Cadastre seu e-mail para receber as atualizações deste blog.

incluir retirar

1 de jun de 2018

Audiência do Site em maio de 2018



Visualizações de página do mês: 5.590

Postagens
Visualizações
424
261
193
149
128
121
115
110
82
77

Palestra de Irene Rios para alunos da EJA



Registro da palestra ministrada por Irene Rios aos alunos da EJA, da Escola Básica Municipal Vereadora Albertina Krummel Maciel, sobre "Escolhas e Segurança no Trânsito", dia 23 de abril de 2018.


Como o Japão reduziu 80% das mortes no trânsito

O país asiático já teve um índice de mortes no trânsito muito parecido com o que temos hoje no Brasil. Descubra como os japoneses conseguiram virar o jogo.

Por Gustavo Henrique Ruffo

 

Trânsito no Japão: uma redução nas mortes de 80% nas últimas décadas (Divulgação/Internet)

Talvez você não saiba, mas o Japão já teve uma taxa de mortalidade no trânsito parecida com a do Brasil.

Em 1970, morreram 16.765 pessoas nas estradas japonesas.

Em relação à população, na época de 103,72 milhões, isso dava 16,2 mortos para cada 100.000 habitantes.

Em 2016, morreram no trânsito brasileiro 35.708 pessoas, segundo o Data SUS.

Como nossa população há dois anos era de pouco mais de 206 milhões, isso daria uma taxa de 17,3 mortos por 100.000 habitantes.

Hoje o Japão tem um cenário totalmente diferente: com 126 milhões de habitantes, morrem no trânsito cerca de 4.000 pessoas por ano, ou seja, 3,2 pessoas por 100.000 habitantes.

Afinal, como o país conseguiu reduzir tanto sua taxa de mortalidade no trânsito?

 

No Japão, em 1970 morreram cerca de 16.765 pessoas nas estradas. Hoje não passam de 4.000. Já no Brasil morreram 35.708 pessoas em 2016

No Japão, em 1970 morreram cerca de 16.765 pessoas nas estradas. Hoje não passam de 4.000. Já no Brasil morreram 35.708 pessoas em 2016 (Alexandre Battibugli/Quatro Rodas)

Segundo estudo da International Association of Traffic and Safety Sciences (IATSS), isso se deve ao intenso esforço do governo japonês em três frentes.

Primeiro, tiraram motoristas bêbados e mal preparados das estradas.

Segundo, reforçaram sinalizações e elementos de facilitação de tráfego, como passarelas de pedestres.

Por último, fizeram com que essas sinalizações fossem respeitadas.

Assim, o currículo das autoescolas foi padronizado e criaram um cursinho que todo motorista deveria fazer a cada três anos para renovar a habilitação – semelhante ao que previa a resolução 726/18 do Contran no Brasil, publicada em março e logo depois revogada.

Bons motoristas, que não estiveram envolvidos em acidentes nem receberam multas, ganharam um período mais longo para renovação: cinco anos.
Mais passarelas

No campo das sinalizações e elementos de aumento de segurança no trânsito, houve um salto em quantidade. As placas pularam de 15.000 em 1970 para 95.000 em 1980.

As passarelas para pedestres, de 1.000 em 1967 para 9.000 em 1980.

Nos seis primeiros meses de instalação das passarelas, a redução no número de acidentes com pedestres foi de 85%.

 

As pacas pularam de 15.000 em 1970 para 95.000 em 1980

As pacas pularam de 15.000 em 1970 para 95.000 em 1980 (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Também houve melhoria no ambiente de tráfego, com grande ampliação de vias expressas em vez de estradas de mão dupla.

Em 1983, um estudo mostrou que essas vias expressas eram 14 vezes mais seguras que as estradas comuns.

Outro grupo de medidas envolveu reforços nos parâmetros de segurança dos veículos. Desde 1973, os automóveis japoneses devem atender a critérios ativos e passivos de segurança, assim como medidas de prevenção a incêndios.

Isso para modelos novos, mas os usados também são obrigados a passar por inspeções veiculares técnicas.

 

No Japão, a primeira inspeção ocorre três anos após o primeiro emplacamento

No Japão, a primeira inspeção ocorre três anos após o primeiro emplacamento (Renato Pizzutto/Quatro Rodas)

Como aquela instituída pelo Código de Trânsito Brasileiro em 1997 e regulamentada apenas com a já suspensa resolução 716/17, editada só depois de 20 anos.

No Japão, a primeira inspeção ocorre três anos após o primeiro emplacamento e as demais são feitas a cada dois anos.

O estudo da IATSS também aponta para reforços na fiscalização e o aumento de hospitais de emergência e de campanhas educativas, mas não teve como mensurar o efeito dessas medidas na diminuição de acidentes, ainda que isso pareça evidente diante da redução de fatalidades.

As seis medidas

Outro levantamento sobre medidas de redução de acidentes foi elaborado pela PwC (PricewaterhouseCoopers).

Com o nome A Guide for Policy Makers: On Reducing Road Fatalities (Um guia para legisladores sobre redução de mortes no trânsito), o estudo relata quase os mesmos fatores que a IATSS aponta.

