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31/03/2011

Convite Instalação Frente Parlamentar do Trânsito

Cartaz convite para a instalação da FRENTE PARLAMENTAR EM DEFESA DO TRÂNSITO SEGURO nesta 54a Legisltura Federal.

A Frente, composta por mais de 200 parlamentares da Cãmara e do Senado, tem por objetivo estimular e promover ações que reduzam o número de mortes e de feridos no trãnsito brasileiro.

30/03/2011

Cadeirinha de costas para motorista deixa criança mais segura

MADONNA BEHEN DO "NEW YORK TIMES"
Os bebês normalmente passam de cadeirinhas para automóvel voltadas para trás para as viradas para frente depois de fazer um ano, acontecimento que muitos pais comemoram como uma conquista. Porém, em uma nova declaração de recomendações, o mais importante grupo de pediatras dos EUA diz que essa transição deveria ser feita um ano mais tarde. A recomendação da Academia Americana de Pediatria, publicada em 21 de março, baseia-se num estudo de 2007 da Universidade da Virginia que descobriu que crianças de até 2 anos têm 75% menos chance de sofrer lesões graves ou fatais num acidente se estiverem de costas para a dianteira do automóvel. "A cabeça do bebê é relativamente grande em proporção ao resto do corpo e os ossos do seu pescoço são estruturalmente imaturos", disse o principal autor da declaração, Dennis R. Durbin, codiretor científico do Centro de Pesquisa e Prevenção de Lesões do Children's Hospital da Filadélfia. "Se ele estiver virado para a traseira, seu corpo inteiro será mais bem amparado pela estrutura do assento. Quando ele está de frente, seus ombros e tronco podem estar bem presos, mas numa batida violenta a cabeça e o pescoço podem ser lançados para frente". A nova declaração também recomenda que crianças mais velhas andem num assento de elevação até ter aproximadamente 1,45 metro de altura e entre 8 e 12 anos. O assento de elevação permite que os cintos de segurança de três pontos se ajustem adequadamente, o que significa que a faixa inferior do cinto se ajuste embaixo na linha dos quadris e da pélvis e a parte do ombro passe pelo meio dos ombros e do peito. "Nossas recomendações se destinam a ajudar os pais a abandonar conceitos tomados como verdadeiros baseados na idade da criança", esclareceu Durbin. "Queremos que eles percebam que a cada mudança feita, da cadeirinha virada de costas para a cadeirinha virada para frente e desta para o assento de elevação, há uma redução da segurança da criança. Por isso é que estamos insistindo com os pais para adiarem essas transições o máximo possível". Defensores da segurança aplaudem a nova política, mas dizem que a passagem dos assentos virados para trás para os virados para frente é a que os pais menos querem adiar. "As pessoas comemoram quando viram a cadeirinha do filho com um ano, mas espero que um dia eles comemorem por conseguir manter a criança virada para trás por muito tempo", disse Debbi Baer, enfermeira obstétrica de Baltimore que é defensora da segurança de crianças em automóveis há mais de 30 anos. A política anterior da Academia, de 2002, afirmava ser mais seguro para bebês e crianças pequenas ficarem virados para a traseira e mencionava 12 meses e 9 kg como os requisitos mínimos para que a cadeirinha fosse virada para frente. Mas Baer, técnico habilitado em segurança de passageiros infantis, afirmou que os pais tendiam a adotá-la como uma regra imutável. "Muitos pais acham que virar a cadeirinha do carro é mais um marco no desenvolvimento da criança que mostra o quanto seu filho é inteligente e avançado. Eles não percebem que isso deixa a criança menos segura", afirmou. Segundo Baer, evidências de outros países são irrefutáveis: a Suécia, por exemplo, onde as crianças andam olhando para a traseira do carro até os 4 anos, tem a menor taxa de mortalidade nas estradas para menores de 6 anos. Há sete anos Ed Weissberg e sua mulher Edda, de Baltimore, seguiram o conselho de Baer e afirmam que salvaram a vida de sua filha, Renana. O casal e seus três filhos estavam indo em direção ao norte na rodovia Interstate 95 quando foram atingidos por um carro que teve o pneu estourado. A minivan decolou no ar, planou sobre três faixas de trânsito e aterrissou de cabeça para baixo. "Os socorristas me disseram mais tarde, depois que viram nosso carro, que já estavam prontos para tirar nossos corpos", disse Ed Weissberg, que agora vive com a família em Israel. Ao invés disso, eles encontraram a família toda praticamente ilesa, com as três crianças penduradas de ponta-cabeça, ainda atadas seguramente a suas cadeirinhas. "Algumas pessoas achavam que éramos loucos por deixar nossa filha de 2 anos olhando para trás, mas se ela estivesse de frente, não estaria viva hoje", disse. Alisa Baer, pediatra do Morgan Stanley Children's Hospital em Nova York (e filha de Debbi Baer), afirmou que o caso de Renana Weissberg está longe de ser o único. "O termo é horrível, mas os socorristas chamam a cadeirinha virada para trás de 'cadeira do órfão' porque num acidente de automóvel grave, essa criança com frequência é o único sobrevivente", disse. Até recentemente, a maioria dos assentos que podiam ficar virados para a traseira do carro não comportava crianças que pesassem mais do que 9 kg. Entretanto, hoje os limites estão mais próximos de 13,5 a 16 kg e algumas chegam a 20,5 kg. Alisa Baer acredita nisso tão firmemente a ponto de não recomendar que pais instalem um assento voltado para frente para uma criança com menos de 2 anos. "Digo para eles: 'Se você quer mesmo tomar uma decisão estúpida em relação ao seu filho, você até pode fazer isso, mas eu não vou ajudar'". A pediatra relata que pais frequentemente lhe diziam que os filhos de 2 anos ficariam desconfortáveis com as pernas espremidas contra o encosto do banco e estariam mais propensos a quebrá-las em um acidente. Nenhuma dessas afirmações é verdade, disse. "Eu sempre asseguro aos pais de que só porque para eles parece desconfortável não significa que seja desconfortável para a criança". Disponível em: http://noticias.bol.uol.com.br/ciencia/2011/03/29/cadeirinha-de-costas-para-motorista-deixa-crianca-mais-segura.jhtm - Acesso em 30/03/2011

29/03/2011

Encontro de Aperfeiçoamento Municipal



Data: 25 a 28 de maio de 2011 (a confirmar)  

Local: Resort Costão do Santinho - Florianópolis - SC  

OBJETIVO
Capacitar os Municípios Brasileiros para uma melhoria contínua na qualidade de suas funções administrativas, liderança, comportamentais, saúde, educação, comunicação, trânsito, cerimonial, protocolo, etiqueta e ambientais, numa perfeita sintonia de trabalho em equipe, para um ótimo atendimento aos munícipios.
 
PUBLICO ALVO Prefeitos e Primeiras Damas Vice-Prefeitos e Esposas Secretários e Secretárias Municipais Chefes de Gabinetes e Assessores Administrativos Coordenadores

PALESTRAS
  • 7 Atitudes para ser o Servidor Público Nota 10 • O Cerimonial e o Protocolo Municipal • O Município, a Sustentabilidade e o Meio-Ambiente • A Etiqueta nos trajes e no restaurante, nos eventos Municipais  
  • A Educação para o Trânsito nos Municípios 
  • Como Falar em Público com naturalidade e convencimento 
  • Como buscar Recursos Federais para o meu Município 
  • A Subjetividade no Ensino Fundamental 
  • Como lidar com os diversos temperamentos hostis na Educação 
  • A Liderança sábia para um trabalho em equipe no Município 
  • A Verdadeira Qualidade de Vida! Fuja do Estresse e da Depressão! 
 
Programação 25 de maio (quarta-feira) 

10h às 19h – Credenciamento 

20h – Jantar de Recepção 

21h30min – Apresentação do Municípios (Vídeos de 3 minutos)  

26 de maio (quinta-feira) 

7h - Café da manhã 8h30 - Palestra: “7 Atitudes para ser o Servidor Público Nota 10” (Palestrante: Dr. Acácio Garcia) 

10h - Palestra: “A importância da Primeira Dama no Trabalho em Equipe do Municipio” (Palestrante: Daniel Piccoli) 

11h - Palestra:  

Educação para Salvar Vidas no Trânsito Municipal (Palestrante: Irene Rios) 

12h30 – Almoço 

14h - Palestra: “O Cerimonial, O Protocolo e a Etiqueta para os eventos Municipais” (Palestrante: Dr. Acácio Garcia) 

15h30 - “A Sustentabilidade, o Meio-ambiente e o meu Município” Projeto: Cidade Pedra Branca – Valério Gomes 

18h – Jantar  

27 de maio (sexta-feira) 

7h – Café da manhã 8h30 - “Como buscar recursos federais para o meu município”. 

