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31 de mai de 2011

Trânsito afeta comportamento social

Disputa nas ruas tem gerado muitos conflitos.

As causas podem ser variadas, mas o fato é que o mau comportamento dos motoristas nas ruas do País está à beira do limite. Aumento desenfreado do trânsito, ausência de um transporte público adequado, ruas que já não comportam o grande volume de carros, muitos compromissos e a necessidade se deslocar surgem como possíveis causadores de ansiedade e estresse que geram a agressividade em motoristas, motociclistas, ciclistas e pedestres.

Especialistas afirmam que a disputa por cada metro quadrado pode desencadear o ódio de condutores e pedestres, mas isso se dá, por outro lado, porque nenhum deles foi capaz de compreender que o espaço não lhes pertence. Ou seja, o carro é seu, mas o lugar público precisa ser compartilhado por todos.

As dificuldades de convivência estão presentes em qualquer tipo de relacionamento. No trânsito, um espaço de relações diárias não escolhidas, esses problemas crescem, provocando intolerância e desrespeito. De acordo com Luis Carlos Presutto, capitão comandante da Polícia Militar de Jales, interior de São Paulo, a rivalidade surge como consequência.

“É o taxista que odeia o motoboy, que odeia o condutor de veículo de passeio, que odeia o pedestre, que odeia o ciclista, que odeia o motorista de ônibus, que odeia a todos aqueles que impedem o fluxo livre do coletivo”, destacou.

Acúmulo de sentimentos não tem origem no trânsitoDe certa maneira, a permissividade e o sentimento de impunidade ampliam a gravidade das infrações. É difícil determinar, segundo aqueles que estudam o tema, o que vai provocar uma reação explosiva ou exagerada.

Ela costuma ser consequência de um acúmulo de sentimentos, que normalmente não têm origem no trânsito, mas são provocados basicamente por pressão e estresse, seja da família e do trabalho.

Para Fabio de Cristo, psicólogo da UNB (Universidade de Brasília), que estuda o comportamento no trânsito, nas ruas certas reações dos motoristas ganham maiores proporções. “Pelo fato de já sairmos com a emoção afetada usamos o outro como forma de descarregar nossa frustração, com agressão e xingamentos”.

“O motorista acha que foi uma situação injusta ou uma falta de direito do outro e, por isso, reage com raiva, agressividade e vontade de ferir o outro”, relata.

Acessos de fúria


O psicólogo prossegue, “o que alimenta esses acessos de fúria é a impossibilidade de se comunicar. Vidros fechados e escuros nos levam a interpretar erroneamente a atitude do outro e sempre acabamos vendo uma ação como uma tentativa de nos prejudicar, mas nem sempre é isso”, destaca.

Em artigo publicado no portal Uol, José Roberto Leite, médico comportamental do departamento de psicobiologia da Unifesp, relata que tais reações podem ser controladas. "A sociedade deveria ter uma preocupação mais efetiva. Não adianta apenas coibir e punir, precisamos aprender a lidar com o comportamento”, considerou.

Para o especialista, é preciso uma abordagem mais coletiva, por exemplo, ensinar certas estratégias, como a meditação e técnicas de relaxamento que auxiliam no tratamento do estresse. Segundo ele, as medidas tornam-se mais eficientes que os atuais cursos de reciclagem sobre as leis de trânsito.
 
Por WebTranspo

29 de mai de 2011

Inovador, PETS promove educação para o trânsito em Antônio Carlos

Antônio Carlos, 27-05-2011
http://www.pm.sc.gov.br/website/imagens/artigos/ARTPMSC_2011_05_27_152135_2_920229.jpg


A Polícia Militar com apoio da Secretaria de Educação e da Pedagoga e Escritora Irene Rios da Silva, desenvolveu um programa de conscientização comportamental no trânsito. Trata-se do Programa Educacional para um Trânsito Seguro (PETS), ação inovadora e realizada unicamente no município de Antônio Carlos, na Grande Florianópolis.

De acordo com o comandante do 1o Grupo de Polícia Militar, que atua no município, 2o sargento Antônio Melo Schlichiting Júnior, o objetivo do PETS é capacitar crianças do 3° ano e adolescentes do 8° ano do ensino fundamental,  a fim de adotarem uma postura responsável, de acordo com as regras e leis do trânsito, formando cidadãos críticos e conscientes de seus direitos e deveres.

“Este trabalho foi, e está sendo realizado nas salas de aula, nas ruas, através de passeios ciclístico e blitz educativa, de forma itinerante mediante curtas instruções e informações pontuais nos ônibus escolares”, disse o sargento.

http://www.pm.sc.gov.br/website/imagens/artigos/ARTPMSC_2011_05_27_152135_1_920229.jpg

http://www.pm.sc.gov.br/website/imagens/artigos/ARTPMSC_2011_05_27_152135_3_920229.jpg

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(As informações e fotos são do GpPM de Antônio Carlos :: Publicado por capitão Alessandro Marques, do CCS


Governo dá bicicleta para aluno ir à escola


 
O governo federal anunciou na quinta-feira (26) a doação de 30 mil bicicletas e capacetes para 81 municípios, em um projeto-piloto com foco em alunos que moram de 3 km a 15 km de onde estudam. Os pais precisarão autorizar a participação do aluno no programa.

A informação é de reportagem de Sílvia Freire publicada na Folha desta sexta-feira (íntegra disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).

A medida valerá também para alunos que moram em locais de acesso precário, onde veículos como ônibus escolar não conseguem chegar. A proposta, nesses casos, é que os alunos possam ir de bicicleta até o ponto de ônibus mais próximo.

