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24 de jul de 2009

Telêmaco discute municipalização e segurança no trânsito

Mais de 200 pessoas acompanharam em Telêmaco Borba o I Fórum Municipal de Educação e Cidadania no Trânsito “Pare, olhe e escute seu coração - Para a vida prosseguir seu caminho” realizado na quarta-feira (22), no Auditório Carmem Iolanda Dalécio, na Secretaria Municipal de Educação (SME). “Municipalização no Trânsito” e “As Relações no Trânsito – Educação/Punição” foram os focos principais do encontro que reuniu autoridades políticas, militares, religiosas e comunidade. O prefeito de Telêmaco Borba e presidente da Associação dos Municípios dos Campos Gerais (AMCG) Eros Danilo Araújo frisou a participação da comunidade no evento destacando que o Fórum veio para priorizar a vida. “Temos lideranças políticas, religiosas e sociais que trabalham para que tenhamos uma cidade melhor para se viver, e percebemos isso quando vemos todos os vereadores participando e preocupados com a questão”, citou. Os palestrantes Luis Miura e Bárbara Andréia Marchesini apresentaram as experiências e projetos no trânsito que trouxeram resultados positivos em Maringá (PR) e Brasília (DF). A engenheira Bárbara, da Secretária de Transportes (Setran), da Prefeitura de Maringá explicou os projetos implantados no município que estão funcionando. Ela relatou a campanha da faixa de pedestre que atualmente é permanente. “Agora os motoristas estão respeitando a faixa, já reduzem a velocidade quando próximos a sinalização e dão preferência para o pedestre”, explicou a engenheira enfatizando que para isso acontecer houve um trabalho de preparação de 8 meses e o envolvimento de 400 voluntários para informar a população. Bárbara considerou que o trabalho de educação e conscientização, tanto de pedestre quanto de motorista precisam ser constantes. “Para que projetos e programas funcionem há necessidade de envolver a comunidade (escolas, associações, etc)”, reforçou. A engenheira relatou que para que ações sejam positivas é preciso pensar na cidade como um todo. “Não é um trabalho só de educação e fiscalização, mas também de engenharia. É o conjunto que trará resultados para a solução de problemas no município”, considerou. O psicólogo Luis Miura falou do resultado de projetos implantados. Miura destacou o “Paz no Trânsito” do Distrito Federal que reduziu as mortes no trânsito. Em quatro anos as mortes tiveram uma redução de 50%. O respeito à faixa de pedestre também foi destaque da palestra do psicólogo. “O pedestre é prioridade absoluta e o respeito à faixa é uma forma de preservar a vida”, acrescentou. Na sequência o coronel e diretor do Detran/PR David Pancotti falou sobre a municipalização no trânsito. Ele apresentou custos para o município com o processo, e explicou que o Novo Código de Trânsito (1998) prevê que todos os municípios façam a municipalização. Até agora, de acordo com ele, somente 10% dos municípios implantaram o processo. “A municipalização onera o orçamento, e os municípios precisam se estruturar”, alertou Pancotti, acrescentando que todo o processo dever ser feito através de convênio com o Detran. O coronel disse que a partir da municipalização a responsabilidade pelo trânsito passa a ser do município. “A municipalização não traz retorno financeiro para o município, mas trânsito não se mistura com dinheiro, o importante são vidas preservadas”, assegurou. Pancotti frisou que o custo da municipalização dificilmente será coberto com a arrecadação do próprio órgão, mas que com o tempo há possibilidades de parcerias e convênios que vão reduzir os custos para o município. Os processos para a municipalização foi um dos tópicos da palestra. Pancotti esclareceu que o município precisa fazer um estudo e há necessidade de uma boa estrutura. “A estrutura não pode nascer ‘capenga’ e nem muito ‘mega’, porque compromete o funcionamento do órgão e não se consegue ir pra frente”, pontuou. O prefeito Eros finalizou dizendo que “se queremos uma cidade melhor, temos que ir atrás e fazer as mudanças com consistência”. “O caminho para uma cidade mais justa e melhor para se viver é investir na educação e na conscientização, e é isso que Telêmaco tem procurado fazer, desde a primeira gestão”, destacou o vice-prefeito Ede Pukanski. Para o secretário Geral de Gabinete e organizador do evento, Sérgio Ubiratã Alves de Freitas, o lançamento do Fórum vai desdobrar em outras ações visando à educação e a preparação para uma possível municipalização do trânsito. “Sabemos que a municipalização tem que ser um processo racional e de forma consciente, pois não tem volta, além da Administração ter que realocar recursos para criar a estrutura e mantê-la”, comentou. O vice-presidente do Conselho Comunitário de Segurança (Conseg), Tomaz Antunes Neto, destacou a importância de ações de educação e conscientização e falou do projeto “Educação no Trânsito” que o Conseg desenvolve com estudantes. “No primeiro ano (1997), o projeto atingiu 3 mil alunos, em 2008, 6 mil e este ano estimamos que 15 mil alunos vão participar”. A vereadora e presidente da Câmara de Vereadores, Fátima Ribeiro, disse que o Legislativo está unido no tema e que todas as experiências positivas relatadas são válidas. “Queremos aprender com as ações que deram certo, por isso participamos e incentivamos a realização de debates”, disse. “O Fórum é o caminho para encontrar soluções para o trânsito e para a municipalização”, falou o comandante da 3ª Companhia Independente da Polícia Militar, major Edson Solak, enfatizando que a conscientização e a prevenção ajudam a evitar multas, danos pessoais e outros transtornos. MORTES O coronel Pancotti trouxe dados e números sobre as mortes no trânsito. Ele relatou que 35 mil pessoas por ano são vítimas fatais do trânsito e que isso implica num gasto de 30 bilhões de reais para o Estado. Outro dado apresentado foi de que 90% dos casos de acidentes são gerados pelo ser humano. “Precisamos trabalhar na conscientização para que esses índices reduzam”, apontou. Fonte:

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