9h30 - Fábrica de Ideias: Assim é o meu Município: Na Educação-Inclusão, Saúde, Transporte, Turismo, Lazer, Assistência Social - crianças, adolescentes e melhor idade, Qualidade de Vida, Agricultura, Combate às Drogas, Comunicação, Meio-ambiente, Sustentabilidade, Criatividade, etc. (Os 10 primeiros Municípios inscritos, terão 15 minutos para apresentarem seus CASES de Sucesso). 

12h – Almoço 

14h – Reinício e continuação da Fábrica de Ideias. 

19h – Jantar festivo 

21h - Entrega de Certificados e troféus aos municípios destaques. 

22h – Baile de Despedida.  

28 de maio (sábado) Retorno dos participantes aos seus municípios 
 
Atenção! A programação poderá sofrer alterações.

CONHEÇA OS PALESTRANTES

Acácio Garcia  
  • Palestrante internacional na área comportamental; 
  • Mestre em oratória; 
  • Professor de Cerimonial e Protocolo; 
  • Procurador Federal aposentado; 
  • Possui especializações em: Psico-pedagogia; Desenvolvimento Gerencial; Recursos Humanos; Gestão em Marketing e Escola Superior da Magistratura de SC;
  •  Autor dos Livros e DVDs: 1. Como Falar em Público com Naturalidade e Entusiasmo; 2. Vença a Timidez de Falar em Público; 3. Histórias e Frases de Efeito para uma Apresentação em Público; 4. Como se tornar o Servidor Público Nota 10!; 5. O Cerimonial e o Protocolo Municipal; 6. Como tornar o meu município mais motivado para um trabalho em equipe; 7. Como transformar problemas em soluções.

Daniel Piccoli
  • Administrador de Empresas graduado pela ESAG; 
  • MBA em Gestão Pública; 
  • O mais jovem palestrante do Brasil.

Irene Rios 
  • Especialista em Ambiente, Gestão e Segurança de Trânsito e em Metodologia de Ensino;
  • Professora da disciplina de "Educação de Trânsito" no CESUMAR (Educação a Distância), "Educação de Trânsito para Crianças e Adolescentes", no CEAT – Centro de Estudos Avançados e Treinamento – São Paulo – SP; 
  • Professora das disciplinas de "Educação no Trânsito" e "Campanhas Educativas de Trânsito" na UNIVALI – Universidade do Vale de Itajaí - SC; 
  • Coordenadora do projeto "Educação Continuada de Trânsito", no município de Palhoça - SC; 
  • Consultora de Educação para o Trânsito no município de São José – SC; 
  • Possui 23 anos de experiência em educação, sendo sete em Educação para o Trânsito;
  • Autora dos livros: "MANUAL PARA MOTORISTA com agenda", "QUEM? EU? EU NÃO! E outras crônicas de trânsito" e "TRANSITANDO COM SEGURANÇA: Educação para o trânsito".

Valério Gomes 
  •  Presidente da empresa Pedra Branca Ltda, em Palhoça, na Grande Florianópolis, empresa incorporadora responsável pelo empreendimento “Cidade Pedra Branca”(http://www.cidadepedrabranca.com.br/) primeiro no Brasil a incorporar todos os conceitos do Novo Urbanismo – "viver, trabalhar, estudar e se divertir no mesmo lugar", com sustentabilidade; 
  • Presidente da empresa Primavera ABPS Ltda, em Florianópolis, incorporadora e responsável pelo empreendimento (www.officegreen.com.br), edifício projetado dentro dos conceitos de sustentabilidade e com processo de certificação LEED;
  • Presidente da empresa Multilog SA, em Porto Seco, e empresa de logística em Itajaí, SC.
 
Contato contato@solymann.com.br Fone/Fax: (48) 3028-0800 – Celular: (48) 9112-5561  

Inscreva-se Faça sua inscrição clicando aqui!  

Fonte: http://www.solymann.com.br - Acesso em 29/03/2011

Acidentes com motos são um problema de saúde pública em Santa Catarina

Cada acidente de moto no país custa, em média, R$ 50 mil aos cofres públicos
 
O laminador de barcos Diogo Laia, 29 anos, corre o risco de nunca mais andar. Ele sofreu uma lesão na coluna depois de um acidente de moto no dia 12, em Palhoça, na Grande Florianópolis. Diogo passou por uma cirurgia e ficou 13 dias internado no Hospital Regional de São José.

— Não consigo mexer nem as pernas e nem os braços. Pode ser que nunca mas eu consiga caminhar — disse Diogo, emocionado, na última quarta-feira, ainda no hospital. 

Na sexta-feira ele voltou para casa, ao lado da mulher, a balconista Fabiana Cândido, 23. 

— O médico disse que o Diogo lesionou a quarta e a quinta vértebras, e que sua recuperação vai depender da fisioterapia e da força de vontade dele — contou Fabiana. 

— Minha força de vontade é maior que o oceano — disse Diogo. 

O acidente de Diogo e qualquer outro acidente de moto não afetam apenas as famílias envolvidas, mas toda a sociedade, inclusive aqueles que não andam neste tipo de veículo. E Santa Catarina ainda engatinha diante de um problema que todos podem ver, mas que a Secreatria Estadual de Saúde (SES) está longe de solucionar. 

O secretário de Saúde, Dalmo de Oliveira, admite que esse é um problema de saúde pública. Mas também revela que a SES não possui dados oficiais que ilustrem o problema.

— É um problema de saúde pública por causa do volume de acidentes, do custo social e da assistência médica. A recuperação é lenta, muitas vezes com sequelas. E muitos pacientes ficam afastados do trabalho por um longo período ou permanentemente — observou o secretário, que estuda fazer uma campanha de conscientização sobre o assunto. 

— Não temos dados gerais do custo que os acidentes de moto representam para o Estado. No futuro, teremos um sistema que reúna estes dados — garantiu o secretário. 

Diante da dificuldade de se conseguir números oficiais, o DC foi em busca de informações junto a órgãos e entidades como a Associação dos Motociclistas da Grande Florianópolis (Amofloripa), Polícia Militar (PM), Polícia Militar Rodoviária (PMRv), Polícia Rodoviária Federal (PRF), Departamento Estadual de Trânsito de Santa Catarina (Detran/SC), Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre (DPVAT) e Banco de Dados do Sistema Único de Saúde (DataSUS), além de cinco hospitais referência em ortopedia. São eles: Regional de São José, Celso Ramos, na Capital, Municipal de São José, em Joinville, Santo Antônio, em Blumenau, e Nossa Senhora da Conceição, em Tubarão. 

Nestes cinco hospitais, a situação é a mesma: a maior parte dos pacientes da ortopedia são vítimas de acidentes com moto. 
 
 
O atendimento para este tipo de paciente é caro, a recuperação muitas vezes é lenta, faltam médicos e espaço físico na ortopedia para atender tantos acidentados com moto. O perfil dos acidentados é semelhante: são jovens, de baixa renda que usam a moto para trabalhar. R$ 50 mil por acidente Cada acidente de moto no país custa, em média, R$ 50 mil aos cofres públicos, de acordo com a Amofloripa, baseada em dados pesquisados pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC/SP). Com base nesta média nacional, foram gastos cerca de R$ 164, 3 milhões em acidentes com moto nas rodovias estaduais e municipais catarinenses, em 2010, se considerarmos o número de 3.286 acidentes com moto nessas rodovias, nesse ano, de acordo com dados da PM. Neste valor de R$ 50 mil, estão incluídos custos do recolhimento do acidentado com ambulância, deslocamento do policial, a internação, os medicamentos do paciente, a fisioterapia, e o custo de reforma da via pública. Só a diária em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) pode chegar a R$ 2 mil. O custo dos antibióticos para tratar infecção ósseas, principalmente em casos de fraturas expostas, chega a R$ 500 a dose. Como elas tem de ser aplicadas de seis em seis horas, o gasto com um paciente é de R$ 2 mil por dia só com esta medicação. O custeio é via SUS. Na ala ortopédica do Hospital Municipal de São José, em Joinville, os pacientes ficam 30 dias em média. Mas há casos graves de infecções ósseas que podem demandar até um ano de internação. 

