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28 de nov de 2009

Educadores serão capacitados pela Seduc em educação para o trânsito

Sábado , 28 de Novembro de 2009 - 10:00 A Secretaria de Estado da Educação (Seduc) por meio da Gerência de Educação (GE) e Programa de Desenvolvimento do Ensino Fundamental (Prodef) realiza a 2ª e 3ª Etapas da I Formação para Educadores em Educação para o Trânsito. A 2ª Etapa acontecerá na segunda (30 de novembro) e na terça-feira (1º de dezembro). Para a 3ª Etapa está reservada a quarta e quinta-feira (2 e 3 de dezembro). A formação será ministrada no Rondon Palace Hotel, em Porto Velho. Nas duas etapas, os trabalhos serão desenvolvidos das 8:00 às 18:00 horas. O público alvo será formado por professores, supervisores e coordenadores pedagógicos das Representações de Ensino (REN’s) da rede pública estadual de ensino, perfazendo um total de quatrocentos (400) participantes – 200 em cada etapa. Participam da 2ª Etapa os municípios de Ariquemes, Buritis, Machadinho, Monte Negro, Jaru, Vale do Anari, Mirante da Serra, Ouro Preto do Oeste, Alvorada do Oeste, Ji-Paraná, Presidente Médici e Urupá. Na 3ª Etapa estarão presentes as cidades de Cacoal, Espigão do Oeste, Pimenta Bueno, Cabixi, Cerejeiras, Colorado do Oeste, Novo Horizonte do Oeste, Rolim de Moura, Santa Luzia do Oeste, Costa Marques, São Francisco do Guaporé, São Miguel do Guaporé, Seringueiras e Corumbiara. Nestas duas etapas da formação a Seduc tem como parceiros o DETRAN e a Polícia Rodoviária Federal de Rondônia. O objetivo desta I formação para o trânsito é orientar sobre os aspectos operacionais e pedagógicos da Metodologia do “Projeto Educando para o Trânsito, Formando para a Vida” com suporte nos Kits Pedagógicos dos Conjuntos Ensino Fundamental e Médio. A formação é uma ação do projeto, coordenado pelos técnicos Marcelo Ferreira e Dulciléia Rodrigues. A ideia veio da preocupação com o aumento da frota de veículos devido ao desenvolvimento e modernização vividos pelo Estado, o que tem causando engarrafamentos e acidentes fazendo grande número de vítimas, principalmente jovens e crianças. “Assim, para somar com os órgãos de trânsito a Seduc faz esta formação, que visa proporcionar aos professores fundamentação teórica e didático-pedagógica para inserirem através da transversalidade a temática do trânsito no currículo da rede pública estadual”, explica Dulciléia Guimarães, coordenadora de Educação para o Trânsito. Para facilitar que o objetivo seja alcançado, a Seduc adquiriu kits pedagógicos multimídias específicos para atender a temática do trânsito. “Cada escola receberá os kits de acordo com o nível de ensino que oferece”, informou Marcelo Ferreira, formando dupla com Dulciléia na coordenação do evento. A formação será desenvolvida por meio de oficinas para o nível Fundamental e Médio versando em Contextualização sobre A Temática do Trânsito; Metodologia de Ensino em Educação para o Trânsito; Psicologia no Trânsito; A Arte de Ficar Vivo; Polícia Rodoviária Federal; Apresentação do Projeto Educando para o Trânsito e avaliação. O lado artístico fica por conta de apresentação do Coral do Projeto Anjos do Trânsito, da Escola Pública de Trânsito do DETRAN de Rondônia. Fonte: http://www.rondoniaovivo.com/news.php?news=57592 (acesso 28/11/09)

27 de nov de 2009

O motorista e o monstro

27/11/2009
Está tramitando na Câmara Federal um projeto de lei fazendo novas alterações no Código de Trânsito, tornando-o mais rigoroso, dado que após uma diminuição inicial, os acidentes e desrespeitos no trânsito voltaram a crescer em número e gravidade. A propósito, na década de 1970 o Senai obteve autorização para reproduzir e aplicar um curso americano de direção defensiva. Dividido em oito módulos de 2 horas, bastante participativo e com um filme apropriado para ilustrar o conteúdo de cada unidade, o curso era iniciado com um filme extra chamado O Motorista e o Monstro. Era uma imitação do filme “O Médico e o Monstro”, de 1941, estrelado pelos inesquecíveis Spencer Tracy e Ingrid Bergman e baseado no livro, de mesmo título, do escocês Robert Louis Stevenson, de 1886. No filme do curso o motorista faz o duplo papel de pessoa normal e de monstro. Um senhor bem vestido sai da porta do escritório, rente à rua, e tromba com uma mulher carregando pacotes do mercado. Apressa-se a catar os pacotes e pede mil desculpas. Mais à frente cruza com algumas crianças e acaricia-as, passando a mão na cabeça. Revela uma educação esmerada. Chega ao carro, entra, e quando dá a partida começam a nascer os pelos e crescer os caninos. Vira um lobisomem. Daí para a frente comete todas as infrações de trânsito possíveis e xinga outros motoristas e pedestres. Chegando à casa, ao desligar o carro volta a ser gente e sai abraçando a mulher e os filhos, como um marido e pai extremado. A finalidade do encaixe desse filme no início do curso é uma preparação do espírito do treinando para um fenômeno muito comum entre as pessoas que dirigem veículos. Seria uma espécie de dupla personalidade, uma fora e outra ao volante. Fora do volante a pessoa é educada, gentil, respeitosa e ao assumir a direção se torna impaciente, intolerante, agressiva, irreverente. Talvez, como pedestre predomine a sensação de possível vítima ao atravessar uma rua; ao ficar num ponto de ônibus, onde tem havido atropelamento coletivo, e em outras situações onde corre perigo. Nessa situação, também se torna observador e crítico do mau comportamento dos motoristas, ao presenciar excesso de velocidade no meio de transeuntes; estacionar frente a acesso de cadeirante ou em estacionamento para idosos e outros desrespeitos às pessoas. Ao volante surge a outra personalidade, com a sensação de poder mais que os outros e faz exatamente tudo o que condena fora do veículo. Para o curso, “direção defensiva ou dirigir com perfeição significa que você realiza cada viagem sem acidentes; sem infrações de trânsito; sem abusos do veículo; sem atrasos de horário e sem faltar com a cortesia devida.” Sua filosofia é a de que “não importa quem é o culpado e quem está certo, e sim, quem poderia evitar o acidente.” Mas veja que o conceito termina com a expressão “cortesia devida.” Além de dirigir de forma correta, evitando acidentes e outros transtornos, é preciso, também, que o motorista seja cortês. Um ex-delegado, que gostava de promover a Semana do Trânsito, todos os anos, perguntado sobre como fazer para que houvesse mais educação no trânsito, respondeu: “Nós podemos ensinar a dirigir de forma correta, para evitar os acidentes, mas a educação o motorista deve trazer de casa.” Esse é um item crucial, porque a falta de educação, muitas vezes, faz com que o monstro continue depois de desligar o carro. As longas discussões de antigamente, que terminavam com um acordo conduzido pela polícia, hoje são curtas e a polícia é chamada para registrar o assassinato. O tiro no peito é o argumento definitivo. O autor, Pedro Grava Zanotelli, é ex-presidente da Ordem dos Velhos Jornalistas de Bauru e membro da ABLetras Pedro Grava Zanotelli Fonte: http://www.jcnet.com.br/detalhe_opiniao.php?codigo=171321 (acesso em 27/11/09)

26 de nov de 2009

Comissão aprova aviso sobre risco de usar celular no trânsito

26/11/2009 16:21 Diógenes Santos Pereira acrescentou exigência de que apareça nos celulares a mensagem "proibido ao dirigir". A Comissão de Defesa do Consumidor aprovou no último dia 18 proposta que obriga a divulgação, nas embalagens e na propaganda de telefones celulares, de advertência sobre o risco de acidentes causados pelo uso do aparelho ao dirigir. Foram aprovados o Projeto de Lei 2741/03, do deputado Luis Carlos Heinze (PP-RS), na forma do substitutivo do relator, deputado Filipe Pereira (PSC-RJ), e as propostas apensadas: PLs 4141/04 e 4196/04. As propostas alteram o Código de Trânsito Brasileiro (Lei 9.503/97). O substitutivo inclui a exigência de que os aparelhos móveis contenham em seu software um dispositivo para que a advertência “proibido ao dirigir” apareça sempre que o aparelho for ligado. O relator manteve o dispositivo do texto aprovado pela Comissão de Viação e Transporte estabelecendo que a fiscalização fique a cargo da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Também da comissão anterior, foi mantida a previsão de que a quantia arrecadada com essas multas seja utilizada em campanhas educativas. O projeto original determina apenas que os recursos sejam destinados ao Fundo Nacional de Segurança e Educação para o Trânsito, sem especificar sua aplicação. Pereira também sugeriu em seu relatório que seja apresentado um projeto para elevar o grau da infração para quem dirige ao celular de “média” para “gravíssima”. A multa prevista para quem falar ao celular enquanto dirige é de R$ 85,13 e rende quatro pontos na carteira de motorista. As infrações gravíssimas contam sete pontos. O substitutivo de Pereira também proíbe que os custos para implementação da norma sejam repassados ao preço final dos aparelhos. Esse dispositivo foi incluído no texto aprovado pela Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio. Voto em separado O deputado Dr. Nechar (PP-SP) apresentou voto em separado. Para ele, faria mais sentido que a advertência sobre o risco de uso de celular ao volante viesse nos automóveis, e não nos aparelhos. Tramitação A proposta tramita em caráter conclusivo e será analisada ainda pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Íntegra da proposta: PL-2741/2003 PL-4196/2004 PL-4141/2004
Reportagem - Juliano Pires

Carona faz bem para a saúde

23 de novembro de 2009
O Tempo Encarar o trânsito sempre sozinho no carro pode levar a sérios problemas Igor Veiga O hábito da carona pode fazer muito bem à saúde mental e física de qualquer pessoa. Isso é o que garante o médico Geraldo Caldeira, diretor científico do departamento de medicina psicossomática da Associação Médica de Minas Gerais. "Dar ou receber uma carona traz dois efeitos imediatos: diminui o número de carros nas ruas, além de atenuar o estresse", explica.
De acordo com Caldeira, o simples fato de dirigir acompanhado de outra pessoa pode normalizar os níveis hormonais alterados pelo estresse. "O motorista se distrai, vai conversando, fica mais tranquilo e se preocupa com situações de cobrança. Já sozinho no carro a pessoa tende a aumentar sua irritabilidade e impaciência no trânsito, e o efeito disso pode ser devastador no organismo", explica.
Segundo o especialista, os prejuízos causados pelo estresse ao volante são muitos. Além de alterar os níveis de cortisona e glóbulos brancos no sangue, a adrenalina é exacerbada nesta condição. "Em excesso, tudo isso fatalmente causa aumento da pulsação e da pressão arterial, fazendo crescer o risco de acidente vascular cerebral (AVC). Aumenta o risco também de desenvolver-se angina, infarto, reumatismo e diabetes", alerta Caldeira. Pulmões. Para o médico e pesquisador da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Geraldo Brasileiro Filho, se em larga escala muitos deixassem o carro em casa para ir de carona com um conhecido para um destino comum, teríamos uma sensível redução nos casos de doenças do pulmão na capital como bronquite, asma e enfisema pulmonar.
"Há estudos que já relacionam a poluição com casos de câncer e doenças do coração. Portanto, qualquer medida viável para reduzir o número de veículos em circulação como a carona traz um efeito positivo, sem dúvida. A sociedade deve despertar para isso logo e ter consciência da necessidade do uso mais racional do automóvel", avalia. Belo Horizonte Poluição já é acima da desejada pela OMS Uma pesquisa realizada pela Universidade de São Paulo (USP), em parceria com a UFMG, mostra que a concentração de poluentes no ar de Belo Horizonte está acima do recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS).
A organização considera aceitável um nível de 10 mg/m³ de material particulado de poluição. Conforme a análise feita entre maio de 2007 e novembro de 2008, a capital mineira já registra, em média, uma concentração de 15 a 18 mg/m³ de poluentes no ar. Na capital, a qualidade do ar é monitorada desde 1995 pela Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feam) através de nove estações instaladas em Belo Horizonte, Ibirité e Betim.
"Em geral, podemos dizer que temos um padrão de qualidade do ar de regular a boa na Grande BH, mas a frequência com que tem se chegado a níveis regulares e inadequados tem aumentado assustadoramente desde 2006", revela a pesquisadora Elisete Gomides Dutra, gerente de gestão da qualidade do ar da Feam. (IV) Fonte: http://www.perkons.com/?page=noticias&sub=ultimas-noticias&subid=7481 (acesso em 26/11/09)

Um quarto dos pedestres ainda prefere correr risco

EDUCAÇÃO NO TRÂNSITO
26/11/2009 N° 11795 Na Rua Antônio da Veiga, com cerca no canteiro e faixa de pedestre desativada, passarela é ignorada BLUMENAU - Primeiro foi a instalação de uma cerca no canteiro que divide a rua. Depois veio a desativação da faixa de segurança. Mesmo com os bloqueios, pedestres insistem em ignorar a passarela instalada na Rua Antônio da Veiga, em frente ao Campus 1 da Furb. Durante uma hora, das 18h15min às 19h15min de terça-feira, o Santa acompanhou a travessia. Dos 422 pedestres que cruzaram a rua, 99 evitaram a passarela quase um quarto das pessoas observadas pela reportagem. Com a faixa desativada, ainda há uma minoria de homens e mulheres que driblam a segurança e recorrem a outros pontos da via para atravessar. Caminhando sem pressa, uma pessoa leva, em média, 1min40seg para atravessar os 150 metros de passarela (60 metros cada rampa e 30 metros sobre a rua). Para especialistas, o problema não está na estrutura do local e sim na falta de conscientização da comunidade. Apesar de pedestres reclamarem que o trajeto da passarela é longo, a urbanista e professora da Furb Sandra Momm Schult afirma que as rampas nas laterais são necessárias para a acessibilidade. Segundo ela, poderia haver uma escada também. No entanto, completa a especialista, subir os degraus é mais difícil e cansativo do que caminhar por uma rampa: – De um modo geral, a passarela como solução para passagem de pedestres nunca é favorável porque aumenta o percurso, mas isso é uma questão cultural. As pessoas preferem ir pelo caminho mais curto. O ideal é que se trabalhe educação no trânsito. O gerente da Escola Pública de Trânsito, Delcio Dallagnolo, afirma que palestras sobre equipamentos de segurança no trânsito são feitas em escolas e empresas com frequência. Para ele, o problema não é a falta de orientação ou sinalização: – As pessoas sabem que devem usar a passarela, mas para se arriscar usam desculpas como pressa e facilidade. O que falta é a consciência de que aquilo é um equipamento de segurança para o pedestre. No começo do mês, a Secretaria de Serviços Urbanos instalou uma cerca no canteiro central e placas nas calçadas para indicar que a faixa de segurança embaixo da passarela está desativada. Segundo o diretor Valdecir Dutra, foi uma medida drástica, mas a única encontrada para deixar claro que a travessia deve ser feita pela passarela. – Hoje está bem claro, com todas as sinalizações, que o pedestre tem que usar a passarela. Qualquer pessoa que for atropelada ali, vai ser culpa dela – completa Dutra. daniela.pereira@santa.com.br isabela.kiesel@santa.com.br DANIELA PEREIRA E ISABELA KIESEL Fonte: http://www.clicrbs.com.br/jsc/sc/impressa/4,186,2728847,13599 (acesso em 26/11/09)

24 de nov de 2009

Série Circulando

Para estimular o público a rever o próprio comportamento nas vias, o CESVI BRASIL em parceria com a Universidade de São Paulo (USP) e a TV USP desenvolveram uma série de programas chamada Circulando, que aborda temas relacionados à segurança viária. Esses programas, que contam com apoio da Mapfre Seguros, buscam estimular boas práticas no trânsito, mostrando por meio de informações técnicas como os motoristas, passageiros, motociclistas, ciclistas e pedestres devem assumir seu papel no trânsito das cidades, fornecendo elementos (informações e recomendações) para que assumam menos riscos. Os temas dos programas são os seguintes: apresentação da série / criança / álcool x direção / pedestre / ciclista / motociclista / motorista / idoso / acessibilidade / manutenção preventiva. Se você quiser exibir os programas, entre em contato com marketing@cesvibrasil.com.br
Assista as séries (clique nos ítens abaixo)

Redução de mortes no trânsito rende prêmio em Moscou para São José dos Campos

Município concorreu com outras 128 cidades de todo o mundo Educação, fiscalização e engenharia de tráfego. Essa receita implementada no trânsito rendeu um prêmio internacional a São José dos Campos. Outros 128 projetos do mundo todo foram apresentados, mas o destaque ficou para a forte redução no número de acidentes e mortes nas ruas joseenses. Nas ruas, são os motoristas que podem avaliar o trânsito enfrentado todos os dias. “Está caótico, está ficando igual São Paulo, já”, diz um motorista. “Acho que falta um pouquinho de respeito do pedestre quando é pedestre, do motorista quando é motorista”, diz a fisioterapeuta Juliana Paes Grossa . O dado positivo é que nos últimos anos São José dos Campos vem registrando queda no número de acidentes na cidade. Um dos principais motivos para o prêmio em Moscou foi conseguir diminuir em 62% as mortes e acidentes graves na cidade de 2006 a 2009. “No trânsito há um tripé: educação para o trânsito, a fiscalização e a engenharia”, explica o supervisor de educação para o trânsito, Andre Correia. Na comparação com cidades de porte semelhante, como Ribeirão Preto, por exemplo, São José fica com índice menor no número de mortes. Ou seja, 58 contra 75. Um dos locais que teve a maior redução do número de acidentes com mortes em São José dos Campos foi o anel viário. Os casos caíram de 6, de janeiro a outubro de 2008, para 2 no mesmo período desse ano. Mas uma das grandes preocupações da prefeitura ainda é com os motociclistas, mesmo com queda de 50% nas mortes nessa categoria. “A moto é um problema. É menor nos últimos anos, houve uma grande conscientização, mas ainda os acidentes de moto são maiores percentualmente que os acidentes com carros. A gente tem um longo caminho, principalmente através da educação do motociclista para que ele cumpra as regras e, consequentemente, defenda a sua própria vida”, diz o prefeito Eduardo Cury. E sempre é importante lembrar que a melhor regra no trânsito é respeitar o espaço do outro. “Muito pedestre atravessando fora da faixa, muito motorista que não respeita o sinal vermelho mesmo tendo pedestre passando na faixa. É muito comum ver isso aqui em São José”, diz a fisioterapeuta. Fonte: http://www.vnews.com.br/noticia.php?id=61011 (acesso em 24/11/09)

Deputada propõe que escolas tenham disciplina de educação no trânsito

Cuiabá / Várzea Grande, 24/11/2009 - 16:09. Da Assessoria A previsão futura de um trânsito mais seguro requer atenção dos usuários desde sua formação. A avaliação partiu da deputada Chica Nunes (DEM), que tem um projeto de lei tramitando na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa para reforçar a educação no trânsito. De acordo com a parlamentar, a iniciativa tem por objetivo criar nas escolas estaduais, a disciplina de noções básicas sobre as leis de trânsito. A lei prevê também, que os estabelecimentos de ensino particulares sejam incluídos na proposta. A disciplina vai informar e conscientizar os alunos sobre legislação nacional, cuidados e perigos, primeiros socorros e teoria de condução de automóveis. Pelo projeto de lei, o Poder Executivo, por meio de seus órgãos especializados deve baixar instruções de caráter geral ou especial sobre a obrigatoriedade, fiscalização e controle dos estabelecimentos de ensino. A carga horária mínima para a disciplina será de 20 horas e a matéria será ministrada no último ano do ensino médio. Em pesquisa do instituto Ibope, intitulada “O Jovem e o Trânsito” - contratada pelo Programa Volvo de Segurança no Trânsito, Ministério da Saúde e Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia - indica que pelo menos 20% dos adolescentes, entre 16 e 17 anos, já dirigiram veículos. Destes, 5% têm seu próprio carro ou moto. Esses menores causam 14,9% dos acidentes do Brasil. “Os jovens, muitas vezes com a permissão dos pais, saem às ruas sem o menor conhecimento ou preparo teórico para a direção de um veículo”, avalia a deputada. Fonte: http://www.odocumento.com.br/noticia.php?id=315014 (acesso em 24/11/09)

Motorista será premiado por cumprir regras do trânsito

Os motoristas que não conseguem se ver livres das pesadas multas de trânsito e pontuação na carteira, terão uma boa chance de reverter esse quadro caso projeto de lei que institui o Sistema Nacional de Pontuação Positiva (SNPT) seja aprovado. Mas terão que tirar o pé do acelerador, respeitar a sinalização e aderir a uma direção mais defensiva. De autoria do deputado federal Antonio Carlos Pannunzio (PSDB/SP), o SNPT possibilitará a concessão de uma pontuação especial mensal aos motoristas que não cometerem infrações. Os pontos acumulados serão deduzidos da pontuação decorrente de infrações cometidas ou dos valores das multas. "É uma medida emergencial para reverter o quadro de calamidade em que se transformou o trânsito brasileiro", justifica o parlamentar. O projeto (PL 6452/09) altera o Código Nacional de Trânsito e é um contraponto ao que Pannunzio classificou como "sistema coercitivo", que acumula pontos, cassa a carteira e tem eficácia relativa. Fica estabelecido que cabe ao Conselho Nacional de Trânsito (Contran), definir as condições e critérios de dedução da pontuação por infração no trânsito. Segundo a proposta, o SNPT não se aplica para os casos de infrações gravíssimas, sendo vetada a transferência da Pontuação Positiva para o ano seguinte. O que levou o parlamentar a conceber o projeto que institui a Pontuação Positiva são os altos índices de acidentes no trânsito e a ineficácia das penalidades previstas no Código Nacional de Trânsito. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o Brasil está entre os cinco países recordistas em mortes no trânsito. De acordo com os dados, os acidentes dessa natureza são a segunda principal causa de mortes entre as pessoas de sexo masculino com idade entre 15 a 34 anos, perdendo apenas para os homicídios. No feriadão de 12 de outubro, a Polícia Rodoviária Federal registrou 88 mortes e 1.389 feridos em 2.217 acidentes nas rodovias brasileiras. "Um caos", segundo o deputado tucano. Ele avalia que o destaque destinado pelo poder público aos sistemas eletrônicos de controle da velocidade – os chamados pardais –, que operam em todas as capitais e inúmeras cidades com população acima de 200 mil habitantes, antes mesmo de constituir-se em solução, já apresenta sinais de fadiga como medida coercitiva. "Exercem, de fato, funções inibidoras na velocidade, mas têm demonstrado efeitos limitados na educação dos condutores". Para ele, o foco na redução da gravidade e número de acidentes atualmente "mais se associa à formação de caixa dos Detrans – estimulados pelos baixos custos operacionais desses sistemas e a impessoalidade que proporcionam na aplicação de multas – e cada vez menos à fiscalização e educação de trânsito", ponderou. 24/11/2009 - 15:55 Fonte: http://www.msnoticias.com.br/?p=ler&id=28117 (acesso em 24/11/09)

Projeto torna sinal da vida obrigatório

Proposta de deputada obriga cidadãos a sinalizarem antes de utilizar a faixa de pedestres. Denatran discute viabilidade da iniciativa Rodrigo Couto Publicação: 21/11/2009 10:31 Atualização: 21/11/2009 10:48 O gesto de sinalizar com um braço antes de atravessar as faixas de pedestres nos locais onde não existem semáforos ou agentes de trânsito — conhecido em Brasília como sinal da vida — pode ser estendido para todos os estados do país. Aprovado nesta semana pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados, o Projeto de Lei nº 7233/06, de autoria da deputada Perpétua Almeida (PCdoB-AC), obriga o ato entre os transeuntes que desejarem passar de um lado para o outro de uma rua ou avenida, sempre sobre as marcas pintadas no chão. No entanto, o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) vê dificuldades para implantar a iniciativa em metrópoles como São Paulo e Rio de Janeiro e também em cidades pequenas. Em Brasília, a campanha Paz no Trânsito reduziu a violênica nas ruas O ponto mais polêmico da proposição, que altera o Código de Trânsito Brasileiro (Lei nº 9.503/97), é o artigo que determina a formação de um grupo maior de pessoas para que o pedestre solicite a parada dos veículos. Na capital federal, não existe um limite de pessoas para fazer o chamado sinal da vida. “A intenção da reunião de um grupo de transeuntes é evitar congestionamentos nas vias”, afirma Perpétua, ao explicar que cada unidade da Federação terá autonomia para decidir quantas pessoas devem se reunir para fazer o gesto de travessia das faixas. “O exemplo de Brasília e Curitiba deve ser estendido para todo o país”, observa. Ao contrário de Brasília, onde a própria estrutura viária da cidade favorece o respeito à faixa, outras cidades, como Rio e São Paulo, podem ter problemas para viabilizar o que diz o projeto de lei da deputada, segundo a coordenadora-geral de Educação do Denatran, Juciara Rodrigues. “A ideia é muito boa, mas é preciso atentar para as particularidades de cada município. O ideal seria que os motoristas respeitassem os pedestres, conforme prevê o Código de Trânsito Brasileiro”, pondera Juciara. Mesmo no Distrito Federal, que realizou uma grande campanha de conscientização de respeito à faixa, 48 pessoas perderam a vida enquanto utilizavam a marcação na pista, de 1997 a 2006. “Essas mortes ainda mostram as dificuldades do motorista em parar na faixa. É maravilhoso obrigar o gesto que sinaliza a travessia, mas não pode ser implantado do dia para a noite. Tem que haver uma ampla campanha de divulgação”, salienta Juciara. A autora da proposta também concorda. “Fiz questão de frisar, na justificativa do projeto, a realização de ações nacionais de esclarecimento”, explica Perpétua. Brasília é exemplo Depois do caso emblemático de Brasília, onde, em 1996, houve maciça campanha para educar as pessoas no trânsito, outras capitais também vêm tentando conscientizar motoristas e pedestres sobre a importância do respeito às faixas. “Florianópolis, Curitiba, Natal e Recife tentam mudar os hábitos da população, mas não é fácil. Além do governo, é preciso o engajamento de outros setores, como a imprensa”, afirma a coordenadora-geral de Educação do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), Juciara Rodrigues. Há 13 anos, o Correio iniciou uma ampla campanha de esclarecimento à população sobre a importância do respeito à faixa. Na mesma época, foi criada uma lei que obrigava os motoristas a pararem os carros para que os pedestres pudessem atravessar e o governo local implantou os radares e as barreiras eletrônicas nas vias. Intitulada Paz no Trânsito, a campanha criada pelo Correio em 1996 ajudou a reduzir a violência nas pistas de Brasília. Uma placa de trânsito redonda com uma mão aberta no centro é o símbolo da iniciativa. As reportagens produzidas diariamente pelo Correio acarretaram resultados imediatos. A velocidade nas vias caiu em média 30% e a quantidade de mortes foi reduzida, assim como o número de acidentes. Os dados atuais também refletem essa mudança de comportamento. Segundo o Departamento de Trânsito (Detran-DF), o DF registrou 545 acidentes com vítimas fatais em 1996, num total de 610 pessoas mortas. No ano passado, o número de acidentes foi de 416, e o de mortos, 454. A campanha Paz no Trânsito também apressou a aprovação do Novo Código Brasileiro de Trânsito, que tramitava havia seis anos no Congresso Nacional.
Fonte:
http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia182/2009/11/21/brasil,i=156081/PROJETO+TORNA+SINAL+DA+VIDA+OBRIGATORIO.shtml (acesso em 24/11/09)

