânsito saem no jornal ainda que não morra ninguém. Em junho deste ano, por exemplo, o diário El País noticiou com destaque que em uma única semana ocorreram três atropelamentos com feridos em Madri, uma cidade de 3 milhões de habitantes.
    São informações que surpreendem leitores latino-americanos, para quem choques sem gravidade em avenidas e estradas representam um assunto corriqueiro. “No meu país” – comentam de maneira geral os imigrantes ou turistas – “os acidentes aparecem no noticiário ou porque matam muita gente, ou porque tem famoso envolvido. Atropelamentos acontecem a cada minuto…”.
    Os números falam por si: em 2010, 40.610 brasileiros perderam a vida em acidentes de trânsito. Durante o mesmo período o tráfego espanhol produziu 1.729 vítimas fatais. E na Argentina, cuja população é um pouco menor que a do país da Península Ibérica, foram 7.659 habitantes mortos por choques de automóveis.
    “Todo o nosso trabalho está orientado para diminuir o número de acidentes e de vítimas. Há alguns anos éramos um dos lanternas entre os europeus. Atualmente somos um dos oito países que mais reduziram as estatísticas e estamos na liderança”, orgulha-se a porta-voz da Direção Geral de Trânsito (DGT) da Espanha, Nuria de Andrés.
    Foi depois da consolidação da União Europeia como um território comum, cujas políticas de todos os países devem convergir para as normais gerais, que a Espanha começou a perceber as melhoras na segurança viária.
    As medidas adotadas reduziram os índices de mortes no trânsito de 128 casos por milhão de habitantes em 2003, para 59 em 2009 – dados que estão inclusive abaixo da média europeia, que é de 69 mortos por milhão de habitante.
    Mas embora tenha havido uma redução significativa de vítimas fatais nos últimos anos (os dados dão conta de “10 mil vidas poupadas” no período de 2003 a 2010), o trânsito é ainda a sexta causa de morte na Espanha. Por isso a perspectiva é atingir a audaciosa meta de 37 mortos por milhão de habitantes – quase a metade do que há hoje – antes de 2020.
    Parece que eles estão no caminho. “Conseguimos esses índices graças a uma mudança de comportamento dos condutores, que passaram a entender que ter a habilitação não é simplesmente uma questão burocrática. Essa permissão para dirigir tem que ser ganha a cada dia”, prossegue Nuria.
    Com 12 pontos o motorista experiente perde a carteira
    Há seis anos o país ibérico adotou o sistema de pontuação na carteira de motorista: aqueles que tinham mais de três anos de habilitação ganharam 12 pontos, enquanto que os motoristas mais novatos receberam oito. As infrações significam descontos desse total e quando chega ao zero, o cidadão perde o direito de dirigir.

    Desde então, 142 mil pessoas tiveram que entregar suas habilitações ao órgão de controle do governo e passar por cursos de reciclagem para poder voltar a dirigir – depois de aprovado em todos os exames.
    Uma dessas pessoas foi a jornalista Patrícia Ortega Dolz, que relatou sua experiência no jornal El País, no qual trabalha. “Aquela vez foram quatro pontos e uma multa de 60 euros por não parar durante três segundos ao ver o sinal de ‘Pare’. Os pontos definitivos. Somados aos seis que perdi antes por não respeitar o sinalizador e diminuir a velocidade a 20 km/h em uma avenida e aos dois que perdi meses antes por andar a 133 km/h em uma estrada na qual o limite era 100. Se esgotou o crédito”, escreveu.
    Para fazer valer a lei, a fiscalização foi reforçada com a contratação de 1.500 novos agentes de trânsito e a compra e instalação de radares em todo o país. “A reforma do código penal, que transformou as infrações – antes sanções administrativas – em delito sujeito a pena também ajudou muito”, revela a porta-voz da DGT.
    Campanhas de conscientização chegam às escolas
    Além de punir, o governo espanhol fornece muita informação ao motorista. Só no primeiro semestre de 2012, foram oito campanhas de conscientização veiculadas na televisão. Distrações ao volante, consumo de álcool e drogas, e as mais novas normas de trânsito são alguns dos temas.

    O DGT também já iniciou a expansão dos cursos de formação, tirando-os do âmbito das auto-escolas e trasladando a colégios tradicionais, onde os crianças recebem as primeiras lições de bom comportamento no trânsito. E a intenção é instituir módulos nos currículos das universidades “de maneira que a educação viária esteja presente nos distintos setores da sociedade”, explica o Plano Estratégico de Segurança Viária 2011-2020.
    Funciona, garante a porta-voz da DGT, Nuria de Andres. Tanto que os índices de jovens envolvidos em acidentes de trânsito tem caído a cada ano. “Antigamente, o número de mortes era maior entre as faixas etárias mais baixas, mas essa tendência está mudando. Os jovens são mais sensíveis a campanhas de conscientização”, comemora ela, que sublinha, entretanto que entre os 35 e os 54 anos se encontram as pessoas mais resistente a mudanças.
    “Primeiro se explica as regras de trânsito e uma vez feito isso, é preciso controlar. Então a estratégia de educação para a cidadania é sempre acompanhada da possibilidade de multa. É preciso cumprir com o que está determinado”, conclui.

