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8 de jul de 2009

Quem? Eu? Eu Não!

A culpa é sempre dos outros. Da esposa, dos filhos, do vizinho, do cachorro, do prefeito, do tempo, das circunstâncias... O ser humano tenta de todas as maneiras encontrar um culpado para suas besteiras, seus erros, suas barbeiragens. Enfim, para suas atitudes. 

Existe cidadão que, quando sai à noite, bebe todas. No dia seguinte, acorda com “aquela cara”, morrendo de dor de cabeça, reclamando de tudo e de todos. Quando questionam seu comportamento, com a maior “cara de pau”, justifica. 

- Estou péssimo! Foi aquele vinho que bebi ontem. Não posso beber vinho. 

A culpa é do vinho? E o estudante que, após passar o ano todo sem estudar e sem fazer os exercícios de Língua Portuguesa, tem a ousadia de dizer que foi reprovado pelo professor. 

Quem reprovou quem? 

Inverno, um tremendo frio. Época de preguiça de sair da cama, de tomar banho. Tem que ter muita coragem para tirar a roupa. Aquele ventinho gelado entrando pela janela, insuportável! Então, em vez de colocarmos um agasalho, fechamos todas as janelas. Pegamos o ônibus lotado, com todas as janelas fechadas. Diversas pessoas respirando o mesmo ar. Várias contaminadas com o vírus da gripe. Aí ouvimos, com freqüência, comentários iguais ao que ouvi de duas senhoras no supermercado. 

- Estou com uma gripe, amiga! 

- É essa mudança de temperatura. Lá em casa tá todo mundo gripado. 

Na casa dela um deve ter contaminado o outro. 

Tenho um primo que vive se envolvendo em acidentes de trânsito. Porém, conforme seu relato, a culpa nunca é sua. É do outro motorista que parou de repente, da pista que estava molhada, da falta de sinalização. Ele geralmente arranja uma desculpa, tentando provar sua inocência. 

Certa vez, bateu sozinho num poste. Naquele dia, as provas eram todas contra ele. Estava nítido que, no momento da colisão, a velocidade do seu veículo estava acima da permitida. No entanto, tentou de todas as maneiras se inocentar. Só faltou dizer que o poste veio andando em sua direção e bateu no seu carro. 

Não assumir suas atitudes é uma fraqueza humana, uma insegurança. Culpar outras pessoas é desonestidade e covardia. 

Pensando bem, o sensato não é apenas achar os culpados pelos erros, mas sim se concentrar em alternativas que evitem a repetição do erro.

Objetivos:
  • Refletir sobre o conceito e a importância da responsabilidade;
  • Esclarecer que no trânsito os "acidentes" possuem um culpado e que esse culpado geralmente é o ser humano;
  • Motivar os alunos a assumir a responsabilidade de seus atos;
  • Explicar que nossas atitudes geram consequências que podem ser boas ou ruins;
  • Identificar e classificar os pronomes.
Sugestões de atividades

Conteúdos: Responsabilidade, trânsito e pronome.

1. Você conhece alguém que costuma não assumir suas responsabilidades? Descreva esta pessoa, relatando acontecimentos do cotidiano e do trânsito.  
Resposta pessoal

2. Qual sua opinião sobre esse tipo de atitude?
Resposta pessoal

3. Assinale V para as afirmativas verdadeiras e F para as afirmativas falsas. 

a) (V) No título da crônica há dois pronomes pessoais iguais e um pronome relativo. 
b) (F) No 1º parágrafo há dois pronomes possessivos e três pronomes indefinidos. 
c) (F) Não há pronomes no 3º parágrafo. 
d) (V) No 4º parágrafo tem um pronome indefinido. 

4. Reescreva o 9º parágrafo do texto sem os pronomes relativos, fazendo as alterações necessárias. 
Tenho um primo. O primo vive se envolvendo em acidentes de trânsito. Porém, conforme seu relato, a culpa nunca é sua. É do outro motorista. O outro motorista parou de repente. Da pista, a pista estava molhada. Da falta da sinalização. Ele geralmente arranja uma boa desculpa, tentando provar sua inocência.  

5. No 10º parágrafo há: 

a) 03 pronome(s) possessivo(s) adjetivo(s) 
b) 01 pronome(s) demonstrativo(s) 
c) 02 pronome(s) pessoal(is) 

6. Retire os pronomes do 11º e do 12º parágrafos do texto e classifique-os. 
Suas, outras, se, que.  

Irene Rios da Silva

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