23 de nov de 2009

Facinter e Auto escolas farão Centro de Excelência de Educação para o Trânsito

Juntando o prestígio de uma das maiores universidades do país e a sua experiência do dia-a-dia, o grupo Facinter, presente em mais de 600 cidades do Brasil e um grupo de Auto-Escolas, lideradas por Olga Catarina Zanoni, graduada em Curso Superior de Trânsito e diretora de Auto-Moto Escola farão em Curitiba um Centro de Excelência em Educação para o trânsito. A idéia é desenvolver projetos em conjunto para a melhoria de desempenho dos diretores, instrutores, manuais, normas e procedimentos no trânsito. “Curitiba tem a marca de ser a capital da excelência do ensino no Brasil”, disse o deputado Wilson Picler, diretor da Facinter; “daqui saem os melhores sistemas educacionais adotados no restante do país e nós vamos fazer de Curitiba um centro de excelência na educação do trânsito, juntamente com os melhores especialistas do ramo, que são as Auto-Escolas”, concluiu do deputado. “As CFC’s são o lugar privilegiado da educação para o trânsito”, afirma Olga Catarina Zanoni, que percebe, como responsável por um grande contingente de motoristas novatos, as deficiências vigentes atualmente no sistema de preparação destes novos condutores de veículos, carros ou motos. Estas deficiências vão desde a formação dos próprios instrutores, cujo nível pode melhorar muito, até as exigências legais e a cultura das pessoas que dirigem carros e motos no país. “Nosso objetivo é fornecer subsídios, mudar procedimentos e culturas e melhorar o desempenho destes condutores, a começar pelos nossos próprios alunos”, conclui Olga. Serviço: Educação para o Trânsito Fonte: Olga Catarina Zanoni Fones: 41.3254-4878 e 41.8417-4520 Email: exclusivacfc@yahoo.com.br Fonte: http://www.paranashop.com.br/colunas/colunas_n.php?op=notas&id=27384 (acesso em 23/11/09)

22 de nov de 2009

Primeira Conferência Ministerial Global sobre Segurança Rodoviária:

Tempo de Agir Moscou, 19 e 20 de novembro 2009 Declaração de Moscou Nós, os Ministros e Chefes de Delegação, representantes de organizações governamentais e não governamentais internacionais, regionais e sub-regionais e entidades privadas, reunidos em Moscou, Russia, em 19 e 20 de Novembro de 2009 para realizar a Primeira Conferência Ministerial Global de Segurança Rodoviária;
Reconhecendo a liderança do Governo da Federação da Rússia na preparação e recepção da Primeira Conferência Ministerial Global sobre Segurança Rodoviária e da liderança do Governo do Sultanato de Omã, na condução do processo de aprovação de resoluções da Assembléia Geral Nações Unidas;
Sabendo-se que, tal como descrito no Relatório Mundial sobre a prevenção de lesões no trânsito, publicado pela Organização Mundial da Saúde e Banco Mundial em 2004 e em publicações posteriores, as lesões de trânsito são um problema de saúde pública e uma das principais causas de morte e ferimentos em todo o mundo, e que os acidentes no trânsito matam mais de 1,2 milhão de pessoas causando ferimentos ou deficiência em até 50 milhões de pessoas a cada ano, o que torna esses acidentes a principal causa de mortalidade entre as crianças e jovens de 5 a 29 anos;
Preocupados com o fato de que mais de 90% das mortes por acidentes de trânsito ocorrem em países de baixa e média renda, e que nesses países os mais vulneráveis são os pedestres, os ciclistas, os usuários de veículos de duas ou três rodas e os passageiros de transportes públicos;
Ciente de que além do enorme sofrimento que as mortes e lesões causadas por acidentes de trânsito envolvendo vítimas e familiares provocam um custo anual em países de baixa e média renda que supera 65 000 milhões de euros, excedendo o montante recebido de ajuda ao desenvolvimento, representando de 1% a 1,5% do produto nacional bruto, em detrimento do desenvolvimento sustentável dos países;
Convencidos de que caso não sejam tomadas medidas adequadas, o problema pode se agravar no futuro que, segundo as previsões, até 2020 os acidentes rodoviários terão se tornado uma das principais causas de morte, especialmente em países baixa e média renda;
Sublinhando que as razões para as mortes e lesões causadas por acidentes de trânsito e suas conseqüências são conhecidas e evitáveis, e que entre os motivos destacam-se a velocidade inadequada e excessiva, dirigir sob influência de álcool, má utilização do cinto de segurança, a falta de sistemas de retenção para crianças, de capacetes e outros equipamentos de segurança, o uso de veículos antigos, mal conservados ou sem dispositivos de segurança, infra-estrutura rodoviária mal concebidas ou mal conservadas, principalmente infra-estrutura para proteger os pedestres; falta de sistemas de transporte público eficiente e seguros, de leis de trânsito adequadas ou de sua aplicação limitada, a falta de consciência política, e a falta de atendimento ao trauma e à reabilitação;
Reconhecendo que uma grande proporção de mortes e lesões causadas por acidentes de trânsito ocorrem no contexto de atividades profissionais que podem contribuir para o desenvolvimento de medidas de segurança rodoviária e nas frotas de veículos usados nessas atividades;
Ciente de que ao longo dos últimos trinta anos muitos países desenvolvidos têm reduzido substancialmente o número de mortes e lesões causadas por acidentes de trânsito em função do empenho contínuo em favor de programas de prevenção, bem orientadas e baseadas em evidências, e que o maior esforço para alcançar uma rede de transportes rodoviários sem mortos é uma opção cada vez mais viável, e que os países de baixa renda devem continuar a definir objetivos ambiciosos para reduzir a sinistralidade rodoviária, e apoiar a adoção global das melhores práticas para a prevenção dos acidentes de trânsito,
Reconhecendo os esforços feitos por alguns países de baixa renda para implementar melhores práticas, estabelecendo metas ambiciosas e monitorando a mortalidade causada por acidentes de trânsito,
Reconhecendo o trabalho do sistema das Nações Unidas, particularmente o trabalho feito por muito tempo pelas comissões regionais das Nações Unidas e o papel de liderança da Organização Mundial de Saúde, no que diz respeito à promoção de maior compromisso político para segurança rodoviária, expandindo as atividades nesta área, promovendo melhores práticas e coordenando as questões relacionadas com a segurança rodoviária no âmbito do sistema das Nações Unidas,
Reconhecendo também o progresso da colaboração das Nações Unidas na segurança rodoviária através de mecanismo consultivo cujos membros, como parte de seu compromisso com a segurança rodoviária, entre outras atividades dedicam-se a fornecer orientação para governos e sociedade civil sobre práticas adequadas para resolver os principais fatores de risco na segurança rodoviária,
Reconhecendo o trabalho feito por outras partes interessadas, incluindo os organismos intergovernamentais, as instituições financeiras, ONGs e sociedade civil e outras entidades privadas,
Reconhecendo o papel desempenhado pela Global Road Safety estabelecido pelo Banco Mundial como o primeiro mecanismo de financiamento para apoiar a capacitação técnica para melhorar a segurança rodoviária a nível global, regional e nacional,
Reconhecendo o conteúdo do relatório da Comissão da Global Road Safety/ Make Roads Safe: uma nova prioridade para o desenvolvimento sustentável, unindo a segurança rodoviária e o desenvolvimento sustentável pedindo mais recursos e compromisso renovado para avalizar a segurança da infra-estrutura rodoviária,
Reconhecendo as conclusões do relatório Alvo Zero: metas ambiciosas para a segurança rodoviária concentrado em um sistema seguro divulgado pelo o Fórum Internacional do Transporte e da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico com sua recomendação para que todos os países, independentemente do nível de segurança rodoviária, venham adotar um sistema seguro para atingir objetivos ambiciosos,
Reconhecendo as conclusões do Relatório Mundial sobre a prevenção de lesões em crianças, da Organização Mundial da Saúde e da UNICEF que afirma que o trânsito é a principal causa de lesões não intencionais nas crianças,
Reconhecendo que as soluções para a crise global de segurança rodoviária só pode ser alcançada através da colaboração multissetorial e da construção de parcerias entre todos os intervenientes, tanto no setor público como o privado, com a participação da sociedade civil,
Reconhecendo que a segurança rodoviária é uma questão transversal, que pode contribuir significativamente para a consecução dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, e que a capacitação na prevenção de lesões no trânsito deve ser plenamente integrados nas estratégias nacionais de desenvolvimento relacionadas com os transportes, ambiente e saúde, apoiada por instituições multilaterais e do esforço de ajuda bilateral através de uma maior sintonia, eficiente e harmonizada;
Conscientes de que os resultados globais são o efeito das medidas nacionais e locais eficazes e que as medidas para melhorar a segurança rodoviária global exigem forte vontade política, empenho e recursos em todos os níveis: nacional e sub-regional e global.
Congratulando-se com o Relatório sobre a situação global de segurança rodoviária da Organização Mundial de Saúde,
Congratulando-se também como resultados dos projetos implementados pelas comissões regionais das Nações Unidas para ajudar os países de baixa renda para definir suas próprias metas para a redução do número de mortes no trânsito,
Determinado a fazer as conquistas e aprender com experiências passadas,
Tem a honra de resolver: 1. Encorajar a implementação das recomendações do Relatório Mundial sobre a prevenção de acidentes de viação; 2. Reforçar a liderança e orientação dos governos em matéria de segurança rodoviária, incluindo a criação ou fortalecimento de entidades importantes relacionados com os mecanismos de coordenação a nível nacional ou subnacional; 3. Definir ambicioso mas exeqüível plano de metas nacionais para reduzir mortes no trânsito que esteja claramente relacionado com investimento planejado e iniciativas políticas de mobilizar recursos necessários para aplicação eficaz e sustentável das metas estabelecidas no âmbito da abordagem de sistemas de segurança; 4. Efetuar esforço especial para desenvolver e implementar políticas e soluções de infra-estrutura para proteção dos pedestres e usuários das vias de circulação viária, em particular os mais vulneráveis, como pedestres, ciclistas, motociclistas, usuários do transporte público e os dependentes como crianças, idosos e deficientes; 5. Criar sistemas mais seguros e sustentáveis de transporte, incentivando a utilização de meios alternativos de transporte; 6. Promover a harmonização das normas sobre segurança rodoviária e de veículos, adequando-as às práticas e instrumentos pertinentes da Organização das Nações Unidas e da série de manuais publicados pelo Grupo Colaborativo de Nações Unidas para a Segurança Rodoviária; 7. Reforçar e manter a aplicação da legislação existente e a consciência dela, se necessário, melhorar a legislação e os sistemas de registro de veículos e de condutores sob normas internacionais adequadas; 8. Incentivar as organizações a contribuir ativamente para melhorar a segurança rodoviária no local de trabalho, incentivando a adoção de melhores práticas de gestão de frotas de veículos e de profissionais; 9. Promoção de ações de colaboração para promover a cooperação entre os organismos competentes das administrações públicas, organizações do sistema das Nações Unidas, setores público e privado e a sociedade civil; 10. Melhorar a coleta de dados nacional e a comparabilidade internacional, incluindo a adoção da definição do padrão de mortalidade causada pelo trânsito de qualquer pessoa que morre de imediato ou no prazo de 30 dias após um acidente de trânsito, e de definições padronizadas de lesão, e facilitar a cooperação internacional para o desenvolvimento de sistemas confiáveis de dados e harmonizados; 11. Fortalecer a atenção pré-hospitalar e hospitalar do trauma, os serviços de reabilitação e reinserção social, através da aplicação da legislação pertinente, desenvolvimento das capacidades humanas e a melhoria no acesso aos cuidados de saúde; Convidamos a Assembléia Geral das Nações Unidas a declarar a década 2011-2020 como a "Década de Ação para a Segurança Rodoviária", com o objetivo de estabilizar e, em seguida, reduzir a mortalidade global por acidentes de trânsito prevista para 2020; Decidimos avaliar os progressos alcançados após cinco anos da Primeira Conferência Ministerial Global sobre Segurança Rodoviária;
Convidamos a comunidade de investidores internacionais para fornecerem recursos adicionais para apoiar os investimentos na segurança rodoviária global, regional e nacional, especialmente nos países de baixa e média renda, e
Convidamos a Assembléia Geral das Nações Unidas para dar o seu parecer favorável ao conteúdo da declaração. Moscou, Rússia