Na ortopedia do Regional da Grande Florianópolis, o acidentado com moto também sobrecarrega o setor. Dos 80 internados na quarta-feira, 85% eram por acidente de moto.  

— E hoje temos um ortopedista de plantão para 2 milhões de habitantes — contou o próprio médico de plantão, na quarta-feira, Gustavo Carriço de Oliveira, se referindo ao número de pessoas que moram nas cidades atendidas pelo Regional como Tijucas, Garopaba, São José, entre outras. 

Além de ser referência, o Regional é o hospital mais próximo da BR-101, onde ocorrem muitos acidentes. Em 2010, 104 motociclistas e caroneiros morreram nas estradas federais catarinenses, incluindo a BR-101, segundo números da PRF.

— É um veículo barato, de fácil compra, e fácil deslocamento. O usuário, jovem, de baixa renda e que precisa sustentar os filhos não tem outra opção de transporte, já que o transporte público não funciona — observou Carriço.  

DIÁRIO CATARINENSE 

26/03/2011

Manual de boas maneiras no trânsito


O que falta ao trânsito brasileiro não é apenas obediência à legislação, mas também civilidade. O tema foi levantado por Celia Ribeiro, colunista do caderno Donna e autora de livros de etiqueta, no artigo Cordialidade no Trânsito, publicado em 13 de março. Celia comenta deformações frequentes nas ruas e sugere formas de combatê-las com boa educação.

Na semana passada, a convite de ZH, a jornalista circulou de carro por vias de Porto Alegre para avaliar o comportamento do motorista e oferecer sugestões de como agir no trânsito.

– A atitude básica na direção é sempre se colocar no lugar do outro e ter paciência. A pessoa educada será melhor tratada. Quem sorri, desarma a hostilidade – diz.

Celia é defensora do uso de gestos educados ao volante. Quem levanta o polegar para pedir passagem ou agradecer uma gentileza, observa, cria uma relação interpessoal com o outro motorista, o que resulta em humanização do trânsito.

Pedestres
Celia Ribeiro sugere uma ida à Avenida Salgado Filho, no centro da Capital, para testemunhar um comportamento reprovável: a travessia de pedestres por entre os carros, e não na faixa de segurança. Há faixas exclusivas a poucos metros, mas eles preferem se arriscar atravessando fora delas.

– É pura preguiça, sob pretexto de ganhar tempo – afirma.

No cruzamento da Rua Carlos Silveira Martins Pacheco com a Avenida Assis Brasil, na Zona Norte, um outro comportamento de pedestre recebe desaprovação: a sinaleira piscante aponta que o sinal vai abrir aos carros, mas um homem apressa o passo para atravessar.

Dica da Celia

- Use a faixa de segurança para atravessar. Assim como você espera do motorista a boa educação de parar o veículo quando estiver na faixa, ele espera que você atravesse no local destinado a isso.

- Não se deve atravessar por entre os carros. No entanto, se você decidir fazê-lo porque não há faixa de pedestres, faça um sinal amistoso com a mão aos condutores, de forma a chamar a sua atenção.

- Quem atravessa uma via às pressas, aproveitando que o sinal está prestes a ficar verde para os carros, não comete infração, mas imprudência.

Desembarque

Na frente de Zero Hora, na Avenida Ipiranga, uma das mais movimentadas da Capital, táxis e veículos particulares param junto à calçada, em frente ao prédio, para esperar ou desembarcar alguém.

A consequência é que o fluxo em uma das faixas de trânsito fica impedido. Quem vem atrás precisa esperar ou fazer uma manobra perigosa.

Celia considera tal tipo de comportamento, que gera congestionamento e atraso, um desrespeito:

– Quem faz isso só pensa em si mesmo – observa a colunista.

Dica da Celia

- Nunca pare para embarque ou desembarque em um local no qual você provocará impacto no trânsito, se não for muito rápida a ação.

- Um comportamento desse tipo deixa claro que o motorista ou a pessoa que vai usar o carro não tem espírito comunitário.

- Sempre há uma alternativa. Em lugar de prejudicar os outros, procure uma rua próxima onde você possa parar para esperar ou deixar seu passageiro sem atrapalhar ninguém.

Acidentes
Em uma ocasião, o carro de uma senhora bateu no de Celia Ribeiro. A outra motorista saiu do seu carro e foi logo entregando o cartão de visita. A colunista de Zero Hora aprovou:

– No momento em que fez isso, ela suavizou seu erro e me inspirou confiança que se responsabilizaria pelo conserto do meu carro – conta ela.

Nem sempre é esse o comportamento nas pequenas colisões do dia a dia. A tendência de muitos motoristas é já descerem do carro xingando o outro, como se a batida tivesse sido proposital.

Dica da Celia

- Não assuma uma postura de conflito. Você pode ser enérgico, no caso de ter sido vítima, mas sem apelar para agressões verbais.

- Se você foi o responsável pelo acidente, assuma isso imediatamente e se identifique. Dê nome e endereço e, se não houver acordo, chame o seguro. Assim, mostrará que não se furta às suas responsabilidades.

- Se não existe concordância acerca do culpado, a medida correta é chamar uma autoridade de trânsito.

Buzina

A cena se repete milhares de vezes por dia nas cidades gaúchas: basta a sinaleira passar do vermelho para o verde que os motoristas já começam a buzinar, apressando os primeiros da fila. Celia observa que, além de provocar poluição sonora, o comportamento é uma grosseria que afeta o meio urbano próximo.

– Usam a buzina de uma forma agressiva. Melhor seria se ela fosse usada como se usa a inflexão de voz ao fazer uma recomendação. Buzinar com suavidade, em dois toques, é falar de forma gentil. Buzinar com força corresponde a xingar – explica.

Dica da Celia

- No caso da sinaleira, o certo é esperar com paciência depois que o sinal está aberto. Só é recomendável chamar a atenção de quem está mais à frente, fazendo sinal de luz, se ele demorar demais para arrancar, demonstrando que se distraiu e não notou que o sinal está aberto.

- Neste caso e em qualquer outro envolvendo a buzina, é preciso estar atento ao que ela significa. A buzina é um código. O certo é buzinar de forma suave e breve, e não com força e demoradamente. A primeira maneira é um alerta. A outra, uma forma de agressão.

Tranca-ruas

Nas vias de acesso ao estacionamento de hospitais, Celia Ribeiro já encontrou o caminho bloqueado por veículos parados, à espera de um paciente, avançando sobre parte do espaço de outro carro. É um tipo de situação comum, motoristas paralisarem as ruas, deixando carros à espera, enquanto falam com alguém na calçada ou decidem esperar uma vaga de estacionamento.

– É um comportamento egoísta – diz Celia.

Dica da Celia

- Não pense apenas em si. Em cada atitude sua no trânsito, avalie o impacto que ela terá nos outros. Enquanto você interrompe o trânsito para facilitar a própria vida, pode estar atrapalhando a de outras pessoas.

- Se você precisa mesmo parar, faça-o de maneira a deixar espaço para que os outros veículos consigam passar e não esqueça de acender o pisca-alerta.

Barbeiragem

Em uma ocasião, Celia Ribeiro entrou em uma rua na contramão, por descuido. Deparou com um motorista furioso vindo na direção contrária. Ela juntou as mãos e fez um sinal de quem pedia desculpas, respondido com um meio sorriso.

– Um gesto educado desarma quem está irritado – afirma.

Dica da Celia

- Se você cometeu um erro no trânsito, faça um gesto reconhecendo sua falha e pedindo desculpas. Leve a mão ao coração ou feche as mãos, uma dentro da outra como quem pede desculpas.

- Se você se sentiu vítima de uma barbeiragem, não xingue ou buzine com insistência. Prefira reclamar com um gesto não ofensivo, como tirar a mão do volante e acená-la com a palma para cima como quem pergunta “Mas como?”