São, no total, seis elementos: comportamento seguro dos motoristas; programas governamentais de redução de acidentes; veículos e estradas mais seguros; proteção a pedestres e a outros usuários vulneráveis; programas de treinamento e educação; dados confiáveis.

Este último critério requer uma coleta adequada desses dados.

Se as informações forem corretas, é possível criar políticas eficientes de redução de acidentes, que atacarão questões de engenharia (tanto dos automóveis quanto das vias), de educação e treinamento e, por fim, de reforço no cumprimento das leis.

É isso, segundo a consultoria, que leva a um trânsito mais seguro, seja em que país for aplicado.

Os caminhos para o Brasil se equiparar ao Japão, pelo menos em termos de trânsito, são claros. Resta apenas serem seguidos adequadamente.

Fonte:

31 de mai de 2018

Curso de Aperfeiçoamento para Professores Multiplicadores de Educação para o Trânsito, com Irene Rios, em Pelotas - RS


Curso de Aperfeiçoamento para Professores Multiplicadores de Educação para o Trânsito, ministrado por Irene Rios, em Pelotas - RS, dias 15 e 16 de maio de 2018.

Professores da Rede fazem curso de educação para o trânsito

Mestre pela Universidade do Vale do Itajaí, Irene Rios compartilha conhecimentos com 55 professores da Rede
Por Salvador Tadeo 
  A Prefeitura deu início, na manhã desta terça-feira (15), no auditório do Colégio João XXIII, ao Curso de Aperfeiçoamento para Professores Multiplicadores de Educação para o Trânsito. Promovida pela Secretaria de Transporte e Trânsito (STT), a capacitação é ministrada pela autora do Guia Didático de Educação para o Trânsito e mestre em Educação pela Universidade do Vale do Itajaí, Irene Rios.
      Com prosseguimento na tarde desta terça-feira (15) e na quarta-feira (16), nos dois turnos, possui 55 professores da rede de ensino do Município como participantes. A programação faz parte de uma série de ações desenvolvidas pela STT para o Maio Amarelo, movimento internacional que busca conscientizar a população sobre o alto índice de mortos e feridos nas estradas.
Foto: Janine Tomberg
      Na abertura do encontro, o prefeito em exercício Idemar Barz destacou a importância do curso, em uma época em que o aumento de veículos na cidade e a intolerância das pessoas na direção contribuem para infrações, acidentes e mortes.











Conheça o projeto sobre educação de trânsito para surdos

Trata-se uma plataforma/site com informações/educação de trânsito para surdos (acessível em Libras) para adultos e crianças, tudo pode ser acessado grátis.

O objetivo é ajudar a reduzir a distância entre a educação de trânsito e os cidadãos brasileiros, em especial neste momento em que você está necessitando de informações para realizar a avaliação no DETRAN.
Nosso portal foi pensado e desenvolvido para auxiliar você PESSOA COM DEFICIÊNCIA AUDITIVA (SURDO) e está completo com textos que podem ser traduzidos em LIBRAS, vIdeoaulas e SIMULADOS para te auxiliar e tirar suas dúvidas em relação ao processo de habilitação.
Sinta-se a vontade, todo o conteúdo é inteiramente  GRÁTIS e nossos vídeos possuem tradução (janela com Tradutor em LIBRAS).

Nós somos o trânsito - Detran ES



Perguntamos a algumas pessoas sobre suas atitudes no trânsito. E sem que elas soubessem, também ouvimos seus filhos. Veja a reação dos pais e mães ao assistirem às respostas dos pequenos.

1 de nov de 2017

Audiência do Site em outubro de 2017




Visualizações de página do mês: 5.011

Postagens
Visualizações
265
209
131
117
108
106
75
74
66
65

Qual o sentido das campanhas educativas de trânsito?

