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21 de nov de 2009

“Mortes no trânsito já representam a quinta pandemia mundial”, afirma deputado

20.11.2009 No último domingo (15), celebrou-se o Dia Mundial em Memória das Vítimas de Trânsito. A data foi criada em 2005 pela ONU como uma tentativa de mobilizar a sociedade contra o crescimento das mortes no trânsito. Para o deputado Beto Albuquerque (PSB-RS), presidente da Frente Parlamentar em Defesa do Trânsito Seguro, o dia funciona como um alerta. “As mortes no trânsito já representam a quinta pandemia mundial”, diz. Ele ressalta que o Brasil é um dos cinco países com maior número de vítimas da violência sobre rodas, contabilizando 100 óbitos por dia. Leia a íntegra da entrevista. 1. Qual é a importância dessa data instituída pela ONU? Funciona como um alerta mundial? Sim, é um alerta, um sinal vermelho aceso em todo o mundo. Afinal, as mortes no trânsito já representam a quinta pandemia mundial e, se nada for feito, em 15 anos será a segunda. Está na hora de começarmos a contar as vidas que podemos salvar todos os dias mundo afora. No Brasil, a violência no trânsito é hoje uma das maiores causas de morte. Ela mata 100 brasileiros todos os dias, impõe anualmente a perda de 35 mil vidas nos acidentes, a um custo ao redor de 25 bilhões de reais todos os anos à rede pública de saúde. Então, falamos de um segmento gravíssimo que destrói famílias, que dilacera vidas e que causa prejuízos seriíssimos no setor de saúde, que acaba gastando muito para atender ao flagelo do trânsito, não tendo recursos suficientes para o tratamento de outras doenças. 2. O que deveria ser feito para reduzir o número de acidentes no país? Temos que estar sempre preocupados e atualizando a legislação. É isso o que estamos fazendo, criando projetos de lei que vão revisar o código, atualizar, inclusive, infrações, e melhorar os artigos que causam dúvidas interpretativas na sua aplicação. Estamos trabalhando inclusive do ponto de vista penal, para que os crimes cometidos no trânsito passem a ser passíveis de reclusão em regime fechado. Porque são muitas mortes e poucos são os responsáveis. No Brasil, tem muita gente que acha que quando é multado é vítima quando, na verdade, a sociedade brasileira é vítima de uma política permanente de irresponsabilidade no trânsito, de pessoas que não cumprem a lei e as regras. 3. Em termos de políticas e legislação de trânsito, em que situação se encontra o Brasil na comparação com outros países? Temos uma boa legislação, mas leis só são eficazes se houver uma rotina permanente de fiscalização. Mesmo na Semana Nacional do Trânsito deste ano eu diria que, na média, as polícias do Brasil e a própria polícia rodoviária federal não atuaram como deveriam. Esse afrouxamento leva à impunidade, então nós temos que melhorar muito esse tipo de prática de abordagem. Ao contrário do Brasil, como regra, o sucesso das políticas em outros países acontece porque há regras claras, firme atuação governamental, consciência da maioria dos cidadãos e fiscalização permanente. Aqui, legislação nós já temos, falta avançar no restante. 4. O que é mais importante para consolidar o respeito ás leis de trânsito? Fundamentalmente, um processo permanente de educação. No Brasil, o recurso proveniente das multas não é revertido para a educação, o que é lastimável. Queremos transformar essa prática em crime de responsabilidade. Já existe um projeto nesse sentido, que eu apresentei. Esse é um item que tem de ser urgentemente alterado. Dinheiro de multa tem que ser investido para proteger as pessoas, para educá-las no sentido de salvar vidas no trânsito. Assessoria de Comunicação da Abert Fonte: http://www.abert.org.br/novosite/abert_informa/abert_informa_detalhe.cfm?cod=0DF9EFD1-3048-8732-6038584D06FB8A67 (acesso em 21/11/09)

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