Passagem

Na Avenida Assis Brasil, um veículo estacionado junto ao meio-fio tenta sair e entrar no fluxo intenso da via. Ele usa a lanterna indicadora de direção para sinalizar sua intenção. Os motoristas seguem, sem lhe dar vez. Agem bem ou mal?

Dica da Celia

- Quando alguém nos pede passagem com educação, é de bom tom concedê-la.

- Para quem pede passagem, a sugestão é fazer o gesto com o dedo indicador para cima, olhando na direção do motorista.

Os fura-filas
Os carros fazem fila única em uma determinada via, esperando sua vez de entrar em uma rua transversal, muito movimentada. Um motorista apressado, que estava mais atrás, avança pelo lado da fila e se enfia em uma brecha. O que Celia Ribeiro acha disso?

– É falta de educação – ensina.

Dica da Celia

- Fila de carro é como fila de banco ou do caixa do supermercado. No caso do trânsito só se ultrapassa, sinalizando. Antes de qualquer ação, coloque-se sempre no lugar do outro.

A última vaga

No estacionamento da Área Azul, do shopping ou do supermercado, dois carros chegam juntos diante da única vaga disponível. Quem deve ficar com ela?

Dica da Celia

- Deve valer o cavalheirismo. O homem dá espaço à motorista mulher. Se forem duas mulheres na disputa da vaga, a mais nova dá a vez à senhora idosa. No caso de uma mulher com filhos pequenos, o certo é que ela tenha a preferência.

itamar.melo@zerohora.com.br
 
ITAMAR MELO
 
Os gestos de cortesia
A adoção de alguns gestos pode conferir mais civilidade ao trânsito. Em uma situação na qual vigora a agressividade, o gestual estabelece uma relação interpessoal. Confira as sugestões da colunista de ZH:
- As mãos em forma de prece ajudam a pedir licença e agradecer
- Um sorriso ajuda a ser desculpado e a desarmar a agressividade alheia
- O sinal de positivo vale em todas as situações, para humanizar o trânsito
- Forma não-ofensiva de chamar a atenção para uma imprudência do outro. Sua tradução: “o que foi isso?”
 
Multimídia  

Como explicar, existindo uma faixa de segurança a poucos metros, que pedestres atravessem fora dela, expondo-se ao perigo? Por Zero Hora - RS 

Disponível em:

25/03/2011

Precisamos mudar a cultura de que a CNH é para todos

Jessica Gustafson, especial para o JC

Motoristas e pedestres convivem diariamente com o estresse provocado pelos problemas do tráfego.
A violência sempre esteve presente na vida dos homens, em todas as épocas e dimensões históricas. Entretanto, o trânsito trouxe uma nova espécie de ato violento, no qual o carro é a arma. Porém, não é porque se tem uma arma na mão que se atira. Modos mais prudentes de enfrentar o trânsito não dependem só da capacidade, mas principalmente da índole do motorista.

"O trânsito é o cenário explícito de como as pessoas estão vivendo atualmente", acredita Aurinez Rospide Schmitz, diretora do Instituto de Psicologia do Trânsito - Ande Bem. Segundo ela, o dia a dia no tráfego retrata tudo aquilo que o indivíduo sente e não consegue canalizar de forma positiva e saudável: a pressão da rotina, o individualismo, o egoísmo, a falta de consideração e respeito pelo outro. Enfim, estes sentimentos, juntamente com o desequilíbrio emocional, resultam na violência no trânsito.

O egocentrismo, característica que define pessoas que consideram que tudo gira ao seu redor, pode ser uma das explicações para os atos egoístas que presenciamos cotidianamente. "Nossa sociedade sofre um mal-estar marcado e influenciado pela cultura da pressa, do imediatismo, do egocentrismo", explica. Para Aurinez, o trânsito está na contramão de tudo isso, pois nele se espera a tolerância, a paciência e a solidariedade. Assim, os acontecimentos violentos podem ser considerados tanto um sintoma quanto uma consequência.

Desta forma, a personalidade é um dos componentes essenciais para a adequada condução do veículo, sendo ela expressa diretamente no trânsito. A psicóloga afirma que é um conjunto de fatores externos e internos que resultarão em uma determinada atitude. "Quanto mais tranquila e equilibrada for uma pessoa, mais ela vai reagir com tolerância e cuidado diante das situações imprevisíveis no trânsito. Por ele ser constituído de pessoas anônimas, favorece que o descontrole seja expresso, servindo muitas vezes de válvula de escape das suas frustrações."

A necessidade de um condutor no mínimo equilibrado nos faz pensar na qualidade dos testes feitos para se conseguir uma habilitação, nos Centros de Formação de Condutores (CFCs) e como eles conseguem diagnosticar essas características. "Em primeiro lugar devemos mudar a cultura de que a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) é para todos os cidadãos. Nem todas as pessoas têm condições para dirigir e isso ainda é muito difícil de os cidadãos entenderem", pondera Aurinez.

Os testes aplicados hoje para a obtenção da CNH deveriam servir como uma avaliação real e confiável do futuro condutor. Entretanto, a avaliação é feita apenas num momento específico da vida deste indivíduo, o que impede o acompanhamento de sua saúde mental. Sinara Cristiane Tres, presidente da Comissão de Trânsito e Mobilidade Humana do Conselho Regional de Psicologia do Rio Grande do Sul (CRPRS) e psicóloga do Detran/RS, explica que todos os testes realizados nos CFCs passam por uma criteriosa análise. "Para serem aprovados, os testes precisam provar, através de pesquisas qualitativas e quantitativas, cientificamente, que eles avaliam o que se propõem. Se os psicólogos utilizarem essas técnicas, realmente estarão avaliando o condutor", esclarece. Mas ela também acredita que as avaliações deveriam ser refeitas periodicamente.

Outra questão que pode levar ao questionamento da qualidade das avaliações é a quase nula possibilidade de um condutor não passar na prova. A psicóloga do Detran/RS admite que hoje é muito difícil alguém ser reprovado. "Claro que diversos fatores influenciam. Por exemplo, a pessoa, para buscar uma carteira de habilitação, já tem algumas condições psicológicas que outras pessoas não têm", defende. Segundo ela, pessoas com transtornos psicóticos, transtornos mais graves, não têm nem a condição de tentar fazer a carteira. "Existem os inaptos temporários. É uma situação em que a pessoa recebe o resultado com uma inaptidão temporária, para fazer um tratamento, e, posteriormente, ela volta para uma nova avaliação e recebe um resultado apto, ou apto com validade", completa.

Vale lembrar que, em 2002, o Conselho Federal de Psicologia lançou uma resolução prevendo que a avaliação psicológica de candidatos à CNH e condutores de veículos automotores não poderia mais ser realizada em CFCs ou em qualquer outro local, público ou privado, cujos agentes tenham interesse no resultado dos exames psicológicos, dada sua natureza pericial. A norma não é atendida até hoje.

O comportamento oscilante de quem dirige e a pressão sobre os condutores profissionais

Deivison Ávila
O fator determinante para a boa convivência no trânsito é um só: o motorista e seu comportamento ao volante. Isso vale para os veículos particulares, mas vale também para veículos de uso coletivo.
O comportamento dos profissionais - motoristas de ônibus, táxis e lotações - que transitam diariamente pelas ruas da Capital por muitas vezes é questionado e até mesmo hostilizado no dia a dia. Sem perceber o constante estresse enfrentado por profissionais que encaram o trânsito como profissão, condutores de veículos de passeio não se dão conta de que atrás de um volante também está um ser humano. Colocado à prova em dezenas de situações cotidianas, este motorista também comete erros e esquece das leis que devem ser respeitadas.

O Jornal do Comércio conversou com o gerente de Operações da Carris, uma das empresas responsáveis pelo transporte público em Porto Alegre - 22,7% das linhas são de responsabilidade da concessionária -, Marcos Ramos, e com o diretor-presidente da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), Vanderlei Cappellari. Em pauta, o comportamento, as reclamações e como gerir os condutores do transporte público na Capital.