Por Márcia Pontes.
Na Semana Nacional do Trânsito convido à todos a uma reflexão oportuna. Qual o sentido das ações que chamamos de educativas de trânsito e que se realizam país afora nas datas comemorativas como esta e ao longo do mês do Maio Amarelo? A cada ano as ações parecem se repetir, ao mesmo tempo em que a preocupação parece, muitas vezes, ser com a quantidade e não com a qualidade do que se faz. No final dessas ações comemoram-se cada vez que se contabilizam tantas palestras, tantos mil panfletos distribuídos, tantas “blitz educativas”, tantas pessoas envolvidas a mais, e por aí vai.  Mas, quais os indicadores para avaliar, mensurar, medir a responsividade dos participantes? Como sabemos que aquilo que realizamos deu mesmo resultado?  Quais as ferramentas de qualidade que utilizamos para justificar a visibilidade que tentamos dar a essas ações que se destacam em datas comemorativas?
Sabe aqueles 5 mil panfletos distribuídos na Semana Nacional do Trânsito com dicas de segurança no intuito de fazer com que as pessoas não dirijam depois de beber? Quantos deles deram o resultado esperado?
E aquela campanha para estender o braço antes de atravessar na faixa? Que indicadores temos de que elas realmente funcionaram? Quantos pedestres passaram a agir com todas as cautelas exigidas no artigo 69 do CTB para os autocuidados e a segurança dos pedestres?
“Pôxa vida, eu entreguei o panfleto e aquela mulher jogou no lixo!” Pois bem, temos de aceitar que é isso que muitas pessoas fazem quando recebem algum material deste tipo que chamamos de “educativo.” Não interessa se a sua intenção é salvar o mundo dos acidentes de trânsito: nem todo mundo vai se importar e não vai adiantar ficar chateado.
O fato é que a segurança no trânsito, a epidemia de mortes, de sequelados e os altos custos que pagamos para além dos custos patrimoniais com acidentes ainda sensibilizam uma parcela medíocre da população. Tem muito mais pessoas provocando acidentes diariamente porque abusam da velocidade, porque atravessam na faixa com a sinaleira vermelha para os pedestres, porque não afivelam o capacete no queixo, porque não cobram o uso do cinto de segurança, sobretudo no banco de trás, porque não protegem as crianças na cadeirinha e por aí vai. Gastamos milhões por ano em campanhas para pedir o óbvio aos usuários do trânsito.
A coisa mais simples que tem é pedir para fazer uma lista de ações que chamamos de educativas de trânsito: palestras, desfiles, distribuição de panfletos, de laços, de fitas, de adesivos, fazer apresentações na praça, teatro, simulação de acidentes e outros eventos. Mas, e o resultado disso para além dos números? Há pouco tempo tivemos um acidente durante um evento com motos na BR-470. Um acidente em meio a um movimento para tentar impedir acidentes!
Vejam o caso de Blumenau: alto índice de acidentes envolvendo motociclistas e motoristas embriagados, por exemplo. Feito cachorros correndo em volta do próprio rabo lá vamos nós para as ruas fazer “blitz educativa” sem indicadores de responsividade porque tratamos de forma rasa os assuntos profundos relacionados ao trânsito.
Difícil encontrar uma cidade brasileira que tenha uma política pública séria, bem definida, sustentável e bem executada para a segurança no trânsito. As ações ao longo de todo o ano são desconexas, isoladas, desestruturadas, não são integradas e sistêmicas. Setores ligados ao trânsito mal se conversam, mal interagem.
Quando se fala em sociedade civil organizada a primeira coisa que vem em mente para muitos é não deixar faltar nenhuma das representações, das entidades, que geralmente são grupos segregados com objetivos comuns que nem sempre são aqueles dos demais usuários do trânsito. E assim vamos esquecendo a parcela maior da população, os não escolares, os idosos que caminham ou que dirigem e que junto com as crianças são as principais vítimas de acidentes.
Faz-se ações repetidas ano a ano com foco nas escolas ou nos pontos mais movimentados do centro da cidade, as chamamos de educativas com um entusiasmo de quem inventou a roda e ignoramos que a Semana Nacional do Trânsito é um período para avaliarmos aquilo que fazemos o ano inteiro e aplicarmos ferramentas da qualidade para a melhoria contínua.
Pertenço a uma escola em que a Semana Nacional do Trânsito é uma data para se rever, se refletir, se debruçar sobre todas as ações preventivas que fazemos durante o ano, como em um Diagrama de Ishikawa ou ciclo de PDCA nas suas quatro etapas para agir sobre o que é feito e promover melhorias contínuas. Em tudo o que se refere ao trânsito a ferramenta não funciona porque pulam-se as demais etapas e vai-se direto para o agir a toque de caixa, para cumprir tabela. Sem indicadores de avaliação, sem planejamento estratégico, sem responsividade para tudo o que se ousa fazer. Que resultado prático deu a campanha? Nunca se sabe.
É fato que o interesse pelos assuntos do trânsito deveria ser natural e atemporal no país em que mortos, feridos e sequelados cravam uma verdadeira epidemia. A movimentação, os debates, o interesse e as ações integradas, sistêmicas e estruturais deveriam ser o ano todo sem esperar por leis e calendários específicos.
Fico me perguntando até que ponto a sociedade se importa e quer mesmo salvar vidas no trânsito enquanto o ano inteiro o tema é tratado de forma tão relaxada. Cidades centenárias que sequer têm políticas públicas voltadas para o trânsito; escolas que não colocam esse tema fundamental em seus Projetos Políticos Pedagógicos (PPP), empresas que gastam milhões em equipamentos de proteção individual e veem seus funcionários morrendo porque não sabem se comportar no trânsito, além das ações “educativas” e de “prevenção” focadas no de sempre: palestras e distribuição de panfletos.
Não que esses recursos não sejam considerados, mas precisam estar integrados e contextualizados em ações permanentes, estruturais, que cheguem, acima de tudo, à população, principalmente a não escolar. Alguém aí ouviu falar de segurança viária laboral? Visão Zero? ISO 39.001 para a gestão da segurança viária?
Sem uma plataforma cultural voltada para a segurança no trânsito, colhemos o fruto amargo de tratar de forma rasa e agendada anualmente os assuntos mais profundos. Que na próxima Semana Nacional do Trânsito tenhamos muito o que avaliar daquilo que realizamos o ano todo sem preocupação com a quantidade, mas com a qualidade do que estamos fazendo.
Fonte: