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17 de nov de 2009

Câmeras flagram imprudência no trânsito do país

Por que muitas vezes o motorista habilitado não segue as leis de trânsito? Faça o teste e descubra se você também é um mau motorista. Por que o brasileiro dirige tão mal? A imprudência registrada por todos os ângulos. Os flagrantes são das câmeras que monitoram ruas e estradas brasileiras. Resgate: a primeira informação nossa é que no 16 da Bandeirantes, sentido capital interior, pista norte, tem um acidente. É uma queda de moto, são duas vítimas. Ele passou que as vítimas estão na faixa dois e três, a contagem é da esquerda para direita. Por gentileza, verificar com o resgate uma prévia do estado das vítimas. Supervisora da Autoban: Nosso tempo médio de chegada da viatura de resgate atualmente está em sete minutos. O socorro pode chegar rápido. Mas ainda não consegue evitar uma tragédia nacional: O trânsito no Brasil mata cerca de 40 mil pessoas a cada ano. São quase cinco mortes por hora. “O fator humano é a grande causa de acidentes”, declara a supervisora da Autoban. “A vítima não foi só meu pai. A vítima fui eu, foram meus irmãos, minhas filhas, as netas”, lamenta o filho de uma vítima. O pai de César teve o carro, parado, atingido por outro. As primas, os amigos, todos eles sofrem alguma coisa em relação ao acidente. VOCÊ É UM BOM MOTORISTA? CONHECE AS LEIS DE TRÂNSITO? FAÇA O TESTE. O filho de Fernando era passageiro num carro que capotou. “Está se aproximando o Natal. Hoje é o dia mundial em homenagem às vitimas do transito”. O filho de Ana foi atropelado: “Hoje completam três anos que o meu filho morreu. O meu Natal vai ser sem ele. É só isso que eu posso dizer”. “A culpa do que aconteceu comigo foi exclusivamente minha, de mais ninguém”, confirma Bruno, que bateu, de moto, em um caminhão. “Não ter dormido. Ter bebido. Inconsequência total”. Por que o motorista habilitado, que é obrigado a conhecer a lei, não segue as regras? Nas ruas, o brasileiro pode até ser um pedestre distraído, que corre riscos, mas raramente é agressivo. Já quando pega o volante de um carro passa por uma transformação. Muitos se tornam mal humorados, impacientes, raivosos até. Quem é assim se sente mais importante, com mais direitos do que o carro ao lado. Dirige como se, simplesmente, não houvesse mais ninguém à sua frente. O problema é que há, e não são poucos, já temos 45 milhões de motoristas. No mínimo, por educação, e porque manda a lei, todos deveriam entender que são iguais na hora de dividir esse espaço que é público. O motorista faz meia-volta na entrada do túnel sob a Avenida Paulista, em São Paulo. Não é difícil imaginar o que vai acontecer. Em outra avenida, o sinal está fechado para os carros. O pedestre parece invisível. “Os outros são invisíveis no Brasil. Você não é treinado em casa e nem nas escolas para ver o outro colega como um companheiro, como um cocidadão, um sujeito que tem os mesmo direitos de usufruir daquele espaço que é um espaço de todos. Para nós é o contrário. O espaço de todos pertence a quem ocupar esse espaço primeiro com mais agressividade”, explica Roberto da Matta. O antropólogo Roberto da Matta estudou o comportamento dos motoristas brasileiros e diz que reproduzimos no trânsito uma herança de quando o Brasil ainda era colônia. “Os símbolos aristocráticos de superioridade e inferioridade são fundamentais. Não olhamos para o lado a não ser quando somos obrigados e olhamos de má vontade. Exatamente como os motoristas quando param no sinal, que tem um cara na sua frente que está te atrapalhando, obviamente. Um cara que está atrás, que está te atrapalhando, também porque a leitura que você faz dele é que ele quer passar por cima de você, e efetivamente, às vezes ele quer”, diz o antropólogo Roberto da Matta. Resgate: O amarelo é suspeita de clavícula lado direito. A dificuldade maior está sendo chegar no acidente, pela quantidade de veiculo que não dá passagem.
Motorista envolvido: Quando eu vi que a moto caiu na minha rente eu tive reflexo de jogar pra esquerda e o carona dele falou que estava com o pneu estourado, falou para ele reduzir e ele continuou pisando. Testes feitos por empresas internacionais de segurança revelam consequências da imprudência dos motoristas. Dependendo do impacto, é impossível sobreviver. Quando um carro capotou em uma avenida no Rio de Janeiro, três jovens morreram. Um deles era o filho do engenheiro Fernando Diniz. Fabrício tinha 20 anos e estava no carro de um amigo, que segundo testemunhas dirigia em alta velocidade. O amigo sobreviveu. Pelo Código Nacional de Trânsito, quem se envolve sem intenção em um acidente com morte pode ser preso por, no máximo, quatro anos. Geralmente a condenação é substituída por penas alternativas. “Ninguém sai de casa dizendo 'hoje eu vou matar uma pessoa no transito'. Mas ela conhece o código, conhece todos os riscos e ela assume, então ela tem que pagar na forma da lei. Vamos fazer a diferença entre acidentes de transito, que são fatalidades, e ocorrência de trânsito que são ações deliberadas de motoristas com a conduta irresponsável no trânsito”, diz o pai da vítima. Brasília tem um dos poucos tribunais especializados em delitos de trânsito. A promotora Laura Beatriz Rito concorda que é preciso punir com mais rigor os casos mais graves: ”Está envolvido o álcool, está envolvido a droga, está o racha, está a velocidade exacerbada, então, acho que essas tragédias têm que ser apenadas com uma forma mais rigorosa. Aí eu acho que se justificaria pena de prisão”. O Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) diz que uma das prioridades é a distribuição de material didático nas escolas para investir no motorista do futuro: “É a única maneira de alcançarmos sucesso que temos na área ambiental. Crianças mais conscientes em preservar o meio ambiente”, compara. Hoje, com a guerra em nossas ruas parecendo perdida, a imprudência pode atropelar qualquer um. Dois motociclistas escaparam da morte, e, talvez, até agora não saibam. Bom seria não depender da sorte para sair ileso do trânsito brasileiro. Fonte: http://fantastico.globo.com/Jornalismo/FANT/0,,MUL1380094-15605,00-CAMERAS+FLAGRAM+IMPRUDENCIA+NO+TRANSITO+DO+PAIS.html (acesso em 17/11/09)

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