A meta, até o fim do ano, é chegar a 100 mil bicicletas. A definição de quais estudantes receberão a ‘bike’, os trajetos seguros e a modalidade da doação -se o aluno fica com a bicicleta ou devolve ao fim do ano letivo- será feita por gestores locais.



Fonte: Folha on line

Disponível em: http://pensarbrasil.com.br/?p=1158 - Acesso em 29/05/2011

26 de mai de 2011

Pesquisa aponta perfil das vítimas de acidente de trânsito em seis capitais


Estudo patrocinado pelo Ministério da Saúde analisa a associação entre o consumo de álcool e os acidentes de trânsito nas cinco regiões brasileiras

Pesquisa inédita desenvolvida pelo Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip), em parceria com o Centro de Prevenção às Dependências (CPD) e patrocínio do Ministério da Saúde e Prefeitura do Recife, aponta a existência de fatores "invisíveis" que contribuem para os altos índices de acidente de trânsito do País. Desenvolvido em seis capitais brasileiras (Recife, Manaus, Fortaleza, Brasília, São Paulo e Curitiba), o estudo mostra que pedestres, ciclistas e passageiros também são responsáveis pelos acidentes de trânsito e alerta para a necessidade de políticas públicas de educação voltadas a esses outros agentes, desconstruindo a ideia de que apenas os condutores dos veículos são responsáveis pelos acidentes e, portanto, devem ser alvos de campanhas educativas e medidas punitivas pelo Estado.

Intitulada “Consumo de Álcool e os acidentes de trânsito”, a pesquisa foi divulgada durante o lançamento do Pacto Nacional pela Redução de Acidentes no Trânsito – Pacto pela Vida, no Ministério das Cidades, em Brasília. O evento, promovido pelo Ministério da Saúde e Ministério das Cidades, marca o compromisso brasileiro com o Plano da Década de Ação de Segurança no Trânsito 2011-2020, promovido pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

De acordo com a coordenadora geral da pesquisa, Ana Glória Melcop, é um equívoco pensar o consumo de álcool apenas sob a perspectiva dos condutores de veículos. No estudo - que analisou 1.248 vítimas de acidentes de trânsito nas seis capitais selecionadas, contemplando as cinco Regiões do País -, o atropelamento apresentou a segunda maior frequência entre os acidentes registrados em Manaus, Brasília e São Paulo; enquanto no Recife e em Curitiba, a queda foi a segunda forma de acidente mais frequente. Nas faixas etárias mais extremas, o atropelamento foi o acidente mais frequente, atingindo cerca de 52% das vítimas com 60 e mais anos e 47% das vítimas com idade até 9 anos.

"A legislação brasileira atual está correta em punir severamente os motoristas que dirigem com determinado nível de alcoolemia. Entretanto, é necessário considerar os outros atores do trânsito - pedestres, ciclistas e passageiros - que, sob efeito do álcool, arriscam igualmente as suas vidas nas vias públicas. O atropelamento é uma das principais causas de morte no trânsito e, na maioria das vezes, é o pedestre que está alcoolizado e se coloca em situação de risco por não ter condição de avaliar a distância e a velocidade dos veículos, e também pela falta de equipamentos de segurança e de orientação adequada", observa Melcop.

METODOLOGIA – Para realizar o estudo, pesquisadores ficaram de plantão durante sete dias, em 2008, nos principais serviços de emergência e nos Institutos Médicos Legais (IMLs) das seis cidades selecionadas, escolhidas por apresentarem os maiores números absolutos de acidentes de trânsito nas suas respectivas regiões, segundo dados do Ministério das Cidades. Embora o tipo de acidente predominante na pesquisa para o conjunto das cidades tenha sido a colisão (34,1%), os altos índices de queda (21,7%) e atropelamento (20,5%) chamaram atenção dos pesquisadores para a atual negligência em relação a esses agentes.

“A Lei Seca foi um passo essencial e vem salvando muitas vidas. Mas é preciso mais. Precisamos pensar em novas estratégias, pois ainda há muitas pessoas se ferindo e morrendo por causa da bebida no trânsito”, afirma Melcop.

PERFIL – Além de identificar esses fatores até então tidos como de pouca influência no número geral dos acidentes de trânsito, e a necessidade de maior atenção pelo Poder Público para essa questão, a pesquisa também traçou um perfil dos acidentados no sistema viário brasileiro, no qual prevaleceram os homens (74,2%), jovens (entre 20 a 29 anos), com escolaridade média (até o 2º grau ou médio), solteiros (55,4%), morenos ou pardos (56,5%), e na sua maioria desempregados ou desocupados seguidos por estudantes, motociclistas e ciclistas de entregas rápidas. Os motociclistas constituíram a maior proporção das vítimas (40,1%). Na segunda posição ficaram os pedestres e os ciclistas.

Em relação ao consumo de álcool pelos motoristas, a prevalência de alcoolemia positiva entre os acidentados no conjunto de cidades foi de, aproximadamente, 27%. A alcoolemia positiva se dá quando o teor ultrapassa 0,2g/l de sangue. Fortaleza foi a cidade que registrou o maior índice (36,5%) e Brasília o menor (16,3%). Os homens apresentaram prevalência uma vez e meia maior que as mulheres. E, para quem pensa ser 'típico' dos jovens a imprudência na hora de combinar álcool e direção, uma surpresa: as maiores prevalências em relação à faixa etária foram verificadas entre 50 e 59 anos (32,6%) e entre 40 e 49 anos (32,4%).

