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3 de mai de 2011

Perigo: Mais Você alertou sobre o uso do celular no trânsito

Uma perigosa moda surge no Brasil: pessoas teclam no celular enquanto estão dirigindo. 

Observando isso, o Mais Você desta segunda-feira, dia 02 de maio, debateu a ascensão do problema. O programa recebeu o neurologista André Gustavo Lima, que destacou os riscos do uso do celular no trânsito. “Se falar já é perigoso, teclar é muito mais. Pesquisadores conseguiram medir que 70% da sua atenção vai para o espaço”, alertou Ana Maria Braga, ao anunciar o tema. Em seguida, a apresentadora mostrou um vídeo fictício que demonstra as ameaças provocadas pelo celular em diversas situações. O repórter Fabrício Battaglini foi às ruas para ver os riscos que cada um de nós pode correr se resolver fazer qualquer coisa e teclar no celular ao mesmo tempo. Além, claro, da multa de R$ 85,13, porque falar ou teclar, enquanto dirige, é proibido no Brasil. Na reportagem, Fabrício conversou com o neurologista Ivan Okamoto. Ele destacou que teclar no celular, no trânsito, pode ser uma atividade bastante arriscada. “A área do cérebro responsável pela atenção é o lobo frontal. É uma rede de neurônios que trabalha para que a gente se concentre naquilo que está fazendo. Mas ela só consegue desempenhar bem essa tarefa com uma ação de cada vez”, destacou o repórter. Ao finalizar a matéria, ele observou: “Se você quiser teclar, tecle. Mas faça isso na hora certa”. 
 
Na casa, o neurologista André Gustavo Lima explicou que nós temos dois tipos de atenção: a ativa, que é a atenção direta, e a passiva, que consiste no que observamos sem notar, como, por exemplo, outdoors expostos na rua. “Você está aqui conversando comigo e seu lóbulo frontal está voltado para mim. Se tocar o telefone, o seu lóbulo frontal vai mudar o foco para o telefone”, exemplificou o especialista. Ele ressaltou que o desvio da atenção provocada pelo telefone pode atingir até 80%. O médico ainda falou que quando a mente está relaxada, a probabilidade de acontecer um acidente é bem maior. “Se você dirigir em um caminho que você não conheça, sua atenção será bem maior”, explicou André Gustavo. “Quando você está falando no celular, você, pelo menos, tem um campo de visão na sua frente, mas teclando, você não vê quase nada”, disse o especialista. 

Ana Maria Braga apresentou os valores cobrados pelas operadoras para SMS, e-mail, ligações e uso da internet. Ela alertou o público: “Enquanto você estiver dirigindo, não atenda o celular, não mande e-mails e nem mensagens”.  

O QUE ACONTECE COM O CÉREBRO 

Exemplo: uma mulher andando, em uma rua movimentada, com a bolsa embaixo do braço. De repente toca o celular. Ela olha o número e o reconhece. Essa imagem é transmitida para a parte posterior do cérebro e, imediatamente, há uma seleção - o que é mais importante o telefone ou o perigo da rua? A ligação é do trabalho e ela atende. A partir desse momento, o falar ao telefone vem para o lóbulo frontal, é nessa ação que ela está concentrada. O perigo da rua vai, então, para o parietal, como se estivesse em um segundo plano. Essa situação só vai mudar quando algo chamar mais atenção que o telefonema, como, por exemplo, um tropeção, uma queda ou o final da ligação.

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