Cadastre seu e-mail para receber as atualizações deste blog.

incluir retirar

27 de set de 2010

Semana tem campanhas por mais segurança no trânsito e menor volume de veículos nas ruas

Marcada esse ano por campanhas a favor do uso do cinto de segurança e da cadeirinha para o transporte de crianças, a Semana Nacional de Trânsito, de 18 a 25 de setembro, dividiu atenções nos últimos dias com mais uma edição do Dia Mundial sem Carro, nesta quarta-feira (22). Enquanto a campanha tradicionalmente valoriza aspectos que contribuem para a segurança no trânsito, o segundo evento tem como objetivo incentivar a população a reduzir a utilização do automóvel, um meio para amenizar a poluição e melhorar a qualidade de vida nas cidades.
Do ponto de vista da segurança, os dados disponíveis mostram que, além de aperfeiçoamentos na legislação, objetivo de projetos de lei que tramitam no Senado, o Brasil precisa de fato perseverar com as campanhas de conscientização. Quase 40 mil brasileiros perdem a vida a cada ano em decorrência de acidentes de trânsito. Esses são os números referentes a 2008, últimos dados sistematizados pelo Ministério da Saúde, por meio do Datasus, a partir dos registros sobre óbitos nos hospitais do país. De modo geral, os acidentes acontecem porque os motoristas dirigem em alta velocidade e sem respeitar a sinalização de trânsito. Em muitos casos, os condutores assumem ainda o risco de dirigir após ingerir bebida alcoólica. O resultado disso aparece nas estatísticas das vítimas fatais, sem contar as que ficam marcadas por sequelas de diferentes graus, inclusive problemas definitivos de mobilidade que obrigam ao uso de cadeiras de roda. Cinto salva vidas Considerado relevante para a segurança do trânsito, o uso do cinto pelo condutor e pelo passageiro do banco dianteiro reduz em 50% o risco de morte em uma colisão de trânsito. O percentual é divulgado pelo Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), junto com a informação de que 88% dos ocupantes dos bancos dianteiros de veículos automotores utilizam esse equipamento, mas apenas 11% dos passageiros do banco traseiro adotam o mesmo procedimento. Numa das linhas adotadas esse ano, a campanha da atual Semana Nacional do Trânsito busca exatamente conscientizar os passageiros do banco traseiro para a necessidade do uso do cinto. É um cuidado para sua segurança e, ainda, para o próprio motorista e o ocupante do banco do carona, muitas vezes imprensados, nos acidentes, pelo impacto do deslocamento do corpo dos que vão atrás, sem o cinto. A atual campanha elegeu ainda o estímulo ao uso das cadeirinhas especificamente fabricadas para o transporte de crianças. Como esclarece o diretor do Denatran, Alfredo Peres da Silva, em texto alusivo à campanha, o uso do cinto de segurança não é a forma mais segura para o transporte de crianças em veículos, pois foi desenvolvido para pessoas com no mínimo 1,45 metro de altura. Por isso, seria indispensável o uso de um dispositivo de retenção adequado às condições da criança. A depender da idade, o dispositivo indicado poderá ser o bebê conforto, a própria cadeirinha ou o assento de elevação. Segundo Alfredo Peres da Silva, o correto uso desses equipamentos pode diminuir drasticamente as chances de lesões graves ou de mortes no caso de uma colisão. Ele destaca que, em 2008, foram registradas 22.472 vítimas não fatais de acidentes de trânsito com idade entre 0 e 12 anos de idade. Na mesma faixa etária, outras 802 morreram. Passeios ciclísticos A mobilização do Dia Mundial sem Carro contou com a participação de cidades brasileiras como Rio de Janeiro, Florianópolis, Porto Alegre, Belo Horizonte e Niterói. Os cidadãos foram estimulados a abrir mão do carro individual em favor de meios de transporte público como metrô, ônibus e trens, além de meios alternativos como as bicicletas ou o sistema de carona. Os eventos de maior apelo foram os passeios ciclísticos. O Dia Mundial Sem Carro foi instituído na França na década de 90, com o objetivo de conscientizar e incentivar a diminuição do uso de automóveis para reduzir as emissões de gás carbônico. Se a idéia original foi reduzir as emissões de poluentes causadores dos gases de efeito estufa, os urbanistas passaram a oferecer outros motivos para a revisão do modelo de circulação baseado no automóvel de uso individual, como o alto custo e o limite físico de expansão dos sistemas viários para comportar o crescente volume de tráfego.
Gorette Brandão / Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado) Fonte: http://www.senado.gov.br/noticias/verNoticia.aspx?codNoticia=104470&codAplicativo=2 - acesso em 27/09/2010

Nenhum comentário:

Postar um comentário