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20 de set de 2009

Educação no Trânsito: uma questão de valor

Coordenadora de Educação para o Trânsito do DETRAN 18/09/2009 15:06 Um dos maiores problemas que atinge as cidades atualmente está relacionado ao trânsito, incidindo diretamente na diminuição da qualidade de vida das pessoas. Nesse contexto, fala-se muito em “educação para o trânsito”, como se existisse uma educação específica para o trânsito, para o meio ambiente, para a diversidade social, para a orientação sexual. Na verdade, o que existe é uma educação para a vida, capaz de garantir o desenvolvimento integral do ser humano, em seus aspectos cognitivo, afetivo e emocional, o que requer o desenvolvimento de habilidades e competências, de valores e princípios que o ajudem a ser e a conviver. O ser humano é o reflexo de suas atitudes, em todos os contextos da vida social. Entretanto, no trânsito, em função do número crescente de veículos num espaço público cujas vias já estão saturadas, a falta de educação tem contribuído para o surgimento de inúmeros conflitos que acirram a competição pelo espaço e se materializam nos acidentes de trânsito. Dessa forma, vê-se instaurado um grave quadro de violência social responsável por uma quantidade cada vez maior de mortes. Estatísticas apontam os acidentes de trânsito como uma das principais causas de mortalidade no Brasil, transformando o trânsito em uma questão de saúde pública e de segurança pública. O Código de Trânsito Brasileiro estabelece o trânsito seguro como direito de todos e como dever do Estado. A garantia desse direito passa, necessariamente, pelo investimento em três áreas: educação, engenharia e fiscalização, esta última entendida como o esforço legal para garantir a coibição de excessos e a punição de infratores/criminosos. Isso significa que devemos, sim, investir cada vez mais na educação, voltada para a formação da cidadania. Porém, o poder público constituído não pode se furtar das demais responsabilidades que lhe são atribuídas para que tenha condições efetivas de manter a ordem social, garantindo a toda a população o direito ao trânsito seguro, o direito à vida. Disso decorre que não pode deixar de investir em engenharia de tráfego e em fiscalização de trânsito. Caso contrário, teria a educação a capacidade de, isoladamente, instaurar a paz e a civilidade no trânsito? É oportuno resgatar o pensamento de Paulo Freire: “a educação sozinha não faz, mas também sem ela não é feita a cidadania”. Além da atuação do poder público, a promoção de uma cultura de paz no trânsito requer a participação ativa da sociedade. Com o objetivo de incentivar essa participação, o tema da Semana Nacional de Trânsito deste ano focaliza os valores ligados à cidadania, concebidos como requisito primordial para o compartilhamento do espaço público, no qual os indivíduos sejam capazes de conviver uns com os outros. Nesse sentido, valores como respeito, gentileza, cooperação, colaboração, tolerância, solidariedade devem fundamentar as práticas educativas, inclusive aquelas que se desenvolvem no seio familiar e na interação cotidiana dos indivíduos. Nesse processo, o exemplo é o melhor aprendizado. Nossas atitudes no trânsito além de produzirem ação imediata servem de exemplo para que outras pessoas adotem comportamento similar, num movimento de ampliação de área de abrangência. Nesse sentido, cada um de nós assume um papel relevante no processo de construção de uma cultura de paz no trânsito, capaz de preservar e valorizar a vida. Você já parou para pensar em suas atitudes no trânsito? Você invade a faixa de pedestres com o veículo, avança o sinal vermelho, trafega com a motocicleta pelos espaços vazios entre os carros, estaciona o carro em fila dupla, usa o telefone celular ao volante, ingere bebida alcoólica antes de dirigir ou mesmo dirigindo? Você já pensou que pode estar contribuindo para o aumento da violência no trânsito? Trânsito é atitude. Antes que seja tarde demais, mude o seu comportamento. Além de exercer a sua cidadania você será pode vir a ser o exemplo para alguém e, dessa forma, poderá influenciar e incentivar novos comportamentos. Renata Neves T. de Barros Freitas é Pedagoga, Mestre em Educação, Especialista em Gestão de Educação no Trânsito e Coord. Geral de Educação para o Trânsito do DETRAN-MT e-mail: coord.educ@detran.mt.gov.br Fonte:

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