Edital do CNPQ - Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação em Transportes

Apresentação Os Editais são financiados com recursos próprios do CNPq ou de outros Ministérios e Fundos Setoriais. As regras e normas dos diversos editais em andamento podem ser vistas abaixo. Para a apresentação de propostas você deverá acessar a página de Formulários onde encontrará os formulários adaptados a cada edital. Editais com o prazo encerrado, e suas respectivas normas e regras, podem ser vistos em Editais C&T Encerrados. Edital aberto: Transporte 2009 Edital MCT/CNPq Nº 018/2009 Objetivo: Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação em Transportes. Inscrições: 06/10/2009 a 04/12/2009 Versão para impressão em PDF Fonte: http://www.cnpq.br/editais/index.htm (acesso em 22/11/09)

21 de nov de 2009

“Mortes no trânsito já representam a quinta pandemia mundial”, afirma deputado

20.11.2009 No último domingo (15), celebrou-se o Dia Mundial em Memória das Vítimas de Trânsito. A data foi criada em 2005 pela ONU como uma tentativa de mobilizar a sociedade contra o crescimento das mortes no trânsito. Para o deputado Beto Albuquerque (PSB-RS), presidente da Frente Parlamentar em Defesa do Trânsito Seguro, o dia funciona como um alerta. “As mortes no trânsito já representam a quinta pandemia mundial”, diz. Ele ressalta que o Brasil é um dos cinco países com maior número de vítimas da violência sobre rodas, contabilizando 100 óbitos por dia. Leia a íntegra da entrevista. 1. Qual é a importância dessa data instituída pela ONU? Funciona como um alerta mundial? Sim, é um alerta, um sinal vermelho aceso em todo o mundo. Afinal, as mortes no trânsito já representam a quinta pandemia mundial e, se nada for feito, em 15 anos será a segunda. Está na hora de começarmos a contar as vidas que podemos salvar todos os dias mundo afora. No Brasil, a violência no trânsito é hoje uma das maiores causas de morte. Ela mata 100 brasileiros todos os dias, impõe anualmente a perda de 35 mil vidas nos acidentes, a um custo ao redor de 25 bilhões de reais todos os anos à rede pública de saúde. Então, falamos de um segmento gravíssimo que destrói famílias, que dilacera vidas e que causa prejuízos seriíssimos no setor de saúde, que acaba gastando muito para atender ao flagelo do trânsito, não tendo recursos suficientes para o tratamento de outras doenças. 2. O que deveria ser feito para reduzir o número de acidentes no país? Temos que estar sempre preocupados e atualizando a legislação. É isso o que estamos fazendo, criando projetos de lei que vão revisar o código, atualizar, inclusive, infrações, e melhorar os artigos que causam dúvidas interpretativas na sua aplicação. Estamos trabalhando inclusive do ponto de vista penal, para que os crimes cometidos no trânsito passem a ser passíveis de reclusão em regime fechado. Porque são muitas mortes e poucos são os responsáveis. No Brasil, tem muita gente que acha que quando é multado é vítima quando, na verdade, a sociedade brasileira é vítima de uma política permanente de irresponsabilidade no trânsito, de pessoas que não cumprem a lei e as regras. 3. Em termos de políticas e legislação de trânsito, em que situação se encontra o Brasil na comparação com outros países? Temos uma boa legislação, mas leis só são eficazes se houver uma rotina permanente de fiscalização. Mesmo na Semana Nacional do Trânsito deste ano eu diria que, na média, as polícias do Brasil e a própria polícia rodoviária federal não atuaram como deveriam. Esse afrouxamento leva à impunidade, então nós temos que melhorar muito esse tipo de prática de abordagem. Ao contrário do Brasil, como regra, o sucesso das políticas em outros países acontece porque há regras claras, firme atuação governamental, consciência da maioria dos cidadãos e fiscalização permanente. Aqui, legislação nós já temos, falta avançar no restante. 4. O que é mais importante para consolidar o respeito ás leis de trânsito? Fundamentalmente, um processo permanente de educação. No Brasil, o recurso proveniente das multas não é revertido para a educação, o que é lastimável. Queremos transformar essa prática em crime de responsabilidade. Já existe um projeto nesse sentido, que eu apresentei. Esse é um item que tem de ser urgentemente alterado. Dinheiro de multa tem que ser investido para proteger as pessoas, para educá-las no sentido de salvar vidas no trânsito. Assessoria de Comunicação da Abert Fonte: http://www.abert.org.br/novosite/abert_informa/abert_informa_detalhe.cfm?cod=0DF9EFD1-3048-8732-6038584D06FB8A67 (acesso em 21/11/09)

20 de nov de 2009

CFC de qualidade será estendido pelo estado

20/11/2009 - 12h58m
*Da Redação, com informações de assessoria redacao@portalibahia.com.br O projeto “CFC de Qualidade”, implantado há mais de um ano nos Centros de Formação de Condutores (CFC´s) de Salvador, Feira de Santana e Alagoinhas vão ser estendidos aos demais municípios baianos a partir de janeiro de 2010. O projeto visa imprimir uma nova forma de atuação nos CFC´s para a otimização da educação para o trânsito. Entre os principais quesitos contemplados no projeto estão o fortalecimento da ética nos CFC´s, diminuição de acidentes de trânsito, conscientização sobre a responsabilidade social e inovação tecnológica através de ferramentas como a Biometria Digital. No fim de outubro, o presidente do Sindauto Bahia, a coordenadora da área de serviço do Sebrae Nacional, o consultor da área de serviço do Sebrae Bahia, Márcio Maia, além do gestor do projeto “CFC de Qualidade”, Ceciliano Costa, estiveram na capital paulista para mostrar o projeto piloto baiano ao presidente da Federação Nacional das Auto-Escola e Centro de Formação de Condutores (FENEAUTO), Magnelson Carlos de Souza. O presidente do Sindauto Bahia, Abelardo Filho, disse que a federação vai elaborar um documento solicitando ao Sebrae Nacional uma avaliação dos estados com necessidade emergenciais de implementação do projeto. Fonte: http://ibahia.globo.com/plantao/noticia/default.asp?id_noticia=218187&id_secao=31 (acesso em 20/11/09)

Não vou de carro!

Mais Fluidez! Mais Saúde! Participe! Divulgue! Clique em: Não vou de carro! Fonte: http://www.naovoudecarro.com.br/ (acesso em 20/11/09)

19 de nov de 2009

Preste Atenção!

Atravesse na faixa de pedestre com atenção,
Respeite a sinalização.
Assim você será um bom cidadão
E não entrará em confusão.

No trânsito acontecem muitos acidentes
Causados por motoristas imprudentes
Que fazem manobras inconseqüentes
E que acabam matando pessoas inocentes.

Preste atenção e fique ligado,
Sempre olhe para o lado
E tome muito cuidado,
Pois o trânsito está muito movimentado.
 
Aluno: Jaques Kistil – 4ª série  
Professora: Fabiana Regina Silveira  
Grupo Escolar: Profª Evanda Sueli Juttel Machado

Essa poesia foi desenvolvida durante o projeto Educação Continuada de Trânsito, em 2008.