O estudo também formatou uma série de recomendações a serem adotadas pela sociedade e pelo Poder Público. Entre elas está o maior investimento na formação dos agentes de trânsito, a priorização da formação do pedestre, uma melhor avaliação das condições dos veículos e das vias, a integração das políticas públicas e o comprometimento da sociedade, entre outras.

Informações à imprensa:
(81) 3426.2263
 
Disponível em: http://portal.saude.gov.br/portal/aplicacoes/noticias/default.cfm?pg=dspDetalheNoticia&id_area=124&CO_NOTICIA=12604 - Acesso em 26/05/2011

PARÓDIA: "Juntos podemos salvar milhões de vidas".

DÉCADA MUNDIAL DE AÇÕES PARA A SEGURANÇA DO TRÂNSITO

No ritmo de: A Barata da Vizinha (Só pra Contrariar)


Vem lutar por esta causa,
Juntos podemos salvar milhões de vidas.
Vem lutar por esta causa,
Juntos podemos salvar milhões de vidas.

Diz aí motorista, o que você vai fazer?
Vou guiar com mais cautela, vou me defender.
Diz aí motorista, o que você vai fazer?
Vou guiar com mais cautela, vou me defender.

Ele vai ter mais cuidado com a sua vida. (4 x)

Vem lutar por esta causa,
Juntos podemos salvar milhões de vidas.
Vem lutar por esta causa,
Juntos podemos salvar milhões de vidas.

Diz aí motoqueiro, o que você vai fazer?
Vou seguir as leis de trânsito, pois quero viver.
Diz aí motoqueiro, o que você vai fazer?
Vou seguir as leis de trânsito, pois quero viver.

Ele vai dar mais atenção a sua segurança. (4 x)

Vem lutar por esta causa,
Juntos podemos salvar milhões de vidas.
Vem lutar por esta causa,
Juntos podemos salvar milhões de vidas.

Diz aí papai, o que você vai fazer?
Meu filho vai na cadeirinha pra se proteger.
Diz aí papai, o que você vai fazer?
Meu filho vai na cadeirinha pra se proteger.

Ele vai dar um bom exemplo para o seu filhinho. (4 x)

Vem lutar por esta causa,
Juntos podemos salvar milhões de vidas.
Vem lutar por esta causa,
Juntos podemos salvar milhões de vidas.

Diz aí patrão, o que você vai fazer?
A segurança do empregado, eu vou promover.
Diz aí patrão, o que você vai fazer?
A segurança do empregado, eu vou promover.

Ele vai dar mais segurança ao seu empregado. (4 x)

Vem lutar por esta causa,
Juntos podemos salvar milhões de vidas.
Vem lutar por esta causa,
Juntos podemos salvar milhões de vidas.

Diz aí professora, o que você vai fazer?
Vou ensinar aos meus alunos a se precaver.
Diz aí professora, o que você vai fazer?
Vou ensinar aos meus alunos a se precaver.

Ela vai ensinar trânsito, aos seus alunos. (4 x)

Vem lutar por esta causa,
Juntos podemos salvar milhões de vidas.
Vem lutar por esta causa,
Juntos podemos salvar milhões de vidas.

Diz aí Presidente, o que você vai fazer?
A segurança viária vou estabelecer.
Diz aí Presidenta, o que você vai fazer?
A segurança viária vou estabelecer.

Ela vai dar mais segurança para os brasileiros. (4x)


Vem lutar por esta causa,
Juntos podemos salvar milhões de vidas.
Vem lutar por esta causa,
Juntos podemos salvar milhões de vidas.


Diz aí pedestre, o que você vai fazer?

Vou andar com mais cuidado, vou me precaver.
Diz aí pedestre, o que você vai fazer?
Vou andar com mais cuidado, vou me precaver.

Ele vai tomar cuidado ao andar na rua. (4x)

Vem lutar por esta causa,
Juntos podemos salvar milhões de vidas.
Vem lutar por esta causa,
Juntos podemos salvar milhões de vidas.


Irene Rios

24 de mai de 2011

3º Prêmio CET de Educação de Trânsito

A Companhia de Engenharia de Tráfego – CET de São Paulo está realizando o 3º Prêmio CET de Educação de Trânsito, que tem por objetivo incentivar a reflexão, a criatividade e a produção de trabalhos voltados para a segurança no trânsito.

Participe

Poderão concorrer estudantes, educadores, condutores, terceira idade, empresas/entidades, empregados da CET e qualquer cidadão maior de 18 anos, que residam ou exerçam atividade profissional no Município de São Paulo.
 
São 14 categorias e os 3 primeiros lugares de cada categoria receberão respectivamente R$ 4.000,00, R$ 2.000,00 e R$ 1.000,00.
 
As inscrições deverão ser realizadas exclusivamente neste site no período de 27 de abril a 27 de junho de 2011 e os trabalhos deverão ser enviados pelo correio com data de postagem de 27 de abril a 28 de junho de 2011.

Todos os inscritos receberão por e-mail certificado de participação no Concurso.
 
Todos os premiados receberão um certificado com a classificação alcançada.
 
A escola, empresa, entidade ou instituição que encaminhar maior quantidade de trabalhos receberá certificado de Honra ao Mérito.

Resultados

O resultado e nome dos ganhadores serão divulgados no D.O.C. – Diário Oficial da Cidade de São Paulo e no site da CET, no dia 20 de agosto de 2011 e os vencedores serão informados via telefone ou e-mail.

Informações e Inscrições em: http://cetsp1.cetsp.com.br/PremioCET/default.aspx - Acesso em 24/05/2011.