Contrariando o senso geral, no ano passado, em um universo de 72 milhões de pessoas transportadas apenas pela Carris em Porto Alegre, 207 reclamações foram registradas no serviço de atendimento ao cliente. No entanto, esse número não representa o verdadeiro cenário de reclamações referentes a motoristas de coletivos.
No mês de fevereiro, por exemplo, foram levadas até a EPTC 1.345 queixas quanto ao comportamento destes profissionais. Outras 255 foram feitas contra condutores de lotação e 253 referentes a taxistas.

De acordo com Cappellari, dependendo da reclamação, a EPTC solicita a presença do permissionário que responde pela empresa, para que ele fique a par do que está ocorrendo. Caso seja reincidente, ou dependendo da gravidade do relato, o funcionário é encaminhado para um acompanhamento psicológico e social, a fim de que a origem do problema seja diagnosticada. Em relação aos permissionários de táxis e lotações, os condutores são convidados a comparecer pessoalmente para averiguação da notificação. "A EPTC conta com uma equipe especializada em disciplina, que realiza todo esse processo de acompanhamento da reclamação, desde a averiguação da veracidade do fato, a identificação do ocorrido até a devida punição", explica Cappellari.
 
Disponível em: http://jcrs.uol.com.br/site/noticia.php?codn=57626 - Acesso em 25/03/2011

22/03/2011

Publicidade de cerveja e o trânsito

Todos os dias a imprensa registra os números de acidentes de trânsito com vítimas fatais no País. Especialmente nas segundas-feiras, os noticiários de TV em todo Brasil publicam estatísticas, comentam os números e os fatos se repetem.
 
No mundo, cerca de 1,3 milhão de pessoas morrem vítimas de acidentes de trânsito por ano, mais de 50 milhões ficam feridas e o gasto com saúde pública para esses casos é de aproximadamente 100 bilhões de dólares. No Brasil, são 60 mil mortes anualmente, embora a estimativa seja o dobro, em virtude de só serem consideradas para fins de estatísticas as vítimas que morrem no local do acidente. As despesas médico-hospitalares, previdenciárias, entre outras aqui em nosso País são de R$ 40 bilhões.
    
Os mortos na maioria são jovens, homens, perderam a vida nos finais de semana e, no geral, beberam, e beberam muito. Essa realidade faz parte de um fenômeno mundial, ao ponto de ser pauta de fóruns internacionais e resoluções da Organização Mundial Saúde, muitas das quais somos signatários.
    
Nos últimos dias, após relatório da OMS evidenciando que o álcool mata mais que aids, tuberculose e violência, editoriais de grandes jornais de circulação nacional se debruçaram sobre as causas dos acidentes, chamando a atenção da sociedade e dos governos, mas estranhamente ignoraram as ações que, segundo o documento recente, poderiam reduzir essa trágica realidade.
    
Na avaliação de especialistas do mundo inteiro, que pensaram políticas para enfrentar esse quadro, o baixo custo da bebida aliada à publicidade excessiva, especialmente voltada para o público jovem, é a principal causa das mortes. Sugerem medidas, como aumentar a tributação da cerveja e proibir a propaganda da bebida. O Brasil, diante de um silêncio hipócrita consentido, caminha no sentido contrário.
    
A guerra publicitária das cervejas movimenta milhões. A qualquer tentativa de regular a matéria as grandes agências de publicidade invadem o Salão Verde do Congresso Nacional, e cantores, atores, esportistas, todos ''especialistas'' na matéria convencem a todos que só no Brasil não há relação direta entre propaganda de cerveja e mortes de jovens no trânsito.
   
Dessa forma, assistimos ao crescimento do número de mortes, do mercado da cerveja e da publicidade dessa bebida pela televisão e em horário nobre, culpando autoridades, mas ignorando as responsabilidades das grandes empresas de cerveja e o mercado da propaganda.
    
O Conselho de Autorregulamentação Publicitária (Conar), timidamente, orienta para que não se vincule a publicidade das cervejas a esporte, carros, mulheres, sinal de maturidade etc. Algumas marcas fazem associação direta de seu produto com mulheres insinuantes, atividades esportivas – como o futebol – e exploram, ao máximo, ambientes sociais, como praias e rodas de churrasco.
   
O Congresso não pautará essa matéria se não for pressionado pela sociedade, que por sua vez depende da mídia para se fazer ouvir. Cobrem do Parlamento a aprovação de uma medida que proíba a publicidade de cerveja no Brasil durante 180 dias e, se o número de mortes não reduzir em mais de 30%, nunca mais falo nesse assunto. Tenham a mesma coragem que tiveram com o cigarro, que teve restringida sua publicidade por lei, e mostrem estatísticas pós esse período que nos encham de orgulho, e exijam do Congresso e do governo uma lei que ajude a por fim à carnificina de jovens no trânsito.
    
Paulo Pimenta - Deputado federal (PT-RS)
     
dep.paulopimenta@camara.gov.br

Originalmente publicado no site Gazeta do Sul em 02/03/2011.

Caminhar ficou perigoso sem lombadas




Dos 42 atropelamentos desde dezembro, 22 ocorreram após início das aulas
BLUMENAU - Desde que as 52 lombadas eletrônicas espalhadas pelas ruas mais movimentadas da cidade foram retiradas, em dezembro, andar a pé ficou mais perigoso. O número geral de acidentes se manteve estável, mas os atropelamentos aumentaram. Desde dezembro de 2010, 42 pedestres foram atingidos por veículos, um crescimento de 33% em relação ao mesmo período do ano anterior. No mês passado, quando as aulas começaram, a situação piorou quando comparada aos meses de férias: foram 22 pedestres atingidos por veículos. A Rua Amazonas é a mais perigosa, com oito acidentes do tipo entre dezembro e fevereiro os números parciais de março não foram divulgados pelo Seterb.

A aposentada Maria dos Santos é uma das vítimas. Quarta-feira, às 16h20min, estava na Rua das Missões, indo pedir autorização de uma cirurgia para a filha na Unimed, quando um carro a atingiu sobre a faixa de pedestres, a poucos metros do lugar onde, até dezembro, havia um controlador de velocidade. Maria fraturou a bacia, a pélvis e o fêmur esquerdo. Ficou internada até ontem à tarde.

– Foi muito rápido, não sei de onde apareceu aquele carro. Só senti a pancada e desmaiei. Lembro que ouvia o moço que dirigia o carro dizer que não tinha me visto – conta, segurando um terço azul na mão esquerda.

Alta velocidade e imprudência de pedestres provocam acidentes

Parte da violência no trânsito é provocada pelo excesso de velocidade dos motoristas. Teste feito pelo Santa mês passado em três vias onde as lombadas eletrônicas foram retiradas apontou que 80% dos motoristas trafegavam acima dos 50 km/h antes permitidos.

– Quando o motorista sabe que naquela via tem uma lombada eletrônica, diminui a velocidade. Agora, como sabe que não vai ser multado, desrespeita a velocidade máxima permitida na via. Se vivêssemos em uma sociedade onde todos respeitassem as regras de trânsito, os redutores seriam desnecessários – opina o gerente da Escola Pública de Trânsito, Délcio Dallagnolo.

– O objetivo da lombada eletrônica, quando colocada em lugar adequado, é orientar e educar o motorista quanto à necessidade de andar mais devagar. Quando são retiradas e a velocidade aumenta, é uma prova que ela não cumpriu seu objetivo. Ela não pode ser vista como uma fábrica de fazer multas – acrescenta Irene Rios da Silva, especialista em Ambiente, Gestão e Segurança de Trânsito.

Os especialistas salientam também que os pedestres deveriam ser mais prudentes. Dallagnolo observa que muitos ainda acham que, por estarem na faixa de segurança, podem atravessar a rua a qualquer momento. Entretanto, nem sempre isso é possível que o carro pare imediatamente ao ver um pedestre com intenção de atravessar a rua. Às vezes, a distância entre o veículo e o pedestre é pequena ou há outro veículo vindo atrás, o que pode provocar acidente.