    Fonte: 

    Especialistas dão dicas para usar melhor o tempo no engarrafamento


    Em Salvador, os engarrafamentos tiram qualquer um do sério. Mas é possível utilizar o tempo retido no tráfego de forma inteligente e saudável.


    Leo Barsan
    leo.barsan@redebahia.com.br

    O trânsito está lento nos dois sentidos da Paralela. Na orla, o fluxo é intenso. Evite a região do Iguatemi. A Bonocô, é bom não pegar. E na Vasco da Gama? Tudo travado.

    Quem vive em Salvador conhece a situação acima. De acordo com uma amostra do Censo 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a capital baiana é a terceira do país em tempo gasto no deslocamento para o trabalho - média de mais de uma hora só de ida.  Então, fica a pergunta: os engarrafamentos são sempre inúteis, correto? Nem sempre.



    Veja o que diz o especialista em produtividade Christian Barbosa: “O caminho é transformar cada vez mais o carro em uma segunda casa. Hoje, nas metrópoles, passamos cerca de um mês por ano no carro. Já que estamos lá, o melhor é aproveitar o tempo para fazer algo pela carreira ou pela vida pessoal”.

    Segundo Barbosa, o condutor deve ter sempre uma opção para relaxar, ouvir cursos em audiolivros, organizar a agenda ou gravar boas ideias para não esquecer.

    “Estudar línguas usando CDs pode ser uma ótima saída, já que muita gente se queixa da falta de tempo. Os audiolivros podem ser uma boa ajuda para acelerar a lista de títulos pendentes de leitura”, comentou Christian.
    E que tal transformar seu carro numa pequena academia? O psiquiatra especializado em hipnose dinâmica e medicina psicossomática Leonard Verea orienta que os motoristas podem recorrer à ginástica isométrica (um método de contrações musculares localizadas).

    “As pessoas estão muito estressadas, cansadas e sem paciência. A ideia é aproveitar o tempo no trânsito para recuperar a energia, e fazer uma atividade física ajuda a relaxar. Um exercício simples é contrair os músculos abdominais o máximo que puder”, indicou Verea. 



    Na onda dos especialistas, a estudante de Direito Marília Andrade, 23 anos, sabe bem como aproveitar as quatro horas diárias que ‘perde’ no trânsito. “Como faço estágio em dois lugares, gravo as aulas da faculdade no celular e escuto no som do carro. Também gravo reuniões com clientes do escritório”, conta ela.

    As questões particulares também ganham atenção no congestionamento. “Quando perguntam qual o melhor horário pra ligar pra mim, digo que é quando estou no engarrafamento”, admite Marília, fazendo questão de dizer que só fala via bluetooth (conexão sem fio entre dispositivos).

    Ideias
    Para o funcionário público Hilton Santos, 50, os congestionamentos aguçam a criatividade. “Como ministro palestras, algumas ideias surgiram exatamente no engarrafamento. Peguei a caderneta e anotei. Quando me desloco, concentro nos enfoques que vou dar. Prefiro até desligar o som do carro”, diz.

    O analista de sistemas Osnildo Soares, 41, já chegou a levar mais de três horas entre Periperi e o Centro Administrativo da Bahia (CAB), onde trabalha. Por isso, faz do carro um ambiente cultural.

    “Deixo acessórios que possam ser usados com o carro sem movimento. Um vasto repertório de músicas, alguns livros e acesso à internet. Mas leitura e internet, só quando o trânsito está absolutamente parado”, afirma.

    Segundo Christian Barbosa, que é considerado o maior especialista em gestão de tempo e produtividade no Brasil, independentemente da atividade realizada, é essencial focar na segurança. “Se for perder a atenção, a pessoa deve se conformar em apenas ouvir música. Ou, então, pega uma carona”, diz. 

    O especialista lembra ainda que a tecnologia pode ajudar: “Se pretende fazer ligações no trânsito, o ideal é ter um bluetooth. Dá pra fazer até conferências”, explicou Christian.

    Para além da ginástica isométrica, o psiquiatra Leonard Verea tem outra dica: “Dá para aproveitar o trânsito e conhecer mais a cidade. Quantas coisas passam despercebidas porque as pessoas só andam estressadas? O trânsito está lotando os consultórios psiquiátricos”.

    E não para por aí. “Sabe aquela conversa que você tem com o vizinho ou a vizinha no elevador? Transfira para o trânsito. Por que não? Dá até para paquerar. Quando meus funcionários querem falar comigo e não posso ser interrompido, convido depois para dar uma volta de carro na cidade e a gente pode conversar”, concluiu Verea.