Conversas sobre Mobilidade Urbana

23 de mai de 2011

Semana Nacional de Trânsito 2011



TEMA: Década de Ação pela Segurança no Trânsito 2011/2020: juntos, podemos salvar milhões de vidas.

A Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas, no dia 02 de março de 2010, proclamou oficialmente o período de 2011 a 2020 como a Década Mundial de Ação pela Segurança no Trânsito a fim de estimular esforços em todo o mundo para conter e reverter a tendência crescente de fatalidades e ferimentos graves em acidentes no trânsito no planeta.
A decisão de adoção de uma campanha decenal mundial teve origem em vários encontros internacionais e consagrou-se no I Congresso Mundial Ministerial de Segurança Viária, realizado em novembro de 2009 em Moscou, onde o Brasil se fez representar. 
Em resolução editada pela ONU, decidiu-se que a Organização Mundial de Saúde (OMS) juntamente com outros organismos internacionais, terão a missão de envidar esforços com o audacioso objetivo de reduzir pela metade o número de fatalidades no trânsito mundial. Atualmente, registram-se mais de 1 milhão e 300 mil mortes por ano e milhões de pessoas feridas, algumas incapacitadas permanentemente, atingindo de forma majoritária aquelas na faixa etária de 15 a 44 anos de idade, significativa parcela produtiva da sociedade.
De acordo com sucessivos relatórios da Organização Mundial de Saúde, as perdas provocadas pela violência do trânsito representam uma das maiores preocupações da entidade, caracterizando-se como um problema de saúde pública com proporções epidêmicas. Na avaliação da OMS, será necessário desenvolver e/ou reforçar as ações de prevenção dessa violência em pelo menos 178 países, onde os índices de morbimortalidade no trânsito estão acima do razoável. Segundo dados do Ministério da Saúde, o Brasil registra um índice de 18.9 fatalidades por grupo de 100 mil habitantes. Países líderes, alguns europeus e outros asiáticos, registram uma taxa de 5 mortes por 100 mil habitantes.
Naturalmente, a sociedade brasileira – na qualidade de vítima em potencial dessa violência - e muito especialmente a comunidade ligada às atividades de trânsito necessita que os Governos da União, dos Estados e dos Municípios acatem integralmente a decisão da ONU e as recomendações da OMS, implementando imediatamente um plano nacional para reforçar a segurança de trânsito no País.
Nesse sentido, o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) elegeu para a Semana Nacional de Trânsito o tema "Década de Ação pela Segurança no Trânsito 2011/2020: juntos, podemos salvar milhões de vidas.", cujos principais pilares a serem trabalhados são:
  • gestão nacional da segurança no trânsito;
  • infra-estrutura viária adequada;
  • segurança dos veículos;
  • comportamento e segurança dos usuários;
  • atendimento ao trauma, assistência pré hospitalar, hospitalar e à reabilitação;

Embora abrangente, o tema possibilitará que a sociedade civil organizada e  órgãos e entidades do SNT trabalhem de forma objetiva e eficaz atendendo as diversas demandas no sentido de promover a redução de acidentes.

Assim, desde já, espera-se que o tema eleito pelo Contran seja divulgado e trabalhado junto à sociedade.

 
ORLANDO MOREIRA DA SILVA
Presidente do Contran e Diretor do Denatran

Disponível em: http://www.denatran.gov.br/campanhas/semana/2011/snt2011.htm - Acesso em 23/05/2011.

Denatran lança curso virtual.

O Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) desenvolve, desde 2005, o Projeto Capacitação de Profissionais de Trânsito. Desde então, já foram capacitados em cursos presenciais 23.761 (vinte e três mil e setecentos e sessenta e um) profissionais que atuam nos órgãos e entidades do Sistema Nacional de Trânsito (SNT).
Como pode ser verificado, o referido projeto tem obtido grande êxito junto ao público-alvo. Para se ter ideia, em 2008, foram mais de 5.000 profissionais capacitados. Dos 921 municípios integrados ao SNT, participaram representantes de 567 municípios, perfazendo 61,5% do total integrado. Em 2009 foram mais de 6.000 profissionais capacitados, representantes de 549 dos 927 municípios integrados ao SNT, perfazendo 59,2% do total integrado.
Entretanto, apesar dos esforços empreendidos para realizar os cursos, é praticamente impossível atender a demanda atual dos 1.063 (um mil e sessenta e três) municípios integrados ao SNT. Isso porque este número tende a crescer, uma vez que a cada ano, em média, 74 municípios integram-se ao SNT.
Além disso, o Brasil possui dimensões continentais, dificultando o acesso aos municípios mais distantes. Portanto, é com grande entusiasmo que o Denatran dá início aos seus primeiros cursos a distância na Escola Virtual Denatran.
Serão oferecidos nesta primeira fase de amadurecimento da Escola dois cursos: Legislação de Trânsito e Gestão de Trânsito.
O curso Legislação de Trânsito será ofertado com um número de vagas limitado, 300 (trezentas) vagas, pois será um curso com tutoria, demandando um trabalho mais próximo aos participantes. No ambiente online o tutor é um mediador da aprendizagem, faz isso incentivando os alunos a explorarem o material a ser utilizado, mais profundamente, além de sanar possíveis dúvidas e mediar discussões. Este curso terá duração de seis semanas, perfazendo um total de 60h/a.
Se você quiser participar do curso Legislação de Trânsito faça sua inscrição aqui.
Já o curso Gestão de Trânsito será um curso sem tutoria, com vagas ilimitadas. Este curso estará aberto permanentemente na Escola Virtual Denatran. Em breve disponibilizaremos o link para inscrição neste curso.