– A principal regra para os pedestres é ver e ser visto. De nada adianta ele ver o carro se o motorista não perceber que ele está ali para atravessar – salienta Irene.

priscila.sell@santa.com.br
PRISCILA SELL
 
FAÇA A SUA PARTE






  •  Para atravessar a rua, vá até a faixa de pedestres ou opte por passarelas, túneis ou semáforos.
  • Antes de atravessar, certifique-se que o motorista o viu e parou o carro. Os condutores podem ajudar fazendo um sinal com a mão, ligando o pisca alerta ou dando sinal de luz.
  •  Olhe para os dois lados e atravesse em linha reta. Mantenha um ritmo constante.
  • Mesmo atravessando na faixa, fique atento aos carros.
  • Crianças pequenas devem cruzar a pista acompanhadas de um adulto. E devem ser orientadas corretamente.
  •  Mesmo se houver fila de carros parados, não atravesse fora da faixa. Você pode ser atingido por motociclistas que cortam caminho pelo meio dos congestionamentos.
Fontes: gerente da Escola Pública de Trânsito, Délcio Dallagnolo; especialista em Ambiente, Gestão e Segurança de Trânsito Irene Rios da Silva; Detran.

20/03/2011

Choque de Realidade


Roberto Damatta - O Estado de S.Paulo
Terminado o reino fantasioso do carnaval, somos obrigados a lidar com o real, que chega como um tiro nas costas. Tsunami no Japão, ao lado de um vergonhoso recorde de mortos nos acidentes de trânsito. Algo equivalente a uma catástrofe com um dado terrível e que escondemos de nós mesmos: esse estilo agressivo de dirigir que rotineiramente mata mais do que epidemias e guerras e com o qual temos uma relação de absurda tolerância.
Escrevi sobre o assunto muitas vezes e reuni minhas reflexões num livro recém-publicado: Fé em Deus e Pé na Tábua - Ou Como e Por Que o Trânsito Enlouquece no Brasil. Nele, eu argumento que os acidentes são o resultado de uma combinação explosiva: um aumento gigantesco de veículos, todos poderosos; estradas lastimáveis em matéria de sinalização e asfaltamento; e eis o último e mais importante dado da equação: nossa alergia à igualdade que obriga a esperar a vez e a aguardar (ou "pegar", como falamos significativamente no Brasil) numa fila. A onipotência do nosso lado de meninos mimados pela família ou pelo cargo (que nos torna isentos de cumprir a lei) numa sociedade onde cada qual tem o seu lugar (e o nosso, obviamente, não é numa imensa e igualitária fila) é brutalmente desmantelado pelo trânsito. Esse organizador do espaço público que, sem nenhum respeito ou consideração (vejam que coisa!), diz que todos os carros (e com eles os seus motoristas - nós - imaginem!) são iguais perante as rodovias e os sinais!
Esse choque entre cabeças que se pensam em termos de mais ou menos prestígio, num ambiente absolutamente igualitário, cria um sentimento de intolerância, de tal intensidade que acaba promovendo a ultrapassagem agressiva e a qualquer preço. Ele torna invisíveis os outros veículos e nos convence de que a nossa importância social dispensa a igualdade da espera que experimentamos como sinal de inferioridade. Não suportando seguir a lei que inferioriza (pois não foi feita para nós), reafirmamos nossa superioridade ultrapassando. O resultado é esse triste número de mortes (e de acidentes), revelador de um país que imita todo mundo, mas não prepara a sua sociedade para essas imitações. Pois de nada vale uma estrada à Estados Unidos ou Alemanha se não temos ianques bem comportados (que babacas!) e alemães (nazistas que, vejam só, param em todos os sinais!) para nelas circular! A causa do acidente tem a ver, sim, com falta de educação. Mas é preciso distinguir o tipo de educação que está faltando, pois para com os nossos comparsas de partido e de amizade, somos ultra bem-educados. No trânsito, porém, o que falta e o que estamos a dever, é uma educação para a igualdade - para o outro: o anônimo que está do nosso lado! Essa é a educação que, como acentuo no livro, precisamos discutir, politizar e ensinar. Nosso problema é que em todas as instâncias, somos produtores inveterados de desigualdade e com ela temos um denso caso de amor. Se ela não existe, não hesitamos em recriá-la. E o Estado à brasileira está aí para isso. Quando, então, nos vemos numa situação de relativa ou obrigatória igualdade, nosso coração, ansioso de hierarquia, nos obriga a diferenciar e a desigualar. Na vida e na política, o desobedecer (e o enganar e mentir) para "subir" ou "enricar", é trivial; mas, no trânsito, pegamos um alto preço pelos nossos desvios. Pois diferentemente do mundo público, onde a desigualdade que enriquece jamais é descoberta, no carro em velocidade o rompimento com a regra cobra imediatamente seu preço na forma do acidente fatal.
É, sugiro neste livrinho, esse encontro negativo entre a igualdade necessária das ruas e a desigualdade inscrita nas casas e nos corações que nos torna propensos ao risco e aos surtos de agressividade, conforme testemunhamos na cena absurda de um sujeito atropelando ciclistas que caíam como moscas e eram, de fato, moscas, do ponto de vista do motorista embriagado por sua própria importância social, somente porque estava de carro. Carro que no Brasil ainda é coisa de rico e de autoridade. Que aristocratiza, como faz prova todo cargo público que o contém como sinecura. Como, ademais, obedecer, se ter poder ainda é, no Brasil, desobedecer e ser imune às leis?
Ao lado disso, eis que a família Roriz volta à cena reiterando esses aspectos. Pois o que é o "grande" político nacional (guardando, claro, as devidas e honrosas exceções que vão ficando cada vez mais excepcionais!) senão esse trapezista que pula de um governo para outro e é louvado pela malandragem felina com a qual sobrevive às suas notáveis ultrapassagens morais e, depois de um salto mortal triplo, cai no colo dos governantes?
O problema do trânsito é que ele obriga a tomar providências reais e imediatas. Como a moeda, a dengue, o crime e a escolaridade, mas um tanto diferentemente dessas mazelas, ele tem muito mais pressa. Um sujeito pode fazer um discurso sem entender das regras de gramática ou comer de boca cheia; mas ninguém pode trafegar nessas cidades e rodovias vergonhosamente sem manutenção, sem policiais e cheias de crateras, dirigindo como um político: burlando regras e usando o sabe com quem está falando ou o jeitinho. Pois se assim faz, a punição encarnada no acidente chega de modo imediato. Em contraste com o mundo político (movido a interesses e mensalões), o desastre surge com a indiferença típica da realidade, ceifando vidas. O trânsito faz o que a política esconde: torna o outro real e desperta compaixão. Faz com o que aquele sujeito invisível, sempre imaginado como inferior, fique igual a nós!


Disponível em: http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20110316/not_imp692516,0.php - Acesso em 20/03/2011

O trânsito nas aulas de Geografia


Sinal verde para a educação no trânsito 
 
O Brasil apresenta uma grande média de acidentes de trânsito, que causam a morte de milhares de pessoas por ano, além de feridos, despesas com hospitais e reconstrução da infraestrutura destruída durante os acidentes. Esse cenário deve ser revertido, sendo os futuros condutores os responsáveis por tal processo.

Visando conscientizar os futuros motoristas (estudantes) sobre a importância do comportamento no trânsito, sugerimos uma aula sobre o tema em questão, pois os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) solicitam a abordagem das normas dos lugares (como agir nas ruas, na escola, em casa, etc.) através das disciplinas de História e Geografia.

Inicie a aula enfatizando que o trânsito é um espaço de convívio social, sendo muito importante um comportamento ético. Em seguida, esclareça que o trânsito é uma forma de deslocamento geográfico e discuta sobre as alterações promovidas no espaço para adaptá-lo a receber o intenso tráfego de automóveis e pedestres.

Posteriormente, peça que os alunos citem os principais tipos de sinalizações que eles conhecem: placas, significado das cores do semáforo, faixas, etc. Solicite que descrevam algumas situações irregulares que eles já presenciaram no trânsito. Aproveite esse momento para esclarecer as dúvidas sobre normas no trânsito e conscientizá-los sobre a importância de se respeitar as leis de trânsito.

Para isso, é essencial destacar os locais seguros para a travessia das ruas, as principais placas de trânsito, o respeito ao próximo, nunca usar termos agressivos no trânsito, não extrapolar a velocidade estabelecida, entre outros elementos que promovam uma ótima postura. Não se esqueça de incentivá-los a cobrarem atitudes corretas dos pais, pois as crianças exercem grande influência no processo de educação no trânsito.

