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15 de jul de 2009

Após lutar por sinal, pedestres reclamam de desrespeito

Quarta-feira, 15 de Julho de 2009 17:29

Danúbia Burema Depois de lutar durante três anos com protestos e até fechamento de rua para conseguir sinalização no cruzamento das ruas Paulo Coelho Machado (antiga Furnas) e Antônio Maria Coelho, quem vive na região descobriu que o maior problema não era a falta de semáforo.

A "frustração coletiva" ficou mais forte ontem à noite, quando a jovem Dayane de Campos Delmondes, de 21 anos, morreu no cruzamento - já sinalizado, depois colidir com uma pick-up Courier.

“Eu jamais esperava que, depois da luta que tivemos aqui para colocar semáforo, tivesse outra morte”, diz inconformada a vendedora Elza Horácio Guimarães.

Ela conta que o semáforo apenas ‘amenizou’ os acidentes, mas não resolveu o problema porque os motoristas não respeitam a sinalização. Nem a mão única no trecho da Antônio Maria Coelho, a 50 metros do cruzamento, é respeitada, conta a vendedora. Além de trafegar na contramão, os motoristas furam o sinal vermelho e não respeitam a faixa de pedestres.

“Eu não sei que campanha dá para ser feita pra corrigir isso. Acho que é cultura do campo-grandense”, desabafa.

Elza confessa que chega a ‘fiscalizar’ o trânsito no local e avisa quando os motoristas estão fazendo alguma manobra proibida. Como resposta, costuma receber xingamentos. O saldo da negligência no cruzamento é negativo. Apesar de já ter perdido as contas de quantos acidentes já viu, se lembra bem dos que mais marcaram: duas mortes, incluindo a de ontem, e três vítimas que ficaram na cadeira de rodas.

A vendedora Luzia Santos, de 46 anos, também reclama do desrespeito ao semáforo instalado depois de tanto esforço. “Os motoristas passam correndo muito aqui”, revela.

Para ela, os acidentes no cruzamento poderiam acabar se os motoristas, simplesmente, respeitassem a sinalização.
 
Imprudência – De acordo com o comandante geral da Ciptran (Companhia Independente de Policiamento de Trânsito), Major Edmilson Lopes da Cunha, o que fica comprovado na maior parte dos acidentes na Capital é a falta de consciência dos motoristas. Ele destaca que tem aumentado o número de acidentes em cruzamentos sinalizados, como o da Antônio Maria Coelho com a Paulo Coelho Machado, que resultou na morte da jovem. “Só a sinalização não resolve, os motoristas têm que ter consciência”, destaca.  

Mau costume - A perita em trânsito Rosane Miguel afirma que cerca de 80% dos acidentes no trânsito ocorrem por falha humana. A situação é ainda mais grave se tratando dos motoristas de Mato Grosso do Sul, que desrespeitam as leis de trânsito. “O condutor de MS não sabe respeitar a sinalização”, afirma. Para ela, só será possível resolver isso quando a educação para o trânsito for ensinada desde cedo. “Tem que começar em casa”, diz.
 
Fonte: http://www.campogrande.news.com.br/canais/view/?canal=8&id=259424 (acessado em 15/07/09)

Esse fato me lembra uma frase que ouvi no Congresso Nacional de Educação para o Trânsito, em Porto Alegre (2005), não lembro qual dos palestrantes que proferiu, mas ficou gravado em minha mente: "O trânsito não melhora só com educação, mas o trânsito não melhora sem educação".

Toda e qualquer ação de trânsito, seja de engenharia, de legislação ou de operação, precisa ser acompanhada de educação. As mudanças ocorrem de dentro para fora. Por isso não basta trabalhar a estética, é necessário trabalhar também a ética.

Não vamos esperar nossas crianças crescerem e se tornarem adultos sem ética, com valores invertidos, vamos educá-las agora e fazê-las perceber o que realmente é importante na vida.

Para atingir as crianças precisamos educar os professores. É importante inserir a disciplina de Educação para o Trânsito no curso de pedagogia. É imprescindível sensibilizar e preparar os educadores para que construam valores positivos nos alunos. Ao fazerem isso estarão educando para o trânsito.

É fundamental a busca de alternativas para a conscientização dos pais, eles são os maiores resposáveis pela educação das crianças. É neles que elas se espelham.

Professores e pais precisam usar uma única linguagem para que a aprendizagem ocorra e seja permanente.

Irene Rios da Silva

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