Disponível em: http://www.denatran.gov.br/capacitacao/escola_virtual_intro.htm - Acesso em 23/05/2011

21 de mai de 2011

Comunicação e Trânsito

Sinalização e significado 

 


Conhecer, entender e respeitar a sinalização de trânsito são ingredientes básicos para a harmonia da convivência na via pública. A interpretação equivocada dos sinais pode remeter não só ao seu descumprimento, mas a um comportamento perigoso, que coloca em risco os outros usuários da via. Por isto a sinalização obedece a padrões internacionais, adaptados à legislação de cada país. Como a linguagem, entretanto, comporta significados diferentes, a depender do contexto em que é utilizada, não é raro nos depararmos com situações pitorescas, como a da foto acima, em que os ocupantes do veículo pensam ter obedecido à placa de indicação.


Quando você cruza os braços, levanta a sobrancelha, escreve uma carta, balança as mãos, fala, gesticula está interagindo com o mundo e com os demais a sua volta, isso é se comunicar.

A comunicação é essencial para a convivência humana. O trânsito não foge a essa regra, é um ambiente, onde pequenas falhas na comunicação podem trazer grandes conseqüências. Na crônica abaixo ,exemplifico alguns erros de comunicação relacionados ao trânsito.

Trocadilhos
           
Maurício estava inconformado. Foi sempre um cidadão honesto e agora estava numa delegacia, sendo acusado de tráfico de drogas. Uma senhora havia feito a denúncia. Os policiais procuraram em seu carro e em sua casa. Porém, não acharam nenhuma droga.

A senhora que fez a denúncia foi chamada à delegacia para confirmar sua acusação na frente de Maurício. O delegado perguntou a ela:

- É esse o indivíduo que você diz ser traficante?

- Ele mesmo delegado. Escutei quando ele disse que trabalhava para melhorar o tráfico.

Maurício, ao ouvir, apesar de sua situação, não conseguiu segurar o riso. Soltou uma gargalhada.

- Está rindo do que, cidadão?

- Desculpe. Mas é muito engraçado. Esta senhora deve ter me ouvido falar que trabalho para melhorar o tráfego. Minha função é essa. Sou engenheiro de tráfego, delegado.

O delegado ficou furioso com a responsável pela acusação e pediu mil desculpas para Maurício.

Trocadilhos iguais a esse são comuns no nosso dia-a-dia. Alguns acontecem com tanta freqüência que muitas vezes nem percebemos. A troca de faixa por pista, por exemplo. Ouvimos a toda hora pessoas falando que mudaram de pista, que preferem andar na pista da esquerda ou da direita. Parece normal. Até porque muitos desconhecem as nomenclaturas usadas no trânsito.

No entanto, amigos leitores, existe um trocadilho que dói ao ouvi-lo. E olha que já ouvi de muitas pessoas instruídas. Inclusive em telejornais. Tenho lido este trocadilho também em crônicas e em artigos.

Outro dia, num artigo, ele estava na seguinte frase: “Os pedestres devem andar na passarela para não correr risco de vida”.

O que esse escritor quis dizer?

É recomendável andar na passarela? Ou não? Eu prefiro evitar o risco de morte.


TIPOS DE LINGUAGEM

Linguagem Verbal

Há várias formas de comunicação. Quando o código usado é a palavra, oral ou escrita, dizemos que está sendo utilizado a linguagem verbal. Tal código está presente, quando falamos com alguém, quando lemos, quando escrevemos.
 
Linguagem Não Verbal


A Linguagem Não Verbal é aquela que utiliza outros códigos de comunicação, que não são as palavras, como:  as placas e sinais de trânsito, a linguagem de sinais, a linguagem corporal, uma imagem, a expressão facial e outros. 

FUNÇÕES DA LINGUAGEM

O ser humano, ao viver em conjunto, utiliza vários códigos para representar seus pensamentos, sentimentos, desejos e ações.

Para haver comunicação, alguns elementos são essenciais:

Emissor: é o que envia uma mensagem, o remetente. Pode ser uma pessoa, uma empresa, um canal de televisão, um site na internet e outros.

Mensagem: o que é transmitido, o conteúdo.

Receptor: é o destinatário da mensagem, para quem a mensagem foi enviada. Pode ser uma pessoa ou um grupo.

Código: meio pelo qual a mensagem é transmitida: fala, escrita, gestos, imagens.

Canal:
meio pelo qual a mensagem pode circular: TV, internet, rádio, jornal, revista, folheto, folder e o próprio ar.

Contexto: é a situação na qual emissor e receptor estão inseridos.

Através desses pontos apresentados acima, a linguagem irá adquirir diversas funções: a de emocionar, informar, persuadir, fazer refletir, dentre outras.

1) Função Referencial ou Denotativa

Transmite informações reais, fatos e circunstâncias. É a linguagem característica das notícias de jornal, do discurso científico e de qualquer exposição de conceitos. Coloca em evidência o assunto ao qual a mensagem se refere.

No dia 11 de maio de 2011, foi lançada em vários países do mundo, A Década de Ações para a Segurança no Trânsito, 2011-2020, cujo objetivo é reduzir em 50% as vítimas da violência viária.

2) Função Expressiva ou Emotiva

Está focada no emissor, reflete seu estado de ânimo, seus sentimentos e emoções. Pode vir acompanhada de interjeições e de alguns sinais de pontuação, como as reticências e o ponto de exclamação.

Ainda lembro da criança pedindo aos prantos à mãe morta, caída no asfalto, atropelada:
- Acorda mãe! Acorda! Vamos pra casa!
Por que fui berber e dirigir?

