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26 de nov de 2009

Um quarto dos pedestres ainda prefere correr risco

EDUCAÇÃO NO TRÂNSITO
26/11/2009 N° 11795 Na Rua Antônio da Veiga, com cerca no canteiro e faixa de pedestre desativada, passarela é ignorada BLUMENAU - Primeiro foi a instalação de uma cerca no canteiro que divide a rua. Depois veio a desativação da faixa de segurança. Mesmo com os bloqueios, pedestres insistem em ignorar a passarela instalada na Rua Antônio da Veiga, em frente ao Campus 1 da Furb. Durante uma hora, das 18h15min às 19h15min de terça-feira, o Santa acompanhou a travessia. Dos 422 pedestres que cruzaram a rua, 99 evitaram a passarela quase um quarto das pessoas observadas pela reportagem. Com a faixa desativada, ainda há uma minoria de homens e mulheres que driblam a segurança e recorrem a outros pontos da via para atravessar. Caminhando sem pressa, uma pessoa leva, em média, 1min40seg para atravessar os 150 metros de passarela (60 metros cada rampa e 30 metros sobre a rua). Para especialistas, o problema não está na estrutura do local e sim na falta de conscientização da comunidade. Apesar de pedestres reclamarem que o trajeto da passarela é longo, a urbanista e professora da Furb Sandra Momm Schult afirma que as rampas nas laterais são necessárias para a acessibilidade. Segundo ela, poderia haver uma escada também. No entanto, completa a especialista, subir os degraus é mais difícil e cansativo do que caminhar por uma rampa: – De um modo geral, a passarela como solução para passagem de pedestres nunca é favorável porque aumenta o percurso, mas isso é uma questão cultural. As pessoas preferem ir pelo caminho mais curto. O ideal é que se trabalhe educação no trânsito. O gerente da Escola Pública de Trânsito, Delcio Dallagnolo, afirma que palestras sobre equipamentos de segurança no trânsito são feitas em escolas e empresas com frequência. Para ele, o problema não é a falta de orientação ou sinalização: – As pessoas sabem que devem usar a passarela, mas para se arriscar usam desculpas como pressa e facilidade. O que falta é a consciência de que aquilo é um equipamento de segurança para o pedestre. No começo do mês, a Secretaria de Serviços Urbanos instalou uma cerca no canteiro central e placas nas calçadas para indicar que a faixa de segurança embaixo da passarela está desativada. Segundo o diretor Valdecir Dutra, foi uma medida drástica, mas a única encontrada para deixar claro que a travessia deve ser feita pela passarela. – Hoje está bem claro, com todas as sinalizações, que o pedestre tem que usar a passarela. Qualquer pessoa que for atropelada ali, vai ser culpa dela – completa Dutra. daniela.pereira@santa.com.br isabela.kiesel@santa.com.br DANIELA PEREIRA E ISABELA KIESEL Fonte: http://www.clicrbs.com.br/jsc/sc/impressa/4,186,2728847,13599 (acesso em 26/11/09)

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