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2 de ago de 2009

Segura peão!

Adoro andar de ônibus, principalmente quando o trânsito está congestionado! Os ônibus geralmente têm privilégios e conseguem chegar antes que os automóveis.
Andar de ônibus proporciona várias vantagens. É mais econômico e um excelente local para relaxar. Costumo fazer isso. Acomodo-me no banco, sem preocupação com o trânsito. Faço questão de deixar essa função inteiramente para o motorista. Encosto a cabeça, fecho os olhos e relaxo. Faço meditação. Visualização criativa. Pratico o pensamento positivo. Muitas vezes chego até a cochilar e a sonhar. Lamento quando chega o momento de desembarcar e sair daquele conforto. Certa vez, estava tão confortável que passei do ponto de parada e tive que andar um bom trecho a pé. Isso é um risco que se corre.
No ônibus, passamos vários minutos sentados ao lado de uma pessoa que geralmente não conhecemos. Às vezes é uma pessoa que “fala pelos cotovelos” e conta sua vida inteira em meia hora. Outras vezes um daqueles indivíduos que não é muito adepto ao banho, que contamina todo o ambiente com um odor insuportável. Porém, não raramente a pessoa que está sentada ao nosso lado pode ser um novo amigo, ou uma nova amiga. Ou até mais que isso...
No entanto, para ter garantia de sossego e conforto, é aconselhável, principalmente nos horários de “pico”, pegar o ônibus no terminal e sentar ao lado da janela. Quando o ônibus lota, os passageiros que estão em pé no corredor quase sentam no colo dos que estão na ponta do banco. Lembro de uma vez ter passado os quarenta minutos dentro do ônibus com uma bolsa batendo no rosto.
Teve um dia que peguei o ônibus completamente cheio. Tive que ficar em pé, segurando uma pasta. Que situação! Quem está sentado não percebe o quanto sofrem os passageiros que ficam em pé. Cada vez que o ônibus parava eu quase caia. Parecia que estava montando num touro. Só mesmo fazendo musculação para ter força e resistência física e conseguir se equilibrar.
A moça que estava na minha frente (não sei se a minha pasta estava batendo em seu rosto), percebendo minha situação, ofereceu-se para segurar a pasta. Com as duas mãos livres ficou mais fácil me equilibrar.
Quando chegava aos pontos de parada, “era um tal de empurra, empurra” das pessoas que precisavam desembarcar! Tinha que cuidar para eles não pisarem nos meus pés.
Nessas horas, entendo por que os passageiros que estão em pé às vezes quase sentam no colo dos que estão sentados. Entendo também por que muitos preferem o automóvel. Andar de ônibus é muito bom, mas bem sentado e do lado da janela.

SILVA, Irene Rios da. Quem? Eu? Eu Não! E outras crônicas de trânsito. Ilha Mágica Editora. Florianópolis, 2007. Página 73.

Sugestões de Atividades

Conteúdos: Transporte coletivo, complementos nominais 1. Dê sugestões para melhoria do transporte público. Resposta pessoal 2. Retire e classifique em objeto direto e objeto indireto os complementos dos verbos do 2º e 7º parágrafos, relacionados seguir: a) proporciona: várias vantagens = objeto direto b) encosto: a cabeça = objeto direto c) fecho: os olhos = objeto direto d) pisarem: nos meus pés = objeto indireto 3. Reescreva a penúltima oração na voz passiva. O automóvel é preferido por muitos.

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