3) Função Apelativa ou Conativa

Seu objetivo é influenciar o receptor ou destinatário, com a intenção de convencê-lo de algo ou dar-lhe ordens. É comum o uso de vocativos e verbos no imperativo. É a linguagem usada nas propagandas, nos discursos e nos sermões.

Previna-se! Use o cinto de segurança nos bancos da frente e de trás do automóvel!

4) Função Poética

É aquela que põe em evidência a forma da mensagem. O escritor, procura fugir das formas habituais de expressão, buscando deixar mais bonito o seu texto. Embora seja própria da obra literária, a função poética não é exclusiva da poesia nem da literatura em geral, pois se encontra com frequência nas expressões cotidianas de valor metafórico e na publicidade. 

           Motorista obedeça
           Sempre a sinalização,
Para não perder o controle
Do seu carro e condução.

5) Função Fática

Focada no canal, tem por finalidade estabelecer, prolongar ou interromper a comunicação. Aparece geralmente em expressões que confirmam que alguém está ouvindo ou está sendo ouvido: sim, sem dúvida, claro, não é mesmo? entende? Ou nas fórmulas de cumprimento: Bom dia! Tudo bem?

6) Função Metalinguística

 Ocorre quando o emissor explica um código usando o próprio código. É um texto que comenta outro texto. As gramáticas e os dicionários são exemplos de metalinguagem.

           
Sinalização de trânsito explicando a sinalização de trânsito.

Em um mesmo texto, ou campanha educativa de trânsito, podem aparecer várias funções da linguagem. Porém, geralmente há uma que é predominante.

Irene Rios

16 de mai de 2011

Finalmente, ao menos uma luz amarela!

Celso Franco

Finalmente as entidades mundiais, como ONU e Organização Mundial de Saúde, responsáveis pelo bem-estar do ser humano, resolveram agir. Está instituída a Década da Segurança no Trânsito, a fim de diminuir o número assustador de mortos nos acidentes, principalmente no Terceiro Mundo. Tentam, desta forma, minorar o quadro macabro que faz do trânsito, segundo a própria ONU, o segundo maior problema mundial, só superado pela manutenção da paz. O nosso Ministério da Saúde o considera a segunda “causa mortis” do brasileiro, atrás apenas dos acidentes cardíacos.

Desde 1969, quando na Direção do DETRAN GB, criei a Seção de Pesquisa, Análise e Divulgação para o controle estatístico e a devida análise e divulgação dos acidentes de trânsito ocorridos na cidade, preocupo-me com este problema. Ainda naquele ano, foi publicado um folheto intitulado “O livro negro do trânsito”, que mostrava uma verdadeira radiografia dos acidentes ocorridos naquele ano. Foi o primeiro e único na história do DETRAN e, após minha saída, a seção foi extinta. Continuei minha luta,  escrevendo no JB e publicando livros. Cheguei a produzir um projeto  para a segurança do trânsito nas estradas, onde ocorre a maioria dos acidentes fatais, com o título “Programa de Segurança nas estradas apresentando fatos” que consistia, em sua essência, mostrar nas pistas de rolamento o tipo de acidente que ali havia ocorrido, com o propósito de despertar o motorista para o fato de que ele está correndo perigo de vida. O projeto se baseia no que aprendi no Road Research Laboratory, próximo a Londres, e que possui um acervo notável sobre como combater este mal. Escusado é dizer que ninguém se interessou por esta iniciativa de caráter humanitário. Vejo, esperançoso, esta campanha mundial, agora iniciada com a iluminação amarela, cor da atenção, nos principais monumentos do mundo. Espero que não fique só nisso. Que se combatam as causas, sendo que a principal é o sentimento de imortalidade do motorista, tão bem definido, no livro clássico de Paul Guinard: “Les choses de la vie” publicado e premiado na França, em 1968, em que descreve um acidente fatal, narrado pelo condutor do carro acidentado, um MG, com todos os terríveis detalhes até o momento em que ele morre. Termina o livro de maneira notável com a frase genial: “Não se preocupe o leitor com o que acabou de ler neste livro. São os outros que morrem em acidentes de trânsito. Você é imortal”. Desejo que o Governo Federal encarregue profissionais do ramo para executar esta iniciativa mundial e, humildemente, sugiro como “slogan” parte da frase final do livro de Paul Guinard: “Não se preocupe, são os outros que morrem em acidentes de trânsito”.

Detran promove encontro para discutir ações de educação no trânsito.

 
O Departamento Estadual de Trânsito do Amazonas (Detran-AM) realizou, nesta segunda-feira (09), o “I Fórum de Educação para o Trânsito do Amazonas”. O objetivo do evento foi promover o debate sobre as medidas que podem gerar melhorias nas condições do trânsito, com foco na educação do cidadão, a fim de contribuir para a redução dos índices de acidentes na capital e no interior, uma vez que a maioria deles é causada por negligência do condutor. Cerca de 600 pessoas participaram do Fórum, entre instrutores de auto-escolas, educadores e agentes de trânsito. O evento começou às 9h e encerrou às 18h.
 
O encontro foi promovido em parceria com o Sindicato dos Centros de Formação de Condutores do Amazonas e faz parte do plano de ações desenvolvido pelo Governo do Estado, em conformidade com os objetivos da Década Mundial de Ações de Segurança no Trânsito (2011-2020), coordenada Organização das Nações Unidas (ONU) e Organização Mundial de Saúde (OMS) e cujo marco inicial é o dia 11 de maio. A mobilização conta com a participação de 159 países, incluindo o Brasil.
 
A diretora-presidente do Detran-AM, Mônica Melo, ressaltou que as discussões atualizaram o conhecimento dos profissionais da área sobre a Política Nacional de Trânsito e temas correlatos, mas ressaltaram, sobretudo, a importância do papel dos educadores da área quanto à orientação do condutor visando à criação de um trânsito humanizado. “A maioria das ocorrências que resultam em morte está relacionada à negligência do condutor. Por isso, é fundamental intensificar as ações educativas, pois é através desta prática que se consolida o respeito à vida e também incentivamos a convivência social comprometida com o direito de todos”, frisou.
 
Mônica Melo salientou que o Amazonas e o Brasil, de maneira geral, tem a difícil meta de reduzir em 50% o número de mortes no trânsito até 2020. A meta foi estabelecida pela ONU e OMS. “No nosso Estado, 300 pessoas são vítimas fatais de acidentes de trânsito, anualmente. No Brasil, são 300 mil mortes por ano. Considero essa estatística uma verdadeira chacina. O trânsito brasileiro mata mais que as guerras internacionais”, afirma.
 
De acordo com a coordenadora de Educação para o Trânsito do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), Rita de Cássia Cunha, o convite do evento é para que os instrutores assumam o papel de educadores. “Tive a oportunidade de verificar que são poucos profissionais que realmente atuam com a preocupação de tratar o trânsito como um ambiente social, em que as pessoas precisam se respeitar e saber conviver de forma harmônica”, observa. Para a coordenadora, que ministrou a palestra de abertura do evento, as condições de melhorias no trânsito dependem da integração do processo educativo dos condutores e também da fiscalização nas ruas por parte dos órgãos controladores, na esfera estadual e municipal.
 
Na opinião do instrutor de auto-escola, Alex de Jesus, 28 anos, o Fórum é uma oportunidade de reciclagem, mas também de trocar idéias entre os colegas de profissão sobre a necessidade de incentivar os alunos a adotar medidas preventivas contra acidentes, praticando, por exemplo, direção defensiva. “Às vezes, o condutor quer disputar espaço com um que está mais apressado ao invés de simplesmente dar passagem e evitar um incidente. É importante alertar o aluno que é melhor preservar a vida, em qualquer situação e, além disso, adotar ações cotidianas como respeitar o pedestre, obedecer à sinalização, entre outras normas simples que podem garantir a segurança de todos. O fundamental é dirigir sem oferecer riscos a ele mesmo e a outros”, reforça.
 
Estiveram presentes no evento autoridades ligadas ao tema, como o presidente do Instituto Brasileiro de Segurança no Trânsito, David Lima, o presidente da Federação Nacional das Auto-Escolas (Feneauto), Magnelson Carlos Souza, o secretário de Estado de Segurança Pública do Amazonas, Zulmar Pimentel, o representante da Câmara Municipal de Manaus, Ademar Bandeira, o presidente do Sindicado dos Centros de Formação de Condutores do Amazonas (SindCFC-AM), Raimundo Macena, entre outros especialistas e representantes de entidades locais.
 
 Disponível em: http://www.detran.am.gov.br/?area=noticia&cod=139 - Acesso em 16/05/2011

15 de mai de 2011

Teste mostra quem respeita as faixas de pedestres nas grandes capitais

A tensão é total nas ruas de Manaus, Rio e São Paulo. Florianópolis e Brasília estão entre as poucas exceções. E SP quer ir pelo mesmo caminho. O próximo passo será apertar o cerco com as multas.

O Fantástico deste domingo (15) mostrou flagrantes impressionantes da guerra no trânsito. Na semana em que a maior cidade do país lança o programa “Respeito ao Pedestre”, nós fazemos o teste da faixa. Quem respeita e quem passa a toda velocidade?

Na Zona Leste de São Paulo, às 16h, uma mãe parada na faixa tenta aflita atravessar a rua com o filho de apenas 1 ano. Passam três carros e, finalmente, vem um respiro. Mas falta coragem. São mais carros e motos. A mãe conta que às vezes leva 10 minutos para atravessar.

Imagens de câmeras de segurança na Grande São Paulo mostram o risco dos pedestres, mesmo atravessando na faixa. Só na capital paulista, 630 pessoas morreram atropeladas em 2010. Isso representa quase metade do total de mortes por acidentes de trânsito na cidade.

Em frente a uma estação de trem, por onde passam milhares de passageiros todos os dias, a repórter tenta saber qual é a experiência que têm esses passageiros? O Fantástico foi a outras quatro capitais brasileiras. A tensão é total nas ruas de Manaus e do Rio.

“Não respeitam a faixa de pedestre. Passam direto, avançam e ainda xingam. Mandam tomar lá, tomar cá. O dia todo é isso, ninguém respeita ninguém”, comenta o vendedor ambulante Leandro Mangia.

“Eu tenho que aguardar a melhor oportunidade que eu acho para passar e corro”, diz um homem em Manaus.

Florianópolis e Brasília estão entre as poucas exceções. Nessas cidades, o respeito é maior. Uma campanha lançada em 1997 no Distrito Federal reduziu em 30% as mortes no trânsito.

“Na época, poucos acreditavam que pudesse dar certo. Hoje, nós estamos vendo os resultados”, comemora Renato Azevedo, ex- comandante do Batalhão de Trânsito de Brasília.

São Paulo quer ir pelo mesmo caminho. O próximo passo será apertar o cerco com as multas. O Código de Trânsito diz que o pedestre tem sempre a preferência quando estiver atravessando a rua. No semáforo, ele deve esperar até que o sinal feche para os carros. Onde existe apenas a faixa, o motorista é obrigado a parar. O desrespeito à lei é falta gravíssima, sujeita a sete pontos na carteira e multa de R$ 191,54.

