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1 de out de 2009

Trânsito: educação ou fiscalização?

Na Semana Nacional do Trânsito 2009, várias ações de conscientização e alertas com objetivo de implantar uma cultura de paz no trânsito estão sendo realizados. O Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) escolheu neste ano o tema “Educação do Trânsito”. Em nosso título lançamos um dilema para refletirmos um pouco sobre a importância da educação e a fiscalização no trânsito, pois é justamente neste cenário que se manifestam os mais variados tipos de comportamento humano.
Educação engloba os processos de ensinar e aprender. É um fenômeno observado em qualquer sociedade e nos grupos constitutivos destas, responsáveis pela sua manutenção e perpetuação a partir da transposição às gerações que se seguem, dos modos culturais de ser, estar e agir necessários à convivência e ao ajustamento de um membro no seu grupo ou sociedade. Enquanto processo de sociabilização, a educação é exercida nos diversos espaços de convívio social, seja para a adequação do indivíduo à sociedade, do indivíduo ao grupo ou dos grupos à sociedade. Para Roberto Da Matta, há duas espécies de sujeito, o indivíduo e a pessoa, e situados em dois tipos de espaço social, a casa e a rua. A rua é o espaço público. Como é de todos, não é de ninguém, logo, tem-se ali um espaço hostil onde não valem as leis e os princípios éticos, a não ser sob a vigilância da autoridade.
A convivência na rua depende de uma negociação constante, entre iguais e desiguais. A casa, considerada num sentido amplo, é o espaço privado por excelência, onde estão “os nossos”, que devem ser protegidos e favorecidos. Daí o equilíbrio entre a educação formativa e a educação corretiva, se torna essencial no ato de educar para a convivência social."A primeira geração educou seus filhos de maneira patriarcal, a segunda, foi massacrada pelo autoritarismo dos pais. Na tentativa de proporcionar a eles o que nunca tiveram, os pais da segunda geração acabaram caindo no extremo oposto da primeira: a permissividade", declarou dr. Içami Tiba. Ivan Capelatto ressalta que um jovem sadio, normal vai reagir aos limites educativos com crises. E é nesse momento de restrição que o indivíduo terá a oportunidade de aprender que pode sofrer frustrações. A arte de cuidar implica aproveitar corretamente os momentos de fragilidade e de frustração por que passa o indivíduo a ser cuidado, para dar-lhe uma referência. Segundo Tania Zagury esta referência é a crença na ética, e o lar é o local perfeito e correto para estabelecer uma educação sadia, mostrar a realidade da violência de nossas ruas. Marcus Mendes Marques Instrutor em Transporte e Trânsito marcus_angela@hotmail.com Fonte:

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