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31 de mai de 2011

Trânsito afeta comportamento social

Disputa nas ruas tem gerado muitos conflitos.

As causas podem ser variadas, mas o fato é que o mau comportamento dos motoristas nas ruas do País está à beira do limite. Aumento desenfreado do trânsito, ausência de um transporte público adequado, ruas que já não comportam o grande volume de carros, muitos compromissos e a necessidade se deslocar surgem como possíveis causadores de ansiedade e estresse que geram a agressividade em motoristas, motociclistas, ciclistas e pedestres.

Especialistas afirmam que a disputa por cada metro quadrado pode desencadear o ódio de condutores e pedestres, mas isso se dá, por outro lado, porque nenhum deles foi capaz de compreender que o espaço não lhes pertence. Ou seja, o carro é seu, mas o lugar público precisa ser compartilhado por todos.

As dificuldades de convivência estão presentes em qualquer tipo de relacionamento. No trânsito, um espaço de relações diárias não escolhidas, esses problemas crescem, provocando intolerância e desrespeito. De acordo com Luis Carlos Presutto, capitão comandante da Polícia Militar de Jales, interior de São Paulo, a rivalidade surge como consequência.

“É o taxista que odeia o motoboy, que odeia o condutor de veículo de passeio, que odeia o pedestre, que odeia o ciclista, que odeia o motorista de ônibus, que odeia a todos aqueles que impedem o fluxo livre do coletivo”, destacou.

Acúmulo de sentimentos não tem origem no trânsitoDe certa maneira, a permissividade e o sentimento de impunidade ampliam a gravidade das infrações. É difícil determinar, segundo aqueles que estudam o tema, o que vai provocar uma reação explosiva ou exagerada.

Ela costuma ser consequência de um acúmulo de sentimentos, que normalmente não têm origem no trânsito, mas são provocados basicamente por pressão e estresse, seja da família e do trabalho.

Para Fabio de Cristo, psicólogo da UNB (Universidade de Brasília), que estuda o comportamento no trânsito, nas ruas certas reações dos motoristas ganham maiores proporções. “Pelo fato de já sairmos com a emoção afetada usamos o outro como forma de descarregar nossa frustração, com agressão e xingamentos”.

“O motorista acha que foi uma situação injusta ou uma falta de direito do outro e, por isso, reage com raiva, agressividade e vontade de ferir o outro”, relata.

Acessos de fúria


O psicólogo prossegue, “o que alimenta esses acessos de fúria é a impossibilidade de se comunicar. Vidros fechados e escuros nos levam a interpretar erroneamente a atitude do outro e sempre acabamos vendo uma ação como uma tentativa de nos prejudicar, mas nem sempre é isso”, destaca.

Em artigo publicado no portal Uol, José Roberto Leite, médico comportamental do departamento de psicobiologia da Unifesp, relata que tais reações podem ser controladas. "A sociedade deveria ter uma preocupação mais efetiva. Não adianta apenas coibir e punir, precisamos aprender a lidar com o comportamento”, considerou.

Para o especialista, é preciso uma abordagem mais coletiva, por exemplo, ensinar certas estratégias, como a meditação e técnicas de relaxamento que auxiliam no tratamento do estresse. Segundo ele, as medidas tornam-se mais eficientes que os atuais cursos de reciclagem sobre as leis de trânsito.
 
Por WebTranspo

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