Dois dias depois do lançamento da campanha, a equipe de reportagem do Fantástico foi à região da Sé, no Centro de São Paulo. Com Luiz Carlos, representante da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), a equipe atravessou a faixa de pedestres algumas vezes. Luiz quase é atropelado.

“Viu como eles ameaçam e como eles entram em velocidade?”, se assusta Luiz Carlos Néspoli, gerente de Educação da CET/SP.

O representante da CET nota como será difícil educar motoristas. “Hoje é temerário, porque a cultura do motorista é essa: de avançar e de ver em você, talvez, o inimigo”, comenta.

É difícil educar também os pedestres. “Um senhor está no lugar errado. Ele não deveria estar atravessando. Ele também precisa aprender isso”, aponta Luiz Carlos.

O desrespeito não é só no Brasil. Em Nova York, por exemplo, os pedestres abusam. Por lei, eles têm a preferência, mas os pedestres andam no meio da rua e atravessam em qualquer lugar. Em Paris, os pedestres lotam as ruas. Os carros reduzem a velocidade, mas nem sempre param e é preciso andar no meio deles.

E quando o pedestre está totalmente errado? De volta ao Brasil, um sequência esquisita foi gravada na Grande São Paulo: uma moça atravessa. O carro para antes da faixa e nem encosta nela, mas a mulher se joga no chão. Faz drama, arma uma cena e ainda atrapalha o trânsito. Outro erro: os pedestres ignoram a passarela, que está a poucos metros.

Para a Associação Brasileira de Pedestres, isso só piora a agressividade nas ruas. “É uma perturbação perigosa, principalmente quando tem várias pessoas envolvidas, porque acaba gerando uma espécie de bagunça. E a bagunça onde tem gente motorizada, quem leva a pior? É quem está só com a roupinha no corpo. Em uma avenida de trânsito intenso, veículos andando a 60 ou mais quilômetros por hora - normalmente brasileiro não respeita o limite certinho , ele vai um pouquinho mais - é mortal”, afirma o presidente da Associação Brasileira de Pedestres, Eduardo Daros.

É o que diz um estudo internacional. O impacto de um carro em alta velocidade é tão intenso que uma pessoa atropelada a 50 quilômetros por hora tem só 15% de chance de sobreviver. Se a velocidade chegar a 70 quilômetros, dificilmente a vítima resiste.

Aos 17 anos, Priscila foi atropelada por um ônibus em alta velocidade. Ela estava na faixa de pedestres. “Quando ela estava atravessando na faixa, um micro-ônibus passou e a jogou longe”, conta a tia de Priscila, Cláudia Gomes.

A jovem teve traumatismo craniano. Passou quase dois anos em coma. “Paciente que é sujeito ao trauma de crânio pode apresentar essas complicações que dificultam muito sua reinserção na sociedade”, afirma Marcelo Ares, gerente médico de reabilitação da AACD.

Priscila não se lembra do acidente. Perdeu 90% da visão e não anda. O motorista que a atropelou foi condenado a penas alternativas. “Eu acho que o ser humano precisava se conscientizar”, opina a tia da vítima.

A conscientização parece ser um caminho. Afinal, ninguém mais quer ver o trânsito produzir vítimas.

“Você adquire um hábito repetindo, praticando, praticando e praticando. É um processo. Toma consciência, aprende a fazer o certo e repete, repete, repete até se tornar um hábito, como foi o cinto de segurança, por exemplo”, associa Luiz Carlos, representante da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET).

Disponível em: http://fantastico.globo.com/Jornalismo/FANT/0,,MUL1662108-15605,00-TESTE+MOSTRA+QUEM+RESPEITA+AS+FAIXAS+DE+PEDESTRES+NAS+GRANDES+CAPITAIS.html Acesso em 15/05/2011.

Descrevo as dificuldades dos pedestres para atravessar as ruas, na crônica a seguir:


Travessia arriscada


Atravessar a rua em nossas cidades é um desafio. Em determinados lugares, é preciso fazer uma grande caminhada até encontrar uma faixa de pedestre ou uma passarela. Após encontrar a tal faixa, para atravessar, tem que esperar, esperar e esperar.

Sinto isso na própria pele. Quando saio da universidade, preciso atravessar uma pista de mão dupla, com quatro faixas. Caminho até a faixa de pedestre e paro, aguardando a boa educação dos condutores. Depois de alguns minutos, alguém resolve parar, geralmente é um homem que aproveita para dizer alguma “gracinha”.

Mesmo vendo que o motorista de uma das faixas parou, só arrisco a travessia quando tenho certeza de que o condutor da faixa ao lado também está com o veículo parado. Muitos pedestres são atropelados porque não tomam tal precaução, ou seja, se precipitam e são atingidos pelos veículos da outra faixa.

Atravesso até o centro da pista, pois geralmente os condutores das faixas contrárias não pararam. Fico ali sem me mover, feito uma estátua, com veículos passando pelos dois lados. Passam tão perto que posso sentir o vento provocado por eles em meu corpo. Estico o corpo o quanto posso, permanecendo em posição de sentido. Coloco o quadril bem para frente, com receio de que seja atingido por algum dos veículos. Nesse momento, agradeço por não ser obesa.

Por incrível que pareça, muitos motoristas, mesmo percebendo a minha condição de perigo, seguem em frente sem dar a mínima importância.

Enfim, quando eles resolvem parar, termino a travessia. Chegar ao outro lado da rua é uma conquista. Dá uma sensação de alívio e de vitória ao mesmo tempo.

Irene Rios