17 de nov de 2009

Câmeras flagram imprudência no trânsito do país

Por que muitas vezes o motorista habilitado não segue as leis de trânsito? Faça o teste e descubra se você também é um mau motorista. Por que o brasileiro dirige tão mal? A imprudência registrada por todos os ângulos. Os flagrantes são das câmeras que monitoram ruas e estradas brasileiras. Resgate: a primeira informação nossa é que no 16 da Bandeirantes, sentido capital interior, pista norte, tem um acidente. É uma queda de moto, são duas vítimas. Ele passou que as vítimas estão na faixa dois e três, a contagem é da esquerda para direita. Por gentileza, verificar com o resgate uma prévia do estado das vítimas. Supervisora da Autoban: Nosso tempo médio de chegada da viatura de resgate atualmente está em sete minutos. O socorro pode chegar rápido. Mas ainda não consegue evitar uma tragédia nacional: O trânsito no Brasil mata cerca de 40 mil pessoas a cada ano. São quase cinco mortes por hora. “O fator humano é a grande causa de acidentes”, declara a supervisora da Autoban. “A vítima não foi só meu pai. A vítima fui eu, foram meus irmãos, minhas filhas, as netas”, lamenta o filho de uma vítima. O pai de César teve o carro, parado, atingido por outro. As primas, os amigos, todos eles sofrem alguma coisa em relação ao acidente. VOCÊ É UM BOM MOTORISTA? CONHECE AS LEIS DE TRÂNSITO? FAÇA O TESTE. O filho de Fernando era passageiro num carro que capotou. “Está se aproximando o Natal. Hoje é o dia mundial em homenagem às vitimas do transito”. O filho de Ana foi atropelado: “Hoje completam três anos que o meu filho morreu. O meu Natal vai ser sem ele. É só isso que eu posso dizer”. “A culpa do que aconteceu comigo foi exclusivamente minha, de mais ninguém”, confirma Bruno, que bateu, de moto, em um caminhão. “Não ter dormido. Ter bebido. Inconsequência total”. Por que o motorista habilitado, que é obrigado a conhecer a lei, não segue as regras? Nas ruas, o brasileiro pode até ser um pedestre distraído, que corre riscos, mas raramente é agressivo. Já quando pega o volante de um carro passa por uma transformação. Muitos se tornam mal humorados, impacientes, raivosos até. Quem é assim se sente mais importante, com mais direitos do que o carro ao lado. Dirige como se, simplesmente, não houvesse mais ninguém à sua frente. O problema é que há, e não são poucos, já temos 45 milhões de motoristas. No mínimo, por educação, e porque manda a lei, todos deveriam entender que são iguais na hora de dividir esse espaço que é público. O motorista faz meia-volta na entrada do túnel sob a Avenida Paulista, em São Paulo. Não é difícil imaginar o que vai acontecer. Em outra avenida, o sinal está fechado para os carros. O pedestre parece invisível. “Os outros são invisíveis no Brasil. Você não é treinado em casa e nem nas escolas para ver o outro colega como um companheiro, como um cocidadão, um sujeito que tem os mesmo direitos de usufruir daquele espaço que é um espaço de todos. Para nós é o contrário. O espaço de todos pertence a quem ocupar esse espaço primeiro com mais agressividade”, explica Roberto da Matta. O antropólogo Roberto da Matta estudou o comportamento dos motoristas brasileiros e diz que reproduzimos no trânsito uma herança de quando o Brasil ainda era colônia. “Os símbolos aristocráticos de superioridade e inferioridade são fundamentais. Não olhamos para o lado a não ser quando somos obrigados e olhamos de má vontade. Exatamente como os motoristas quando param no sinal, que tem um cara na sua frente que está te atrapalhando, obviamente. Um cara que está atrás, que está te atrapalhando, também porque a leitura que você faz dele é que ele quer passar por cima de você, e efetivamente, às vezes ele quer”, diz o antropólogo Roberto da Matta. Resgate: O amarelo é suspeita de clavícula lado direito. A dificuldade maior está sendo chegar no acidente, pela quantidade de veiculo que não dá passagem.
Motorista envolvido: Quando eu vi que a moto caiu na minha rente eu tive reflexo de jogar pra esquerda e o carona dele falou que estava com o pneu estourado, falou para ele reduzir e ele continuou pisando. Testes feitos por empresas internacionais de segurança revelam consequências da imprudência dos motoristas. Dependendo do impacto, é impossível sobreviver. Quando um carro capotou em uma avenida no Rio de Janeiro, três jovens morreram. Um deles era o filho do engenheiro Fernando Diniz. Fabrício tinha 20 anos e estava no carro de um amigo, que segundo testemunhas dirigia em alta velocidade. O amigo sobreviveu. Pelo Código Nacional de Trânsito, quem se envolve sem intenção em um acidente com morte pode ser preso por, no máximo, quatro anos. Geralmente a condenação é substituída por penas alternativas. “Ninguém sai de casa dizendo 'hoje eu vou matar uma pessoa no transito'. Mas ela conhece o código, conhece todos os riscos e ela assume, então ela tem que pagar na forma da lei. Vamos fazer a diferença entre acidentes de transito, que são fatalidades, e ocorrência de trânsito que são ações deliberadas de motoristas com a conduta irresponsável no trânsito”, diz o pai da vítima. Brasília tem um dos poucos tribunais especializados em delitos de trânsito. A promotora Laura Beatriz Rito concorda que é preciso punir com mais rigor os casos mais graves: ”Está envolvido o álcool, está envolvido a droga, está o racha, está a velocidade exacerbada, então, acho que essas tragédias têm que ser apenadas com uma forma mais rigorosa. Aí eu acho que se justificaria pena de prisão”. O Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) diz que uma das prioridades é a distribuição de material didático nas escolas para investir no motorista do futuro: “É a única maneira de alcançarmos sucesso que temos na área ambiental. Crianças mais conscientes em preservar o meio ambiente”, compara. Hoje, com a guerra em nossas ruas parecendo perdida, a imprudência pode atropelar qualquer um. Dois motociclistas escaparam da morte, e, talvez, até agora não saibam. Bom seria não depender da sorte para sair ileso do trânsito brasileiro. Fonte: http://fantastico.globo.com/Jornalismo/FANT/0,,MUL1380094-15605,00-CAMERAS+FLAGRAM+IMPRUDENCIA+NO+TRANSITO+DO+PAIS.html (acesso em 17/11/09)