Após essa abordagem, sugira um desenho do trânsito com todos os elementos integrantes: ruas, sinalizações, placas, automóveis, motociclistas, ciclistas, pedestres, etc. Essa atividade será fundamental para despertar a imaginação das crianças sobre um trânsito organizado, além de proporcionar a visualização desse processo.
 
Por Wagner de Cerqueira e Francisco
Graduado em Geografia
Equipe Brasil Escola
 

19/03/2011

Professores participam de capacitação sobre “Educação no Transito”



A Prefeitura de Águas de Lindóia, por meio da Diretoria de Educação, promoveu uma atividade de capacitação sobre “Educação no Trânsito” para mais de 150 professores da rede municipal. 

Os educadores lindoienses assistiram uma palestra da professora Irene Rios sobre o tema. O evento aconteceu na última sexta-feira, dia 11, no Centro Educacional de Arte e Cultura (CEAC), no bairro dos Francos. 

Irene Rios é graduada em Letras pela Universidade Federal de Santa Catarina, com Gestão de Trânsito, pela Universidade Estácio de Sá (SC) e abordou temas como prevenção de acidentes no trânsito, comportamento ético e o uso correto do cinto de segurança em adultos e crianças. 

De acordo com Claudete Preto, diretora de Educação e Cultura do município, no final do ano passado, a partir de uma parceria com o Departamento Municipal de Trânsito, a diretoria de Educação adquiriu material sobre Educação no Trânsito. O processo de aquisição desse material contemplou o município com a capacitação que só pode ser realizada neste início de ano. Claudete revela também que em breve será colocado em prática "um projeto de Educação para o Trânsito, que visa utilizar o lúdico para educar e conscientizar os alunos que devemos respeitar as regras é uma forma de prevenir acidentes. 

Esse projeto começará a ter atividades em setembro, durante a Semana do Trânsito, numa ação conjunta das diretorias de Educação e Esportes e o Departamento de Trânsito", detalha a diretora. 

A capacitação sobre “Educação no Trânsito” além de preparar os educadores para o desenvolvimento desse projeto possibilitará que “nossos professores trabalhem o tema com os alunos de forma abrangente em sala de aula. Nosso objetivo é que as crianças acabem levando o assunto tratado em sala de aula para casa, atingindo também os pais e criando condições para que, juntos, possamos melhorar a segurança no trânsito”, conclui Claudete Preto. 

Disponível em:
http://www.kala.com.br/index.php?p=noticia_ler&id=11278 - Acesso em 19/03/2011

17/03/2011

Década 2011_2020

Clique na Imagem para ter acesso ao vídeo e a apresentação da Década de Ação pela Segurança no Trânsito - 2011_2020.

Ministros promoverán la Primera Campaña Sudamericana de Seguridad Vial

Lima, 15 mar (EFE).- Los ministros suramericanos de Transportes promoverán la Primera Campaña Sudamericana de Seguridad Vial para prevenir los accidentes de tránsito, uno de los compromisos asumidos en la Declaración de Lima firmada hoy al término de su primera reunión sectorial. La declaración fue suscrita por el ministro peruano de Transportes, Enrique Cornejo, y funcionarios y técnicos en representación de los ministros de Argentina, Bolivia, Brasil, Colombia, Chile, Ecuador, Paraguay, Perú, Uruguay y Venezuela, que se reunieron desde ayer en la capital peruana. Mediante el documento, los Gobiernos acordaron la conformación de un Comité Suramericano que participará en el diseño y producción de la Primera Campaña Sudamericana de Seguridad Vial, cuyo plazo de ejecución no fue anunciado. Asimismo, el comité promoverá estándares regionales en programas de revisiones técnicas de vehículos y el diseño de políticas de eliminación de automóviles antiguos para reducir los accidentes generados por factores mecánicos. Los Gobiernos también se comprometieron a impulsar políticas nacionales para mejorar los procedimientos de atención en emergencia y rescate de heridos, según la Organización Mundial de la Salud. Igualmente, se acordó incorporar la enseñanza sobre Educación Vial como parte de la programación educativa de niños, jóvenes y adolescentes en etapa escolar, que sirva como mecanismo de enseñanza transversal y contribuya a elevar los niveles de cultura y respeto vial. En la Declaración de Lima, los ministros coincidieron en la necesidad de impulsar la sistematización del procedimiento de registro de los datos de colisiones de tránsito, con la incorporación de indicadores internacionales, para elevar los criterios de investigación que permitan comprender e identificar las causas que los producen y los lugares de mayor siniestralidad. Finalmente, señalaron que los elevados índices de accidentalidad regional solo se solucionarán mediante la integración de esfuerzos multidisciplinarios que armonicen y eleven a estándares regionales la legislación sobre transporte y tránsito terrestre, con criterios homogéneos al interior de toda la comunidad de países suramericanos. Según datos entregados por varios países de la región, el número de muertos por accidentes de tránsito varía de manera significativa entre las naciones de Suramérica y el año pasado osciló entre los 1.600 de Chile y los 5.400 de Colombia.
Disponível em: http://noticias.latam.msn.com/co/colombia/articulo_efe.aspx?cp-documentid=28014498 - Acesso em 17/03/2011

16/03/2011

Mortes de 213 pessoas no Carnaval preocupa senadores

A POLÍCIA RODOVIÁRIA FEDERAL INFORMOU NESTA QUINTA-FEIRA QUE 213 PESSOAS MORRERAM NAS ESTRADAS FEDERAIS DO PAÍS DURANTE O CARNAVAL. O NÚMERO É 47 VÍRGULA NOVE POR CENTO SUPERIOR AO DO ANO PASSADO. EM 2010, HOUVE 143 MORTES DURANTE O PERÍODO DO CARNAVAL. NO SENADO FEDERAL, OS PARLAMENTARES LAMENTARAM O AUMENTO DO ÍNDICE E FALARAM O QUE PODE SER FEITO PARA DIMINUIR ESSAS ESTATÍSTICAS. O balanço da Polícia Rodoviária Federal até a quarta-feira de cinzas dava conta que nos cinco dias de feriado do Carnaval um total de 213 pessoas morreram em acidentes de trânsito. O número de feridos também aumentou chegando a duas mil quatrocentas e quarenta e uma pessoas. Para a vice-presidente da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa, senadora Ana Rita, do PT do Espírito Santo, os senadores podem atuar em duas frentes para diminuir os números nesta estatística: fiscalização do orçamento e educação para o trânsito.
(AnaRita) Eu acho que recursos existem. Com certeza sim, em algumas vias precisam de melhorias, precisam de uma estrutura melhor, mas eu vejo que normalmente onde acontecem acidentes não é só porque a via tá em péssimo estado. Não é só por isso. É muito mais por questões de prudência mesmo. Então os nossos motoristas precisam ter mais cuidado, mais atenção, valorizar mais a sua própria vida e a vida dos outros. É uma questão de cultura. Eu acho que a gente precisa fazer um trabalho de mudança de mentalidade das pessoas, pra que elas possam ter mais cuidado com as vidas.
(ROGERIO) Para um dos líderes oposicionistas no Senado, Alvaro Dias, do PSDB do Paraná, o aumento no número de mortes nas estradas decorre de uma dupla combinação, que pode ser combatida.
(ADias) As pessoas estão correndo riscos nas estradas é evidente que muitas vezes por imprudência, imprudência pessoal. Mas muitas vezes por imprudência governamental. Além dos recursos do Cide, que são transferidos para outras áreas do governo, há o contingenciamento de recursos carimbados para a segurança do trânsito. Isto compromete a eficiência e obviamente resulta em mortes.
(ROGERIO) O Brasil tem o Funset - Fundo Nacional de Segurança e Educação de Trânsito - responsável por gerir parte dos recursos arrecadados com multas de trânsito. Pelo menos 5% do valor das multas deve ser aplicado em educação e prevenção de acidentes, mas de acordo com levantamento da ONG Contas Abertas, desde 2003 pelo menos um terço da verba prevista no fundo foi contingenciada. Dos 3 bilhões e 100 milhões de reais previstos em orçamento neste período, mais de 1 bilhão de reais foram bloqueados, não podendo ser aplicados em projetos de redução de acidentes e campanhas.
Rogério dy la Fuente.
Disponível em: http://www.senado.gov.br/noticias/Radio/programaConteudoPadrao.asp?COD_TIPO_PROGRAMA=4&COD_AUDIO=36122 - Acesso em 16/03/2011

12/03/2011

Curso de Capacitação em Educação para o Trânsito,


Objetivos  

Promover o conhecimento sobre métodos e técnicas educativas de trânsito, para o desenvolvimento de palestras, aulas e campanhas educativas, a fim de que sejam usadas as linguagens e os recursos adequados ao foco e ao público alvo, propiciando maior interesse e aprendizagem.