15 de nov de 2009

Colóquio Trânsito e Vida

Só a educação evita os atos imprudentes nas ruas de Curitiba

Meta é reduzir o número de mortes no trânsito pela metade até 2020. Ontem, a Capital homenageou as vítimas
15/11/09 às 19:14 - Flávia Gradowski Sampaio e Mario Akira
Curitiba registrou até o momento, 50 mortes no trânsito neste ano. A média mensal fica em torno de cinco casos mensais, bem abaixo que a média de 2007, por exemplo, quando 91 pessoas morreram em acidentes nas ruas da Capital, ou uma média de 7,58 ocorrências a cada 30 dias, conforme informações do Batalhão de Polícia de Trânsito (BPTran). A redução deve ser comemorada, mas ainda há muito que avançar. A meta é que as mortes no trânsito recuem pelo menos 50% até 2020. No dia em que Curitiba foi a Capital brasileira em memória das vítimas do trânsito, as autoridades dizem que só a educação é capaz de provocar essa mudança. A meta é uma recomendação tomada durante o Encontro de Segurança Viária para a Iberoamerica e o Caribe, em Madri, na Espanha, em fevereiro deste ano, com a participação brasileira. Do encontro saiu a carta de Madri, que define a década de 2010 até 2020, como a Década Mundial da Segurança Viária. Nesse período, ficou estabelecido que os governos desenvolvam ações viárias e de educação que possibilitem a redução da fatalidade em acidentes de trânsito pela metade até o final de 2020. “Nossa frota já é a terceira do Brasil e o número de acidentes com vítimas fatais está diminuindo. Entretanto, as estatísticas ainda demonstram que todas as entidades envolvidas com o trânsito têm que intensificar medidas preventivas, tanto na educação para o trânsito quanto na fiscalização, sinalização e recuperação de estradas”, afirma o diretor-geral do Departamento de Trânsito do Paraná (Detran-PR), David Antonio Pancotti, em matéria publica na Agência Estadual de Notícias. Conforme números do Detran, o número de vítimas fatais em locais de acidente de trânsito reduziu 5,4% no Paraná e 27,6% em Curitiba, na comparação entre os primeiros semestres deste ano e do ano passado. No número de ocorrências houve redução de 8,3% no Estado e 22,8%, na capital. De acordo com o Detran, nos seis primeiros meses deste ano 20.432 pessoas foram vítimas de acidentes, 788 morreram no local em todo o Estado. De acordo com o diretor do Detran, o assunto violência no trânsito deve ser abordado não somente pelos órgãos oficiais, mas também por toda a sociedade, em especial pelas entidades que têm responsabilidade pela vida. “Estamos percorrendo os municípios do Paraná e sentimos receptividade muito grande das entidades, principalmente escolas e igrejas, no sentido de debater e encontrar soluções para os problemas relativos ao trânsito”, diz. “A questão da educação passa por uma necessidade de conscientização urgente e, posteriormente, uma mudança comportamental. Todas as ações voltadas à educação no trânsito são muito pontuais, mas o trabalho precisa ser feito dia após dia. Seja em escolas, com palestras, cursos. As pessoas precisam perceber que o trânsito está todos os dias presente em nossas vidas. E não que o trânsito é apenas quando eu sou o motorista”, aponta a coordenadora do Núcleo de Educação e Cidadania (NEC) da Diretoria de Trânsito (Diretran), Maura Moro. Manifestação — A Associação Trânsito Amigo, que reúne amigos e parentes de vítimas de trânsito, promoveu ontem no parque Barigüi, em Curitiba, um ato ecumênico para marcar o Dia Mundial em Memória das Vítimas de Trânsito. A mobilização reuniu centenas de pessoas. Houve ato público em memória das vítimas, apresentações musicais e distribuição de material informativo. “ A celebração dessa data em memória das vítimas de trânsito no Brasil não é feita sob clima pesado e fúnebre. Muito pelo contrário. A tônica empreendida nas ações é de seriedade, mas sem perder o tom da alegria e sentimento positivo”, disse o presidente da associação. Fernando Diniz. Comportamento precisa mudar O trânsito mata anualmente 1,3 milhão de pessoas em todo o mundo. É considerada hoje a principal causa de mortes entre jovens. Até por isso, a educação no trânsito passa agora a ser parte do cotidiano das crianças desde a pré-escola até a formação no ensino médio. Ela não deve ser vista como a tábua de salvação, mas certamente é uma das ferramentas de conscientização mais poderosas para que uma mudança comportamental necessária se efetive. De acordo com a coordenadora do Núcleo de Educação e Cidadania (NEC) da Diretoria de Trânsito (Diretran), Maura Moro, toda a situação inconveniente que acontece no trânsito, e que é traduzida pelas trágicas estatísticas é resultado de um comportamento inadequado. O motorista que não respeita a sinalização, o pedestre que atravessa fora da faixa, o ciclista que anda em locais indevidos, e por aí afora. “É uma preocupação única e exclusiva com o próprio bem estar, uma via de mão única. Quero que se preocupem comigo, mas não me preocupo com o outro”, opina Maura.
Segundo a especialista, a população ainda percebe o trânsito nas condições de acidente, de congestionamento ou de poluição. Mas ele vai muito além disso. “O trânsito é a nossa forma de deslocamento diário. Ele faz parte da nossa vida muito mais do que imaginamos. Estamos nele o tempo todo, todos os dias. E é isso que as pessoas precisam entender”, continuou. De acordo com Maura, o trabalho de educação no trânsito está bem mais facilitado atualmente porque a população está percebendo as questões. O processo de conscientização, porém, é lento. “Temos um código de trâsnito há 10 anos e agora, efetivamente, algumas situações que o código propôs estão saindo do papel. Este é o primeiro código que traz um capitulo específico tratando da educação no trânsito. Ele trabalha dizendo que precisa haver esta educação desde a ensino infantil até o 3º grau (agora ensino médio). E é só agora que estão sendo disponibilizadas ferramentas que possibilitem essa preposição nas escolas”, apontou a especialista. (FGS) Trânsito será matéria nas escolas O Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) publicou neste ano a Portaria 147, que estabelece as Diretrizes Nacionais da Educação para o Trânsito na Pré-Escola e no Ensino Fundamental. Em 2008, o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) publicou a Resolução 265 que regulamenta o tema trânsito como atividade extracurricular no Ensino Médio. “Este é o primeiro subsidio oficial que vai chegar ao professor. Isso tem todo um contexto de ele perceber que pode trabalhar o trânsito e que o trânsito faz parte do dia a dia. Hoje, então, já estão se concretizando ações mais diretas nas escolas justamente para que comece a se criar a consciência da participação de cada cidadão na questão do trânsito. E isso tem que acontecer desde cedo para que, quando chegar à idade adulta, seja um pedestre, um passageiro e um motorista consciente”, apontou Maura Moro. Como todo processo educativo leva tempo, este não haveria de ser diferente. “Quando pegamos essas crianças do ensino infantil e começamos a tratar do trânsito e terminamos isso lá no ensino médio certamente é um processo longo. Mas todo processo de formação de uma base sólida requer trabalho. Sabemos que lá na frente colheremos bons frutos”, finalizou Maura. E lá na frente está 2020. (FGS) Fonte: http://www.bemparana.com.br/index.php?n=127198&t=so-a-educacao-evita-os-atos-imprudentes-nas-ruas-de-curitiba (acesso em 15/11/09)

13 de nov de 2009

II Seminário Estadual de Acessibilidade - V Seminário Nacional de Acessibilidade

Cursos e Atividades Local: Auditório Antonieta de Barros
Endereço: Palácio Barriga Verde - Rua Doutor Jorge Luz Fontes - Centro - Florianópolis - SC
Data Início: 18/11 - Data Final: 20/11 Horário Noturno: 18:00 - às - 22:00 Ministrante(s): Linamara Rizzo Batistella Steven Dubner Geraldo Magela Objetivo A transformação das cidades, com a eliminação das barreiras físicas, é um dos objetivos a ser alcançado, de forma que todas as pessoas possam ir e vir com segurança, independência e conforto. Nesse sentido, também, estará se promovendo cidadania. Acessibilidade à informação, ao transporte público e ao trabalho é uma meta a ser alcançada, tendo como apoio o decreto 5.296/2004 e todas as normas a ele agregadas.
Os eventos representam a continuidade das ações do Sistema CONFEA/CREA's e instituições do Estado de Santa Catarina em assegurar a garantia de acessibilidade para toda a população, além de debater as ações práticas realizadas por instituições e governos municipais, estaduais e federais, calcados na legislação e normas existentes. Ementa
Painel - Legislação e Fiscalização na área de Acessibilidade: O que compete a cada um.
Mostrar na prática qual a função que cabe a cada instituição com relação à legislação e fiscalização, de forma a fomentar ações para o cumprimento das normas que garantam acessibilidade, de forma justa e transparente, para toda a população. Painel - Mobilidade Urbana: Programas e Fontes de recursos.
Mostrar os programas existentes nos órgãos do governo para projetos de acessibilidade e os recursos disponíveis para a execução de transformações nas cidades. Esclarecer como se pode acessar essa fonte de recursos e as informações que devem conter os projetos.
Apresentação de casos de sucesso: na elaboração do projeto, na obtenção dos recursos e execução dos serviços. Painel - Aprendendo com a Prática: Percursos Urbanos Acessíveis.
Breve explanação das características espaciais e informativas que devem estar presentes em percursos urbanos de forma a serem acessíveis a pessoas com diferentes deficiências, seguida da apresentação de projetos e execução de obras em diferentes municípios. Demonstração prática das dificuldades, facilidades e aprendizados para a consecução dos trabalhos. Meta Carga horária: 18.00 Programação » Data: 18/11 - hs: 18:00 -->> Credenciamento
» Data: 18/11 - hs: 19:00 -->> Abertura Oficial
» Data: 18/11 - hs: 20:50 -->> Assinatura do Termo de Cooperação
» Data: 18/11 - hs: 21:00 -->> Palestra: Linamara Rizzo Batistella - Sec. Est. Direitos da Pessoa com Deficiência/SP
» Data: 18/11 - hs: 22:00 -->> Encerramento - Coquetel ao som de CAMERATA VIEIRA
» Data: 19/11 - hs: 08:30 -->> Abertura
» Data: 19/11 - hs: 09:00 -->> Painel: Legislação e Fiscalização na área de Acessibilidade: O que compete a cada um.
» Data: 19/11 - hs: 12:15 -->> Almoço
» Data: 19/11 - hs: 14:00 -->> Painel: Mobilidade Urbana: Programas e Fontes de recursos
» Data: 19/11 - hs: 17:05 -->> Coffe Break
» Data: 19/11 - hs: 17:20 -->> Palestra Motivacional: Steven Dubner
» Data: 19/11 - hs: 18:00 -->> Encerramento
» Data: 20/11 - hs: 08:30 -->> Abertura
» Data: 20/11 - hs: 09:00 -->> Painel: Aprendendo com a Prática - Percursos Urbanos Acessíveis
» Data: 20/11 - hs: 10:30 -->> Coffe Break
» Data: 20/11 - hs: 10:45 -->> Painel: Aprendendo com a Prática - Percursos Urbanos Acessíveis
» Data: 20/11 - hs: 12:10 -->> Encerramento: Geraldo Magela - Ceguinho é a mãe
» Data: 20/11 - hs: 13:00 -->> Encerramento oficial do evento Inscrições: http://www.alesc.sc.gov.br/sisescola/index.php (acesso em 13/11/09)

9 de nov de 2009

Pedestre será o tema do Pela Estrada Afora

O programa Pela Estrada Afora abordará neste sábado temas relativos ao cotidiano dos pedestres. A série do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), exibida pela TV Cultura, é voltada ao público infantil. A cada sábado os telespectadores poderão assistir a uma nova aventura das crianças Pedro, Julia, Rafa e Cris, que com a ajuda dos personagens dos contos de fadas descobrem a importância do respeito, do cuidado e da solidariedade no trânsito. O Denatran também lançará o hot site Pela Estrada Afora onde as crianças poderão trocar ideias e informações sobre os temas apresentados nos programas. Mais informações, Assessoria de Imprensa – Denatran imprensa.denatran@cidades.gov.br Fonte: http://www.denatran.gov.br/ultimas/20091106_pela_estrada_afora.htm (acesso em 09\11\09)

7 de nov de 2009

O trânsito como tema transversal nas escolas, funciona?


Escolhi a educação como profissão, em 1984, quando ingressei no curso de magistério. Leciono desde 1987. Iniciei com alunos das séries iniciais do Ensino Fundamental, depois com crianças da Educação infantil: pré-escolar, maternal e berçário. Ao concluir o curso de Letras (Língua Portuguesa e literatura), há 16 anos, passei a lecionar a disciplina de Português nas séries finais do Ensino Fundamental, no Ensino Médio e na Educação de Jovens e Adultos.

Convivi com estudantes de várias idades e de várias classes sociais. Aprendi a lidar com alunos do interior e da cidade grande, estudantes pobres e “filhinhos de papai”, alunos tímidos e alunos hiperativos.