Programa do Curso 

Didática da Educação para o Trânsito.
Educação para o Trânsito na Educação Infantil.
Educação para o trânsito no Ensino Fundamental. 
Educação para o Trânsito no Ensino Médio. 
Educando adultos para o trânsito. 

Campanhas Educativas para o Trânsito. 
Formato de campanhas educativas. 
Elaboração de campanha educativa para o trânsito. 
Semana Nacional de Trânsito.  

Comunicação e Expressão Oral e Escrita.  
A importância da comunicação para o trânsito.
Os elementos da comunicação e o trânsito. 
Dicas de oratória para palestras e aulas de educação para o trânsito.  

Metodologia e Recursos Educativos: 

Dinâmicas de grupo, exposição de motivos, narração de histórias, debates, interação, slides, imagens, músicas, vídeos, exercícios práticos e muito mais.

Docente
IRENE RIOS, Formada em Letras Língua Portuguesa, especialista em Ambiente, Gestão e Segurança de Trânsito e em Metodologia de Ensino; Professora universitária de Educação para o Trânsito, Campanhas Educativas de Trânsito e Educação de Trânsito para Crianças e Adolescentes; Autora de artigos e livros na área de Educação para o Trânsito.
Currículo: http://lattes.cnpq.br/0363235000015600
Facebook: http://pt-br.facebook.com/people/Irene-Rios/100000812216916

EDUTRANEC – Educação para o Trânsito e Eventos Culturais Ltda. Me. edutranec@gmail.com

Reabertas as inscrições para recebimento de trabalhos técnicos para o 7º Congresso Brasileiro de Trânsito e Vida e 3º Internacional

CHAMADA PARA TRABALHOS TÉCNICOS A Comissão Cientifica do Congresso Brasileiro de Trânsito e Vida e 3º Internacional decidiu reabrir inscrição para recebimento de trabalhos técnicos até o próximo dia 31 de março do corrente ano. O principal OBJETIVO desses Congressos é reunir pessoas interessadas na realização do trânsito seguro, disseminar informações e fomentar novos conhecimentos, como ferramentas indispensáveis à realização de “ações de segurança no trânsito”. Nossa linha de trabalho volta-se às "Ações de Segurança no Trânsito", ou seja, ações que já estão sendo realizadas com sucesso ou que poderiam (e deveriam) ser implementadas para a realização do trânsito seguro. A partir dessa linha de trabalho, serão abordados 03 (três) grandes TEMAS: (i) Plano Nacional de Ações de Segurança no Trânsito; (ii) Educação para o Trânsito, Tranversalidade e a Formação de Condutores e de Profissionais que atuam em atividades relacionadas ao fenômeno trânsito, e (iii) Legislação de Trânsito e ações relacionadas a Motociclistas, Ciclistas e Pedestres. 7º CONGRESSO BRASILEIRO DE TRÂNSITO E VIDA, bem como o 3º CONGRESSO INTERNACIONAL DE TRÂNSITO E VIDA será realizado no período de 05 a 07 de outubro de 2011, na Cidade de Natal/RN. Participação democrática e disseminação da informação são instrumentos utilizados pela FENASDETRAN para a realização de um trânsito mais humano e seguro. Cordialmente. Equipe Cientifica Faça aqui o Donwload do Regulamento. Tel's.: (71) 3272-1081 ou 8877-7425 E-mail: transitoevida@fenasdetran.com.br
Disponível em: http://transitoevida.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=75&Itemid=78 - Acesso em 12/03/2011

Educação para o Trânsito nas Escolas


PUBLICAÇÕES 1. TRANSITANDO COM SEGURANÇA: Educação para o trânsito
  Autora: Irene Rios da Silva 





Sinopse: Livro com 124 páginas ilustradas, composto por quatro narrativas infantis e quinze paródias, gravadas em CD. As narrativas enfatizam informações relacionadas ao comportamento do passageiro de ônibus, do ciclista, da criança no automóvel e do pedestre. Indicado para crianças de 7 a 10 anos.

Obtenha sugestões de atividades lúdicas e transversais, contextualizadas com a obra clicando nos links abaixo:

Nível I - 06 a 08 anos

Nível II - 09 a 10 anos 

Valores: 

1 livro = R$ 17,00

100 livros = R$ 16,00 a unidade - Total = R$ 1.600,00 - Cortesia: 05 CDs com músicas, slides e sugestões de atividades.

500 livros = R$ 15,00 a unidade - Total = R$ 7.500,00 - Cortesia: 25 CDs com músicas, slides e sugestões de atividades - 01 curso de “Capacitação de Professores em Educação para o Trânsito”, com a autora, com carga horária de 4 horas/aula.

2. QUEM? EU? EU NÃO! E outras crônicas de trânsito
 
Autora: Irene Rios da Silva

Sinopse: Livro contendo 26 crônicas, com linguagem adequada a adolescentes e adultos. Relatos, descrições e opiniões sobre o cotidiano no trânsito. Textos com um toque de humor e ironia, porém com situações que nos fazem refletir sobre as atitudes dos motoristas, dos pedestres e dos ciclistas.  

Sugestões de atividades reflexvas e gramaticais, contextualizadas com a obra, aqui.  

Valores: 

01 livro = R$ 14,00

100 livros = R$ 13,50 a unidade - Total = R$ 1.350,00 - Cortesia: 05 CDs com vídeos, slides e sugestões de atividades.

500 livros = R$ 13,00 a unidade - Total = R$ 6.500,00 - Cortesia: 25 CDs com vídeos, slides e sugestões de atividades - 01 curso de “Capacitação de Professores em Educação para o Trânsito”, com a autora, com carga horária de 4 horas/aula.

Observação: Despesas com frete, locomoção e estadia da instrutora dos cursos, a combinar.  
CAPACITAÇÃO DE PROFESSORES EM EDUCAÇÃO PARA O TRÂNSITO 

Formando Professores Multiplicadores

 Objetivo: Proporcionar ferramentas aos educadores a fim de sensibilizá-los sobre a necessidade e possibilidade de adoção de medidas preventivas e permanentes, principalmente no tocante à mudança de atitude, e com isso, contribuir para a segurança e paz no trânsito.

 Instrutora
IRENE RIOS, especialista em Ambiente, Gestão e Segurança de Trânsito e em Metodologia de Ensino; Professora de Educação de Trânsito na Universidade Cesumar (ensino à distância), de Educação de Trânsito para Crianças e Adolescentes, no CEAT - Centro de Estudos Avançados e Treinamenton - São Paulo, de Educação no Trânsito e de Campanhas Educativas de Trânsito na UNIVALI – Universidade do Vale do Itajaí; Autora de Artigos e livros sobre Educação para o Trânsito.
 
Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/0363235000015600 

Conteúdo Programático

- Segurança no trânsito, o que temos com isso?
- Educando crianças e adolescentes para o trânsito.

- Educação para o Trânsito baseada em valores;
- Educação para o trânsito nas escoals.

- O trânsito como tema transversal.



Referências

- Secretaria Municipal de Educação de Águas de Lindóia - SP
- CETRAN de Santa Catarina
- DETRAN de Rondônia
- Guarda Municipal de São José - SC
- UNIVALI - Universidade do Vale de Itajaí - SC
- Departamento Municipal de Trânsito de Ijuí – RS

- DETRAN da Bahia
- Departamento Municipal de Trânsito de Santa Rosa – RS
- Departamento Municipal de Trânsito de Palhoça - SC
- Departamento de Polícia Rodoviária Federal - SC
- Fórum Catarinense pela Preservação da Vida no Trânsito

- Unochapecó - Chapecó - SC
- Secretaria Municipal de Educação de São Pedro de Alcântara - SC
- Secretaria Municipal de Educação de São João Batista - SC
- Secretaria Municipal de Educação de Curitibanos - SC  

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