 “Senti na pele” algumas das dificuldades do professor brasileiro, turmas numerosas, alunos indisciplinados, dificuldades de aprendizagem. Sei o quanto é sacrificante ter que deixar a família e trabalhar três períodos para garantir mais conforto aos filhos. Ter que abrir mão do lazer dos fins de semana para ficar preparando aula e corrigindo prova. Por isso entendo a aflição de muitos mestres, compreendo por que estão sempre sem tempo, por que resistem a assumir compromissos com projetos que possam lhe dar mais trabalho. Já passei por isso.

Dedico-me à educação para o trânsito desde 2003, estudando e ensinando. Entre livros, artigos, palestras, aulas e consultoria, busco alternativas de educar para o trânsito, objetivando não apenas a quantidade, mas também a qualidade na construção desse conhecimento.

Estou consciente do quanto precisamos nos mobilizar para conseguir sensibilizar as pessoas para essa causa. A luta por um espaço nas unidades de ensino é constante, pois sabemos da importância das escolas na formação de opinião e na mudança de atitude. A colaboração dos educadores à educação para o trânsito é imprescindível. Eles estão boa parte do tempo com as crianças e com os jovens e podem realizar um bom trabalho, com continuidade.  

Afinal, é importante que a educação para o trânsito seja permanente, não basta dar aulas ou palestras esporádicas de boas condutas no trânsito. Por melhor que seja a atividade, mesmo que tenhamos conseguido um bom índice de aprendizagem, se não falarmos mais no assunto, surgirão outros interesses aos participantes e os conhecimentos adquiridos naquela aula ou palestra irão desaparecer.

A Educação para o Trânsito merece ser inserida como disciplina no currículo do Ensino Fundamental e do Ensino Médio. Não é necessário que seja uma disciplina específica de trânsito, o ideal é que em sua ementa conste também, Ética e cidadania, a educação de valores positivos, como: responsabilidade, respeito, saúde, auto-estima, valorização da vida e outros. Uma educação de qualidade precisa está contextualizada com esses valores.

No entanto a realidade é outra, não temos a disciplina de educação para o trânsito. Nossa legislação, através das Diretrizes Nacionais da Educação (portaria 147/2009 do Denatran), implantada para complementar o capítulo VI do Código de Trânsito Brasileiro, prevê que a educação para o trânsito seja inserida nas escolas usando a transversalidade.

Usar a transversalidade, conforme consta nos Parâmetros Curriculares Nacionais, significa trabalhar o tema de forma contínua, sistemática, abrangente e integrada com outras áreas convencionais, presentes no currículo escolar. (BRASIL, Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros curriculares nacionais: terceiro e quarto ciclos: apresentação dos temas transversais. Brasília: MEC/SEF, 1998, p. 26 a 29).

Trabalhar a Educação para o Trânsito nas escolas de maneira transversal implica em inseri-la nos conteúdos curriculares. Para ilustrar, cito o exemplo usado pelo saudoso Professor Renier Rozestraten, no livro “Psicopedagogia do Trânsito”: Em vez do professor usar a frase: Lili gosta muito do seu cachorrinho branco, pode-se dizer: Lili sempre atravessa na faixa de pedestre. (ROZESTRATEN, Reinier Johannes Antonius. Psicopedagogia do trânsito: princípios psicopedagógicos da educação transversal para o trânsito para professores do Ensino Fundamental. Campo Grande. Editora UCDB, 2004, p. 20).

A transversalidade, á princípio, parece ser uma solução viável. Porém, para que ela aconteça, o trânsito deve ser inserido em várias disciplinas e em vários conteúdos curriculares. Será que os professores irão elaborar atividades transversais de trânsito?

Após uma palestra que os sensibilize e os motive a isso, talvez consigamos que façam por um tempo. No entanto, em virtude no excesso de atividades que possuem, logo deixarão a educação para o trânsito de lado.

É necessário oferecer ferramentas aos educadores, disponibilizar materiais didáticos e capacitá-los. Mais do que isso, o trabalho do professor deve ser monitorado, pois se fizermos curso de capacitação e não acompanharmos o processo corremos o risco desse trabalho não ser realizado com continuidade.

Um modelo de projeto de educação para o trânsito desenvolvido com o acompanhamento de monitores é o realizado pelo DNIT (Departamento Nacional de Infra-Estrutura e Transportes), em parceria com a Universidade Federal de Santa Catarina, denominado “Percepção de Risco no Trânsito das Escolas Públicas Lindeiras às Rodovias Federais”. Os professores além de receber capacitação e material de apoio, são acompanhados e orientados por monitores.

Com relação aos matérias didáticos entregues aos mestres contendo sugestões de atividades transversais de trânsito, faço a seguinte reflexão: Supondo que o professor esteja desenvolvendo o conteúdo multiplicação e na seqüência do manual educativo de trânsito está uma atividade que envolve fração. Será que ele vai interromper o conteúdo que vinha trabalhando para explicar fração e manter a seqüência do manual?

Quando oferecemos ao professor material educativo organizado para ser usado em seqüência, estamos desejando que os conteúdos curriculares se adaptem ao tema trânsito. Essa é a melhor estratégia?

Coordeno o projeto “Educação Continuada de Trânsito”. Em 2008, foi implementado em seis escolas públicas, do município de Palhoça – SC. Envolveu 06 escolas, 16 professoras e 405 alunos de 3ª e 4ª série (4º e 5º ano) do Ensino Fundamental. Sua aplicação teve várias etapas: Iniciamos com a sensibilização da equipe de educadores da Secretaria Municipal de Educação. Depois realizamos uma palestra aos diretores das escolas municipais e em seguida aos professores das escolas contempladas.

Em continuidade às ações, foram realizados encontros individuais com as professoras, semanalmente, a fim de acompanhar, avaliar e orientar o trabalho de educação para o trânsito realizado por elas. Os encontros aconteciam nos horários em que estavam com intervalo de aula; em que os alunos estavam com os professores de educação física ou de artes. Nesses encontros fazíamos o planejamento verificando em quais disciplinas e conteúdos seria inserido o tema trânsito, a idéia era trabalhar o assunto pelo menos uma vez por semana. A partir da escolha dos conteúdos, eram desenvolvidas atividades transversais. No início, foram elaboradas por mim. No entanto, após três meses, as próprias professoras, sob minha orientação, criavam as atividades. Entre as ações rotineiras de nossos encontros destacam-se: Entrega de atividades transversais de trânsito adaptadas aos conteúdos indicados pelas professoras; Orientação sobre a aplicação dessas atividades; Avaliação do trabalho desenvolvido na semana anterior; Verificação dos conteúdos curriculares que estavam sendo trabalhados em sala de aula, para elaboração de outras atividades. As avaliações eram realizadas oralmente, através de relatório escrito desenvolvido pelas educadoras e por meio da análise das atividades respondidas pelos alunos.

A aplicação do projeto nessas unidades de ensino foi um sucesso. A recepção por parte da direção, das professoras e dos alunos foi excelente. Claro, é preciso ser realista, também houve algumas dificuldades, pelo menos quatro educadoras nem sempre seguiam minhas orientações. Porém, como desde o início, a proposta era trabalhar a partir da conscientização, sem obrigatoriedade, ouvia os motivos das professoras e oferecia uma sugestão para que elas recuperassem os conteúdos atrasados.

Por outro lado, havia três professoras que faziam além do que pedia. Mesmo no início do projeto, aplicavam as atividades que eu sugeria e desenvolviam outras. A quantidade de atividades produzidas durante o projeto é significante, um material rico que merece ser estudado. Na segunda etapa, quando tinham que elaborar as atividades, inserindo o trânsito nos conteúdos do currículo, houve uma grande doação por parte das educadoras. Sei o quanto esse trabalho requer tempo e disposição. Mas houve também uma grande demonstração de talento e criatividade. Cabe aqui destacar o desafio que a professora Elizandra teve que enfrentar quando se propôs a trabalhar o trânsito junto com o aparelho reprodutor. Você tem idéia de como fazer isso?

Ela conseguiu, solicitou que os alunos refletissem sobre os cuidados que uma gestante deve ter ao transitar e sobre as mudanças de comportamento que algumas mulheres costumam apresentar quando estão com tensão pré-menstrual. Sobre o segundo item apresentou a questão: “O que você pensa a respeito: “A mulher quando está próxima de menstruar, ela fica irritada, brava com qualquer coisa, etc, isso chama-se tensão pré-menstrual (TPM), caso ela esteja no trânsito como será seu comportamento? Por quê?” (Elizandra Maria da Rosa).

A partir da relação que a professora fez, além da segurança no trânsito, é possível trabalhar vários aspectos, como respeito, vida, saúde e outros.

Esse experimento proporcionou muitas reflexões. Entre elas, enfatizo a necessidade de acompanhamento das atividades e a adaptação da educação para o trânsito aos conteúdos curriculares. É importante verificar o conteúdo disciplinar que o educador está, ou já desenvolveu com os alunos para então fornecer atividades relacionadas ao trânsito e a esse conteúdo, com acompanhamento. Dessa forma, o trânsito como tema transversal nas escolas funciona.

Essas são algumas reflexões, referentes à transversalidade do tema trânsito nas escolas, que compartilho com os que se interessam pelo assunto. Minha busca por soluções à segurança e à educação para o trânsito continua. Em breve novas idéias e reflexões sobre a temática.


São José, 07 de novembro de 2009.


IRENE RIOS DA SILVA, Especialista em Meio Ambiente, Gestão e Segurança de Trânsito e em Metodologia de Ensino; Professora de Educação no Trânsito e de Campanhas Educativas de Trânsito na UNIVALI – Universidade do Vale do Itajaí. Autora de Artigos e livros sobre Educação para o Trânsito.